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Copy of Teorias sobre a natureza da arte

Ao longo dos tempos vários filósofos foram definindo o que é a arte, estabelecendo assim um conjunto de teorias ...
by

Gonçalo Santos

on 9 May 2013

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Transcript of Copy of Teorias sobre a natureza da arte

O que é a arte? A arte como imitação;
A arte como expressão;
A arte como transfiguração da realidade;
A arte como conhecimento;
A arte como símbolo;
A arte como pura forma. O termo IMITAÇÃO traduz o termo latino "imitatio", que por sua vez traduz o termo grego "mimesis", e que é interpretado como "reprodução fiel da realidade" ou da natureza. Hoje considerada como postura superficial (Gadamer) este era o conceito dominante na antiguidade clássica em Platão e Aristóteles. Para Platão, a arte é a reprodução de algo que se toma como modelo, para Aristóteles todas as artes imitam a realidade.
Esta concepção ficou de tal forma enraizada na nossa cultura que dominou a estética até ao séc. XVIII. A ideia de que a arte - e sobretudo a pintura - imita ou deve imitar a realidade, constituindo-se como uma cópia ou espelho no qual os objectos se refletem o mais fielmente possivel, não tem hoje em dia aceitação nos meios artísticos ou nas teorias sobre a arte, mas, continua contudo a seduzir a opinião publica em geral. CRITICAS À CONCEPÇÃO DA ARTE ENQUANTO IMITAÇÃO DO REAL É uma concepção ingénua do real; a realidade não se reduz aos objectos da nossa percepção imediata. Há na realidade dimensões - como a dimensão subatómica da matéria - inacessíveis aos sentidos. As coisas não são como as experienciamos à escala humana. O artista não representa as coisas que vê, mas o modo como imagina as coisas. Até o quadro aparentemente mais realista está condicionado na sua criação pela experiência do artista, pelos seus sentimentos, pela forma como avalia as relações sociais do seu meio, pelos ideais que, porventura, queira transmitir. A arte como Expressão A concepção da arte como expressão é acentuada e desenvolvida sobretudo pelo romantismo, que valoriza de forma especial o poder criador da imaginação do artista. Expressão de quê? De sentimentos e emoções dificilmente transmissíveis de outra forma.
Uma famosa versão do conceito de arte como expressão é a teoria de Tolstoi, romancista Russo. Para Tolstoi a arte é a comunicação intencional de sentimentos. Primeiro, o artista tem uma experiência ou um sentimento (medo, ou alegria, angustia, esperança, etc), decide então partilhar esse sentimento com os outros. Para comunicar este sentimento ao seu semelhante cria uma obra de arte - uma história, um romance, uma peça de teatro, um quadro, uma música, que lhe dará de novo esse sentimento original. O sentimento do autor passa então a ser vivido pela audiência. A arte é assim a forma por excelência de partilha de sentimentos com os seus semelhantes e portanto só um sentimento genuíno pode resultar na expressão numa obra de arte. A arte como Transfiguração da Realidade A arte é uma modalidade específica de vivência do mundo e de organização da experiência humana. O que o artista cria corresponde a uma transfiguração do mundo real. O universo artísitico é o real transfigurado, recriado, nunca algo absolutamente irreal. O artista abre à realidade as portas da imaginação e alarga o horizonte da nossa experiência sensível e também da experiência pensante.
O SÍMBOLO é o instrumento desta transfiguração. Pelo símbolo dá-se a abertura da realidade "representada" a sentidos e significados que não possui em si mesma. Na obra "Guernica" de Picasso vemos objectos fragmentados, sem qualquer coerência entre si, o desenho é simples e quase infantil, os tons negros e cinzentos. Todos estes elementos compõem uma imagem dilacerante dos efeitos do bombardeamento da aldeia basca Guernica que ultrapassa o contexto da guerra civil espanhola convertendo-se num simbolo universal do horror da guerra e das atrocidades humanas. A arte como conhecimento A arte é uma forma de organização do mundo que transforma e transfigura a experiência vivida dando-a a conhecer, não mediante conceitos abstractos, mas através do sentimento e da imaginação.
Assim ao apreciarmos uma obra de arte fazemo-lo através dos nossos sentidos, e é apartir dessa percepção sensível que podemos intuir a vivência que o artista expressou na sua obra, uma visão nova, uma interpretação nova da natureza e da vida. O artista atribui significados ao mundo por meio da sua obra. o espectador lê esses significados nela depositados. Essa interpretação só é possível em termos de intuição e não de conceitos, em termos de forma sensível e não de signos abstractos. A tela de Mondrian intitulada "New York" não reproduz figurativamente, iconicamente, a cidade, mas representa analogicamente a vivência do artista em relação a ela A arte como símbolo Nesta concepção a arte seria definida como símbolo de sentimentos. Algumas obras, em especial as musicais, são a representação icónica por excelência de certos processos psicológicos porque nela não está presente o elemento representativo. A música é essencialmente cinética; sendo uma arte temporal, flui com o tempo, agita-se, salta, ondula, os esquemas rítmicos da música parecem-se com os da vida, ou por outras palávras são icónicos. A arte como pura forma Na obra de arte podemos distinguir dois planos: o plano do conteúdo (o tema a mensagem, a história e os sentimentos que pretendo comunicar), e o plano da forma que se concretiza como o meio de materialização do conteúdo. Para os partidários da concepção da arte como pura forma, o especificamente artístico é a forma. A arte deve ser esvaziada de qualquer conteúdo, ela não deve ter qualquer preocupação temática ou transmitir uma mensagem. A arte abstracta é o expoente máximo desta perspectiva. EXERCÍCIO: Expressão Imitação do real A arte enquanto imitação do real Expressão Imitação do real Transfiguração / Símbolo Transfiguração / Símbolo Arte como símbolo Arte como símbolo Arte como símbolo arte como conhecimento Arte como forma Arte como forma Arte como forma
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