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TCC

Neurofisiologia da dor
by

Gisele Marchetti

on 24 November 2015

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Transcript of TCC

ALUNA: Gisele Marchetti.
ORIENTADOR: Paulo Afonso Cunali.
CO-ORIENTADOR: Daniel Bonotto.
NEURALGIA DO GLOSSOFARÍNGEO DE
ORIGEM TUMORAL: RELATO DE CASO CLÍNICO

É uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a dano tecidual real ou potencial ou descrita em termos deste dano.

DOR OROFACIAL
INTRODUÇÃO
DOR OROFACIAL

TECIDOS DUROS
TODAS AS ESTRUTURAS INTRA-ORAIS
TECIDOS MOLES
1° Odontalgias;

2º Disfunções temporomandibulares;

- Várias condições que causam cefaléia e neuralgias.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
(SARLANI, GRACE 2005)
NEURALGIAS
Alterações neuropáticas que causam dores intensas, geradas por sensibilidade nervosa seja por compressão vascular ou tumores intra-cranianos.
NEURALGIA DO GLOSSOFARÍNGEO
Sensação somática geral de tato, dor e temperatura:

- Terço posterior da língua;

- Faringe;

- Ouvido médio ;

- Área próxima ao meato acústico externo.


NEURALGIA DO GLOSSOFARÍNGEO
Distúrbio unilateral doloroso caracterizado por dores breves, tipo choque elétrico, com início e término abruptos, e está localizada na orelha, base da língua, fossa tonsilar ou abaixo do ângulo mandibular.
(CHAWLA, FALCONER 1967)
CARACTERÍSTICAS
Início abrupto/súbito;
(IASP 1979)
Paroxismos - minutos ou horas;
Segue o trajeto do nervo;
Geralmente é unilateral;
Espontânea;
Geralmente associada a estimulos;
INCIDÊNCIA
(SINGH et al., 2013)
(BRUYN 1983)
(RUSHTON et al., 1981)
0.2 a 0.7 em cada 100.000 pacientes;
A proporção de homem para mulher é de 7:8;
50 anos de idade.
ETIOLOGIA
TRATAMENTO
FARMACOLÓGICO
CIRÚRGICO
Descompressão vascular.
Anti-epilépticos;
Cansaço;
Tonturas;
Diplopia;
OBJETIVO
Discutir as técnicas semiológicas e abordagem da NGF por meio do relato de um caso clínico com etiologia tumoral.
RELATO DO CASO
Usuária de protese dupla há 8 anos;
QUEIXA PRINCIPAL:
Dor intensa em choque elétrico e pontadas, de início súbito na região de rebordo inferior e base da língua do lado direito, de início há 2 anos .
A.M.M.M;
Gênero feminino;
63 anos ;
Região de referência intra-bucal.
Academia Americana de Dor Orofacial (AAOP)
Oito respostas positivas;
Anamnese e exame clínico;
Research Diagnostic Criteria for
Temporomandibular Disorders
(DWORKIN, LE RESCHE 1992).
ANAMNESE
Relatou irritação;
DEFLAGRADOS/EXACERBADOS
MASTIGAÇÃO
RIR/FALAR
ABRIR A BOCA
PROTESE TOTAL INFERIOR
Curta duração, grande frequência e sensação de choque elétrico. Vertigem e tontura associados.
ANAMNESE
Cefaléia - sem nausea/mudança de visão;
ALIVIO DA DOR
Paracetamol e
Dipirona.
HISTÓRIA MÉDICA
Hipertensão e
Hipotireoidismo;
HISTÓRICO FAMILIAR
Acidente vascular cerebral, alterações cardíacas e câncer;
ANAMNESE
SITUAÇÃO PSICOSSOCIAL
Sono;
Qualidade de vida;
Afastamento social;
Falta de energia;
EXAME FÍSICO
Normalidade dos nervos cranianos
exceto do glossofaríngeo.
DOR
Rebordo inferior direito e base da língua durante todos os movimentos mandibulares;
Simples toque na mucosa, representava a queixa principal.
NEURALGIA DO GLOSSOFARÍNGEO
BENZOCAÍNA TÓPICA 20%;
Depleção momentânea da dor;
Confirmar hipótese diagnóstica
Carbamazepina
doses crescentes;
Descarte de possíveis interferencias
com o sitio da dor.
Retorno de trinta dias;
Melhora subjetiva significativa;
Reforçando a hipotese diagnóstica;
Reajuste da dosagem para 200mg/dia;
DISCUSSÃO
O relato desse caso clínico demonstra como o cirurgião-dentista deve estar apto realizar o diagnóstico diferencial das diferentes dores orofaciais. Identificar a dor neuropática na prática clínica requer conhecimento das suas particularidades.
DISCUSSÃO
Atendimento multidisciplinar - HC;
Diagnosticada lesão expansiva sólida extra-axial na cisterna pré-pontina à direita, sugestiva de meningioma.
Ressonância em corte axial.
Controle de cinco meses;
Episódios de dor descritos como raros
e de menor intensidade;
Ajuste da PT inferior;
Reajuste da dose de carbamezepina de 200mg/dia para 400mg/dia;
Controle de seis meses;
Ausência de episodios dolorosos.
Sobreposição de estruturas com inervações distintos;

Ausência de lesão clinicamente diagnosticável;

Desproporção estímulo - resposta dolorosa;
O encaminhamento para avaliação neurológica é fundamental em casos de neuralgias faciais. A realização de ressonância magnética e tomografia computadorizada como auxiliares no diagnóstico da neuralgia do glossofaríngeo é indispensável (GOMES, TEIXEIRA 2006; TEIXEIRA, SIQUEIRA 2003).
DISCUSSÃO
Difícil estabelecer o limite nosológico das neuropatias orofaciais.
DISCUSSÃO
Segundo SINGH et al., (2013), os eventos de dor podem ocorrer espontaneamente, mas são geralmente associados com um estímulo desencadeador específico.
Ainda não há um consenso universal para o diagnóstico da dor neuropática, várias características clínicas são sugestivas dessas enfermidades.
SCHESTATSKY (2008); SINGH et al., (2013)
Alodinea e Hiperalgesia;
Dor paroxística no trajeto do nervo afetado.
Áreas de gatilho capazes de deflagrar eventos de dor de curta duração / choque elétrico;
DISCUSSÃO
Rir;
Mastigar;
Tocar a orelha;
Tosse;
Bocejos;
Falar;
Deglutição;
Assoar o nariz;
DISCUSSÃO
Segundo SCHESTATSKY (2008), as dores neuropáticas respondem pobremente aos analgésicos comuns.
Desgastes realizados na base Prótese Inferior, estão em consonância com os estudos de
HARRIS (1937)
, que conclui que a dor pode ser provocada pela estimulação de pontos específicos na área de distribuição superficial do nervo glossofaríngeo.

DISCUSSÃO
A depleção momentânea da dor pela aplicação de benzocaína 20% na região posterior da língua, é considerada um teste clínico útil para diagnóstico diferencial por BONICA (1979) e PATT (1992).
DISCUSSÃO
DISCUSSÃO
TOMSON et al., 1980; ASPESI 1967; SELMAN et al., 1967; TOMSON et al., 1980; TAYLOR et al., 1981; GREENE e SELMAN 1991).
(ASPESI 1967; SELMAN et al., 1967; TOMSON et al., 1980; TAYLOR et al., 1981).
Dose incícial de 600mg;
1.600 mg;
(TAYLOR et al., 1981).
Reações adversas: sonolência, vertigem, vômito, diarreia, erupções cutâneas
(SELMAN et al., 1967; AL-UBAIDY et al., 1976)
ou até mesmo bradicardia
(HERZBERG, 1979)
.
CONCLUSÃO
O cirurgião-dentista deve estar atento ao diagnóstico diferencial das dores orofaciais, especialmente nas neuropatias episódicas, pois a etiologia tumoral deve ser descartada. Nestes casos, a rápida referência a centros terciários é fundamental para o bom prognóstico.
REFÊNCIAS
REFERÊNCIAS
AL-UBAIDY, S. S.; NALLY, F. F. Adverse reactions to carbamazepine (tegretol). Br J Oral Surg, v. 13, n. 3, p. 289-293, 1976.

ASPESI, N. Control of trigeminal neuralgia with G 32883. Rev Bras Med, v. 24, p. 33-35,1967.

BERKOWITZ, R. I. et al. Behavior therapy and sibutramine for the treatment of adolescent obesity. Jama, v. 289, p. 1805-12, 2003.

BLUMENFELD, A.; NIKOLSKAYA, G. Glossopharyngeal Neuralgia. Curr Pain Headache Rep, v. 343, n. 17, p. 03, 2013.

BONICA, J. J. Introduction of nerve blocks. In: Bonica JJ, Ventafrida V (eds), Advances in Pain Research and Therapy vol 2, New York, Raven Press, p. 303-310, 1979.

BRUYN, G.W. Glossopharyngeal neuralgia. Cephalalgia, v. 3, n. 3, p. 143–57, 1983.

CHAWLA, J. C. Glossopharyngeal and vagal neuralgia. Br Med J, v. 3, n. 5, p. 529-31, 1967.

DWORKIN, S. F.; LERESCHE, L. Research diagnostic criteria for temporomandibular disorders: review, criteria, examinations and specifications, critique. J Craniomandib Disord, v. 6, n. 4, p. 301-55, 1992.

EBOLI, P. et al. Historical characterization of trigeminal neuralgia. Neurosurgery, v. 64, n. 6, p. 1183–6, 2009.

ELIAS, J. et al. Glossopharyngeal neuralgia associated with cardiacsyncope. Arq Bras Cardiol, v. 78, n. 5, p. 510–9, 2002.

FERROLI, P. et al. Microvascular decompression for glossopharyngeal neuralgia: a long-term retrospectic review of the Milan-Bologna experience in 31 consecutive cases. ActaNeurochir, v. 151, p. 1245-50, 2009.

GAUL, C. et al. Improvement of diagnosis and treatment of glossopharyngeal neuralgia. Schmerz, v. 22, n. 1, p. 141-6, 2009.



GOMES, J. C. P.; TEIXEIRA M. J. Dor no idoso. Revista Brasileira de Medicina, v. 63, n. 11, p. 560, 2006.

GREEN, M. W.; SELMAN, J. E. Reviewarticle: the medical management oftrigeminal neuralgia. Headachev, v. 31, n. 9, p. 588-92, 1991.

HARRIS, W. The facial neuralgias. Oxford University Press, v. 6 p. 100–02, 1937.

HARRIS, W. Peristent pain in lesions of the peripheral and central nervous system. Brain, v. 44, p. 557–71, 1921.

HEITHER, G. M. Comparison of two patients with similar facial pain complaints of dental and non-dental etiologies. J Can Dent Association, v. 58, n. 9, p. 752-5, 1992.

HERZBERG, L. Trigeminal neuralgia. Med J Aust, v. 2, n. 5, p. 262, 1979.

IASP (International Association for the Study of Pain). Pain terms: A list with definitions and notes on usage. Pain, v. 6, n. 3, p. 249–52, 1979.

KARIBE, H. et al. Preoperative visualization of microvascular compression of cranial nerve IX using constructive interference in steady state magnetic ressonance imaging in glossopharyngeal neuralgia. Journal of Clinical Neuroscience, v. 11, n. 6, p. 679-81, 2004.

KOUZAKI, Y. et al. Opioid effectiveness for neuropathic pain in a patient with glossopharyngeal neuralgia. Rinsho Shinkeigaku, v.49, n.6, p. 364-9, 2009.
OBRIGADA.
“Quem deseja ver o arco-íris, precisa aprender a gostar da chuva”
O Aleph.
AGRADECIMENTOS
Ao professor orientador e ao co-orientador;
Aos funcionários da UFPR;
Ao PET Odontologia;
Aos colegas e amigos;
À paciente.

Sonolência;
(SIMONE 2008)
Compressão do nervo glossofaríngeo por estruturas vasculares, lesões ou tumores intracranianos;
Irritação mecânica constante no nervo;
Diminuir significativamente o limiar de excitabilidade.
http://www.jornalipanema.com.br/blogs/dr-jose-william-saude-bucal
http://www.jornalipanema.com.br/blogs
http://www.jornalipanema.com.br/blogs/dr-jose-william-saude-bucal/2622-o-dentista-responde-dores-na-articulacao-da-boca
http://www.jornalipanema.com.br/blogs/dr-jose-william-saude-bucal/2622-o-dentista-responde-dores-na-articulacao-da-boca
http://www.jornalipanema.com.br
http://www.jornalipanema.com.br
http://www.jornalipanema.com.br/blogs
http://www.curtomuito.com/sintomas-depressao-tratamento/
http://www.curtomuito.com/sintomas-depressao-tratamento/
http://www.curtomuito.com/sintomas-depressao-tratamento/
http://www.curtomuito.com/sintomas-depressao-tratamento/
http://vivabem.band.uol.com.br/saude/noticia/100000589831/Anvisa-cria-grupo-de-trabalho
http://vivabem.band.uol.com.br/saude/noticia/100000589831/Anvisa-cria-grupo-de-trabalho-para-estimular-uso-racional-de-remedio.html
http://vivabem.band.uol.com.br/saude
http://vivabem.band.uol.com.br/saude/noticia/100000589831/Anvisa-cria-grupo-de-trabalho-para-estimular-uso-racional-de-remedio.html
(EBOLI et al., 2009)
(KOUZAKI et al., 2009; SIMONE 2008)
PRÓTESE TOTAL
INFERIOR
Escala Visual Analógica;
Características na anamnese e exame físico levaram ao estabelecimento da hipótese diagnóstica de NGF , além de estar dentro da faixa etária na qual as neuropatias são mais comuns.
De acordo com SIMONE et al., (2008) e TEIXEIRA, SIQUEIRA (2003), a NGF é mais prevalente depois dos 50 anos.
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