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Aula - Fontes

Fundamentos do impresso - 10/10
by

Karine Vieira

on 8 October 2013

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Transcript of Aula - Fontes

1/10
Fontes
Nelson Traquina (1999, p. 172): o autor trabalha com três considerações sobre fontes:
Conceitos:
Nível 1 - fontes institucionais (oficiais): instituições políticas, de governo, empresas, universidades, centros de pesquisa. O acesso tem que ser direto e há uma relação entre o jornalista e a fonte, que se estabelece no nível das relações pessoais.
Nível 2 - dos assessores de imprensa: estes com acesso direto aos líderes e patrões. É também uma relação cultivada. Também pode-se incluir neste grupo consultores ou conselheiros com acesso aos líderes. Seria uma relação um pouco mais equilibrada e mais próxima.
Nível 3 - relações públicas (marketing, comunicação e imagem): se estabelece um relacionamento formal, de acordo com a pauta. Normalemente são pessoas, segundo Santos, que não conhecem tão bem a empresa ou instituição que representam e mais atrapalham do que ajudam.
Segundo Rogério Santos no trabalho do jornalista com fontes existe a caracterização e a hierarquização das mesmas que se faz em três níveis:
Oficiais, oficiosas e independentes
Fontes oficiais são mantidas pelo Estado; por instituições que preservam algum poder de Estado, como as juntas comerciais e os cartórios de ofício; por empresas e organizações, como sindicatos, associações, fundações etc. Fontes oficiosas são aquelas que, reconhecidamente ligadas a uma entidade ou indivíduo, não estão, porém, autorizadas a falar em nome dela ou dele, o que significa que o que disserem poderá ser desmentido.
Fontes independentes são aquelas desvinculadas de uma relação de poder ou interesse específico em cada caso. Das três, as fontes oficiais são tidas como as mais confiáveis e é comum não serem mencionadas: os dados que propõem são tomados por verdadeiros. Assim,citamos a população de uma cidade brasileira sem mencionar que ela foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgamos o Produto Interno Bruto (PIB) sem nos referirmos à repartição que o calculou. Trata-se de um mau hábito, que se deve mais a um tradicional antagonismo com o mundo oficial do que a qualquer questão de credibilidade. Devem-se citar, sempre que possível, as fontes, sobretudo de dados numéricos, e questionar informantes sobre a origem dos números que citam.
A natureza das fontes para Nilson Lage (2004)
Primeira: o relacionamento entre o jornalista e a fonte de informação é sagrado e é protegido por lei: a Lei de Imprensa concede o direito ao jornalista de, mesmo em tribunal, não revelar a identidade da sua fonte de informação. Dada a inviolabilidade da relação, a quebra do sigilo profissional por parte do jornalista é um ato grave.
Segunda: o jornalista sabe que as fontes de informação não são desinteressadas. Para poder acreditar na fonte é preciso que esta prove a sua credibilidade. As melhores fontes são aquelas que já demosntraram a sua credibilidade e nas quais o jornalista pode ter confiança.
Terceira: também no campo jornalístico opera a convenção da "credibilidade da autoridade", ou seja, "quanto mais alta é a posição do informador melhor é a fonte de informação". Esta convenção segue o seguinte raciocínio: a posição de autoridade confere credibilidade. Algumas pessoas, pela posição que ocupam, sabem mais que outras; daí devem ter acesso a mais fatos, então, a sua informação deve ser, em princípio, mais correta.
Baseada nestas considerações, a conclusão é que as pessoas com maior autoridade, essas que têm contatos regulares com os profissionais do campo jornalístico, permitindo assim provar a sua credibilidade, são favorecidas no processo de produção de notícias.
"Mentem menos se os funcionários são mais estáveis e, portanto, conseguem sustentar sua integridade como estatísticos ou analistas. Mentem menos em sistemas totalitários do que democráticos; mentem muito, provaram Chosmky e Hernam, nos Estados Unidos, quando estão em jogo os interesses imperiais do País".
Para Lage, as fontes oficiais tendem a falsear a realidade, sonegar informações para preservar assuntos estratégicos e benefícios.
Exemplos: uma matéria sobre agronegócio, mais especificamente sobre soja.
Fontes primárias: os agricultores, cooperativas
Fontes secundárias: pesquisadores, consultores, corretores
Primárias e secundárias:
Fontes primárias são aquelas em que o jornalista se baseia para colher o essencial de uma matéria; fornecem fatos, versões e números. Fontes secundárias são consultadas para a preparação de uma pauta ou a construção das premissas genéricas ou contextos ambientais.
Testemunhos e experts:
O testemunho é normalmente colorido pela emotividade e modificado pela perspectiva: pode-se testemunhar uma guerra sem presenciar uma batalha, assistindo a um pedaço de uma (dificilmente se terá acesso ao todo), ou vendo várias; do lado do vencedor ou do vencido; identificando-se com as vítimas ou com os agressores.
Haverá diferenças cruciais entre o relato de conflitos na Palestina feitos por um judeu ortodoxo e por um militante muçulmano, por mais honestos que ambos sejam.
Experts são geralmente fontes secundárias, que se procuram em busca de versões ou interpretações de eventos. Um cuidado preliminar é o de formular, pelo menos no início, perguntas pertinentes: nada incomoda mais um especialista do que questões disparatadas. No entanto, é preciso não abandonar um tema sem que se tenha entendido a explicação; afinal, é difícil escrever sobre algo de que não se tem um modelo mental consistente.
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