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Parte2

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Dee Dee Fox

on 11 June 2014

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Transcript of Parte2

Todos/as pela Igualdade - Parte 2
Por uma Intervenção Integrada para a Mudança!!!
Eleições Legislativas - Deputados da Assembleia da República
6. Estratégias para a Mudança
É de salientar a elaboração do V Plano Nacional para a Igualdade;

O I Plano data de 1997.
As Mulheres na Educação
* Existem mais mulheres com nível de escolaridade superior (duplicou o número de doutoradas) e secundário, e menos mulheres jovens em situação de abandono precoce de educação e formação;

.* As mulheres acompanharam a evolução positiva observada no país ao nível da investigação e desenvolvimento, assim como na utilização de tecnologias de informação e comunicação;
2.3. Remuneração Salarial
Gap Salarial de Género
* A remuneração base média e o ganho médio dos homens são, em todos os níveis de qualificação, superiores às auferidas pelas mulheres.

* Para conseguirem ganhar o mesmo que os homens ganham num ano, as mulheres em Portugal teriam de trabalhar mais 65 dias, ou seja, até dia 6 de Março de 2014;
ao invés, os homens, poderiam começar a trabalhar só nesse dia, para haver igualdade salarial.

* Verifica-se a maior discrepância nas profissões relacionadas com o exercício de cargos de direcção (Representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, dirigentes, diretores/as e gestores/as executivos/as), auferindo os homens mais de 32% do que as mulheres.
(Des) Igualdade de Género
1. Género e Educação
3. Tomada de Decisão
PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DO PARLAMENTO EUROPEU
Aspectos da situação actual das Mulheres e dos Homens em Portugal
"A igualdade dos géneros na tomada de decisões é uma questão de qualidade e igualdade.

Uma participação mais equilibrada dos géneros contribui para decisões mais diversificadas e, portanto, melhores.

O equilíbrio de género é também uma questão de igualdade garantida pela Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

* O número de mulheres em cargos administrativos, especialmente em cargos de chefia, garante que os aspetos relacionados com o género sejam tidos em conta na preparação de todas as políticas."
OS números da Discriminação
1. Género e Educação
2. Mercado de trabalho - Actividade, Emprego, Desemprego, Ganhos
3. A tomada de Decisão
4. Organização da Vida Familiar
5. Violência em Função do Género
6. Estratégias para a Mudança: O Papel do Estado, das Entidades Empregadoras e da Família
A taxa de participação entre Homens e Mulheres é desigual
2.2. Mercado de Trabalho - Desemprego
4. Organização da Vida Familiar
Para Reflectir:

* "Os dados estatísticos de 2012 refletiram um crescimento galopante do desemprego em setores tradicionalmente masculinos, como a construção, o comércio, a reparação e manutenção de automóveis, a indústria, etc. (...) é preciso ter presente que as reformas na administração pública, os cortes drásticos anunciados e a forte contração do emprego no setor da educação, um setor muito feminizado, podem vir a provocar uma alteração nesses números".


Na Constituição Portuguesa
"Todos têm direito ao trabalho.
Para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover:
-A execução de políticas de pleno emprego;
-A igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou
género de trabalho e condições para que não seja vedado ou
limitado, em função do sexo, o acesso a quaisquer cargos, trabalho ou categorias profissionais;
-A formação cultural e técnica e a valorização profissional dos trabalhadores".


In Constituição da Republica Portuguesa,

Artigo 58º –Direito ao trabalho
Em Portugal as mulheres ganham, em média, menos 18% do que os
homens, por isso, o Dia da Igualdade Salarial em Portugal é assinalado, em 2014, no dia 6 de Março.
2.3.1. Factores que "justificam" o Gap Salarial
* áreas de estudo preferenciais das mulheres ao nível de diplomados no ensino superior são as ciências sociais, comércio e direito (30,5%) e a saúde e proteção social (27,1%).
Vídeo "Acabar com as disparidades"
* As Mulheres detêm as qualificações académicas mais elevadas;

* Cerca de 9% da população feminina possui um curso superior, enquanto na população masculina este indicador é cerca de 6%;


* Escolhas Vocacionais e de Carreira

* Percepções acerca da Feminilidade e Masculinidade

* Antecipação do Conflito Família-Trabalho
Desigualdades no Mercado de Trabalho
1.1. O Género na Prática Educativa
* O currículo oculto e em acção;

* Manuais Escolares

* Preferências por certas matérias ou disciplinas

* Auto-conceito e percepção individual

* O Contexto Escolar

* Atitudes dos/as docentes e auxiliares

* A avaliação condicionada
"A educação é um direito que exige acesso igualitário à educação de boa qualidade para todos:

Um processo educacional no qual meninas e meninos, bem como mulheres e homens, tenham oportunidades equivalentes de desenvolver plenamente seus talentos e de alcançar resultados
que confiram benefícios sociais e económicos a todos os cidadãos, sem discriminação.

Esses benefícios são imensos.
E são também alcançáveis
."
5. Violência em Função do Género
6.3. O papel da Família
Apesar da lei da paridade, que obriga a que nas listas para a Assembleia da Republica, Parlamento Europeu e Autarquias, cada sexo tenha uma representação mínima de 33,3%, constata-se que há ainda muito a fazer:

Embora a Presidente da Assembleia da Republica seja uma mulher: Maria da Assunção Esteves, na constituição do Governo, num total de 11 ministros existem apenas 2 mulheres: Paula Teixeira da Cruz (Ministra da Justiça) e Assunção Cristas (Ministra da Agricultura, do Mar, do ambiente e do Ordenamento do Território.).

Nas autarquias locais de 2013, a proporção de mulheres presidentes de Câmara Municipal, de acordo com os dados disponibilizados pela DGAI, foi de 23 câmaras o que, num universo de 308 autarquias, corresponde a 7,5%.
Portugal cai 12 lugares em ranking
sobre igualdade de género
"No espaço de apenas um ano, Portugal tornou-se num país mais desigual entre homens e mulheres, com uma queda de 12 lugares no relatório do Fórum Económico Mundial que publica um índice sobre igualdade de género, no qual os portugueses ocupam agora a 47.ª posição.

Uma queda de 12 posições sobretudo devido a uma quebra no rácio da educação primária e terciária, bem como na percentagem de mulheres em posições ministeriais (31% em 2011 e 18% em 2012)”.
"Em termos de educação desce também para 57.ª posição e no campo da sobrevivência e saúde para a 83.ª.
A área da participação política é, ainda assim, aquela em que o país tem melhor posição, com um 43.º lugar.

Na edição de 2011, que já denotava uma tendência de queda para o país, referia-se que os factores mais penalizadores para as mulheres portuguesas eram a saúde e os salários, concretamente as “pequenas deteriorações nas categorias de rendimento estimado, igualdade salarial e representação feminina no Parlamento”.


in relatório do Fórum Económico Mundial, Jornal Público 25/10/2012
"Em nenhuma sociedade, as mulheres desfrutam das mesmas oportunidades educacionais oferecidas aos homens.

A sua jornada de trabalho é mais longa e seu o salário é menor. As suas oportunidades e opções de vida são mais restritas que as dos homens.

A desigualdade de acesso e de desempenho das meninas, em termos educacionais, é tanto causa quanto consequência dessas disparidades.

A desigualdade educacional é uma das grandes infrações dos direitos das mulheres e meninas e também uma barreira importante ao desenvolvimento social e económico".
Relatório Conciso da Unesco sobre EPT
Relatório Conciso da Unesco sobre EPT
2011-2013
2. Diferenças de Género no Mercado de Trabalho
* Elevada participação feminina nas categorias profissionais de “Especialistas das profissões intelectuais e científicas” - apesar de apenas uma pequena minoria estar ligada às universidades

* A precariedade do trabalho feminino reflecte-se pelo facto de as mulheres estarem maioritariamente representadas na categoria profissional de “Trabalhadores/as não qualificados/as.

* "É evidente que as mulheres são hoje mais escolarizadas do que os homens, mas os progressos em termos de progressão profissional, ocupação de posições de liderança e de tomada de decisão são muito tímidos. É preciso continuar a desconstruir os estereótipos de género, que persistem nas culturas e práticas organizacionais, assim como no pensamento e no comportamento dos seus agentes. (...) é preciso partilhar equitativamente o trabalho doméstico e do cuidar, pois a assimetria na divisão do trabalho não pago retira ainda a muitas mulheres a disponibilidade para investirem nas suas carreiras profissionais." Sara Falcão.
Sobre as mulheres no processo de decisão político qualidade e igualdade (2012)
+ de metade do eleitorado –53%

+ de metade dos/as trabalhadores/as intelectuais e científicos - 58,8%

Quase metade dos/as médicos/as - 45,4%

+ de metade das advogadas - 53,5

+ de 2/3 dos/as agentes de ensino - 72,1 %

+ de metade dos/as estudantes universitários - 57,1%

Um grupo responsável por 80% do volume de compras

Uma força de trabalho não remunerada posta ao serviço da comunidade cuja riqueza é estimada em cerca de 40% do PIB
… é o elemento fundamental da sociedade.

… é uma comunidade de pessoas, de funções, de direitos e de deveres, e uma realidade afectiva, educativa, cívica, económica e social.

… é um lugar privilegiado de trocas, de transmissões e de solidariedade entre gerações. Deve ser respeitada, deve receber protecção e apoio e deve aceder aos direitos e serviços necessários para exercer plenamente as suas funções e as suas responsabilidades.

A Família
Art.º 1 da “Declaração dos Direitos Fundamentais da Família
Observatório das Famílias e das Políticas de Família, relatório 2012
* Alta taxa de actividade feminina existente em Portugal, mesmo nas idades mais fecundas;

* Convergência com a taxa de actividade masculina nestes grupos etários;

* De facto, a maior % de actividade feminina, de 89.1 %, encontra-se na faixa etária dos 25 aos 34 anos (fase da vida pessoal em que se tende a entrar na vida conjugal e a ter filhos, )

* Mantem-se nos 87,7% na faixa dos 35-44 anos, em que muitas mulheres ainda estão a ter filhos ou têm filhos em idade escolar.
Observatório das Famílias e das Políticas de Família, relatório 2011
A fixação crescente e consistente das mulheres no mercado trabalho tem modificado a organização da vida familiar, ao impulsionar a consolidação de modelos de duplo emprego no casal;


A inclusão do homem nas lides familiares quotidianas tem sido lenta e gradual, ainda longe da igualdade na divisão conjugal do trabalho parental e doméstico;

Em Portugal,
os homens dedicam, em média, 15h por semana
aos cuidados aos filhos,
estando ainda longe das 22h que as mulheres passam a fazer
estas tarefas (-7h);

No que toca ao número de
horas de trabalho doméstico, verifica-se que as mulheres portuguesas trabalham, em média, mais 7 h por semana
do que os homens.
4.2. Conciliação Vida Familiar/Trabalho
Situação Portuguesa Actual
* Os dados relativos a 2012 mostram que a partilha, em pelo menos um mês, da “licença parental inicial” entre os casais portugueses se manteve na ordem dos 20% do total das licenças parentais iniciais concedidas (ambientes laborais resistentes ao uso das licenças por parte dos homens);

* Grande défice de infra-estruturas de apoio à família: serviços de acolhimento e prestação de cuidados a crianças – em particular creches para crianças com idade inferior a 2 anos – serviços de apoio a idosos dependentes e os chamados serviços de proximidade;
* Verificam-se ainda comportamentos bastante tradicionais no apoio à família: na maioria dos casos, a prestação de cuidados a filhos ou familiares idosos e doentes é atribuída essencialmente às mulheres.;

* Aumento da esperança de vida, com o consequente aumento do número de idosos dependentes necessitados de cuidados;

* Uma quebra acentuada das taxas de natalidade, o que se reflecte na diminuição das redes de apoio e de entre-ajuda familiar.
Situação Portuguesa Actual (Cont.)
* Prolongamento da escolaridade nas gerações mais novas, com forte evolução nos níveis atingidos pelas mulheres;

* Novas formas familiares, com origem, nomeadamente, em situações de divórcio ou em nascimentos fora da conjugalidade.
Transformações sociais emergentes na sociedade portuguesa

Reflexos na vida profissional e familiar de ambos

Maiores dificuldades à compatibilização de dois dos mais importantes domínios da vida social: a vida profissional e a vida familiar.
Mecanismos e Organismos para a Igualdade
O papel do Estado em parceria com o Poder Local e a Comunidade
*Regulação das formas e tempos de trabalho e prevenção de discriminações;

* Melhoria da abrangência e qualidade dos serviços de saúde;
Melhoria dos serviços públicos;

* Criação de estruturas de cuidados a crianças em idade pré escolar;

*Criação de estruturas integradas de ensino e de actividades formativas e de ocupação de tempos livres;

* Melhoria dos serviços de apoio a idosos;

*Melhoria da rede de transportes públicos.
Maior responsabilidade e partilha na realização das tarefas domésticas e na prestação de cuidados aos/às filhos/as e restantes membros do agregado familiar.
5.1. Conceito de Violência Doméstica
Qualquer conduta ou omissão de natureza criminal, reiterada e/ou intensa ou não, que inflija sofrimentos físicos, sexuais, psicológicos ou económicos, de modo directo ou indirecto, a qualquer pessoa que resida habitualmente no mesmo espaço doméstico ou que, não residindo, seja cônjuge ou ex-cônjuge, companheiro/a ou ex-companheiro/a, namorado/a ou ex-namorado/a, ou progenitor de descendente comum, ou esteja, ou tivesse estado, em situação análoga; ou que seja ascendente ou descendente, por consanguinidade, adopção ou afinidade.


5.4. Vítimas e Agressores
Totais Nacionais APAV 2012
Totais Nacionais APAV 2012
5.5. Violência de Género
Violência em função do género - para remarcar a importância da cultura; esta forma de violência é uma construção social e não uma derivação espontânea da natureza. É inflingida em ambos os sexos.

A violência mais expressiva é contra as mulheres, no espaço doméstico e de intimidade e articula-se com a situação mais geral de subordinação das mulheres nas outras esferas da vida simbólica e de uma sociedade patriarcal, cujo poder entre os sexos é desigual.


5.3. Tipos de Crime de Violência Doméstica
5.6. Ciclo da Violência
A violência doméstica funciona como um sistema circular – o chamado ciclo da violência doméstica – que apresenta, regra geral, três fases:

1. Fase de aumento da tensão
: as tensões quotidianas acumuladas pelo/a agressor/a que este/a não sabe/consegue resolver, criam um ambiente de perigo iminente para a vítima que é, muitas vezes, culpabilizada por tais tensões.

Sob qualquer pretexto o/a agressor/a direcciona todas as suas tensões sobre a vítima.

2. Fase do ataque violento
: o/a agressor/a maltrata, física e psicologicamente a vítima (homem ou mulher), que procura defender-se, esperando que o/a agressor/a pare e não avance com mais violência.
Ciclo da Violência (Cont.)
Ciclo da Violência (Cont.)
3. Fase do apaziguamento ou da lua-de-mel:
o/a agressor/a, depois da tensão ter sido direccionada sobre a vítima, sob a forma de violência, manifesta arrependimento e promete que não vai voltar a ser violento/a.

Pode invocar motivos para que a vítima desculpabilize o comportamento violento.

Para reforçar o seu pedido de desculpas pode tratá-lo/a com delicadeza e tentar seduzi-lo/a, fazendo-o/a acreditar que, de facto, foi essa a última vez em que ela/e se descontrolou.
Este ciclo é vivido pela vítima numa constante de medo, esperança e amor.

Medo, em virtude da violência de que é alvo;

Esperança, porque acredita no arrependimento e nos pedidos de desculpa que têm lugar depois da violência;

Amor, porque apesar da violência, podem existir momentos positivos no relacionamento.

O ciclo da violência doméstica caracteriza-se pela sua continuidade no tempo, isto é, pela sua repetição sucessiva ao longo de meses ou anos, podendo ser cada vez menores as fases da tensão e de apaziguamento e cada vez maior e mais intensa a fase do ataque violento. Em situações limite, o culminar destes episódios poderá ser o homicídio.
Ciclo da Violência (COnt.)
Em redor do tema violência doméstica, existem ainda muitos mitos e preconceitos,
que estão longe de ser uma realidade.
Costa (2003) refere os seguintes:

A mulher sofre porque quer, senão já o tinha deixado.
Facto: a mulher maltratada pode não dispor de meios económicos para se poder afastar;

As mulheres sentem-se dependentes.
Facto: muitas vezes a mulher não tem apoios para abandonar o local com os filhos do agressor;

A mulher alguma coisa fez...
Facto: nada justifica a violência, nem ninguém tem o direito de maltratar;

Não existe violência contra os Homens.
Factto: Existe violência sobre ambos os sexos e as denúncias masculinas aumentaram.
O homem tem desculpa porque tem problemas ou estava embriagado.
Facto: a agressão é punida por lei; o agressor quase sempre reincide;

Entre marido e mulher ninguém mete a colher.
Facto: enquanto problema social todos podem vir a precisar de ajuda;

Quanto mais me bates mais gosto de ti.
Facto: muitas mulheres vivem em permanente estado de terror físico e mental;

É preciso aguentar para bem dos filhos.
Facto: a separação dos pais pode não causar tanto sofrimento à criança quanto os maus-tratos à mãe e até porque assistindo à violência - as crianças estão também a ser vítimas.
5.8. Na Legislação
Actualmente o Código Penal já consagra expressamente (no art. 152º - Violência Doméstica) que existe crime de violência doméstica quando existam "maus tratos físicos e psíquicos, incluindo castigos corporais, privações da liberdade e ofensas sexuais (...) a pessoa de outro ou do mesmo sexo" com quem o agressor "mantenha ou tenha mantido uma relação análoga à dos cônjuges, ainda que sem habitação".

Para além deste artigo específico, a lei também criminaliza, por exemplo, as ameaças, a coacção, a difamação, as injúrias, a subtracção de menor, a violação de obrigação de alimentos, a violação, o abuso sexual e o homicídio ou tentativa de homicídio.
5.9. Plano de Segurança Pessoal
O que fazer durante o acto violento:

• proteger partes do corpo mais vulneráveis (ex. cabeça, olhos, etc);
• evitar agir de forma a despoletar violência por parte do(a) agressor(a) (por exemplo, evitar fazer coisas que em outras alturas desencadearam uma reação violenta);
• pedir socorro (o mais alto que conseguir);
• procurar um local seguro e ajuda em casa de familiares ou amigos;
• procurar um hospital para ser observada(o), mesmo que não existam sinais visíveis de agressão:
- não lavar ou limpar qualquer parte do corpo ou roupa que traga vestida no momento do ataque;
- deixar o local do crime tal como se encontra;
- fazer queixa na esquadra local ( PSP\GNR) ou Tribunal;
In Gabinete de Atendimento à Famíla www.gap.pt
Contactos úteis

• União de Mulheres Alternativa e Resposta - www.umarfeminismos.org

• Associação de Mulheres contra a Violência - www.amcv.org.pt

• Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género - www.cig.gov.pt

• Violência Online - www.violencia.online.pt/

Gabinete Atendimento à Família
Telefone 258 829 138

Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG)
Telefone 21 798 30 00

Associação de Mulheres Contra a Violência
Telefone 21 38 02 160

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV)
Telefone 707 20 00 77

Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica
Telefone 800 202 148
5.10. Impacto da Violência Doméstica nas Crianças
A violência doméstica afeta cada membro da família, incluindo as crianças.
As estatísticas revelam que mais de três milhões de crianças presenciam por ano, violência no seu lar.
Desta forma, as crianças aprendem, através dos modelos de referência, que a violência é aceitável e aprendem a guardar para si as suas emoções - a violência doméstica também é secreta para eles.
* Consequências Emocionais (baixa-autoestima, insegurança, raiva, depressão);
* Consequências Comportamentais (enurese, dependência, agressividade);
* Sociais (isolamento, dificuldade em enfrentar desafios);
* Físicas ( dores de cabeça e de estômago; sinais de ansiedade;fadiga).
5.11. Violência no Namoro
A violência na intimidade não se circunscreve às relações conjugais, estando presente quer nas relações de namoro, quer relações juvenis ocasionais.

A investigação tem revelado níveis perturbadores de violência nas relações na intimidade juvenil. Nestas situações e no caso de a relação se prolongar no tempo, a violência tem tendência a aumentar, ao nível de frequência e gravidade, conduzindo, por norma, a comportamentos emocionalmente abusivos.

A violência no namoro compreende maioritariamente actos menos severos, como por exemplo insultar, difamar, gritar, ameaçar, esbofetear, entre outros.

Um em cada 5 jovens reconhece ter sido vítima de comportamentos emocionalmente abusivos.
5.12. Sinais de Alerta
* Lesões físicas para as quais não apresenta explicação plausível

* Medo claro na presença do/a parceiro ou quando o nome do/a parceiro/a é referido por outrem

* Afastamento em relação aos amigos

* Recusa ou desinteresse por actividades anteriormente apreciadas

* Baixa no rendimento escolar

* Absentismo escolar

* Fugas da escola/de casa

* Evitar de conversas sobre o tema “namorado/a”
5.13. Como ajudar alguém nessa situação?
* Converse com ele/A e ajude-o/a a abrir-se. Tente ser direto/a;

* Não faça julgamentos ou elabore juízos sobre as decisões tomadas - Ouça-o/a e faça-o/a sentir que acredita no que está a ouvir;

* Reforce que a violência não é culpa da vítima;

* Ajude-o/a a desenvolver novos contactos;

* Seja paciente;
Para Reflectir:
4.1. Na origem das Mudanças
5.2. Tipos de Violência Doméstica
* Violência entre Parceiros

* Violência inflingida às crianças

* Violência inflingida aos idosos

* Violência inflingida a pessoas com deficiência
5.7. Os Mitos
Violência Doméstica assume a natureza de
crime público
(desde 2000) o que significa que o procedimento criminal não está dependente de queixa por parte da vítima, bastando uma denúncia ou o conhecimento do crime, para que o Ministério Público promova o processo.

O procedimento criminal inicia-se com a notícia do crime, e pode ter lugar através da apresentação de queixa por parte da vítima de crime, ou da Denúncia do crime por qualquer pessoa ou entidade, numa Esquadra da PSP, Posto da GNR, Polícia Judiciária, ou directamente no Ministério Público.
Na Legislação (Cont.)
* Combinem um sinal, em caso de agressão;

* Procure informações acerca de instituições, locais e técnicas(os que a possam ajudar;

*Sugira-lhe guardar em sua casa uma cópia de todos os documentos necessários em caso de emergência;

* Faça a vítima sentir que vai estar ao lado dela quando decidir sair da relação;
Como ajudar alguém nessa situação? Cont.
6.2. O Papel das Entidades Empregadoras
* Culturas organizacionais promotoras da responsabilização e autonomia dos/as trabalhadores/as e favoráveis à assunção de responsabilidades familiares por parte dos homens;

* Alteração do paradigma masculino na organização do mundo laboral;

* Criação de empresas e serviços inovadores ajustados às novas necessidades das pessoas e das famílias;

* Serviços de apoio à vida familiar proporcionados pelas entidades empregadoras;

* Flexibilização dos espaços e dos tempos de trabalho.
6.1. O Papel do Estado
2. Vídeo Oferta de Emprego
Divisão das Tarefas Domésticas
Uma Família Normal...

Será?!

Taxa de Actividade Feminina (54,8%)
Taxa de Actividade Masculina (66,2%)
21. Mercado de Trabalho - Emprego

* Desde a aprovação do Tratado de Roma, em 1957, que está consagrado o princípio do salário igual para trabalho igual.

* As mulheres têm qualificações iguais ou superiores às dos homens, mas, muitas vezes, as suas competências não são valorizadas da mesma forma e a sua progressão na carreira é mais lenta, o que resulta numa disparidade salarial média de 16% na União Europeia.

* As responsabilidades familiares não são equitativamente partilhadas. Assim, as mulheres fazem mais interrupções de carreira, e, muitas vezes, não retomam o trabalho a tempo inteiro. Por conseguinte, as mulheres ganham, em média, menos 16 % por hora do que os homens, chegando mesmo a ganhar menos 31 % ao ano, dado o maior número de mulheres em regime de trabalho a tempo parcial.

* O facto de as mulheres trabalharem menos horas ao longo da sua vida ativa e ganharem menos à hora resulta em reformas inferiores às dos homens e, por conseguinte, num maior número de mulheres em situação de pobreza durante a velhice.
A nossa Língua...
Licenças de Parentalidade
“O Luís era realmente um homem honrado. Dedicava-se a causas em que acreditava.
Era um homem forte mas virtuoso e o seu grande sonho era tornar-se governante.
Paulo, o seu irmão, era um homem público e um aventureiro. Muitos achavam-no um homem perdido. Era um cortesão, um verdadeiro homem do mundo”.
Este conceito inclui e articula-se com todas as agressões de que as mulheres e alguns homens são alvo, quer no espaço doméstico, quer nos espaços públicos das instituições e do posto de trabalho.

A violência de género e a doméstica são problemas transversais, ocorrendo em diferentes contextos, independentemente de factores sociais, económicos, culturais, etários.
5.5. Violência de Género (Cont.)
* As Mulheres estão ainda em maioria no grupo com escolaridade inferior e no grupo de analfabetismo.
* A proporção de mulheres com 15 e mais anos sem qualquer nível de escolaridade completo era de 14,0% em 2011, valor para o qual contribuem sobretudo as mulheres com 65 e mais anos. Este valor é superior ao verificado para a população total (10,6%
Diplomados no ensino superior 2009/2010 %
1.2. Diferenças de Género na Educação
1.2.1. Diferenças por áreas de estudo
A taxa de emprego (15 e mais anos) situou-se em 50,9% no 3º trimestre de 2013. Este valor foi inferior ao observado no mesmo trimestre em 2012.

Taxa de Emprego Masculina: 55,5%


Taxa de Emprego Feminina: 45,8%

Cinco profissões absorviam 37,3% do emprego feminino.

* Trabalhadoras de limpeza;
* Vendedoras em loja;
* Empregadas de escritório;
* Professoras dos ensinos básico (2º e 3º ciclos) e secundário;
* Trabalhadoras de cuidados pessoais nos serviços de saúde.

Estas profissões apresentavam taxas de feminização muito elevadas, ou seja, eram maioritariamente exercidas por mulheres.

No total de docentes dos ensinos básico (2º e 3º ciclos) e secundário, as mulheres representavam mais de
70%, sendo de 42,3 anos a sua idade média.
O aumento do
desemprego
em 2013 ficou a dever-se
essencialmente aos seguintes grupos populacionais:
mulheres, pessoas com 35 e mais anos, com nível de
escolaridade correspondente ao ensino secundário e
pós-secundário e ao ensino superior, à procura de
novo emprego (cuja última atividade foi exercida no
sector dos serviços) e à procura de emprego há 12 e
mais meses.

Face ao ano anterior, a
população inativa
com 15 e mais
anos aumentou 1,2% (41,6 mil pessoas)

Em 2013,
59,4% da população inativa com 15 e mais anos era
composta por mulheres.
“ Entende-se por violência doméstica toda a violência física, sexual ou psicológica que ocorre em ambiente familiar e que inclui, embora não se limitando a maus tratos, abuso sexual das mulheres e crianças, violação entre cônjuges, crimes passionais, mutilação sexual feminina e outras práticas tradicionais nefastas, incesto, ameaças, privação arbitrária de liberdade e exploração sexual e económica. Embora maioritariamente exercida sobre mulheres, atinge também, direta e/ou indiretamente, crianças, idosas e outras pessoas mais vulneráveis, como os/as deficientes” (Resolução do Conselho de Ministros nº 88/2003, de 7 de julho).
A população desempregada, estimada em 875,9 mil pessoas em 2013, aumentou 1,8% (15,8 mil pessoas) face ao ano anterior.
A taxa de desemprego foi de 16,3%, em 2013, tendo aumentado 0,6 p.p. face à observada no ano anterior.
Para o acréscimo anual da população desempregada, em 2013, foram determinantes os seguintes contributos :

Desemprego de mulheres, que aumentou 3,8% (abrangendo 15,3 mil pessoas) e explicou 96,8% do aumento global do desemprego.
(...)
Fonte: INE / 4ºtrimestre 2013
16.4 %
16.1 %
O número de casais a optar por esta modalidade de licença partilhada está ainda muito aquém do potencial real de partilha pois os cerca de 16.862 pais que o fizeram em 2012 representam apenas 19% do número de nascimentos desse ano (22% quando contabilizados para o total das mulheres que gozaram o subsídio parental inicial.
"A perda de postos de trabalho não atinge os setores de atividade ao mesmo tempo, nem com a mesma intensidade. (...) a economia é sexualmente segregada, observámos, primeiro, que o desemprego tinha disparado nos setores tradicionalmente "masculinos" (construção; comércio, reparação, manutenção de automóveis, indústria...). - Sara Falcão Casaca: especialista em igualdade de género e relações laborais.

* Predominância de profissões ainda tendencialmente femininas tendencialmente masculinas.
1. Análise de Notícias
Jogo da Ampulheta
Vídeo Casquilhos
Vídeo Gedeão
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