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Introdução à Historiografia da Ciência

Trabalho de História da Ciência no Brasil
by

Erica Colares

on 14 April 2011

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Transcript of Introdução à Historiografia da Ciência

Introdução à Historiografia da Ciência
Helge Kragh
Historiador da Ciência dinamarquês, nascido em 1944. Trabalha atualmente como professor de História da Ciência no Department of Science Studies na Aarhus University na Dinamarca.
Como disciplina histórica, a história da ciência está sujeita às mesmas reflexões teóricas que são válidas para a história em geral.
Como resultado da profissionalização da vida científica tal como esta se instaurou no século XIX, surgiu um certo interesse pela história da ciência. Mas tratava-se de um interesse que se dirigia sobretudo para assuntos técnicos e especializados. As ciências, com a sua crescente arrogância, distanciaram-se das ciências humanísticas, enquanto se estabelecia idêntico cisma entre àreas como a filosofia, a história da civilização e a teoria da história. (KRAGH, 2008; 8)
Na Antiguidade Clássica e na Idade Média, em particular, a forma habitual de encarar a ciência implicava estabelecer uma relação com pensadores anteriores.
Os historiadores clássicos estavam interessados, acima de tudo, na história contemporânea. Esta atitude presentista baseava-se na percepção grega do método histórico crítico, segundo o qual as únicas fontes fiáveis eram os testemunhos oculares de pessoas que tinham estado presentes no evento em debate. (KRAGH, 1)
Entre os Gregos, era comum encarar-se o tempo como cíclico. Os Gregos não tinham, nem por tradição nem por interesse, o costume de datar os acontecimentos.
Algumas obras de Kragh:
1. KRAGH, Helge. Between Physics and Chemistry - Helmholtz's Route to a Theory of Chemical Thermodynamics. In: CAHAN, David. Hermann von Helmholtz and the Foundations of Nineteenth-Century Science University of California Press,1993.
2. KRAGH, Helge S. Entropic Creation: Religious Contexts of Thermodynamics and Cosmology. Ashgate Publishing, Ltd, 2008.
3. KRAGH, Helge. Matter and Spirit in the Universe: Scientific and Religious preludes to Modern Cosmology. World Scientific Publishing, 2004.
A datação precisa e a disposição dos acontecimentos por ordem cronológica e a visão linear e dinâmica do tempo resulta principalmente do pensamento judaico-cristão e só veio a difundir-se pela Europa na Idade Média
Durante a Idade Média a História era feita sempre contando-se desde os primórdios bíblicos. A História era usada como reafirmação das crenças religiosas.
Nos séculos XVI e XVII, quando a nova ciência surgiu, a história era ainda encarada como parte integrante do conhecimento científico. A História servia para legitimar a nova ciência através dos grandes filósofos do passado, emprestava-se à ciência uma aura de respeitabilidade.
Gradualmente, à medida que a ciência passou a ser considerada merecedora de respeito por direito próprio, a Antiguidade tornou-se desnecessária como forma de legitimação e as referências aos grandes nomes do passado vieram a parecer supérfluas. (KRAGH, 2008; 3)
O que é a história?
O que é a história da ciência?
Teoria da História do Brasil
José Honório Rodrigues (1913 - 1987)
Notabilizou-se, sobretudo, pelas suas publicações acerca da história da historiografia brasileira.
Graduou-se em direito na Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1937. O seu primeiro trabalho de relevância foi: Civilização Holandesa no Brasil, publicado em 1940, em co-autoria com Joaquim Ribeiro, livro que recebeu o Prêmio de Erudição da Academia Brasileira de Letras.
Foi diretor da Sessão de Publicações e Obras Raras da Biblioteca Nacional, diretor do Arquivo Nacional e diretor da Seção de Pesquisas do Instituto Rio Branco.
(1940) Civilização holandesa no Brasil
(1949) Teoria da História do Brasil: introdução metodológica
(1954) O continente do Rio Grande
(1962) Aspirações Nacionais
(1965) Conciliação e reforma no Brasil: um desafio histórico-cultural
(1965) História e historiadores do Brasil
(1966) Vida e história
(1970) História e historiografia
(1976) Independência: revolução e contra-revolução, 5 vols.
(1976) História, corpo do tempo
(1978) O Conselho de Estado. O Quinto Poder?
(1979) História da História do Brasil. 1a Parte: A historiografia colonial.
História das Idéias X História Intelectual
(LOVEJOY) (RENOUVIN)
Influência do progresso científico sobre a filosofia e a cultura.
Estudo do conjunto das atividades mentais, estudo comparativo e de conexões.
Diz que há uma predileção no Brasil pela História das Ciências Naturais, por causa das incursões dos naturalistas no Brasil Colonial.
Diz também que a história influencia decididamente a ciência e a ciência a história, mas a história se "liberta" com mais facilidade da ciência que a ciência da história.
O que se deve ler para conhecer o Brasil?
Nelson Werneck Sodré (1911 - 1999)
Para Sodré, "todas as faces da cultura, aquela que abrange os conhecimentos científicos, a pesquisa, a difusão, a experimentação, é aquela que exige uma estrutura social propícia, que desenvolva a curiosidade, o interesse, a aplicação, que necessite de novas técnicas, que se renove sem cessar. Não tivemos estrutura desse tipo. A nossa, forjada à base da grande propriedade e do trabalho escravo, com a sua refratariedade às inovações técnicas, a sua rotina secular, toda ancorada no esforço físico, com mão-de-obra fácil por largo tempo, repudiava os conhecimentos e tudo o que lhes estava associado. Não havia naquela estrutura nenhuma compatibilidade com o mínimo de avanço científico." (SODRÉ, 1976; 300)
"Na continuidade histórica dessa posição irredutível, entretanto, há um hiato - o do domínio holandês, no segundo século. (...) expulsos os holandeses, tudo volta a ser o que era dantes." (SODRÉ, 1976; 301)
"No terceiro século (...) surgiram na colônia os primeiros pesquisadores, com expedições estrangeiras. Ainda neste caso, o Brasil era objeto de observação e de colheita material." (SODRÉ, 1978; 301)
Os mais favorecidos estudavam no exterior.
" O advento da corte de D. João provocava o lançamento dos alicerces do ensino científico." (SODRÉ, 1978; 302)
"Se o meio não solicitava a ciência, não criava mesmo condições para o ensino dela, para a transmissão de suas técnicas." (SODRÉ, 1978, 301)
Os mais favorecidos iam para o exterior estudar.
"Se o meio não solicitava a ciência, não criava mesmo condições para o ensino dela, para a transmissão de suas técnicas" (SODRÉ, 1978; 301)
"Só quando a estrutura brasileira definiu claramente a sua transformação, que vinha em ritmo lento desde os fins d século XIX, é que os conhecimentos científicos encontraram receptividade em nosso meio." (SODRÉ, 1978; 302)
"A transformação consistiu no declínio da estrutura colonial de produção, no aprecimento e no desenvolvimento de relações capitalistas, com aparatos técnicos que exigem e impulsionam, culminando com a irreprimível ânsia no aproveitamento das riquezas naturais do Brasil." (SODRÉ, 1978; 302)
Silvio Romero (1851 - 1914)
Foi crítico literário, ensaísta, poeta, filósofo, professor e político.
Lecionou Filosofia no Colégio Pedro II, estava entre os intelectuais que fundaram a Academia Brasileira de Letras.
"Um povo que nada produz na ordem das idéias é um povo estéril e inútil para a humanidade. Na ordem das idéias as mais importantes são as científicas, e por isso o povo que nada fundou nas ciências pouco tem o direito de viver na história. O Brasil nada de notável, de saliente tem produzido. (...) Não quer dizer isso que não tenhamos possuído alguns espíritos altamente cultos. (ROMERO, 1888; 533)
Arruda Câmara, Conceição Veloso, Alexandre Ferreira, José Bonifácio, Antônio de Nola, Coelho Seabra.
Vê-se que os naturalistas, são os afamados sábios que a tradição aponta ao longe como o supremo esforço do gênio do Brasil nas ciências.
"A história procura a vida, a nota móbil, a intuição compreensiva, a força agitadora. O mais é secundário." (ROMERO, 1888; 564)
Diz que o domínio científico exerceu-se no grupo de estudos descritivos, na história natural. Menospreza a capacidade crítica do povo mestiço brasileiro. Argumenta que não tivemos a alta ciência consciente de si mesma, organizada num grande todo, forte, progressiva; mas que tivemos uma meia ciência, de uma doutrinação Portuguesa, sem impulsos idealizadores e filosóficos, medrosa, acanhada, confinada entre o rei e a Inquisição.
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