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Aprendizagem e autismo

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Sandra Lamb

on 16 March 2018

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Transcript of Aprendizagem e autismo

Como um autista aprende...
Estrutura de apoio e atividades com base no Ensino Estruturado:
Possibilidades de educação e inclusão para pessoas com autismo / legislação.
Sandra Lamb
Há uma forma distinta de compreensão e de aprendizagem. Importante compreender como o TEA afeta a cognição (sistema que permite conhecer, aprender; formado pelas habilidades de memória, pensamento, capacidade de fazer inferências, de organizar, planejar, de construir conceitos). Cognição diferente = método de aprendizagem diferente. Há alterações genéticas que afetam o cérebro na sua estrutura e função – sintomas comportamentais também aparecem.



Diferenças cognitivas de pessoas com e sem TEA
“... quem tem TEA apresenta déficit importante na capacidade de aprendizagem implícita, ou seja, de perceber e se dar conta de coisas que não são mostradas explicitamente; apresenta dificuldades em hierarquizar estímulos, em manter atenção naquilo que é relevante para a sua aprendizagem; apresenta prejuízo na capacidade de colocar-se no lugar do outro e de fazer uma leitura do comportamento dos outros; apresenta dificuldades em sequencia, planejamento e memória de trabalho.” (De Leon, 2016, p.19)
Pontos fortes do TEA:
- Aprende por regras e rotinas.
- Aprendizagem explícita – ensino estruturado.
- Informações visuais para ampliar a compreensão.
- Atenção grudenta – foco em detalhes, hiperfoco – direcionar a atenção aproveitando de maneira positiva – motivação.
- Estrutura para poder promover a organização, planejamento e autonomia.
Ensino Estruturado
Estrutura física
- Organização do ambiente e da mobília (áreas de trabalho e lazer).
- Área de transição.
Criar uma estrutura organizada que mostra para a pessoa com TEA o que ela vai fazer, por quanto tempo e o que fará depois. A estrutura visual do ambiente permite maior compreensão sobre o que fazer.
Os materiais também devem estar organizados visualmente de maneira que indique o que realizar.
Espaço 1 a 1
- Local onde as novas habilidades e atividades são ensinadas.
- É onde o professor trabalha diretamente com o aluno, ensinando-lhe algo novo.
- As atividades ensinadas e aprendidas são tranferidas para a área de trabalho independente.
Trabalho independente
- Independência na realização da atividade.
- Verificação da autonomia para realizar a atividade sozinho.
- O trabalho deve ter início, meio e fim bem definidos.
Área de lazer
- Pode ser uma área sensorial, relaxante, de brincadeira, de lazer mesmo.
- Intenção de equilibrar a demanda de trabalho com aquilo que é prazeroso, prevenindo problemas de comportamento.
Área de tansição
- Espaço de trânsito, onde a criança faz as trocas de atividades.
- Onde ficam os murais ou agendas, onde pedem pelas suas necessidades como banheiro e tomar água.
A estrutura e as atividades - base em avaliação
A organização da estrutura física e de todas as atividades, da forma como serão apresentadas e o que será realizado, vai depender de avaliação bastante criteriosa.
Protocolos de avaliação
- Níveis sociais:
Solitário - atividades muito isoladas, sem envolvimento com outras pessoas; totalmente alheia.
Espectador - permanece afastada, mas olha o que o outro está fazendo.
Paralelo - aproxima-se, faz, imita, mas não interage, não busca pela pessoa da qual se aproxima ou que imita.
Percepção paralela - aproxima-se, divide material, algum comportamento social (troca de olhares, divisão de materiais).
Engajamento conjunto - compartilha materiais, interage, brinca junto.
Jogo com regras - compartilha atividades compreendendo regras socias (espera, pede, empresta).
- Níveis de brincar:
Sensório-motor - brincadeira primária, comportamentos predominantemente sensoriais.
Causa e efeito - usa o brinquedo vendo o que acontece quando o manuseia.
Funcional - usa o brinquedo pela sua função, tem noção da serventia das coisas.
Reprodução de rotina - reproduz na brincadeira situações que já vivenciou.
Criativo-simbólico - usa o brinquedo de maneira criativa e imaginativa, cria e faz substituições simbólicas.
- Comunicação - observa como se usa as funções de comunicação:
Pedido - o que solicita e como solicita.
Rejeição - como demonstra recusas, rejeições.
Atenção direta - como pede atenção, como chama o outro para si.
Compartilhamentos - divisão de experiências e de sentimentos.
Outros - expressa situações de comunicação que não foram expostas anteriormente. Por exemplo, criticas, ponderações, questionamentos, particularidades da comunicação.

Estratégias
Mural
- Organização da rotina, das atividades do período ou do dia. É importante pensar na extensão desse mural e no seu manuseio.
- Cartão de transição - mudanças de atividades.
- Informações de "surpresas".
- Pode ser organizado com objetos, fotos, desenhos ou palavras escritas.
Sistemas de trabalho
- Trata-se da forma como serão apresentadas as atividades.
- Aquilo que deve ser feito e de que forma, em ordem, na sequencia.
- 3 formas de organização:
sistema de trabalho da esquerda para a direita;
sistema de emparelhamento por cartões;
sistema de trabalho por escrito.
- Conceito de "acabou"!
Sistemas de atividades
- Sistemas em que as atividades importantes são divididas em vários passos.
- Uma atividade apresentada passo a passo.
- Incorporação de uma sequencia importante para uma atividade a ser realizada de forma completa e com maior autonomia.
Princípios da Educação Especial e Inclusiva de acordo com o MEC.
LEI 13.146 DE 06 DE JULHO DE 2015.

LEI "Berenice Piana" - Nº 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012.

LBI - Lei Brasileira de Inclusão - Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015.
Art. 27, Art.28 (II, III, V, VI, IX)

Todas prezam pela qualidade da educação, atendimento de acordo com as necessidades e potencialidades, avaliação de acordo.
- PEI.
- Atendimento especializado.
Trabalho coletivo
Socialização - cumprimentar, compartilhar, esperar; interagir socialmente; obedecer regras sociais.
Importante utilizar de terapia comportamental (descrição de comportamentos, protocolos, planejamento terapêutico), da psicolingüística (intenção de compreender a comunicação e uso de recursos visuais) e do ensino estruturado (organização da estrutura e sequencia da aprendizagem).
Escola - expor a realidade para as famílias, buscar orientação profissional e jurídica, propor um projeto político-pedagógico inclusivo.
Professor - expor seus sentimentos para equipe do colégio, dar e receber apoio emocional.
Buscar apoio junto aos pais e profissionais que atendem este aluno.
Buscar parcerias com psicopedagogos e psicólogos educacionais.
Acompanhante/professores e escola como um todo traçarem objetivos específicos e serem parceiros.
Profissionais precisam conversar entre si. Compartilhar objetivos, estratégias, ações, angústias e vitórias. Psicopedagogos, fonos, TOs, psicólogos precisam visitar as escolas. Professores e escolas precisam chamar os especialistas que atendem a pessoa com autismo para conversar, auxiliar e para apoiar as suas ações.
Mudança de escola - exige informações antecipadas.

Preparação da escola e dos profissionais.

Preparação da pessoa com autismo.
Adaptações:
Matérias curriculares: adaptação da complexidade de algumas matérias, observando o desenvolvimento intelectual do aluno e a necessidade real destas matérias para seu futuro.
Currículo funcional: aquele que facilita o desenvolvimento de habilidades básicas e essenciais à participação nos contextos em que o aluno vive.
Planejamento educaional individualizado (PEI): visa o desenvolvimento de habilidades necessárias para a vida diária e manutenção das mesmas.
Realizar práticas pedagógicas diferenciadas, sugerindo e criando adaptações e materiais, conhecer metologias específicas (TEACCH, PECs, ABA...).
Rotina, apoios visuais, esquemas, linguagem direta, uso de modelos.
Promover adaptações / pontes entre o tópico de interesse e outros temas.
-Atividade não rotineira: explicar antes, mostrar.
- Instruções durante. Indicar o que deve observar, fazer.
- Solicitação clara e objetiva na atividade.
Tentar evitar o momento da "crise"com comunicação, segurança, previsibilidade, antecipação de ações.
Determinar uma pessoa de referência para o aluno - Professor II.
Retirar o aluno para um espaço isolado.
Verbalizar o que deve ser feito - sempre.
Contenção.
Não oferecer objetos extras para desviar a atenção.
Avaliação - desenvolvimento e habilidades.
Na educação infantil trabalhar sobre diferenças. Ensino fundamental, médio e superior trabalhar sobre o diagnóstico.
Responder perguntas dos alunos em relação à necessidade especial.
Vídeo Youtube: 16 formas de lidar com o autismo
Aprendizagem e autismo:
caminhos possíveis.

Como funciona o cérebro de um autista?
Como ele aprende?
PDI - Plano de Desenvolvimento Individual
É um plano de ação para abranger todas as áreas do desenvolvimento, considerando a forma de aprender de cada um, suas dificuldades e habilidades; envolvendo profissionais e família.
OBS.: ver PDI Lohan
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