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Era uma vez...

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by

Denis Petuco

on 15 October 2015

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Transcript of Era uma vez...

Uma história das drogas
usos - políticas - cuidados

Cristianização de Roma e Idade Média
- Saúde como bênção, doença como maldição

- Prazeres tornam-se alvo de desconfiança

- Demonização das drogas e seus usos

- Vítimas: mulheres (Europa) e indígenas (América)

- Leprosários expalham-se por toda Europa

… enquanto isto, nos países islâmicos, os usos de drogas seguiram sendo estudados até meados do Século XIII...
Renascimento
- Paracelso (1493–1541)
Somente a dose correta diferencia um veneno de um remédio

- Retomada do pensamento grego (empirismo)

- Resistência da lógica moral (puritanismo)

- Os leprosários viram asilos...

- Velhas práticas, novas discursividades
Século XIX: as drogas e o sujeito moderno
- Charles Baudelaire (1821-1867)
O homem não escapará à fatalidade de seu temperamento físico e moral, o haxixe será, para as impressões e os pensamentos familiares do homem, um espelho que aumenta, mas um simples espelho. (Paraísos Artificiais)

- Isolamento de princípios ativos

- Teorias da degenerescência

- Explosão dos usos de drogas – Busca de sensações
- As drogas, o cinema, os parques de diversões
- Os remédios: cocaína, heroína, morfina, cannabis...
Um início: a Antiguidade
- Usos dos prazeres e cuidado de si

- Saúde como equilíbrio, doença como desequilíbrio

- Pharmakón

- As Bacantes, de Eurípedes (480 a.C. - 406 a.C.)
Roma, 186 a.C., Espúrio Postúmio – Peste Dionisíaca

- Alexandre Severo (222 d.C. - 235 d.C.)
Proibição da datura e do pó de cantárida
Acha que a nossa vida moderna é confortável? Antigamente para aquietar bebés recém-nascidos não era necessário um grande esforço dos pais, mas sim, ópio. Este frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio e de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida. "Dose – [Para crianças com] cinco dias, 3 gotas. Duas semanas, 8 gotas. Cinco anos, 25 gotas. Adultos, uma colher cheia." O produto era muito potente, e continha 46% de álcool. 

Ópio para bebés recém-nascidos

Este National Vaporizer Vapor-OL era indicado "Para asma e outras afecções espasmódicas". O líquido volátil era colocado numa panela e aquecido por um lampião de querosene.

Ópio para a asma

Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de Nova York. A heroína era amplamente usada não apenas como analgésico, mas também como remédio contra a asma, tosse e pneumonia. Misturar heroína com glicerina (e comummente açúcar e temperos) tornava o opiáceo mais agradável para a ingestão oral.

Glyco-Heroína

Este vinho de coca foi fabricado pela Maltine Manufacturing Company de Nova York.
A dosagem indicada dizia: "Uma taça cheia junto com, ou imediatamente após, as refeições. Crianças em proporção."

Maltine

O vinho de coca da Metcalf era um de uma grande quantidade de vinhos que continham coca disponíveis no mercado. Todos afirmavam que tinham efeitos medicinais, mas indubitavelmente eram consumidos pelo seu valor recreativo também.

Vinho de coca

Olhem 100  a 120 anos para trás e... PASMEM!!!

Os  "remédios" dos nossos Avós...

Os dropes de cocaína para dor de dentes (1885) eram populares para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o "humor" dos usuários.

Drops de Cocaína para Dor de Dentes

Estas tabletes de cocaína eram "indispensáveis para os cantores, professores e oradores".
Eles também aquietavam a dor de garganta e davam um efeito "animador" para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance.

Tablete de cocaína (1900)

Um peso de papel promocional da C.F. Boehringer & Soehne (Mannheim, Alemanha),
"os maiores fabricantes do mundo de quinino e cocaína".
Este fabricante tinha orgulho na sua posição de líder no mercado de cocaína.

Peso de papel

O Vinho Mariani (1865) era o principal vinho de coca do seu tempo.
O Papa Leão XIII carregava um frasco de Vinho Mariani consigo e premiou o seu criador, Ângelo Mariani, com uma medalha de ouro.

Vinho Mariani

Um frasco de heroína da Bayer. Entre 1890 a 1910 a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e um remédio contra tosse para crianças.

Heroína da Bayer

- Paradigma positivista
- Cientificismo tecnicista
- Determinismo genético
- Higienismo social

- Comissão Internacional do Ópio (1909)
- Lei Seca (1920-1933)
- Relatório Rolleston (1926)
- Psicanálise (Mal estar na civilização, 1929)
- Alcoólicos Anônimos (1935)
- Comunidades Terapêuticas (1948/UK - 1958/USA)
- Convenção Única de Entorpecentes (1961)
Século XX: entre leis e dissonâncias
Redução de Danos
um triplo nascimento
Anos 20, Inglaterra
Ambiente acadêmico
Contexto: Pós I Guerra Mundial
Terapia de substituição
Dispensação de heroína
1º Nascimento
Anos 80, Holanda
2º Nascimento
Sociedade civil
Epidemia de Hepatites Virais
Aids X Guerra às Drogas
Século XX/XXI, Brasil
3º Nascimento
Santos, 1989
Salvador, 1995
Política do MS, 2004
Ética do Cuidado
Dênis Petuco
Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
www.denispetuco.com.br
denis.petuco@fiocruz.br
(21) 39368998 / 988551300
Fundação Osvaldo Cruz
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