Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Uma Educação para a Era das Relações

Nova fase de evolução da humanidade, onde a educação tem papel importante na transição entre eras.
by

Alana Brito

on 18 November 2012

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Uma Educação para a Era das Relações

Como a educação poderá facilitar essa transição? Enfoque reflexivo na prática pedagógica Era Material Era das Relações Dualidade, divisão entre observador (homem) e observado (mundo), visão fragmentada, individualismo, ausência de cooperação, compaixão e solidariedade. Integração do homem com a natureza, visão holística, autoconsciência, respeito ao espírito humano, diversidade cultural, presença de cooperação entre seres viventes e não-viventes. Estamos em transição da era material para a era das relações, não só na questão da ciência, mas também as conexões inter, intra e transpessoais. A era das relações indica uma nova fase de evolução da humanidade, disso decorre a necessidade de que a educação colabore para facilitar a transição entre estas eras, para corrigir os inúmeros desequilíbrios, as injustiças e as desigualdades existentes. I- Compreendendo o significado de desenvolvimento humano e criando condições para o seu aprimoramento. II- Colaborando para a identificação da própria identidade humana em sua totalidade. Uma identidade construída com base na integração do plano individual com o ecossociocultural, que esclarece as relações do indivíduo consigo mesmo, com a sociedade e a natureza, em busca de sua própria transcendência. Em suma, oferecer uma educação voltada para a formação integral do indivíduo, desenvolvendo não só sua inteligência, como sua capacidade de pensar, criar, construir caminhos, formular hipóteses e capacitá-lo para viver numa sociedade pluralista, para que em longo prazo, isso possa interferir também no ambiente em que vivemos, no futuro das próximas gerações, da nossa espécie e da própria evolução da humanidade. Uma nova educação para a era das relações requer que a inteligência, a consciência, o pensamento e o conhecimento sejam vistos como processo em continuidade, e que o produto resultante de cada uma dessas atividades nunca está completamente acabado, mas num movimento permanente de vir a ser. A aquisição do saber mediante o desenvolvimento de experiências refletidas faz com que o conhecimento ascenda a um nível superior em virtude de um processo constituído de cinco fases principais:

I- Sentir o problema
II- Definir o problema
III- Constituir hipóteses para solucionar o problema
IV- Raciocinar logicamente sobre o problema e seus respectivos métodos de solução
V- Testar as hipóteses desenvolvidas na ação Para Dewey, o essencial em todo o processo de transformação é a capacidade reflexiva do sujeito que toma a experiência e a examina criticamente, conectando-a com outras experiências, suas e dos demais, gerando assim uma nova construção em que passado, presente e futuro estão inter-relacionados. Reflexão-na-ação e Reflexão-sobre-a-ação é uma das contribuições que Donald Schon traz sobre o pensamento reflexivo na formação e na atuação dos professores, são dois processos de pensamento distintos, que não acontecem ao mesmo tempo, mas que se completam na qualidade reflexiva do professor. Reflexão-na-ação - ocorre no momento da ação, com base no diálogo do pensamento com a realidade, com a situação problema. Representa o saber fazer.
Reflexão-sobre-a-ação - ocorre depois da ação, quando o indivíduo analisa a posteriori o processo de construção do conhecimento e sua própria ação sobre o objeto. Representa o saber compreender. A pedagogia reflexiva é fundamental para a construção de conhecimentos mais elaborados para que os indivíduos sejam capazes de solucionar problemas, apresentar melhor desempenho profissional, que atenda aos novos padrões tecnológicos, às novas exigências do mercado de trabalho e de participação no mundo atual, sobreviver num mundo de incertezas, imprevistos, mudanças bruscas que impõe a necessidade de desenvolver novos estilos de comportamento, novas capacidades de criar, criticar, questionar e aprender de forma mais significativa, bem como novas maneiras de viver e conviver. Uma Educação para a Era das Relações Tecnologias da inteligência na prática pedagógica As “tecnologias da inteligência” são as instrumentações eletrônicas voltadas para o desenvolvimento da aprendizagem humana, são facilitadores das relações e interações e influem no desenvolvimento do pensamento e da inteligência, como por exemplo, o computador, que independentemente do ambiente onde está inserido, altera o meio ecológico em razão da linguagem de programação subjacente, refletindo posturas filosóficas, psicológicas e metodológicas do fenômeno educativo, posturas as quais geram uma determinada ecologia cognitiva, que é gerada pela livre exploração do teclado e da produção de caracteres na tela, mas que afeta a maneira como as pessoas pensam e aprendem. Deve-se lembrar que um ambiente de aprendizagem informatizado, como qualquer outro, deve reconhecer a importância do papel da cultura e do contexto na construção do conhecimento, pois temas, projetos ou atividades com os quais as crianças devem trabalhar só terão sentido se apresentarem alguma ressonância cultural com o mundo onde vivem, se não estiverem separados de sua realidade. A Era das Relações requer uma nova ecologia cognitiva, que indica uma nova relação com a cognição, com o conhecimento, traduzida em novos ambientes de aprendizagem, que são gerados pelas tecnologias da inteligência, elas facilitam a criação de ambientes informatizados ricos em códigos simbólicos, em representações de imagens, sons e movimentos e quando adequadamente utilizados, poderão contribuir para a criação de micro-mundos ecológicos, nos quais alunos possam interagir entre si, formular e testar hipóteses, estabelecer relações, etc. Uma ecologia cognitiva é gerada em decorrência de um processo de elaboração baseado nas atividades da criança, nos seus ensaios e erros, ao depurar suas próprias idéias e eliminar possíveis erros, o aprendiz não estará caminhando de uma posição verdadeira para outra, também verdadeira, mas de uma teoria ou conceito transitório para outro mais próximo da sua realidade. Autonomia, cooperação e criatividade O desenvolvimento de pensadores autônomos, de indivíduos que pensam por si mesmo, o que não significa individualismo, mas sim uma relação de cooperação construindo um saber coletivo e o desenvolvimento de uma atitude crítica de investigação, no sentido de avaliação e organização de informações são características fundamentais que devem estar presentes tanto no aluno quanto no professor para o acesso á informação, isto porque o ambiente de aprendizagem, assim como o mundo é transitório, incerto e em permanente evolução. O uso de computadores pode atrofiar o pensamento crítico, dependendo da linguagem de programação utilizada, tipo de software, tipo de interação homem/máquina que está sendo desenvolvida ou mesmo da própria postura do indivíduo diante a fonte de informação. Por outro lado, pode também construir um excelente instrumento para a criação de uma nova ecologia cognitiva, para o pensar crítico e criativo. Educar para a cidadania global Significa formar seres capazes de viver, comunicar e dialogar num mundo interativo e interdependente utilizando os instrumentos da cultura, fazer o indivíduo compreender que, acima do individual, deverá sempre prevalecer o coletivo. Educar para a cidadania requer a compreensão da multiculturalidade, da interdependência com o meio ambiente e a criação de espaço para consenso entre os diferentes segmentos da sociedade, é ensinar a viver na mudança e não querer controlá-la. Acessar a internet e participar de uma rede local pressupõe uma nova filosofia de trabalho e de vida, uma nova visão de futuro. Uma educação para a era das relações almeja uma proposta educacional que reflita e englobe tanto as dimensões materiais quanto espirituais da sociedade, que favoreça a busca de diferentes alternativas que ajudem as pessoas a aprender a conviver e a criar um mundo de paz, harmonia, solidariedade e fraternidade. Para tanto, é preciso que busquemos nos fortalecer internamente, conhecer nossas emoções, sentimentos, nossas capacidades de discriminar e de decidir, assim fica mais fácil entender e orientar nosso comportamento, nossas relações com os outros e com a própria natureza, não deixando fragmentações em nosso interior, pois possivelmente estas produzirão uma explicação também fragmentada da realidade. “O poder atual está na teia de relações, representada pelo conjunto de informações e conhecimentos disponíveis, está nos poderes da mente sobre a força bruta, ou seja, o poder está sendo transferido para o ser humano, o indivíduo, compreendido como um ser de relações, como tudo o que existe na natureza.”
Full transcript