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Dialética e Alienação em Hegel e no Marxismo.

Breve história da dialética; dialética em Hegel e em Marx e Engels. Por Alisson Soares
by

Alisson Soares

on 26 June 2016

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Transcript of Dialética e Alienação em Hegel e no Marxismo.

Dialética e alienação em Hegel e no Marxsimo
Por Alisson Soares
Origens do termo dialética
Tradicionalmente significa a arte de demonstrar uma tese, mas na acepção moderna é "o modo de pensarmos as contradições da realidade, o modo de compreendermos a realidade como essencialmente contraditória e em permanente transformação" (KONDER)
Heráclito de Éfeso, (aprox. 540 ac – 470 ac)
Considerado o "pai da dialética" dizia que tudo existe em constante mudança, o conflito é o pai e o rei de todas as coisas. No Fragmento nº 91 diz que um homem não toma banho duas vezes no mesmo rio, isto é, da segunda vez tanto o homem como o rio não serão os mesmos uma vez que ambos terão mudado. Outras frases dele, afins com a dialética:
Ficou conhecido como "Heráclito, o obscuro".
- Tudo flui.
- A oposição trás benefícios.
- É mudando que as coisas permanecem as mesmas
Parménides de Eléia (cerca de 530 a.C. - 460 a.C.)
Defendia que a essência profunda do ser era imutável e dizia que o movimento (a mudança) era um fenômeno de superfície, sendo apenas uma ilusão sensível.

Representa, portanto, um pensamento anti-dialético
A dialética persistiu em outros pensadores
Aristóteles (384-322 a.C.)
Damos o mesmo nome de “movimento” a processos muito diferentes, como:
- o mero deslocamento mecânico de um corpo no espaço;
- o aumento quantitativo de alguma coisa,
- e a modificação qualitativa de um ser ou o nascimento de um ser novo.

Precisamos entender a natureza de cada tipo de movimento, para podermos explicá-lo.
Guilherme de Occam, Pascal, Vico, Leibniz, Spinoza, Hobbes, Pierre Bayle, Diderot, Montaigne, Russeau, e outros.
Immanuel Kant (1724-1804)
Sustentava que todas as filosofias até então eram dogmáticas por tentarem interpretar a realidade antes de ter resolvido outro problema: "o que é o conhecimento?"
Sustentou que havia na "razão pura" (anterior à experiência e que condiciona nossa percepção do mundo) certas antinomias (contradições) que não poderiam nunca ser expulsas do pensamento humano. Exemplos destas antinomias:

- A finitude e a infinitude do universo,
- A liberdade e o determinismo,
- A existência e a inexistência de Deus.
Referências Bibliográficas
ARON, Raymond. As etapas do Pensamento Sociológico. Martins Fontes, 1999.

CÉZAR, Giuliano. A Dialética Hegeliana.http://giulianofilosofo.blogspot.com/2011/04/dialetica-hegeliana.html

KONDER, Leandro. O que é Dialética. Brasilense. 25a. edição

LOWENTEIN, Julius I.. Vision und wirklickeit: Marx contra Marxismus. Tubingen: J. C. B. Mohr, 1970. 170p

www.hegel.net
Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831)
Sustentou que a questão central da filosofia era a questão do ser mesmo, não a do conhecimento:

Já na pergunta "o que é o conhecimento" está contida uma concepção do ser
"que o homem se produz a si mesmo; o trabalho é o núcleo a partir do qual podem ser compreendidas as formas complicadas da atividade criadora do sujeito humano. No trabalho se acha tanto a resistência do objeto (que nunca pode ser ignorada) como o poder do sujeito, a capacidade que o sujeito tem de encaminhar, com habilidade e persistência, uma superação dessa resistência

Foi com o trabalho que o ser humano 'desgrudou' um pouco da natureza e pôde, pela primeira vez, contrapor-se como sujeito ao mundo dos objetos naturais. Se não fosse o trabalho, não existiria a relação sujeito-objeto...O homem não deixa de ser um animal, de pertencer à natureza; porém já não pertence inteiramente a ela... A natureza dita o comportamento aos animais; o homem, no entanto, conquistou certa autonomia diante dela". (KONDER)
Para ele, o homem transforma ativamente a realidade. Entretanto, é a realidade objetiva quem impõe o ritmo e as condições dessa transformação ao sujeito.

Assim procurou estudar política e economia. Precebeu que o TRABALHO é a mola do desenvolvimento humano, pois é no trabalho:
- Tese (a síntese anterior vira uma nova tese)
- Antítese
- Síntese.
Dialética é constituída de 3 etapas:

- TESE: (uma posição qualquer)
- ANTÍTESE(afirmação contrária, ou que contradiz a tese)
- SÍNTESE. A síntese nasce da oposição entre tese e antítese, abrangendo ambas tese e antítese, levando a um estágio mais elevado
- Tese (a síntese anterior vira uma nova tese)
- Antítese
- Síntese.
e assim ad infinitum
A consciência não é dada, mas constituída no processo histórico pela dialética. Este sistema começa com "o ser indeterminado puro” e termina com a "Idéia Absoluta", ou "Espírito Absoluto" ou a própria Verdade, o “pensamento se pensando”, ou Deus, e é este quem governa o mundo. "A verdade é o todo".
Tese > Idéia Lógica > Realidade subjacente

Antítese > Natureza (representação da idéia fora de si) > Aspecto exterior e não-racional da mesma realidade

Síntese > Espírito > Unidade da idéia e natureza
SUPERAÇÃO DIALÉTICA:
Hegel usou a expressão alemã 'aufheben' que possui três sentidos diferentes:
negar, anular, cancelar. Ex.: suspender um passeio devido ao mau tempo, ou quando um um estudante é suspenso das aulas
erguer alguma coisa e mantê-la erguida para protegê-la
elevar a qualidade, promover a passagem de alguma coisa para um plano superior, suspender o nível.(KONDER)
Fonte: www.hegel.net
Fonte: http://giulianofilosofo.blogspot.com
Fonte: http://giulianofilosofo.blogspot.com
Ex.: Superação dialética no Trabalho
"a matéria-prima é "negada" (quer dizer, é destruída em sua forma natural), mas ao mesmo tempo é "conservada" (quer dizer, é aproveitada) e assume uma forma nova, modificada, correspondente aos objetivos humanos (quer dizer, é "elevada" em seu valor). É o que se vê, por exemplo, no uso do trigo para o fabrico do pão: o trigo é triturado, transformado em pasta, porém não desaparece de todo, passa a fazer parte do pão, que vai ao forno e - depois de assado - se torna humanamente comestível." (KONDER)
A Dialética em Hegel
A Dialética em Marx
Karl Marx (1818-1883)
Marx concordou que o trabalho era a mola do desenvolvimento humano, mas sustentava que Hegel via o trabalho por um lado apenas, dando importância demais ao trabalho intelectual e não enxergava a significação do trabalho físico, material. Hegel só viu a criatividade do trabalho , mas não os problemas ligados à alienação do trabalho
É no trabalho que o homem se humaniza, mas como o trabalho se tornou "uma atividade que é sofrimento, uma força que é impotência, uma procriação que é castração"? (MARX apud Konder)

R.: Divisão do Trabalho Social, apropriação privada das fontes de produção, e aparecimento de classes sociais.

Alienação do trabalho:
"Divisão do trabalho e propriedade privada" - escreveu Marx - "são termos idênticos"... As condições criadas pela divisão do trabalho e pela propriedade privada introduziram um "estranhamento" entre o trabalhador e o trabalho, na medida em que o produto do trabalho, antes mesmo de o trabalho se realizar, pertence a outra pessoa que não o trabalhador. Por isso, em lugar de realizar-se no seu trabalho, o ser humano se aliena nele; em lugar de reconhecer-se em suas próprias criações, o ser humano se sente ameaçado por elas; em lugar de libertar-se, acaba enrolado em novas opressões. (KONDER)
A totalidade e os níveis da realidade
"Para a dialética marxista, conhecimento é totalizante e a atividade humana, em geral, é um processo de totalização, que nunca alcança uma etapa definitiva e acabada." (KONDER)
"Qualquer objeto que o homem possa perceber ou criar é parte de um todo. Em cada ação empreendida, o ser humano se defronta, inevitavelmente, com problemas interligados. Por isso, para encaminhar uma solução para os problemas, o ser humano precisa ter uma certa visão de conjunto deles: é a partir da visão do conjunto que a gente pode avaliar a dimensão de cada elemento do quadro. Foi o que Hegel sublinhou quando escreveu: “A verdade é o todo". Se não enxergarmos o todo, podemos atribuir um valor exagerado a uma verdade limitada (transformando-a em mentira), prejudicando a nossa compreensão de uma verdade mais geral." (KONDER)
EXEMPLO: Ao observar que um capitalista específico é muito generoso, preocupado com os operários.
"Eike Batista patrocina escola de gastronomia"
"Eike Batista vai patrocinar filme sobre Giovanni Improtta "
"Eike Batista viabiliza equipe de vôlei no Rio de Janeiro"
"Anglo American e LLX patrocinam guia sobre o Parque Estadual do Desengano, um dos principais patrimônios naturais do Brasil"
"Aécio e Eike Batista inauguram o Museu das Minas e do Metal, produtos símbolos das Minas Gerais?"
Tal afirmação pode ser correta, mas tem seus limites: não pode ser usada para invalidar outra observação mais abrangente:

"o sistema capitalista, por sua própria essência, impele os capitalistas em geral, quaisquer que sejam as qualidades humanas deles, a extraírem mais-valia do trabalho de seus operários." (KONDER)
outro exemplo: Empresário dizer que conquistou sua fortuna com base somente em seu esforço individual
"A visão de conjunto - ressalve-se - é sempre provisória e nunca pode pretender esgotar a realidade a que ele se refere... A síntese é a visão de conjunto que permite ao homem descobrir a estrutura significativa da realidade com que se defronta, numa situação dada. E é essa estrutura significativa - que a visão de conjunto proporciona - que é chamada de totalidade. A totalidade é mais do que a soma das partes que a constituem" (KONDER)
Exemplo:
"Se eu estou empenhado em analisar as questões políticas que estão sendo vividas pelo meu país, o nível de totalização que me é necessário é o da visão de conjunto da sociedade brasileira, da sua economia, da sua história, das suas contradições atuais."
Se, porém, eu quiser aprofundar a minha análise e quiser entender a situação do Brasil no quadro mundial, vou precisar de um nível de totalização mais abrangente: vou precisar de uma visão de conjunto do capitalismo, da sua gênese, da sua evolução, dos seus impasses no mundo de hoje.
E, se eu quiser elevar a minha análise a um plano filosófico, precisarei ter, então, uma visão de conjunto da história da humanidade, quer dizer, da dinâmica realidade humana como um todo (nível máximo de abrangência da totalização dialética).
Lei dialética da transformação da quantidade em qualidade.
"A modificação do todo só se realiza, de fato, após um acúmulo de mudanças nas partes que o compõem. Processam-se alterações setoriais, - quantitativas, até que se alcança um ponto crítico que assinala a transformação qualitativa da totalidade." (KONDER)
Num primeiro nível, podemos estudar seu regime jurídico-político, suas leis, suas instituições, seu sistema administrativo, a estrutura do seu Estado.
Num segundo nível, podemos mergulhar mais fundo e procurar examinar a história da sociedade brasileira, a relação existente entre sua vida política, seus problemas sociais e sua economia; podemos encará-la como formação sócio-econômica.
Nm terceiro nível, mais geral e mais abstrato, podemos fixar nossa atenção no modo de produção que se acha na base da formação sócio-econômica existente. Na prática, não é possível separar inteiramente as questões que se apresentam num desses níveis das questões que se manifestam nos outros dois;
"Se começo pela população, portanto, tenho uma representação caótica do conjunto; depois, através de uma determinação mais precisa, por meio de análises, chego a conceitos cada vez mais simples. Alcançado tal ponto, faço a viagem de volta e retorno à população. Dessa vez, contudo, não terei sob os olhos um amálgama caótico e sim uma totalidade rica em determinações, em relações complexas." (MARX apud KONDER)
A dialética da compreensão da totalidade
"A dialética" - observa Carlos Nelson Coutinho - "não pensa o todo negando as partes, nem pensa as partes abstraídas do todo. Ela pensa tanto as contradições entre as partes (a diferença entre elas: a que faz de uma obra de arte algo distinto de um panfleto político) como a união entre elas (o que leva a arte e a política a se relacionarem no seio da sociedade enquanto totalidade)". (KONDER)
No pensamento não-dialético, a contradição tida como um defeito no raciocínio: o observador não compreendeu adequadamente a realidade, e por isso caiu em contradição
Henri Lefebvre: "Não podemos dizer ao mesmo tempo que determinado objeto é redondo e é quadrado. Mas devemos dizer que o mais só se define com o menos, que a dívida só se define pelo empréstimo". (apud KONDER)
Para Hegel, a alienação se dava no plano filosófico-metafísico, em Marx se dá no plano social: o homem em certas sociedades ou condições impostas que o homem se torna estranho a si mesmo, deixa de se reconhecer na sua atividade e obras
As leis da dialétia,
segundo Engels

"A grande preocupação de Engels era defender o caráter materialista da dialética, tal como Marx e ele a concebiam. Era preciso evitar que a dialética da história humana fosse analisada como se não tivesse absolutamente nada a ver com a natureza, como se o homem não tivesse uma dimensão irredutivelmente natural e não tivesse começado sua trajetória na natureza. Uma certa dialética na natureza (ou pelo menos uma pré-dialética) era, para Marx e para Engels, uma condição prévia para que pudesse existir a dialética humana". (Konder)
Engels chegou à conclusão de que as leis gerais da dialética (comuns à história humana e à natureza) seriam essencialmente três:
1) lei da passagem da quantidade à qualidade (e vice-versa);

2) lei da interpenetração dos contrários;

3) lei da negação da negação.
"ao mudarem, as coisas não mudam sempre no mesmo ritmo; o processo de transformação por meio do qual elas existem passa por períodos lentos (nos quais se sucedem pequenas alterações quantitativas) e por períodos de aceleração (que precipitam alterações qualitativas, isto é, "saltos", modificações radicais)" (KONDER)

Ex.: água que vai esquentando, vai esquentando, até alcançar cem graus centígrados e ferver, quando se precipita' a sua passagem do estado líquido ao estado gasoso.
"tudo tem a ver com tudo, os diversos aspectos da realidade se entrelaçam e, em diferentes níveis, dependem uns dos outros, de modo que as coisas não podem ser compreendidas isoladamente, uma por uma, sem levarmos em conta a conexão que cada uma delas mantém com coisas diferentes... Os dois lados se opõem e, no entanto, constituem uma unidade (e por isso esta lei já foi também chamada de unidade e luta dos contrários)". (KONDER)
negação da negação = síntese
Ex.2: Originalmente de Napoleão, exposto por Engels no Anti-dühring:

"Napoleão analisou as lutas entre a cavalaria francesa, bem organizada e disciplinada, e a cavalaria dos mamelucos (que eram hábeis cavaleiros, dispunham de excelentes cavalos, mas eram indisciplinados). E tinha dito: "Dois mamelucos derrotavam seguramente três franceses; cem mamelucos enfrentavam, em igualdade de condições, cem franceses; 300 franceses venciam 300 mamelucos; e mil franceses derrotavam, inevitavelmente, 1.500 mamelucos". (KONDER)
O húngaro Georg Lukács (1885-1971) disse
"Não é a predominância dos motivos econômicos na explicação da história que distingue decisivamente o marxismo da ciência burguesa: é o ponto de vista da totalidade". Somente o ponto de vista da totalidade, segundo Lukács, permite à dialética enxergar, por" trás da aparência das "coisas", os processos e inter-relações de que se compõe a realidade. (KONDER)
Alguns comentários sobre a dialética
ARON, Raymond. As etapas do Pensamento Sociológico. Martins Fontes, 1999. p.154
ARON, Raymond. As etapas do Pensamento Sociológico. Martins Fontes, 1999. nota 21, p.188
Diferença de Alienação em Hegel e Marx
A Guinada Materialista
Ludwig Feuerbach (1804–1872)
Foi aluno de Hegel e influenciou grandemente a Alemanha com seu livro “A Essência do Cristianismo” publicada em 1841.

A consciência de Deus é a consciência que o homem tem de si mesmo. Justiça e bondade são ideais criados pelo homem, ideais este que não pode atingir, e que os transfere para Deus.

A história é o avanço da consciência de si (Selbstbewußtsein), mas não como Hegel pressupôs, como autoconsciência de Deus, mas sim auto-consciência dos homens mortais, “de carne e osso”. Assim, “o segredo da Teologia é a Antropologia”. Pelo deus conhece o homem, e pelo homem, deus.

O pensamento está fundado não na consciência, como pensou Hegel, mas no material. Chamou sua filosofia de materialista e sensualista.
Marx considerou Feuerbach pouco materialista, chamando sua filosofia de "materialismo contemplativo" vide "Teses sobre Feuerbach"
Antropologia, psicologia,
fenomenologia
Direito abstrato, moralidade
http://www.wikillerato.org/Idealismo_trascendental.html
http://filosofiaemalbergaria.blogspot.com.br/2012/01/o-sujeito-kantiano-esquema.html
"Assim, pois, todo conhecimento humano começa com
intuições
, eleva-se até o
conceito
e termina com
ideias
. Embora para esses elementos ela tenha estruturas de conhecimento a priori que, à primeira vista, parecem ultrapassar os limites da experiência, uma crítica completa convence-nos, entretanto, de que toda razão, no uso especulativo, nunca pode, com esses elementos, ir além do campo da experiência possível e de que o próprio destino desse poder supremo de conhecer é (...) acompanhar a natureza até naquilo que ela tem de mais íntimo (...) sem nunca sair dos seus limites, fora dos quais só há, para nós, um espaço vazio."
Kant, Crítica da Razão Pura (1781)
http://www.marxists.org/portugues/marx/1845/tesfeuer.htm
1. A principal insuficiência de todo o materialismo até aos nossos dias - o de Feuerbach incluído - é que as coisas [der Gegenstand], a realidade, o mundo sensível são tomados apenas sobre a forma do objecto [des Objekts] ou da contemplação [Anschauung]; mas não como atividade sensível humana, práxis, não subjectivamente. Por isso aconteceu que o lado activo foi desenvolvido, em oposição ao materialismo, pelo idealismo - mas apenas abstractamente, pois que o idealismo naturalmente não conhece a actividade sensível, real, como tal. Feuerbach quer objectos [Objekte] sensíveis realmente distintos dos objectos do pensamento; mas não toma a própria actividade humana como atividade objectiva [gegenständliche Tätigkeit]. Ele considera, por isso, na Essência do Cristianismo, apenas a atitude teórica como a genuinamente humana, ao passo que a práxis é tomada e fixada apenas na sua forma de manifestação sórdida e judaica. Não compreende, por isso, o significado da actividade "revolucionária", de crítica prática.

2.A questão de saber se ao pensamento humano pertence a verdade objectiva não é uma questão da teoria, mas uma questão prática. É na práxis que o ser humano tem de comprovar a verdade, isto é, a realidade e o poder, o carácter terreno do seu pensamento. A disputa sobre a realidade ou não realidade de um pensamento que se isola da práxis é uma questão puramente escolástica.
TESES SOBRE FEUERBACH
Karl Marx
5. Feuerbach, não contente com o pensamento abstrato, apela ao conhecimento sensível [sinnliche Anschauung]; mas, não toma o mundo sensível como atividade humana sensível prática.

6. Feuerbach resolve a essência religiosa na essência humana. Mas, a essência humana não é uma abstração inerente a cada indivíduo. Na sua realidade ela é o conjunto das relações sociais.

Feuerbach, que não entra na crítica desta essência real, é, por isso, obrigado: 1. a abstrair do processo histórico e fixar o sentimento [Gemüt] religioso por si e a pressupor um indivíduo abstratamente - isoladamente - humano; 2. nele, por isso, a essência humana só pode ser tomada como "espécie", como generalidade interior, muda, que liga apenas naturalmente os muitos indivíduos.

7. Feuerbach não vê, por isso, que o próprio "sentimento religioso" é um produto social e que o indivíduo abstrato que analisa pertence na realidade a uma determinada forma de sociedade.

8. A vida social é essencialmente prática. Todos os mistérios que seduzem a teoria para o misticismo encontram a sua solução racional na práxis humana e no compreender desta práxis.

9. O máximo que o materialismo contemplativo [der anschauende Materialismus] consegue, isto é, o materialismo que não compreende o mundo sensível como atividade prática, é a visão [Anschauung] dos indivíduos isolados na "sociedade civil".

10. O ponto de vista do antigo materialismo é a sociedade "civil"; o ponto de vista do novo [materialismo é] a sociedade humana, ou a humanidade socializada.

11. Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.
3. A doutrina materialista de que os seres humanos são produtos das circunstâncias e da educação, [de que] seres humanos transformados são, portanto, produtos de outras circunstâncias e de uma educação mudada, esquece que as circunstâncias são transformadas precisamente pelos seres humanos e que o educador tem ele próprio de ser educado. Ela acaba, por isso, necessariamente, por separar a sociedade em duas partes, uma das quais fica elevada acima da sociedade (por exemplo, em Robert Owen).

A coincidência do mudar das circunstâncias e da atividade humana só pode ser tomada e racionalmente entendida como práxiss revolucionante.

4. Feuerbach parte do fato da auto-alienação religiosa, da duplicação do mundo no mundo religioso, representado, e num real. O seu trabalho consiste em resolver o mundo religioso na sua base mundana. Ele perde de vista que depois de completado este trabalho ainda fica por fazer o principal. É que o fato de esta base mundana se destacar de si própria e se fixar, um reino autônomo, nas nuvens, só se pode explicar precisamente pela autodivisão e pelo contradizer-se a si mesma desta base mundana. É esta mesma, portanto, que tem de ser primeiramente entendida na sua contradição e depois praticamente revolucionada por meio da eliminação da contradição. Portanto, depois de, por exemplo a família terrena estar descoberta como o segredo da sagrada família, é a primeira que tem, então, de ser ela mesma teoricamente criticada e praticamente revolucionada.
Escrito por Marx durante a primavera do 1845.
http://kerchak.com/idealismo-aleman-kant-y-hegel/esquema-logica-kantiana/
por meio da qual os objetos são dados na intuição
por meio do qual os objetos são pensados nos conceitos.
O conhecimento começa na experiência, mas não é neutro nem passivo
Um resumo da filosofia do conhecimento de Kant:
SILVEIRA, Fernando Lang. "A teoria do conhecimento de Kant: o idealismo transcendental"
http://www.if.ufrgs.br/~lang/Textos/KANT.pdf
1. Que posso saber?
2. Que devo fazer?
3. Que me é dado esperar?"
Empirismo (indução)
Racionalismo (dedução)
"Sem sensibilidade nenhum objeto nos seria dado, e sem entendimento nenhum seria pensado. Pensamentos sem conteúdo são vazios, intuições sem conceitos são cegas."
síntese de Kant entre racionalismo e empirismo
Conhecimento é experiência sensível
A fonte do conhecimento é a própria razão, experiência sensível não é confiável, sendo secundária

Predominantemente inglesa: Francis Bacon, David Hume
- O problema da indução. O sol nascerá amanhã? Como passar de enunciados particulares para universais?
Predominantemente continental: René Descartes
Que
todo o nosso conhecimento começa com a experiência, não há dúvida alguma
, pois, do contrário, por meio do que a faculdade de conhecimento deveria ser despertada para o exercício senão através de objetos que tocam nossos sentidos e em parte produzem por si próprios representações, em parte põem em movimento a atividade do nosso entendimento para compará-las, conectá-las ou separá-las e, desse modo, assimilar a matéria bruta das impressões sensíveis a um conhecimento dos objetos que se chama experiência? Segundo o tempo, portanto,
nenhum conhecimento em nós precede a experiência,
e todo ele começa com ela.

Mas embora todo o nosso conhecimento comece com a experiência,
nem por isso todo ele se origina justamente da experiência
. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento de experiência seja um composto daquilo que recebemos por impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) fornece de si mesma, cujo aditamento não distinguimos daquela matéria--prima antes que um longo exercício nos tenha tornado atentos a ele e nos tenha tornado aptos à sua abstração.
(Kant, 1987, p. 1. Grifo no original)
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