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HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

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Rosangela Maria Blogoslawski

on 2 September 2015

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Transcript of HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

DA EDUCAÇÃO
UNIDAVI
- Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí
Área de Ciências Humanas, Linguagens e Artes, Educação e Comunicação.

Curso de Psicologia - PSN - LIBRAS

Alunas:
Amanda Regina
Daiane Santos
Fernanda Steinback
Larissa Tiedemann
Rosangela Blogoslawski

Professora:
Aline Martins

As pessoas com deficiência, ao longo dos tempos, foram vistas pela sociedade de varias maneiras e sob diferentes enfoques, ou seja, morais, religiosos e éticos de cada momento histórico.
Os registros artísticos são grandes comprovações históricas
dessa visão das diferentes civilizações.
Segundo a arte egípcia, por exemplo, no Egito antigo a pessoa com deficiência integrava-se nas diferentes classes e hierarquias.

Para Gugel (2011,p.1), as obras indicam uma pessoa com deficiência física, como o guardião de Roma e um músico anão da V dinastia. “já os papiros contendo ensinamentos morais no antigo Egito, ressaltam a necessidade de se respeitar as pessoas com nanismo e com outras deficiências”.
Ainda, segundo a autora, o antigo Egito também ficou conhecido como a terra dos cegos, pois o povo era constantemente atingido por infecções nos olhos que levavam a cegueira. Os papiros médicos apresentavam procedimentos para curar os olhos.
Mesmo com os dados artísticos e históricos do antigo Egito, a nossa historia assinala politicas extremas de exclusão em relação a pessoa com deficiência na sociedade. Exemplo disto ocorreu em Esparta, na antiga Grécia, onde a beleza física e o culto ao corpo eram condições para a participação social. As crianças com deficiência física eram colocadas nas montanhas e, em Roma, atiradas no Rio Tibre. Estes casos eram vistos como perigo para a continuidade da espécie. Os livros de Platão e Aristóteles assinalavam a eliminação das pessoas nascidas “disformes”. Porém, mesmo com a prática de eliminação encontramos registros importantes de pessoas com deficiência neste período, como é o caso de “Homero”, poeta grego com indicações históricas de cegueira.
Homero criou o personagem Hefesto, que, segundo a mitologia, era filho de Hera e teria nascido com pés atrofiados.
“ Na idade antiga, os humanos que apresentavam um comportamento diferente foram associados
á imagem do diabo, da feitiçaria, da bruxaria
e do pecado, sendo novamente isolados e exterminados. Neste momento, as pessoas
com necessidades especiais tinham um comportamento consequente de
forças sobrenaturais.

Ainda em relação a este período Vieira e Pereira (2003, p.17) destacam que: Na antiguidade clássica as pessoas com deficiência foram consideradas possessas de demônios e de maus espíritos. [...]. Os modelos econômicos, sociais e culturais impuseram às pessoas com deficiência uma inadaptação geradora de ignorância, preconceitos e tabus que, ao longo dos séculos e séculos, alimentaram os mitos populares da perigosidade das pessoas com deficiência mental e do seu caráter demoníaco, determinando atitudes de rejeição, medo e vergonha.

No inicio do século XIX ocorreu a tentativa de recuperação ou remoldagem (física, fisiológica e psíquica) da criança com deficiência, com o objetivo de ajusta-la a sociedade, num processo de socialização concebido para eliminar alguns de seus atributos negativos, reais ou imaginários. Se a igreja pregava a existência do pecado, do bem e do mal. Assim este processo de remoldagem assumia formas estranhas, como práticas exorcistas.

Ainda nesse século, médicos e outros profissionais das ciências dedicavam-se ao estudo das necessidades especiais. A medicina, então, passa a conquistar espaço no estudo das deficiências. A mudança resumiu-se à descoberta de patologia. Assim, as pessoas com necessidades especiais continuavam segregadas em instituições como asilos e hospitais, porém, agora, com o objetivo de tratamento médico.

De acordo com Sassaki (1997, p.16): A sociedade, em todas as cultura, atravessou diversas fases no que se refere às práticas sociais. Ela começou praticando a exclusão social de pessoas que – por causa das condições atípicas – não lhe pareciam pertencer à maioria da população. Em seguida desenvolveu o atendimento segregado dentro de instituições, passou para a prática da integração social e recentemente adotou a filosofia da inclusão social para modificar os sistemas sociais gerais.


No Brasil, houve, na década de 60, uma explosão de instituições segregativas especializadas, eram as escola especiais, centros de reabilitação, oficinas protegidas, entre outras. Esta expansão da educação especial no Brasil estava ligada o atendimento clinica às pessoas com necessidades especiais, e apresentavam um caráter filantrópico em suas atividades.
Nesta visão de atendimento, o
“problema”
das necessidades especiais era visto como um
“problema”
e, portanto, ele deveria ser adaptado à sociedade.

“Meu irmão entrou para escola. Não era uma escola como a minha, parece que lá todos eram um pouco parentes.
Todos tinham o mesmo jeito esquisito de andar, de mover os braços, e eram poucos os que falavam”. (PORTELA, 1998, P.8).

Podemos compreender, que essa era uma escola especializada, e não inclusiva.

Ao final da década de 60, iniciou-se o movimento pela integração social planejava “[...] inserir as pessoas com deficiência nos sistemas sociais gerais como a educação, o trabalho, a família e o lazer [...]”. (SASSAKI, 1999, p.31), mas este processo foi mais vivenciado na década de 80.


Para isto, recorriam-se aos métodos clínicos, para poder ensinar esta pessoa a socializar-se de maneira “normal”, conforme a sociedade estava organizada.
O processo de integração escolar foi movimento forte e decisivo nas novas conquistas da educação inclusiva, porém não satisfazia as premissas dos direitos das pessoas com deficiência, pois nada era modificado na sociedade, nem suas estruturas, seus métodos e, principalmente, seu preconceito, pois ainda acreditava-se na permanência do método clinico de atendimento.

Hoje, a historia segregativa no mundo e no Brasil atua como influenciadora da postura social que temos. As praticas preconceituosas de nossa sociedade refletem esta historia massacrante e limitante da pessoa com deficiência. “A ideia de que poderiam ser ajustadas em ambientes segregadas, alijadas do resto da sociedade, fortaleceu os estigmas sociais e a rejeição”. (KARAGIANNIS; STAINBACK, 1999, p.43).
A partir da década de 90 inicia-se a concepção de educação inclusiva. Iniciou-se Declaração dos direitos humanos em 1948.
Educação Especial: trata-se do atendimento em instituições especializadas.
Educação Inclusiva: trata-se da inclusão de alunos com necessidades especiais em escolas comuns.
Integração: segundo Mantoan (2003, p.23), a integração insere o aluno no contexto escolar, porém não garante a inclusão deste aluno. O aluno transita entre o sistema escolar, mas não participa como sujeito ativo em meio a uma educação para a diversidade, trata-se do “especial na educação”.


Séculos XVII e XVIII: discriminação com infinitas situações de exclusão (rejeição do deficiente).
Século XIX: fase da institucionalização especializada ("educação" fora da escola).
Pontapé inicial: Imperial instituto dos Meninos Cegos, criado em 1854.
Primeira metade do século XX: 54 estabelecimentos e 11 instituições especializadas.
Século XX: primórdios da educação inclusiva (declaração de Salamanca e LDB 9.394/96)
Breve análise histórica e avanços
da educação inclusiva no Brasil

Delegados da Conferência Mundial de Educação Especial;
88 governos e 25 organizações internacionais;
"Toda criança tem direito fundamental à educação".
"Toda criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem únicas".
"...aqueles com NEE devem ter acesso a escola regular..."
Governos e Agências Fianciadoras (UNESCO, UNICEF, Banco Mundial).
DECLARAÇÃO DE SALAMANCA
Lei de Diretrizes e Bases 9.392/96
Direito de todos à educação (Estado e família);
Capítulo V, artigos 58 ao 60;
Educação escolar oferecida na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.
Serviço de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades dos alunos.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no 9.394/96 (Brasil, 1996), no Capítulo III, art. 4º, inciso III, diz que é dever do Estado garantir o “atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino”.
Atualmente, já se tornou uma realidade nas redes públicas de ensino, alunos com necessidades especiais frequentarem a escola em salas de aula com inclusão. Isso é importante para que,
“independentemente do tipo de deficiência e do grau de comprometimento, possam se desenvolver social e intelectualmente na classe regular” (BENITE, BENITE, PEREIRA, 2011, p. 48).
Assim a integração social surgiu da necessidade de inserir na sociedade o individuo com deficiência, sem que a sociedade de modifique. Na realidade, quem deveria, então, estar preparada e capacitada para se inserida no meio social era a pessoa com deficiência.
A educação inclusiva no Brasil ainda está em seu estado embrionário, e sabemos que o apoio e o investimento dos governos são necessários. Todavia, esperamos que o contínuo aprimoramento de projetos nesse sentido, tanto na formação, como na formação continuada de professores, com o tempo sane ou pelo menos minimize os pontos decadentes do atendimento aos portadores de necessidades especiais.
REFERÊNCIAS
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
http://www.infoescola.com/educacao/lei-de-diretrizes-e-bases-da-educacao/

BRASIL. Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial.
Programa de Capacitação de Recursos Humanos do Ensino Fundamental – Deficiência visual
– vol. 1 – Série Atualidades Pedagógicas 6. Brasília, 2001. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/def_visual_1.pdf. Acesso em: 02 de agosto de 2012. Lei nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm Acesso em 03 de agosto de 2012.

Silveira, Tatiana dos Santos da.
Educação inclusiva
/Tatiana dos Santos da Silveira; Luciana Monteiro do Nascimento. Indaial: Uniasselvi, 2013. 221 p. : il


INCLUSIVA
HISTÓRIA
Registros históricos mostram que no período que compreende os anos de 1200 até 1940, pessoas com deficiência eram submetidas a diversos procedimentos que em muitos casos levavam à morte.

Descrição dos métodos adotados para tratar portadores de deficiência nos períodos entre 1200 e 1940:
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