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Prece - Fernando Pessoa

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by

Bernardo Paixão

on 7 December 2013

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Transcript of Prece - Fernando Pessoa

Prece - Fernando Pessoa
Poema
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.


Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda.


Análise estilística do poema
Métrica:
3 quartetos. Versos decassilábicos.

Esquema Rímico:
Rima cruzada.

Número de Versos:
12 versos.

Tempos:
Presente e futuro do Indicativo
Plano de Trabalho
Poema análise estilística
Comparação com O infante
A prece de Pessoa
Análise detalhada
Recursos estilísticos
Localização na obra
A prece de Pessoa
Pessoa pensa que o Império Português está perdido e tmbém não acredita numa reconstrução. Por isso
pede
uma reencarnação.


Comparação com O Infante
Prece
surge como princípio da noite em Mar Português, sendo que o dia nasceu com
O infante
.
Dá sopro, a aragem- ou desgraça ou ânsia-,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distância-
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
Infante:
Tudo é grande, cheio de potência:
"Deus quere..."
Prece:
É um poema totalmente escurecido:
"Senhor, a noite veio e a alma é vil..."
Mesmo que já com o pensamento numa derrota futura:
"Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez..."
Rendido às evidências:
"Restam-nos hoje..."
Se reencarnar o Império Português passará a ser encarado como uma divindade.
Análise
Senhor, a noite veio e a alma é vil.
Tanta foi a tormenta e a vontade!
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade.
Senhor, a noite veio e a alma é vil
O império acabou, a alma é má
Tanta foi a tomenta e a vontade!
Tantos foram os sacrifícios
Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
O mar universal e a saudade
Só nos resta o silêncio, o mar que
nós
unimos e a saudade
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda.
O frio morto em cinzas a ocultou:
A mão do vento pode erguê-la ainda
.
Mas a chama, que a vida em nós criou,
Se ainda há vida ainda não é finda,
O destino glorioso dos Portugueses não morreu com a morte do império
O frio morto em cinzas a ocultou:
O destino está escondido nas cinzas
A mão do vento pode erguê-la ainda.
A ajuda de deus pode erguer ainda o Império
Dá sopro, a aragem- ou desgraça ou ânsia-,
Com que a chama do esforço se remoça,
E outra vez conquistemos a Distância-
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
Dá sopro, a aragem- ou desgraça ou ânsia-,
Dá-nos motivação- seja em desgraça ou ânsia
Com que a chama do esforço se remoça,
Para que a chama se acenda outra vez
E outra vez conquistemos a Distância-
E que outr
a
vez conquistamos a distância- O Horizonte
Do mar ou outra, mas que seja nossa!
Não importa que distância é, desde que seja nossa
Recursos Estilísticos e sua expressividade
Personificação
-

A mão do vento
Será, na verdade, uma mão divina.
Adjetivação-

A alma é vil
Anáfora-

ainda
Reforça a ideia de que nada está perdido.
Localização do poema na obra
Integra-se no final de "Mar Português"
Sendo “Mar Português” a visão mística da história, Pessoa quer mostrar que “o mar é nosso”, que os Portugueses foram os primeiros a conquista-lo, que ele é o caminho para a perfeição.
Simbologia
Noite-
Simboliza o final, o vazio e o despojamento
Cinzas-

Transporta-nos para o animal lendário, fénix. Simboliza o renascimento
Vento-
Pode sugerir instabilidade e agitação. Por outro lado significa o sopro e o espírito.
Trabalho realizado por:
Bernardo Paixão da Costa
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