Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

ARTE-TERAPIA

No description
by

sonia rodrigues

on 7 February 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of ARTE-TERAPIA

2013.14
PERSPECTIVAS TERAPÊUTICAS DAS ARTES PLÁSTICAS

Disciplina de Opção do
MESTRADO EM EDUCAÇÃO ARTÍSTICA

ARTE-TERAPIA

discente| SÓNIA RODRIGUES nº 7414
docente| Prof. João Peneda
O QUE É A ARTE TERAPIA?

Diz-nos a história que
a Arte-Terapia era vista com efeitos terapêuticos.

Torna-se difícil delimitar o seu início.

“As artes como a música, poesia, teatro e escultura eram consideradas como curativas
, remédios para a alma tanto do artista quanto do espectador.
Nos finais do século XIX, o teatro era recomendado para doentes mentais, pois assim podiam sair da sua apatia e do seu mundo interior
, delirante (Cao & Diez, 2006).”

A arte tem vindo a ser utilizada como veículo para expressar os sentimentos, pensamentos e ideias
(…) Desenvolveram-se várias técnicas artísticas expressivas para tal, sendo a Arte-Terapia a mais conhecida e difundida actualmente.”
“O importante era o acto criativo, não o produto criado.”
“Nos finais do séc. XIX, início do séc. XX, tendo em conta a génese da psicanálise, com
Freud
, o simbolismo e a associação livre assumem lugar de destaque. Tenta compreender o fenómeno da arte, dedicando vários artigos à análise de diversos artistas plásticos.”

Freud
afirmava que:
“existe uma passagem que une a fantasia à realidade – o caminho, esse é a arte”.

Em 1920, Jung, “na sequência dos estudos de Freud, foi o primeiro a utilizar a expressão artística em consultório, como parte do tratamento psicoterapêutico, pedindo aos pacientes que fizessem desenhos, imagens de sentimentos, representações dos sonhos e de situações de conflito.
(...)"

Utilizou o desenho livre para facilitar a interacção verbal com os seus pacientes já que acreditava na possibilidade de o homem organizar o seu caos interior através da arte.

Acreditava que a criatividade é uma função psíquica natural, estruturante, e possuiu a capacidade de auxiliar a estruturação do indivíduo, podendo ser a arte usada como componente de “cura”.

Para Jung, a actividade plástica assim como a criatividade, são funções psíquicas inatas, que contribuem para a formação da personalidade e para a estruturação do pensamento.”



Prinzhorn
terá sido um dos primeiros a detectar um valor estético nos trabalhos dos pacientes psiquiátricos.
A arte dos doentes mentais era encarada como forma de expressão
, valorizando as elaborações artísticas destes mesmos doentes, ressaltando a preservação das capacidades criadoras, em detrimento da desintegração psíquica, tão característica destes mesmos transtornos.”

“A Arte-Terapia, como forma terapêutica, começa nos hospitais na 2ª Guerra Mundial
, devendo em grande parte o seu crescimento e desenvolvimento às relações históricas que manteve com o ensino da arte e a sua utilização como forma de diagnóstico em psiquiatria.”

“Na Inglaterra, onde pela primeira vez se utilizou a expressão artística com finalidade terapêutica
,
surgiu relacionada com a educação artística,
já que desta teve origem, sendo de referir que
os primeiros arte terapeutas eram artistas e professores de arte
(…)”

Década de 40
, o termo Arte-Terapia foi adotado pela primeira vez em Inglaterra.
Adrian Hill teve essa responsabilidade,
artista inglês que depois de ter estado internado com tuberculose e as suas pinturas terem sido posteriormente expostas na Academia Real dos Artistas Britânicos e por sua vez despertou a atenção de críticos e médicos.

“Pela primeira vez alguém olhava para um quadro e percebia que a arte também podia ser terapêutica.”

“Segundo parece, começou a compartilhar com outros doentes os reconfortantes efeitos que sentia graças à actividade criativa, resultando daí que estes também começassem a pintar (…)

Os médicos que o assistiam verificaram uma aceleração na sua recuperação e um estado geral de bem-estar manifesto. Após o seu restabelecimento, foi convidado para fazer pintura com os doentes.

A Cruz Vermelha Britânica encorajou o método e alguns médicos começaram a prescrever a Arte-terapia.
Pouco depois da guerra, em 1946, tornou-se no primeiro terapeuta artístico a trabalhar de forma remunerada num hospital.”
Em 1941,
Margaret Naumburg (1890-1983),
artista plástica, educadora, psicóloga e psicanalista, foi pioneira nos EUA na utilização da expressão artística em contexto psicoterapêutico, nascendo assim, a “Terapia pela Arte”.


“A sua técnica consistia em pedir aos doentes para desenharem espontaneamente e de seguida, fazerem livre associação de ideias a partir do que fora criado.
O seu trabalho desenvolveu-se particularmente com crianças.”

Margaret Naumburg fundou em 1915 a Escola Progressista para crianças Waden, em Nova Iorque, onde defendia “um reajustamento nos métodos educativos, dando maior ênfase à expressão criativa espontânea em todo o processo educativo como ferramenta para a correcta aprendizagem das crianças, lado a lado com os métodos tradicionais.”

Defendeu durante muitos anos que a educação se deveria orientar no sentido de aumentar o poder da auto-expressão criativa.
Ficou conhecida por ser uma educadora de imaginação e inspiração fora do comum.

Em 1941, Margaret Naumburg iniciou uma pesquisa com crianças e adolescentes com problemas de comportamento.

Em 1947, publica-a e é reeditada em 1973. É a partir destes estudos que a Arte-Terapia começa a suscitar interesse pelo mundo
e na Áustria, Edith Kramer, “professora de arte, considerou que a actividade pictórica possuía por si só propriedades curativas, já que permitia ao sujeito a oportunidade de exteriorizar, reexperienciar e resolver os seus conflitos.”

Na década de 30,
Edith Kramer
deu “aulas de arte em Praga a filhos de refugiados, onde ficou sensibilizada ao perceber o valor terapêutico da actividade artística para aquelas crianças traumatizadas (Ciornai, 2004).”

Edith Kramer foi considerada uma das pioneiras da sistematização da arte como terapia.
Iniciou o movimento da “Arte como Terapia”.

Edith Kramer

“Enfatizou as qualidades integrativas e curativas do processo criativo em si, considerando secundária a elaboração verbal. (…)

Enfatizando muito mais
o fazer, o criar arte, a expressividade do que o estudo e discussão do produto pronto
(Andrade, 2000).
Realçava a importância na observação do comportamento ao invés do produto final.”

Publicou em 1958 o livro “Arte-terapia numa comunidade de crianças” e “A arte como terapia com crianças” em 1971.

“O seu método de ensino de arte com crianças foi baseado no conhecimento do grafismo e dos estudos de Lowenfeld (1947, 1952, 1964, 1970)”

Na década de 60 foi fundado o jornal americano de arte-terapia (1961).
1964 – é criada em França a Sociedade Francesa de Psicopatologia e expressão (SFPE)
1964 – Stock Adams junta-se a Adrian Hill e é criada a Associação Britânica de Arte terapia (BAAT), Inglaterra.
1969 - Diane Waller e Tessa Dalley contribuíram posteriormente para a criação da Associação Americana de Arte-Terapia (AATA) com o apoio de M.Naumburg e Kramer que teve papel importante na criação e divulgação de regras para definição do trabalho dos arte-terapeutas.

Nos anos 70 o ensino das artes e a prática da arte-terapia separam-se e tomam posições diferentes (…)
Em 1974, Natalie Rogers,
filha de Carl Rogers, orientando grupos de encontro,
desenvolve um importante trabalho expressivo com pintura, modelagem e expressão corporal, teatro, dança, música, poesia e mímica,
a que chamou

“conexão criativa”

onde aplica os princípios da teoria centrada na pessoa
(abordagem Rogeriana)

defendia que a expressão deve ser verbalizada e compreendida pelo próprio cliente, e não interpretada pelo terapeuta.

Desde aí as terapias Expressivas e em particular a Arte-terapia evoluíram bastante,
tando do ponto de vista dos modelos que a caracterizam (abordagem Junguiana, gestáltica, comportamental, psicanalítica, antroposófica, centrada na pessoa, construtivista, etc), assim como das formações existentes, como dos países em que é reconhecida.


Na década de 80 e 90, em França foi criada a associação e a revista “arte e terapia”;

na
Itália
houve a fundação da Associação Italiana de Arte-Terapia por Maria Belfiore, Mima Cagnoletta e Marylin Lamonica, formadas nos EUA.

A Grã-Bretanha foi o primeiro país europeu a fazer o reconhecimento da arte-terapia como profissão
pelo serviço nacional de saúde e posteriormente iniciou-se a formação de Arte-Terapia em França e Itália.
Criou-se a Sociedade Portuguesa de Arte-Terapia
(SPAT), é de referir que várias correntes da psicoterapia contribuíram para a Arte-Terapia, sendo de assinalar:
O psicodrama, conceptualizado por Moreno;
A Gestalterapia, criada por Fritz Peris;
Dança-Terapia da qual Marion Chace (EUA) é apontada como fundadora;
Musicoterapia que parece ter tido origem no século XIX, para a qual Esquirol, Leuret e Monreau de Tour foram representativos.



Mas o que é a Arte-Terapia?
De acordo com a ASSOCIAÇÃO AMERICANA de ARTE-TERAPIA:

“A Arte-Terapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na actividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas…

Por meio do criar Arte e do reflectir sobre os processos e os trabalhos artísticos resultantes, as pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar a auto-estima, lidar melhor com os sintomas, stress e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico (…)”

Para a ASSOCIAÇÃO BRITÂNICA de ARTE-TERAPIA:

“(…)o foco na Arte-Terapia é a imagem, e o processo envolve uma transacção entre o criador (paciente), o artefacto (ou objecto de arte), e o terapeuta.

Como em todas as terapias, procura trazer a um nível consciente sentimentos inconscientes e depois explorá-los verbalmente.

A riqueza do símbolo artístico e a metáfora iluminam o processo. Os arte-terapeutas possuem um entendimento considerável do processo artístico, são suficientes na área do não-verbal e na comunicação simbólica e procuram criar um ambiente no qual os pacientes se sintam seguros o suficiente para expressar fortes emoções.”

Para a ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA de ARTE-TERAPIA:

“A Arte-Terapia distingue-se como método de tratamento psicológico, integrando no contexto psicoterapêutico mediadores artísticos.

Tal origina uma relação terapêutica particular, assente na interacção entre o sujeito (criador), o objecto de arte (criação), e o terapeuta (receptor).

O recurso à imaginação, ao simbolismo e a metáforas enriquece e incrementa o processo.

As características referidas facilitam a comunicação, o ensaio de relações objectais e a reorganização de objectos internos, a expressão emocional significativa, o aprofundar do conhecimento interno, libertando a capacidade de pensar e a criatividade.” Ruy de Carvalho – SPAT (2001)

Sujeito

(criador)
Terapeuta

(receptor)
Objecto de arte

(criação)
A Arte-Terapia recorre ao valor simbólico das imagens produzidas através das várias expressões artísticas utilizadas como meio de comunicação, através de linguagem metafórica na qual a díade terapeuta/paciente comunica de forma eficaz, segura, directa e empática.


Esta técnica oferece a oportunidade para que o sujeito volte a brincar, a reencontrar a sua espontaneidade, provocando o acordar e o despertar da criatividade que há em cada um de nós, daí podermos afirmar que o seu uso facilita o processo terapêutico.
Em 1975 Winnicott, revelou a importância do brincar na construção da realidade.
Para este autor todo o processo psicoterapêutico se desenvolve na sobreposição de duas áreas do brincar: a do terapeuta e a do paciente.

Viveríamos entre o mundo interno e o mundo externo, logo quem está colocado num ou noutro não está bem, sendo que a vida é uma totalidade.

Ao acordarmos a criatividade, estamos a permitir expressar emoções ou resolver emoções ou conflitos que de outra forma não eram possíveis de ser expressos, trabalhados e elaborados, estamos a encetar uma viagem de exploração interna.

Expressão plástica:
pintura, desenho, escultura, modelagem, colagem

Expressão corporal:
mímica, dança, movimento

Expressão vocal:
a voz, o canto

Expressão dramática:
representação, dramatização, técnicas de psicodrama

Música

Mediadores mais utilizados em Arte-Terapia:
Em Portugal
Podemos afirmar que
actualmente as Terapias Expressivas encontram-se difundidas no mundo todo, existindo em quase todos os países uma Associação ou Sociedade de Terapias Expressivas.
Full transcript