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Análise do poema "Padrão" (da obra Mensagem de Fernando Pess

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by

Diana Sá

on 1 March 2015

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Transcript of Análise do poema "Padrão" (da obra Mensagem de Fernando Pess

Análise do poema "Padrão" (da obra Mensagem de Fernando Pessoa)
Análise Interna
O esforço é grande e o homem é pequeno
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
este padrão ao pé do areal moreno
e para deante naveguei.
O esforço é grande e o homem é pequeno
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
este padrão ao pé do areal moreno
e para deante naveguei.

A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão signala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por fazer é só com Deus.

E ao immenso e possível oceano
Ensinam estas quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é portuguez.

E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.


Elisa Martins nº12
Márcia Barbosa nº17
Diana nº28

Segunda Parte-Mar Português
111-Padrão
2ªParte-Mar Português
Realização da Pátria
Apogeu dos Descobrimentos
Poemas inspirados na ânsia do desconhecido e no heroísmo da luta com o mar e seu desvendamento;
Possessio Maris (Domínio do Mar).
Análise Externa
O esforço é grande e o homem é pequeno
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
este padrão ao pé do areal moreno
e para deante naveguei.

A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão signala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por fazer é só com Deus.

A
B
A
B
C
D
C
D
E ao immenso e possível oceano
Ensinam estas quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é portuguez.

E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.
E
F
E
F

G
H
G
H
4 Quadras;
Os três primeiros versos de cada estrofe são decassilabicos e o último octossilábico;
Esquema Rimático: ABAB CDCD EFEF GHGH
Padrão:
Os padrões eram monumentos de pedra com emblemas simbólicos ( como a cruz e cinco quinas) que assinalava a posse de Portugal sobre as terras descobertas.
Tem como funções:
Assinalar a passagem de : "eu, Diogo Cão" pelo "areal moreno", ou seja, o cumprimento da parte que lhe cabe na realização da "obra ousada".
Testemunhar, pelas "Quinas" gravadas no monumento, o domínio português do ocenano.
Diogo Cão
Navegador português do século XV;
Viagens de reconhecimento da costa ocidental africana. Trouxe ensinamento conveniente para atingir a África do Sul a navegar pelo largo, como fez Vasco da Gama.

O esforço é grande e o homem é pequeno
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
este padrão ao pé do areal moreno
e para deante naveguei.

1ªParte: Identificação do sujeito poético e aquilo que fez: deixou um padrão "junto ao areal moreno" e seguiu a sua navegação.

A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão signala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por fazer é só com Deus.

2ªParte: O sujeito poético reconhece que aquele padrão assinala que a missão do navegador foi cumprida.

E ao immenso e possível oceano
Ensinam estas quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é portuguez.

3ªParte: O sujeito poético mostra o significado das Quinas.

E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.

3ªParte: O sujeito poético mostra o significado da Cruz.

Antítese
Só o espírito de sacrificio, a audácia e a persistência lhe possibilitaram a vitória.
A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão signala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por fazer é só com Deus.
Metáfora
A alma é perfeita, as ações do homem é que não.
O grande feito que alcançou, a conquista de novas terras, marcadas como portuguesas através do padrão só terá sido possível a partir da conjugação de esforços de dois agentes.
Para o interior do Rio Zaire
E ao
imenso
e
possível
oceano
Ensinam estas quinas
, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é portuguez.
Dupla adjetivação
Personificação
Que o mar finito é grago ou romano.
Mas o mar infinito é português.
E a
Cruz ao alto diz
que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.

Personificação
Metáfora
Esse porto calmo, sempre por achar, porque infinito.
E a cruz no topo do padrão lembra a razão.
Essa febre e essa razão está em Deus na eterna calma do seus designíos
Relação Intertextual

Canto I, est.3
Os feitos portugueses enquanto navegadores superam os de Ulisses e Eneias;
O objetivo da estrofe é engrandecer os feitos do povo português;
Venceram Neptuno e Marte.

"Padrão"
As Quinas testemunham o dominio português no oceano:
Vocação dos portugueses para navegar;
Está relacionado com os descobrimentos;
Evoca personagens que exigiram a luta contra o desconhecido.
Relação Intertextual
Ce/ssem/ do/ sá/bio/
Gre/go/ e/ do/ Troia/no
As navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandro e de Trajano
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu
canto o peito ilustre Lusitano,
A quem
Neptuno

e
Marte
obedeceram:
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
Relação Intertextual
"Ali o mui grande reino está de Congo,
Por nós já convertido à fé de Cristo,
Por onde o Zaire passa, claro e longo,
Rio pelos antigos nunca visto.
Por este largo mar enfim me alongo
Do conhecido pólo de Calisto,
Tendo o término ardente já passado,
Onde o meio do mundo é limitado."

"Já descoberto tínhamos diante,
Lá no novo Hemisfério, nova estrela,
Não vista de outra gente, que ignorante
Alguns tempos esteve incerta dela.
Vimos a parte menos rutilante,
E, por falta de estrelas, menos bela,
Do Pólo fixo, onde ainda se não sabe
Que outra terra comece, ou mar acabe."


Canto V est.13
Canto V est.14

A
B
A
B
A
B
C
C
8 versos
10 sílabas
Rima cruzada e emparelhada
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