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Odisseia de Homero - Canto IX

Trabalho de Grupo: Ilda Silvério, Maurício e Rodrigo
by

Ilda Silvério

on 1 May 2016

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Transcript of Odisseia de Homero - Canto IX

Ilda Silvério
Maurício Silva
Rodrigo de Souza

Odisseia - Canto IX
O Canto IX começa com Odisseu (Ulisses) na Ilha dos Feácios, Esquéria (pensa-se que seja Corfu, ilha grega na costa da Albânia).
Após ouvir Demódoco cantar um poema sobre a guerra de Tróia, a luta entre Áquiles e Odisseu e o Cavalo de Tróia, ele se emociona e se apresenta como sendo ele o Odisseu de Ítaca, filho de Laertes. Entre elogios que faz ao rei Alcínoo ele relata suas aflições e inicia a narração (apologoi) de sua viagem de regresso a Ítaca, após a conquista de Tróia, tendo o propósito de receber ajuda para ser levado a casa.
Introdução
Odisseu conta que chegou a Ísmaro dos Cíconos, depois de sair de Tróia, saqueou e pilhou a cidade, matou os habitantes e raptou as mulheres. Seus comandos, desobedendo-lhe, ficaram festejando, comendo e bebendo enquanto os Cíconos foram buscar reforços e fizeram um ataque surpresa matando
''seis de cada um dos navios''
obrigando-os à fuga.
Cíconos
Lotófagos
Odisseu chegou à ilha dos Ciclopes, perto do que seria hoje a Sicília, gigantes, selvagens, com um olho na testa. Não plantavam ou cultivavam, não eram civilizados. Dedicavam-se à pastorícia de cabras e ovelhas. Depois de se refastelarem com um banquete e dormirem na praia, Odisseu e os seus pesquisaram a ilha e seus habitantes e encontraram um gigante ciclope pastoriando seu rebanho, perto de uma gruta rodeada de loureiros, pinheiros e carvalhos, vindo a descobrirem que era sua casa.
Odisseu e mais 12 foram perscrutar a caverna, mas Odisseu insistiu em ficar para conhecer o gigante, quando este entrou na caverna e os viu não ficou satisfeito e depois de Odisseu se apresentar astúciosamente e pedir a sua hospitalidade como era costume entre os gregos, o gigante troçou dele e para seu terror, comeu dois de seus companheiros. No dia seguinte eles prepararam uma vara de oliveira e aguardaram que o monstro dormisse depois de comer mais dois e beber o vinho que Odisseu lhe ofereceu. Enquanto o gigante dormia Odisseu espetou-lhe a vara no olho cegando-o o que lhes permitiu saírem da caverna na manhã seguinte, escondidos debaixo das ovelhas sem que ele os visse.
Já no barco sentindo-se em segurança Odisseu revoltado, humilha Polifemo que pede ajuda a seu pai Posídon para que seja vingado, não permitindo que Odisseu regresse a casa. Arremessa um penedo que cai perto do barco, com a ondulação provocada o barco de Odisseu é empurrado para terra onde se vai encontrar com seus marinheiros. Faz a oferenda de um carneiro a Zeus e depois de um banquete e uma noite bem dormida embarcam e se fazem ao mar.
Assim termina o Canto IX da Odisseia de Homero.
Ciclopes e Polifemo
Após 10 dias de grande tempestade no mar, Odisseu e seus companheiros chegaram cansados e doloridos à Ilha dos Lotófagos, comedores de lótus. Ali se alimentaram e se abasteceram de água. Ele enviou 2 homens e um arauto para explorar a ilha, eles encontraram homens pacíficos que os drogaram com flores de lótus. Odisseu levou os homens à força entre lágrimas e prendeu-os ao navio, mandando todos embarcarem e se fazerem ao mar remando.
Em seguida Odisseu vai parar na Ilha dos Ciclopes e lá ele vive várias aventuras que é por onde passa boa parte do canto.
Aqui começa a narrativa do náufrago Odisseu, relatada no Canto IX, a antiga Esquéria Terra dos Feácios, no tempo do rei Alcínoo, sua esposa Areta de Cirene e a filha Nausícaa.1
Ulisses na Corte de Alcínoo, de Francesco Hayez (1813-1815)
Ísmaro e os Cícones, tribo Trácia, aliados de Tróia

Vendo que ali nos achávamos, disse-nos, presto, o seguinte:

Ó estrangeiros, quem sois? De onde vindes por úmidas vias? É por algum interesse, ou à toa cruzais o mar vasto como piratas, que vagam sem rumo, com risco da vida, enquanto vão conduzindo a desgraça a pessoas estranhas?”
Disse.
A essas vozes partiu-se-nos o coração no imo peito, ante o ribombo da voz e ante, ainda, a figura do monstro. Mas, apesar disso tudo, lhe disse, em resposta, o seguinte:
“Somos Aqueus, que da terra dos Troas nos vemos jogados, por toda sorte de ventos, no abismo infinito das ondas. Na rota estamos da pátria; mas, outros caminhos sulcando, vimos aqui; foi, talvez, o designio de Zeus poderoso. E nosso orgulho contarmo-nos entre os do Atrida Agmérririone, de cuja glória sem par toda a terra se encontra impregnada, tal foi a grande cidade por ele destruída, bem como povos sem conta. Ora viemos à tua presença, e te abraço súplice os joelhos, pedindo que dons hospedais nos concedas, ou qualquer coisa, tal como é costume aos estranhos fazer-se. Aos deuses todos respeita, meu caro, pois somos pedintes; o próprio Zeus é quem vinga e protege os mendigos e estranhos, Zeus protetor, que acompanha em seus passos os nobres pedintes.”
Isso lhe disse; ele, logo, me torna com ânimo duro:
“És bem simplório, estrangeiro, ou de longes paragens chegado, para exortares-me, assim, a que os deuses acate e os evite. Nós, os Ciclopes, não temos receio de Zeus poderoso, nem dos mais deuses beatos, pois somos mais fortes que todos. Pelo respeito de Zeus, tão-somente, não te pouparia, nem a teus sócios, se a tanto meu peito não fosse inclinado"".


Vocabulário:
IMO = parte mais funda; âmago; íntimo; centro; o que está no lugar mais profundo.
RIBOMBO= barulho surdo e prolongado.
Odisseu, conta que no seu regresso a casa foi detido diversas vezes contra sua vontade por deusas que desejavam tê-lo por consorte.
"Nada é mais doce do que pátria e filhos, mesmo que em terras estranhas se alcancem bens e fortuna. Eu não viveria longe dos meus por preço algum"

-disse. Assim, inicia o relato de suas experiências no país dos Cíconos.
Diálogo entre Odisseu e Polifemo

Ulisses e Polifemo, ARNOLD BÖCKLIN, 1896
Apresentação à turma em 05/05/2016
Docentes: Charles Casemiro e Carla Souto
IFSP - Curso de Letras
REFERÊNCIAS:

HOMERO. Odisseia [recurso eletrônico] : telemaquia, regresso, Ítaca / Homero; tradução do grego, introdução e análise de Donaldo Schüler. - Porto Alegre, RS : L&PM, 2011.
1 Esquéria: http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Esqu%C3%A9ria

Dialética Ulissiana: primado da autoconservação por Rodrigo Duarte
http://www.espacoacademico.com.br/088/88fraga.htm
Adorno, T. W.; Horkheimer, M. Op. cit., p. 15

Imagens:
Cicones: http://www.ralentirtravaux.com/lettres/sequences/sixieme/sequence_11/cicones.php
Lotófagos: http://fuckyeahgreekmyths.tumblr.com/post/3616879493/the-lotus-eaters
Odisseu arrebatado pela canção de Demódoco: https://pt.wikipedia.org/wiki/Odisseia#/media/File:Francesco_Hayez_028.jpg
O Regresso de Ulisses para o trabalho do Canto IX
Videoarte o regresso de Ulisses https://vimeo.com/21948489
O mito de Ulisses 5:5 Ulisses e Polifemo, Arnold Böcklin. 1896
http://arte-mitologica.blogspot.com.br/2013/06/perche-poseidone-odia-ulisse.html
Odissea. Ulisses e Polifemo https://it.wikipedia.org/wiki/File:Odissea_Ulisse_e_Polifemo.png
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