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Literatura como recurso evangelístico e didático

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by

Michelson Borges

on 5 July 2016

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Transcript of Literatura como recurso evangelístico e didático

Literatura
como recurso evangelístico e didático
O que é literatura
É quando o texto vai além do simples texto.
“O texto científico emprega as palavras sem preocupação com a beleza, o efeito emocional. No texto artístico, ao contrário, essa será a preocupação maior do artista. É óbvio que também o escritor busca instruir, e perpassar ao leitor uma determinada ideia; mas, diferentemente do texto científico, o texto literário une essa instrução à necessidade estética que toda
obra de arte exige.”
Wikipédia

O que é literatura
Texto informativo:
“Em Dezembro de 1963, Chuck Yeager foi forçado a ejetar-se quando fazia uma subida a pique
a cerca de 30.480 metros num
NF-104, avião experimental,
usado para treinar
astronautas.”
Texto literário:
Tom Wolfe no livro
Os Eleitos
,
página 379
O que é literatura
Modelos de narrativa
Três modelos de narrativa nas ficções publicadas pela CPB:

Foco didático –
A obra é escrita tendo como base o conteúdo didático (seja escolar, seja evangelístico/religioso). Exemplo:
Descobrindo os Fenômenos Químicos
. Os autores partem
do conteúdo didático para desenvolver a história. O foco
é no ensino. O enredo fica em segundo plano.
Modelos de narrativa
Foco didático-enredo
(foco misto) – Preocupação tanto com o enredo quanto com o conteúdo didático. Exemplo: Série Grandes Impérios e Civilizações. O autor deixa claro o plano didático, mas não abandona a tentativa de enredá-la e estruturá-la na narrativa.
Modelos de narrativa
Foco no enredo –
A obra é escrita com preocupação na história,
no enredo. Os ensinos (didático-escolares ou religiosos) são elementos da própria história, impulsionando a leitura, mesmo
no momento de maiores explicações didático-específicas. Exemplo:
A Descoberta
. Os autores se preocupam com o fluxo da narrativa e em “contar a história”. O conteúdo científico-teológico-filosófico fica em segundo plano (cenário, diálogos, situações, análise psicológica dos personagens, situações
vividas pelos personagens, etc.)
Livros ficcionais com foco no enredo
“Nesse modelo, as ‘lições morais’ são pouco definidas, deixando margem para a boa interpretação do leitor. O foco no enredo permite pouca (ou quase nenhuma) ‘lição moral’ específica no texto. O leitor deve avaliar cada cena, cada personagem, e dali retirar as lições conjuntas, por meio da análise do todo (interpretação contextual). As lições morais estão em todo o ciclo dos personagens e, mesmo assim, eles não são ‘reduzidos’ a poucos conceitos. Procuram ser, o máximo possível, ‘reais’. ...
Livros ficcionais com foco no enredo
“Essas lições estão sempre atreladas à própria narrativa
e aos personagens, sem aqueles textos longos (‘discurso’) explicando cada causa e efeito, ou dando longas explicações (morais e/ou doutrinárias), para não prejudicar o fluxo da narrativa. Isso não prejudica a existência de ensinamento de valores cristãos, pois a obra, lida como um todo, revela
o que se pretende ensinar.”
Denis Cruz
Exemplo de Cristo
Ele era, também, um contador de histórias. Contava Suas parábolas de forma acessível ao público
e Seus discípulos, depois, pediam esclarecimento.
Nem sempre a mensagem estava evidente, mas despertava interesse em quem ouvia. As pessoas buscavam interpretar Suas lições (ainda que não tão claras, em alguns casos) e debatiam sobre elas.
“Esta é uma das finalidades da ficção com foco no enredo: despertar interesse sem exaurir o tema, sem revelar, totalmente, as lições morais.
O exaurimento do tema fica por conta de obras devocionais ou históricas.”
Denis Cruz
A Bíblia e a “ficção”
Parábola do rico e Lázaro –
Jesus conta a história de dois homens
– um vai para o “inferno” e o outro para o “seio de Abraão”. Algumas pessoas leem a história e a interpretam como prova da existência da vida após a morte e do inferno. Ou seja, o texto causou “severos prejuízos” para a doutrina pura. Jesus errou ao contar a história? Ele foi imprudente? Ou o problema está no foco do leitor desprovido do Espírito Santo e de bom senso? Jesus ousou contar a história, pois sabia que haveria pessoas que saberiam fazer boa aplicação dela, apesar de seu teor fabuloso.
Livros poéticos
Narrativas épicas
Narrativas de feitos heroicos
Parábolas
Ellen White e a ficção
“Muitos jovens são ansiosos pela leitura de livros. Desejam ler
tudo o que encontram pela frente. Eles devem ter cuidado com
o que leem, bem como com o que ouvem. Fui instruída quanto
ao grande perigo que eles correm de ser
corrompidos por leitura imprópria.
Satanás tem mil maneiras de perturbar
a mente dos jovens. Não é seguro ficar
distraídos nem um momento sequer. ...
“Eles devem proteger a mente para que não sejam seduzidos
pelas tentações do inimigo. Os leitores de ficção estão transigindo com um mal que destrói a espiritualidade, obscurecendo a beleza da Página Sagrada. Cria uma estimulação nociva, desperta
a imaginação, incapacita a mente para
a utilidade, desvia o espírito da oração,
tornando-o inapto para qualquer
exercício espiritual.”
Ellen G. White,
Mensagens
aos Jovens
, p. 272

“Ellen G. White apreciava e até recomendou obras de ficção, como
O Peregrino
, de John Bunyan, considerada uma
das mais conhecidas ‘alegorias’ já escritas. [...]
A história é claramente uma obra de ficção
que descreve a vida cristã.”
Matheus Cardoso, “Mais do que
imaginação”,
Conexão
, abril de 2011
Sobre esse livro, Ellen White escreveu: “Em fétido calabouço, repleto de devassos e traidores, John Bunyan respirava a própria atmosfera do Céu; e lá escreveu a maravilhosa alegoria da viagem do peregrino, da terra da destruição para a cidade celestial. Por mais de dois séculos aquela voz da cadeia de Bedford tem falado com poder penetrante ao coração das pessoas.
O Peregrino
e
Graça Abundante ao Principal dos Pecadores
, escritos por Bunyan, têm guiado muitos ao caminho da vida.”
O Grande Conflito
, p. 252

Em 1878, Ellen White compilou uma série de histórias – algumas reais, outras fictícias – e as publicou com
o título de
Sabbath Readings for the Home Circle
(Leituras Sabáticas para o Círculo Familiar).
Contradição?
Por que, então, Ellen White falou contra obras de ficção? A preocupação dela com esse tipo de literatura pode ser resumida do seguinte modo: “(1) tende a viciar; (2) pode ser sentimental, sensacional, erótica, profana ou barata; (3) é escapista, fazendo com que o leitor regrida a um mundo de fantasia e seja menos capaz de enfrentar os problemas da vida de cada dia;
(4) desqualifica a mente para estudo sério e a vida devocional;
e (5) consome tempo e é sem proveito.”
Guide to the Teaching of Literature in Seventh-day Adventist Schools
, Departamento de Educação da sede mundial da Igreja Adventista
“A Bíblia tem o enredo perfeito de uma grande história:
ela tem o começo fundamental (a criação do Universo),
a grande batalha (o conflito entre Cristo e Satanás),
o momento crucial (a morte na cruz) e o final perfeito
(a volta de Cristo). Ela incorpora tragédia (o drama da queda do pecado, as realidades do sofrimento, o juízo e a cruz), mas com um final feliz (a ressurreição e a segunda vinda de Cristo). Dificilmente o ser humano teria imaginado ou construído por si mesmo verdades tão fantásticas. ...
“Ao investir em produtos culturais – músicas, filmes, livros e outros – que falam sobre as verdades cristãs,
é preciso fazê-los de modo intelectual e artisticamente tão perfeitos que os que não são cristãos sejam impressionados por sua integridade e beleza. Todos que entrarem em contato com esse material deveriam ter uma impressão forte do caráter de Deus e de Seus caminhos para a humanidade.”
Matheus Cardoso
Grandes Impérios e Civilizações
Foco didático-enredo
Foco no enredo
michelson borges
Pano de fundo: doutrinas
Pano de fundo: bruxaria e ocultismo
Pano de fundo: pornografia
Pano de fundo: vampirismo
“Nos escritos de Ellen White, a palavra 'ficção' deve ser entendida como se referindo à novela de enredo melodramático, vendida em panfletos de baixo custo, cujo público-alvo inclua crianças e jovens. Trata-se do que hoje os estudiosos da literatura chamam de 'ficção popular' (
pulp fiction
).”
Milton Torres, "Ellen G. White e a ficção literária"
Resumindo:
o que Ellhe White rejeitava
como ficção era a literatura sentimental, sensacionalista, erótica, profana, vulgar, violenta e escapista, que vicia e compromete a devoção pessoal, consumindo tempo excessivo, sem incutir valores.
Associação Geral, 1971
Foco didático-enredo
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