Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

13 - A Primeira República e o povo nas ruas

No description
by

Juliana Salles

on 7 December 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of 13 - A Primeira República e o povo nas ruas

13 - A Primeira República e o povo nas ruas
Referência - Brasil: uma biografia, livro escrito por Lilia Mortiz Schwarcz e Heloísa Starling

Panorama
Política:

República Café com Leite
Coronelismo
Levantes tenentistas

Economia:

Crise na terra do favor
Industrialização e urbanização
Panorama
Cotidiano:

Imigração
Nascimento e crescimento das periferias
Negros e índios no ínicio do século XX
Revoltas ("vem pra rua, vem")
Greves operárias

Cultura:

Modernismos
República Velha ou Primeira República?
Depende do ponto de vista, mas vale a pena saber que o termo pejorativo
“República Velha”
foi criado depois da Revolução de 1930.
A Primeira República foi um momento inaugural “no sentido de transformar o espaço das cidades no lugar de uma cidadania ativa onde ocorrem as disputas próprias à vida republicana” (p.349) e “ensejou novas e múltiplas formas de exercício da cidadania” (p.351).

A estreia da República no Brasil: ambiguidades
Primeiro, a semiótica: mudanças de símbolos

Largo do Paço virou largo 15 de Novembro
Estrada de Ferro Pedro II virou Central do Brasil
Colégio Pedro II virou Colégio Nacional
Conjunto de residências Vila Ouro Preto virou Vila Rui Barbosa
Corte virou capital federal
Tiradentes virou herói (“o mártir que se sacrificou pela República)


Agora, o cardápio!
Entrada regada à tutela militar

Constituição de 1891 - bases institucionais do novo regime - presidencialismo, federalismo e sistema bicameral
Perfil oligárquico da nação
Grande prestígio aos militares
1891-1894: tutela militar
Inabilidade do Marechal Deodoro ao lidar com a oposição
Florianismo e o Marechal de Ferro

Revoltas:
1891 - Revolta da Armada (ou Revolta da Esquadra)
Motivo: autoritarismo de Marechal Deodoro/ Exigência: reabertura do Congresso
1893 - Segunda Revolta da Armada
1893-1895 - Revolução Federalista do Sul (sangrenta guerra civil no RS)

Café ou leite, senhores?
1898 - Política dos Governadores ou Política dos Estados
Estabilidade política:

Manter o conflito interno confinado à esfera regional
Plena soberania do estados no exercício da política interna
Manutenção de processo eleitoral

"Assuntos da periferia devem ser tratados na periferia?"
"Manter o conflito interno confinado à escala regional"
Fontes:
Datafolha
Isis Carolina Vergílio, atriz
Antonio Nascimento, educador negro

Coronelismo
Bico de pena:
manipulações nas mesas eleitorais (falsificação de assinaturas, adulteração das cédulas eleitorais)

Degola:
não reconhecimento do eleito pela Comissão de Verificação da Câmara dos Deputados


Coronelismo
Voto de cabresto:
ato de lealdade do votante ao chefe local

Curral eleitoral:
eleitores mantidos sob vigilância, com recebimento de boa refeição e saída autorizada apenas na hora de depositar o voto - que saía de um envelope fechado diretamente para a urna

Fonte:
Relatório da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro
Estabilidade a base de troca, empréstimo, favoritismos, negociações e repressão
“O país não passava de uma grande fazenda” (p.322)
Babel de línguas e a propaganda ilusória do “paraíso terreal”
Incentivo à imigração realizado pelo Estado
Até 1900, a federação financiou de 63% a 80% da entrada de imigrantes em SP, que mais tarde se tornaria a metrópole do café
Estima-se que mais de 50 milhões de europeus abandonaram seu continente de origem em busca da tão desejada “liberdade”, que vinham sob a forma de propriedade e emprego” (p.323)
Italianos, espanhóis, portugueses, franceses e alemães
22% dos imigrantes europeus vieram para a América Latina; destes, 33% desembarcaram no Brasil. A Argentina ganhou o jogo com 46%
Sul: pequenas propriedades policultoras
Diferenças culturais
Sincretismo religioso
Era Vargas: restrição a entrada de imigrantes

A hora e a vez das cidades
Crescimento populacional: 2,5% ao ano
RJ: coração da República
SP: cabeça
BH: primeira urbe planejada do Brasil
Imigração e a diversificação do quadro de serviços urbanos
Migração interna
Regeneração das cidades
Cuidado com os edifícios públicos
Implementação do transporte coletivo
Construção de instituições representativas
A (perigosa) necessidade de se embelezar as cidades: o afastamento da pobreza para os subúrbios
Setor informal em franco crescimento, em especial os ambulantes

Se a infraestrutura da cidade foi alterada com a abertura de novos bairros e ruas elegantes como a avenida Paulista, casebres e favelas foram destruídos, com o objetivo de garantir o prolongamento e ampliação de ruas, largos e praças” (p.327)
Fontes:

Secretaria Municipal da Habitação
Maurício Ribeiro Lopes, promotor do Ministério Público Estadual (área de atuação: Habitação e Urbanismo)
João das Virgens da Silva, líder comunitário
Florsídio Cursino de Castro, aposentado (102 anos)
Cícero Pereira de Lima, porteiro

Vem pra rua, vem!
1896 -
Guerra ou Campanha de Canudos e a nova maneira de se viver no sertão
(“Canudos não estava submetido nem aos proprietários de terra nem aos chefes
políticos da região - representava um elemento perturbador num mundo
dominado pelo latifúndio” - p.333)
1904 -
Revolta da Vacina e a má informação
1910 -
Revolta da Chibata
(“ou cessavam os castigos corporais na Marinha do Brasil ou a capital da
República seria bombardeada” - p.331)

“Não foram poucos os movimentos sociais urbanos que, reagindo à falta de estrutura, tomaram as ruas com manifestações contra a carestia, o aumento de aluguel e todo tipo de precariedade” (p.332)
Greves operárias
1890:
entrada do anarquismo no Brasil
Primórdios do jornalismo sindical
Classe operária como uma nova protagonista na vida pública do país
1906:
greve ferroviária
1907:
primeira greve geral em SP
1919-1920:
64 greves na capital e 14 no interior
A partir da década de 1920:
forte repressão policial contra os trabalhadores

Negros e índios no início do século XX
Médicos e a crendice na “tara hereditária” dos negros
Antrópologo Roquette Pinto acreditava que a população brasileira teria 80% de brancos e 20% de mestiços em 2012. Entretanto, segundo o PNAD 2012…

46,2% dos brasileiros declaram-se brancos
45% - pardos
7,9% - negros
0,8% - Outras especificações


1880 - Demarcação de terras das tribos Guarani, Xavante e Kaingang
Resistência indígena (Muralha Kaingang)
“As diretrizes eram duas: ou o extermínio dos índios 'bravos', ou civilizá-los e incluí-los na sociedade. Apesar dos termos da Constituição republicana, tardaria para que uma política de proteção e inclusão fosse, de fato, implementada” (p.346)


Uma palavra mágica com cinco letras…

Resposta: crise
Crescimento do funcionalismo público
Número crescente de assalariados ligados ao aparelho administrativo do país
Nascente classe média

Alguma semelhança?


Também enxergavam no regionalismo e na corrupção a origem e os motivos do que havia de errado no Brasil. Eram liberais em temas sociais e autoritários em política”

1922:
Revolta dos 18 do Forte (de Copacabana)
1924:
Revolução Paulista (ocupação da cidade por 21 dias)
1924:
Comuna de Manaus
1925-1927:
Coluna Prestes/ Miguel Costa

Cultura e ismos
Semana de Arte Moderna - 11 a 18 de fevereiro de 1922
Macunaíma, o herói sem nenhum caráter
Processo de abrasileiramento do Brasil
Bandeirantes:
os novos heróis
Casa Grande & Senzala

Autores que falam sobre o período:

Lima Barreto
Aluísio Azevedo
Euclides da Cunha
Monteiro Lobato
Gylberto Freire

A herança literária da Primeira República
“Não por acaso a rua se converteu em local privilegiado, recebendo a moda, o
footing
, a vida social, mas também os jornaleiros, os grevistas, as manifestações políticas e as expressões da cultura popular” (p.350)

“Novos momentos tendem a enxergar o passado a partir de lentes de curto alcance que deformam, e selecionam, tendo um ponto de vista ressaltado: o seu” (p.349)
Muito obrigada!

Juliana Salles
Setembro/2015
Full transcript