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Jessé Souza

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by

Heloisa Domingos

on 2 July 2014

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Transcript of Jessé Souza

Jessé Souza
Livros publicados
Escreveu e organizou 22 livros, em português, inglês e alemão sobre sociologia política, teoria da modernização periférica e desigualdade no Brasil contemporâneo.
Obras autorais:
A Modernização Seletiva: Uma Reinterpretação do Dilema Brasileiro - UNB, 2000.
A Construção Social da Subcidadania - UFMG, 2006.
A ralé brasileira: quem é e como vive - UFMG, 2009.
Os batalhadores brasileiros: Nova classe média ou nova classe trabalhadora – UFMG, 2010.
"Nova classe média"
O sociólogo opta por uma nova configuração de nomenclatura, mais provocativa e condizente com a realidade, não apenas econômica, mas, principalmente social.
Segundo o autor considerar apenas a ascensão econômica a partir do aumento salarial resulta em “encobrir conflitos sociais e justificar com recursos pseudocientíficos o mundo injusto como ele é”.
Divide em duas classes mais numerosas: a "ralé" (totalizando 1/3 da população brasileira e é marginalizada na “luta de classes”) e a "classe trabalhadora" (cujo novo “potencial de consumo” se dá resultante do extremo esforço pessoal, muito trabalho, sacrifício familiar, e diversos sofrimentos que são silenciados pelo discurso triunfalista).
E também em duas outras classes privilegiadas: a "classe média" (15% da população ) e a "classe alta".
Suas categorias são amplamente aceitas por autores críticos (sociólogos, economistas, filósofos, políticos, jornalistas) da visão da "nova classe média".
"Nova classe média"
A nova nomenclatura de estratificação social, “nova classe media”, diz respeito à entrada de diversos indivíduos, a partir de um aumento geral de consumo interno, antes ”localizados” na classe D, para a classe C, ou seja, média, resultado de um declínio da pobreza no país no final da última década, que teria diminuído a desigualdade social, melhorando a distribuição de renda.
Jessé Souza descarta essa ideia.
Para ele nessa denominação de classe está implícito que os “emergentes” estão conduzindo o Brasil ao status de primeiro mundo, realidade em que a sociedade brasileira seria composta, em sua grande parte, pela classe média, e não mais pelos “pobres”, algo que não se vê na prática.

O decisivo aqui é que a renda não apenas não define o pertencimento a uma classe social como também não esclarece nada de importante acerca da gênese e da reprodução dessa classe no tempo, que são as duas questões mais interessantes posto que, apenas elas, nos esclarecem acerca daquilo que o mundo – e a reprodução de todos os privilégios injustos preservados e “eternizados” precisamente por leituras superficiais deste mundo – não quer que saibamos
”.
Bate-papo do Grupo de Estudos do PT sobre a "Nova Classe Trabalhadora"
Biografia
Formado em Direito pela Universidade de Brasília em1981.
Conclui mestrado em Sociologia pela mesma instituição em 1986.
Recebeu Menção Honrosa no Concurso de melhores teses de mestrado da ANPOCS também em 1986.
Em 1991 doutorou-se em Sociologia pela em Heidelberg - Alemanha.
Finalizou seu pós-doutorado em Sociologia na New School For Social Research - New York, entre os anos de 1994 e 1995.
Atualmente, é professor titular de Sociologia na Universidade Federal de Juiz de Fora, MG.
Jessé José
Freire de Souza
Entrevistas com Jessé Souza
“Sem cultura, não há ascensão social”
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1378017&tit=Sem-cultura-nao-ha-ascensao-social

O rolê da ralé ameaça a fronteira de classes
http://www.viomundo.com.br/politica/jesse-souza-o-role-da-rale-ameaca-a-fronteira-de-classes.html
É essa classe social que designamos neste livro de “ralé” estrutural, não para “ofender” essas pessoas já tão sofridas e humilhadas, mas para chamar a atenção, provocativamente, para nosso maior conflito social e
político: o abandono social e político, “consentido por toda a sociedade”, de toda uma classe de indivíduos “precarizados” que se reproduz há gerações enquanto tal. Essa classe social, que é sempre esquecida enquanto uma classe com uma gênese e um destino comum, só é percebida no debate público como um conjunto de “indivíduos” carentes ou perigosos, tratados fragmentariamente por temas de discussão superficiais, dado que nunca chegam sequer a nomear o problema real, tais como “violência”, “segurança pública”, “problema da escola pública”, “carência da saúde pública”, “combate à fome” etc.
Segundo capítulo
Mito , Auto compreensão e Gênese Social (Brasilidade e senso comum)
Ilusão da Igualdade e da Liberdade ( “In”Justiça e Meritocracia)
O Homem Liberal
Endogenia de Classe ( e a família)
O “esquecimento” da Classe Social no senso Comum
Classe média Amor, Auto confiança

A Ralé Social
A Ralé Social
Segundo capítulo
"
As classes sociais se reproduzem, portanto, de maneira duplamente invisível: primeiramente porque a construção das distintas capacidades de classe é realizada no refúgio dos lares e longe dos olhos do público; depois, invisível ao senso comum, que só atenta para o resultado, apresentado como “milagres do mérito individual”, deixando as precondições sociais e familiares desse “milagre” cuidadosamente fora do debate público.
" (Pág. 47)
"
Num contexto como o nosso, em que o “mito da brasilidade” duplica e potencializa a repressão de consensos injustos e a perpetuação de privilégios, o processo de aprendizado moral e político, tanto individual quanto coletivo, é dificultado a um nível máximo.
" (Pág. 48)
A Ralé Social
Segundo capítulo
A Ralé Social
Sexto capítulo
Como é possível perceber o Brasil contemporâneo de modo novo?
2 graves enganos da sociologia brasileira:
Ideologia de uma unidade nacional;
A falsa síntese de um “todo” brasileiro;
“Sociologia do jeitinho”;
* Crítica ao culturalismo -> Freyre, Buarque de Hollanda, Damatta.
* Revolução burguesa encapuzada -> Florestan Fernandes
Supremacia do mercado sobre a cultura e a política.
"
Obedecemos a tais imperativos porque todos nós queremos bons salários e prestígio social, que são bens e recursos monopolizados por Estado e mercado
" (p. 108).
A noção de trabalho que dignifica.
"
Ao contrário da “honra” pré-moderna, privilégio de alguns, a “dignidade” moderna, baseada no trabalho que todos podem executar, passa a ser definida como reconhecimento universal entre (supostamente) iguais
." (p. 114)
Capital cultural como agente decisivo para determinar o sucesso ou o fracasso do indivíduo na sociedade.
Desigualdade ao acesso desse capital cultural.
Consequente invisibilidade da ralé.
A Ralé Social
Sexto capítulo
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