Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Foursquare

Apresentação para a banca do TCC. FACOM/UFBA 2011
by

Danilo Pestana

on 11 October 2012

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Foursquare

Redes Sociais Locativas:
usos e possibilidades do Foursquare Universidade Federal da Bahia
Faculdade de Comunicação
2011 Danilo Pestana Guerreiro A partir do momento em que os dispositivos tecnológicos se tornam cada vez menores... Assim, se tornaram mais portáteis (affordance da mobilidade)
e são "aderidos" ao corpo humano. Uma vez em mobilidade e conectados (territórios informacionais),
percebe-se o uso desses dispositivos para resolver questões do
"aqui e agora". "Onde tem uma boa lanchonete na região?" Desta forma, não entramos somente na era da
mobilidade, mas também da geolocalização. Vimos, então, que há uma nova forma de apropriação do espaço urbano. Se marca quaisquer locais nos mapas e
há produção de conteúdos sobre eles. Para ter acesso a essas informações, é preciso fazer parte do sistema: Se cadastrar,
criar um perfil,
ingressar em uma rede de pessoas. Eis que surge a hipótese do meu trabalho. As novas tecnologias da informação entraram na fase da mobilidade e da geolocalização, permitindo a formação de redes sociais e estas, ao produzirem e distribuírem conteúdos hiperlocalizados, se apropriam do espaço urbano. Para ratificar essa hipótese é preciso falar das Redes Sociais Locativas São redes sociais baseadas em localização. Geralmente aplicativos utilizados em smartphones, desde que possibilitem acesso à Internet e ao GPS.

Como qualquer outro site de rede social, se caracterizam pela interação entre pessoas com interesses, objetivos e valores em comum.

A diferença se observa no compartilhamento da localização do usuário e de informações hiperlocalizadas. Sociabilidade Apropriação
do espaço urbano Mobilidade Privacidade A adição de conteúdos digitais e informacionais aos lugares faz surgir uma nova camada no espaço urbano - terceiro lugar (Aurigi),
território infomacional (Lemos), espaço intersticial (Santaella).

Essa nova camada da cidade permite que qualquer usuário que tenha acesso ao território informacional (3G, Wi-fi etc) possa adicionar informações aos mapas e ressignificá-los. Percebe-se, então, um dos três princípios da Cibercultura: a liberação do polo emissor (Lemos).

Anteriormente, para se produzir um mapa era necessário o conhecimento técnico e institucionalizado sobre a cartografia.

As redes sociais locativas permitem que qualquer indivíduo possa produzir discursos e informações sobre os lugares, desde que tenha acesso a essas tecnologias. As redes sociais locativas permitem, não apenas o uso do espaço urbano em termo de produção de conteúdo, mas também formas "locativas" de sociabilidade Grande parte dessas redes sociais locativas permite que as pessoas criem um perfil e uma lista de amigos para compartilharem entre outros dados, suas localizações.

Os usuários podem acompanhar na tela do aplicativo, onde estão as pessoas de sua rede. Caso um dos amigos esteja por perto, poderão até marcar para se encontrarem. Desta forma, estes aplicativos, diferente das outras redes sociais online conhecidas, incitam os seus participantes, através das suas localizações atuais interagir face-to-face com outros usuários.

Essas ferramentas fortalecem os laços fracos (Granovetter) e permitem que essa interação aconteça não só por causa da localização, mas, muitas vezes, pelos gostos e interesses semelhantes.

Essas possibilidades são uma base para a criação de laços fortes futuros. O acesso às redes sociais locativas e aos territórios informacionais configura uma nova experiência de mobilidade pela cidade.

Elas podem alterar a trajetória do sujeito na cidade (flâneur), seja para encontrar um amigo ou ao aceitar uma indicação/dica deixada por outro usuário de um local para ir. O compartilhamento de localização nos remete a alguns aspectos importantes: privacidade, monitoramento e vigilância.

O conceito de "vigilância distribuída" (Bruno) vem à tona. Trata-se de uma vigilância que pode ser relacionada ao uso das redes sociais locativas.

São serviços que usamos cotidianamente e que não são prioritariamente voltados para a vigilância, mas que exercem uma função potencial ou um efeito secundário. São projetados inicialmente para outras finalidades - comunicação, publicidade, geolocalização etc. Essas novas tecnologias de geolocalização (LBS, GPS), junto com as redes sem fio, contribuem também para o conceito de “geovigilância”, definida como um “um tipo de vigilância concernente a localizações e distribuições através de territórios espaciais” (Crampton). "Com isso, mais movimento significa também maior possibilidade de controle, vigilância e monitoramento de pessoas. (...) Toda mídia locativa, por seu caráter intrínseco associando mobilidade e localização, pode ser usada para monitorar movimentos, vigiar pessoas e controlar ações no dia a dia" (Lemos).

As redes sociais locativas, onde localização e mobilidade significam possibilidades de produção de sentido no espaço e nos lugares, são também instrumentos de controle. O que é o Foursquare? "uma plataforma móvel baseada em localização
que tornam as cidades mais fáceis para se locomover e mais interessantes de se explorar.” Tipologia: estudo sistemático dos tipos de usos e possibilidades do Foursquare. Pessoal;
Marketing;
Turismo;
Política;
Jornalismo;
Educação;
Esportes;
Moda;
Cultura;
ONGs Essas tipologias mostram como as redes sociais locativas, exemplificada aqui com o Foursquare, em seus diversos tipos de utilização, reforçam a ideia que a mobilidade e a geolocalização permitem a produção de conteúdos sobre os lugares e, consequentemente, estimulam a sociabilidade. O primeiro e mais básico tipo de uso do Foursquare é o pessoal, que vai ao encontro da dinâmica base do aplicativo. Aquele em que pessoas se cadastram, criam um perfil, adicionam amigos a sua rede de contatos, marcam lugares no mapa, realizam check-ins, deixam dicas e ganham badges. É a partir desse primeiro tipo de utilização que surgem os demais. A Heineken, utilizando a API de geolocalização do aplicativo, criou um programa de fidelidade em seu site. Basta o usuário se cadastrar e, automaticamente, cada check-in em bares, cafés e restaurantes da Holanda, que vendam a bebida, equivale a dez pontos. Estes podem ser trocados depois por brindes e ingressos para shows. O Estado da Pensilvânia foi um dos pioneiros na parceria com o Foursquare e o ramo turístico. Eles trabalham com o intuito de divulgar informações extras aos turistas como rotas, pontos históricos, indicações dos melhores restaurantes e lojas. As informações são fornecidas pela Secretaria de Turismo da Pensilvânia e pelas contribuições dos usuários. Além disso, três badges especiais foram criadas. O primeiro político a utilizar o Foursquare foi o Deputado Federal de Arkansas, Patrick Kennedy. Logo após, outros foram criando seus perfis, como foi o caso do Governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger. Ambos utilizam o aplicativo para postar informações sobre suas agendas políticas e adotam também a dinâmica da ferramenta, divulgando comentários pessoais sobre bares e restaurantes. O Wall Street Journal é o que possui uma boa atuação jornalística no Foursquare. Além de possuir três badges específicas, o veículo ainda publica hard news relacionadas aos locais da cidade. O primeiro exemplo disto foi o check-in na Times Square e o shout noticiando que a avenida deveria ser evacuada porque uma embalagem suspeita foi encontrada. A iniciativa de algumas universidades em incluir o Foursquare na presença online da instituição, com destaque para Harvard University e Arizona State University, tem envolvido milhares de alunos, professores, funcionários e visitantes. Com base na ideia do “Explore the campus”, os usuários tem deixado comentários com dicas, curiosidades, marcos históricos e divulgação de eventos da universidade. O Foursquare criou cinco badges específicas para os campi universitários. A principal utilização do Foursquare no mundo dos esportes foi a criação da primeira promoted trending venue, a “Super Bowl Sunday”. Tratava-se de uma avenida fictícia que foi promovida mundialmente durante todo o período do jogo final da National Football League (NFL).

Quem estivesse assistindo à partida e realizasse um check-in com um shout citando o time para qual estivesse torcendo ganharia uma badge exclusiva que vinha com um código promocional que garantia 20% de desconto na loja oficial da NFL. A marca de luxo Jimmy Choo realizou uma "gincana" pela cidade. Um par de seus sapatos fazia check-in em vários pontos luxuosos de Londres. Aquele que primeiro encontrasse o pacote antes dele seguir para o próximo ponto era premiado com um par. O Museu do Brooklyn em Nova Iorque criou, dentro do seu próprio site, o “Foursquare Community”, que se trata de uma webpage customizada utilizando a API do aplicativo.

Nesta página é possível visualizar os antigos mayors, saber qual é a atual oferta especial e ver quem são as pessoas que possuem a “BK Art Star”, badge própria do Museu. A seção das dicas também é um diferencial. É possível ler recomendações do próprio Museu e de estabelecimentos próximos. Com a opção de visualizar tudo em um mapa. Durante uma semana do mês de dezembro de 2009, o Foursquare juntamente com a Pepsi, realizou uma campanha de arrecadação para a ONG CampInteractive. Cada ponto ganho pelos usuários do Foursquare no ranking de Nova Iorque era revertido em U$0,04 para a organização. A ação terminava quando o valor chegasse a 10 mil dólares. Para entender como e por que as pessoas
usam o Foursquare analisei uma pesquisa
com três abordagens:

Entrevista com early-adopters
Qualitativa
Quantitativa Descobri alguns propósitos e motivações para o uso do Foursquare Personal tracking - possibilidade de marcar somente os locais que as pessoas consideram importantes;

Evitam fazer check-ins em locais de rotina - trabalho ou suas próprias casas;

Consciência passiva do parceiro;

Descoberta de novos lugares;

Descoberta de novas pessoas;

Saber onde os amigos estão e por onde tem andado; Ganho de pontos, badges e mayorships;
Uma forma de dizer que está disponível para sair;
Comunicar aos amigos que chegou em seguraça. Ganho de pontos, badges e mayorships;
Forma de dizer que está disponível para sair;
Comunicar aos amigos que chegou em segurança. Colocam no perfil fotos que não permitam o reconhecimento;
Fazem check-ins apenas quando saem dos locais;
Não associam a conta do Foursquare com outras redes. Aqui, percebemos a relação do Foursquare com a construção de uma narrativa qualificada por parte dos usuários, além das formas "locativas" de sociabilidade.

Vimos que a mobilidade, informações hiperlocalizadas e o compartilhamento de localização estimulam a sociabilidade entre os participantes. A pesquisa quantitativa, além de outros resultados, afirmou que bares e restaurantes são os locais que as pessoas mais fazem check-ins.

Atrelando essa informação à pesquisa brasileira (BuzzVolume) que diz que o Estado de São Paulo concentra 54% dos check-ins nacionais, sendo maior na capital paulista.

Partindo desses dessas duas prerrogativas monitorei durante 60 dias nove bares e restaurantes da cidade de São Paulo. Entre outros dados, o monitoramento chegou as seguintes conclusões:

Sábado foi o dia com o maior número de check-ins;

O horário das 21h às 23h foram os mais ativos;

O Foursquare é a rede social locativa mais utilizada no Brasil
(seguida do Facebook Places e do Gowalla, respectivamente)

A proporção homem/mulher foi de 63%/37%
(o que valida o dado oficial do Foursquare de aproximadamente 60/40). Nesta monografia definimos o que é o Foursquare, vimos porque as pessoas o usam, como usam e para quais utilidades. Através de uma ampla tipologia foram mostrados diversos casos concretos que relacionou o uso do aplicativo com os mais variados campos sociais.

A fundamentação teórica, as tipologias, a análise das três pesquisas e o estudo de caso ratificam a tese de que as novas tecnologias digitais entraram na fase da mobilidade e da geolocalização, permitindo a formação de redes sociais e a apropriação do espaço urbano - pela produção de informações sobre esses locais e o incremento de redes de sociabilidades baseadas na localização. OBRIGADO!



Agradecimentos:

Ao orientador Prof. Dr. André Lemos
Aos examinadores Prof. Dr. José Carlos e a Profa. Dra. Suzana Barbosa
E a todos os presentes. FIM
Full transcript