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O Diário de Campo como Instrumento de Produção de Conhecimento na Psicologia Social

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Moises Romanini

on 29 October 2012

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Transcript of O Diário de Campo como Instrumento de Produção de Conhecimento na Psicologia Social

Moises Romanini (PPGPSI-UFRGS)
moisesromanini@yahoo.com.br
Adriane Roso (PPGP-UFSM)
Pedrinho A. Guareschi (PPGPSI-UFRGS) O Diário de Campo como Instrumento de Produção
de Conhecimento na Psicologia Social Introdução Psicologia Social Crítica * Crítica ou Postura Crítica: todas as ações e todos os fenômenos possuem ao menos dois lados, ou seja, nada é absoluto.
* Histórico: os fatos são passageiros, nada se sustenta eternamente, tudo pode ser transformado (Guareschi, 2009).
* "Oferece uma compreensão mais ampla do real dos fenômenos, pois, diante do que está aí, lembra-me também tudo o que não está aí, o lado oculto, não iluminado, silenciado, mas que também é parte da totalidade do fato e do fenômeno, da realidade" (p.16).
* Consciência, Liberdade e Responsabilidade. Diário de Campo * Pesquisas Qualitativas - DC como técnica de registro de dados (Frizzo, 2010).
* Estudos Antropológicos - "trabalho de campo".
* Estatuto da Realidade - ênfase no caráter objetivo dos dados
* DC como algo a mais que uma técnica de coleta de dados:
1) Instrumento de Pesquisa
2) Estratégia didático-pedagógica
3) Instrumento de Produção de Conhecimento Objetivo: Apresentar e problematizar a utilização do Diário de Campo (DC) como método de pesquisa e instrumento de
produção de conhecimento dentro da Psicologia Social. * DC como ferramenta metodológica
em uma pesquisa de mestrado. * Importância na prática da análise institucional (Hess & Weigand, 2000).

* Análise Institucional: ferramenta que articula e explora as relações entre campo de intervenção e de análise, utilizado para agrupar registros e reflexões sobre experiências, ideias e observações (Hess & Weigand, 2000).

* Escrita implicada: uma escrita reflexiva que pode funcionar como uma ferramenta de auto-avaliação do pesquisador. Características do DC (Wess & Weigand, 2000) O diário é construído no dia-a-dia.
“Hoje foi, para mim, um dia difícil. Fiquei praticamente todo o dia no CAPS, fiquei de manhã com os usuários e à tarde participei da reunião de equipe (...)” (Diário de Campo, 07 de abril de 2011).

O destinatário do DC e a Supervisão
"(...)Estávamos sentados na sala da equipe quando o telefone tocou. Assim que ela desligou, contou-nos a história: era a gerente da escola de idiomas, que fica localizada ao lado do CAPS. (...) A reclamação era que, pela manhã, quando a secretária da escola chegou, os usuários estavam ali na frente bebendo e fumando maconha. (...) Disse também que a secretária tem medo quando chega à escola sozinha e que já perderam alunos por causa das “bagunças” do CAPS (Diário de Campo, 07 de fevereiro de 2011). DC como ferramenta para o ensino e pesquisa (Azevedo & Carvalho, 2009)
1) Análise das implicações do pesquisador na observação participante:

"Infelizmente o grupo não ocorreu. Já estamos completando um mês tentando realizar o segundo encontro. Saí do CAPS hoje muito frustrado, desanimando com as dificuldades da pesquisa. Questiono-me sobre o porquê de não conseguir fazer o grupo. Será minha culpa? Será que fiz algo errado? É o modo como tenho contatado as pessoas? É a chuva? Será que é em função das dificuldades que o serviço tem enfrentado? Será as dificuldades dos usuários em se vincular ao serviço? Após algumas conversas com minha orientadora, fiquei pensando que todos esses aspectos precisam ser considerados..." (Diário de Campo, 31 de maio de 2011).
2. Método funcionalista: a) Diário de Campo; b) Diário Íntimo; c) Diário de Pesquisa.

O segundo momento que me chamou atenção foi quando os guris começaram a mostrar suas cicatrizes. Parecia uma disputa de quem tinha mais cicatrizes no corpo. Cada cicatriz mostrada vinha acompanhada de uma história vivida por eles [a]. O terceiro momento está relacionado com o segundo. Eles se comparam entre si com base na quantidade de cicatrizes e no tempo ou número de vezes que “puxaram cadeia”. Os que têm mais cicatrizes no corpo e mais tempo de cadeia se consideram e são considerados mais “fortes” e, portanto, merecem mais respeito que os outros. Observei que o respeito está associado está associado à obediência “cega” ao “mais forte” e, consequentemente, ao medo. A “lei do mais forte” e do medo, vivenciadas na rua, parecem estar sendo “reproduzidas” dentro do CAPS [c]. (...) esse medo tem sido sentido também pelos profissionais [b]. (Diário de Campo, 06 de abril de 2011). Considerações Finais * Escrita do DC -> consciência da realidade -> liberdade -> responsabilizamo-nos pelos outros.

* Escrever, ler, reler e reescrever sobre o DC -> mostra-nos o quanto nos transformamos nesse período de tempo, subjetiva, crítica e eticamente, assim como a Psicologia Social Crítica também precisa constantemente se reinventar.

* Complexidade do DC - escrita implicada do pesquisador: instrumento que reflete uma postura crítica, uma preocupação ética do pesquisador e uma espécie de autoanálise -> o DC pode vir-a-ser um instrumento de (auto)transformação. Referências Azevedo, B. M. S., & Carvalho, S. R. (2009). O Diário de Campo como ferramenta e dispositivo para o ensino, a gestão e a pesquisa. In S. R. Carvalho, S. Ferigato, M. E. Barros (Orgs.). Conexões Saúde Coletiva e Políticas de Subjetividade. São Paulo: Ed. Hucitec.
Frizzo, K. R. (2010). Diário de campo: reflexões epistemológicas e metodológicas. In J. C. Sarriera, E. T. Saforcada (Orgs.). Introdução à Psicologia Comunitária - Bases teóricas e metodológicas. Porto Alegre: Sulina.
Guareschi, P. A. (2009). Psicologia Social Crítica como prática de libertação (4a. ed.rev.ampl.). Porto Alegre: EDIPUCRS.
Hess, R. & Weigand, G. (2000). A escrita implicada. (R. M. de A. Abreu, Trad.). Cadernos de Educação, n.11.
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