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LEITURA EDUCAÇÃO E NEUROCIÊNCIAS APRESENTAÇÃO DA AULA DE 27/08/2013

EDUCAÇÃO, LEITURA E NEUROCIÊNCIAS
by

Angela Chuvas

on 11 October 2013

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Transcript of LEITURA EDUCAÇÃO E NEUROCIÊNCIAS APRESENTAÇÃO DA AULA DE 27/08/2013

UFRN
1)Método Sintético

2)Método Analítico

3)Método Analítico-Sintético
Disciplina: Bases Neurais da Leitura
Professores: Angela Naschold
Antonio Pereira

Organizamos essa revisão com o objetivo de fundamentar as discussões posteriores da disciplina a

respeito da
impropriedade
da escolha de um
único
caminho –
MÉTODO

- de ensino da leitura e da escrita, considerando as últimas
pesquisas das neurociências, da psicolinguística e da cognição humana.

No entanto, os caminhos de cada

método

– devidamente

contextualizados

- servem de guia e base para o desenvolvimento das
práticas da atualidade.
Uma revisão dos métodos de alfabetização
Atenção:

você está sendo
convocado(a) a participar
de uma fascinante jornada
ao redor das bases neurais
da leitura.Apertem
os cintos
em 1,2,3...
...Avante!!!

MÉTODO SINTÉTICO
Alfabético/Silábico/Fônico
Menor
Maior
Letra/Fonema/Sílaba
Palavra/Frase/Texto
Oral/Escrito
Som/Grafia
Estratégia Perceptiva
Audição
Método Sintético
Alfabético
Grécia e Roma Antiga Tem mais de 2.000 anos

Inicia com o ensino do ABC

Continua com o ensino das famílias silábicas

As sílabas são combinadas formando palavras

As palavras são trabalhadas em frases

As frases formam textos

Os textos compõem livros
Método Sintético
Silábico
Etapas:
1)
VOGAIS
são apresentadas com a ajuda de ilustrações e palavras como
“o” de OVO “e” de ELEFANTE

2)
SÍLABAS
canônicas são introduzidas utilizando palavras e ilustrações e destacando a sílaba na palavra:
ma
de
ma
caco,
na
de
na
vio,
pa
de
pa
nela
, e as não canônicas, de forma processual

3) Famílias silábicas são destacadas na
PALAVRA

4)
PALAVRAS
são trabalhadas

5)
FRASES
são introduzidas

6)
PEQUENOS TEXTOS
são trabalhados até chegar aos
LIVROS
Método Sintético
Fônico
1) Vogais: nome e som das letras são iguais

2)Palavras formadas apenas por vogais

(obs.:colocar imagem de EMILIA FERREIRO)

3)Apresentação dos fonemas regulares (d, b, f, j, m, n...) de forma isolada e gradualmente os irregulares

4) Junção dos fonemas regulares e, aos poucos, os irregulares com as vogais formando sílabas

5) Formação de palavras

6) Formação de frases

7) Formação de textos
MÉTODO ANALÍTICO
(Palavração, Sentenciação, Global Contos/Textos)‏
1)Partem das Palavras/Frases/Textos


2)Para chegar às Sílabas/Grafemas/Fonemas

3)Usam o reconhecimento global, a
S
I
L
H
U
E
T
A
das palavras/frases/textos)

4)Estratégia Perceptiva:
Visão
Método Analítico
Palavração
1)APRESENTAÇÃO DE PALAVRAS ILUSTRADAS QUE FAZEM PARTE DO
UNIVERSO INFANTIL.

2)MEMORIZAÇÃO (LEITURA E ESCRITA DA PALAVRA).

3)DIVISÃO SILÁBICA DAS PALAVRAS.

4)FORMAÇÃO DE NOVAS PALAVRAS COM AS SÍLABAS ESTUDADAS.

5)ESTUDO E ANÁLISE DE GRAFEMAS/FONEMAS.

6)FORMAÇÃO DE FRASES.

7)FORMAÇÃO DE TEXTOS.
Método Analítico
Setenciação
1)APRESENTAÇÃO DE FRASES QUE FAZEM PARTE DO UNIV
ERSO INFANTI
L

2)MEMORIZAÇÃO (LEITURA E ESCRI
TA DA FRASE)

3
)OBSERVAÇÃO DE PALAVRAS SEMELHANTES DENTRO DA
SENTEN
ÇA

4)FOR
MAÇÃO
DE GRUPO D
E PALAVRAS

5)I
SOLAMENTO DE ELEMEN
TOS CONHECIDOS DENTRO DA PALAVRA (SÍLABA)

6)E
STUDO E A
NÁLISE
DE GRAFEMAS/FO
NEMAS
Rotas de Alfabetização
Rotas da Leitura e da Escrita
Rotas baseadas em modelos cognitivos de aquisição da linguagem são apresentadas

A primeira tem correspondência com os métodos de alfabetização globais

A
segunda tem correspondência com os métodos de alfabetização sintéticos
A terceira responde melhor os estudos de neurociências, fonologia, psicolinguística e cognição.
Rota Logogáfica

Modelo Genético (Ferreiro & Teberosky; Luria; Uta Frith)

- Predomínio
guestáltico

-
Correspondência global
da palavra escrita com o respectivo significado

- Produção instantânea
das palavras, apresentadas de acordo com suas características gráficas (traços físicos), sem possibilidade de análise (segmentação fonológica)

- Palavras memorizadas como se fossem
fotografias
. Não há leitura sob o aspecto fonológico

Exemplo: COCA-COLA
Rota Alfabética

Modelo Genético (Uta Frith)

- Conhecimento do
princípio alfabético

- Capacidade de segmentar a palavra em fonemas, o que demanda
consciência fonológica

- Aplicação das regras de
conversão fonema-
grafema

- Escrita de
palavras novas e inventadas

- Escrita com
apoio na oralidade
Exemplo de decodificação sequencial:
PATO e CAVALO
= pode-se ler na ordem das letras, que não provoca alteração

Exemplo de decodificação hierárquica:
GIRAFA e CAMPO
= necessário prever qual o fonema que vem depois para atribuir valor sonoro à letra precedente. Caso contrário pode-se ler
: GUIRRAFA
, pois normalmente o G possui este som e o R idem.

Na escrita, por mais que se conheça a regra, se não for possível prever o grafema que vem depois (P ou B ou outra consoante), poderá ser colocado
aleatoriamente M ou N.
Rota Ortográfica
Modelo Genético(Uta Frith)
- Interação das atividades de leitura-escrita

- Experiência suficiente com a leitura para montar
um dicionário visual das palavras (léxico)
- Acesso visual direto à palavra

- Agiliza a leitura e atinge o significado mais rapidamente

- Permite escrita de palavras irregulares

- Uso de analogias lexicais ou palavras conhecidas para escrever novas palavras

Exemplo:

TÁXI e EXERCÍCIO
= só é possível ler corretamente se já estiver no léxico. Caso contrário o X pode ser lido com o mesmo som de
CAIXA
Exemplo:
SINTO e CINTO
= para se escrever corretamente, os dois já devem fazer parte do léxico

Dupla Rota (Ellis & Yong)

Rota Fonológica

-

Processamento fonológico por meio de informações baseadas na estrutura fonológica da língua oral

- Decodificação de estímulos gráficos. Para compreender, deve-se ouvir

Rota Lexical

- Identificação direta da palavra com acesso direto ao significado

- Arquivos que armazenam informações acústico/ortográficas, semânticas e fonológicas (léxico de input visual)

- Dependem de fixação visual
Rota Fonológica/Rota Lexical
Psicogênese da Escrita
A pesquisa de Ferreiro e Teberosky ajudou na década de 80 a entender como a
criança pensa
quando se apropria do sistema de escrita.
Hoje ainda atual - com a moderna visão de como a leitura se processa no cérebro - essa pesquisa CONFIRMA aspectos ligados ao modelo de DUPLA ROTA DA LEITURA
HIPÓTESES DA ESCRITA/MODELO GENÉTICO Ferreiro e Teberosky
Castelo
HNMA; AESEDR; ESDÓQLAHC
Pré silábica
Esqueleto
IQEO; ICQLO; IPEO
Silábica
Castelo
CASTLO; CATLU
Silábico alfabética
Castelo; Esqueleto
CASTELU; ISQELETO
Alfabética
Castelo
CASTELO
Ortográfica
Pré Silábica

Não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada
, esta fase pode se dividir em dois níveis:
Nível I e Nível II;

O Nível I pode ser:
Pictórico em que ocorre na escrita as garatujas ou os rabiscos (
desenhos sem figuração)

Ideográfico em que a criança usa
desenhos para representar palavras

Nível II
Escreve diversas l
etras para representar palavras.;

Ela percebe que para e
screver precisa de letras;

Sua es
crita não tem
rel
ação co
m a son
oridade;

A
ord
em das letras não tem
impo
rtância;

Pa
ra ela a escrita não pode conter menos que três
ou quatro letras;

Sua
leitur
a é global;

Nest
a fase pode ocorrer o “Realis
mo Nominal”, ou s
eja, associa o tamanho
da palavra ao tamanho do objeto. Exemp
lo: A criança acredita que para escrever “ELEFAN
TE” precisa de muitas letras, por q
ue o elefante é grande, e para escrever “FORMIG
A” é preciso de poucas letras, por q
ue a formiga é pequena;
Silábica
- É nesta fase que a criança percebe que não precisa de um monte de letras para cada palavra escrita. Mas às vezes coloca letras entre as sílabas que são chamadas de
“almofadas” (no meio da palavra)
ou
“sobrantes” (no final da palavra)
talvez para ficar “mais bonito”. Exemplo:
UAX (uva)

- As vezes pode usar u
ma letra para representar cada palavra
na frase, pois para a criança nesta fase a “sílaba” é a menor unidade da escrita, na frase a menor unidade é a “palavra”.

- Esta hipótese pode se dividir em dois níveis:
SILÁBICO SEM VALOR SONORO e SILÁBICO COM VALOR SONORO.
A criança
relaciona a escrita e a fala
, para cada vez que pronuncia uma sílaba, ela escreve uma letra, porém essa letra
(grafema) não tem relação
com o som
(fonema)
. Exemplo:
XLH (cavalo);
Usa
uma letra
para cada vez que pronuncia
uma sílaba,
mas desta vez faz
relação com o fonema (som)
. Exemplo:
CVL, CVO, AAO ou AVL (cavalo).

Pode surgir a f
alha na alfabetização,
a criança pode ser “vocálica” (iniciou a alfabetização a partir das vogais, exemplo: e
screve AAO - cavalo)
ou “consonantal” (iniciou a alfabetização a partir das consoantes, exemplo: e
screve CVL - cavalo).
Silábico Alfabética
Hipótese
intermediária
em que a criança ora escreve silabicamente, ora alfabeticamente, ou seja, mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas.
Exemplo: e
screve SAPT – sapato.
Alfabética
A hipótese é sonora;

Há dominio da
maioria das letras
do alfabeto, apresentando apenas dificuldades na ortografia;

Domina,
enfim, o
código escrito,
distinguindo letras, sílabas, palavras e frases.

O princípio de que o processo de conhecimento por parte da criança deve ser
gradual,
corresponde aos mecanismos deduzidos por
Piaget
, segundo os quais cada salto cognitivo depende de uma ass
imilação e de uma reacomodação dos esquemas internos, qu
e necessariamente levam tempo.
Cognição Enativa
ALFABETIZAÇÃO
1) A alfabetização é um
processo contínuo construído
ao longo do desenvolvimento da criança. É a
ação de ensinar/aprender a ler
e a escrever, estando intimamente ligada aos conhecimentos da
linguagem oral, da leitura e da escrita.

2) Ao organizar atividades que favoreçam a aquisição da leitura e da escrita, o professor deve buscar conhecimentos teóricos

3) Especialmente o professor precisa construir um
ambiente alfabetizador
. Isto significa possibilitar ao aluno o
M
A
N
U
S
E
I
O
com a diversidade de materiais e de textos
.
METÁFORAS VISUAIS


Histórias Ficcionais contadas com objetos do cotidiano (representam personagens, objetos e situações da história):
relação enativa com cotidiano da criança
APRENDIZAGEM ENATIVA
HISTÓRIAS METAFÓRICAS
SENSAÇÃO 

AÇÃO
René Descartes (1596-1650)
ALFABETIZAÇÃO E DES-DUALIZAÇÃO
JEROME BRUNER
COGNIÇÃO ENATIVA
Acts of perception include both the perceiver and the perceived
FAST-FORWARD PARA O SÉCULO XXI
O INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO DE UM INDIVÍDUO É O
MEIO SOCIOCULTURAL

O MEIO OFERECE AO INDIVÍDUO
SIGNOS EXTERNOS
COMPATÍVEIS COM SUA CULTURA E LÍNGUA MATERNA

A
BASE ORGÂNICA PRECISA ESTAR EM EXCELÊNCIA
PARA RECEBER OS SIGNOS LINGUÍSTICOS E DESTA MANEIRA FORMAR O PENSAMENTO

O
DESENVOLVIMENTO SE DÁ EM ESPIRAL
, PASSANDO PELO MESMO PONTO A CADA TRANSFORMAÇÃO E AVANÇANDO PARA O NÍVEL SUPERIOR
APRENDIZAGEM/LINGUAGEM
BIOLÓGICO LINGUÍSTICO AFETIVO SOCIOCULTURAL
No início a
mãe/o outro se dirige à criança construindo e atribuindo significados
para o silêncio ou sons que a criança emite, uma vez que coloca conteúdos comunicativos nessas manifestações.

Aos poucos a criança vai sendo habilitada a participar de
situações linguísticas
, assumindo papéis discursivos que se associam a papéis sociais

Por meio do processo de
observação e interação
a criança aprende a identificar e ser identificada.
COMPETÊNCIA COMUNICATIVA
APRENDIZAGEM ENATIVA
MANUSEIO DAS PARTES DAS LETRAS
“We know not through our intellect but through our experience.”
Maurice Merleau-Ponty
COGNIÇÃO ENATIVA
Desenho de S. Iwasawa para Pfeifer and Bongard, 2007
Cognição Enativa
X
Representacionismo

As crianças podem ser ajudadas a compreender para o que
serve a leitura
, as formas de linguagem utilizadas para escrever e a natureza alfabética do sistema

Processo de alfabetização
: começa assim que a criança se encontra com
material impresso
– e desde que alguém lhe diga o que está escrito
PERSPECTIVA DA DES-DUALIZAÇÃO
A questão da desdualização

1) Alfabetizar não é uma questão de métodos ou rotas, pois:

A AQUISIÇÃO DA LEITURA UTILIZA TANTO A

PARTE COMO O TODO

TODAS AS
ROTAS
SÃO
SEGUIDAS

PESQUISAS INDICAM QUE O ASPECTO DA

FORMA DAS LETRAS

SEGUIDO IMEDIATAMENTE

CONVERSÃO DAS LETRAS EM SONS
CORRESPONDENTES É O INÍCIO MAIS INDICADO DO PROCESSO FORMAL DE ENSINO
Escrita
OUTRAS VARIÁVEIS

TONICIDADE :
sábia, sabiá, sabia

TIMBRE:

o gosto, eu gosto

VARIEDADES REGIONAIS:

caro/ carro
dente/denti

ORALIDADE:

pastel /pasteu, filho /filhu, menino/ mininu, cerveja/ceveja
vamos lá/ vamulá, problema /poblema, ploblema,
andando /andano
ESCRITA
NORMA CULTA
VARIÁVEIS PSICOLINGUÍSTICAS DAS PALAVRAS

FREQUÊNCIA
- alta familiaridade
baixa

EXTENSÃO -
maior número de sílabas e fonemas
menor

LEXICALIDADE
– palavras reais
pseudopalavras (inventadas)
ESCRITA ORTOGRÁFICA
NORMA CULTA
VARIÁVEIS PSICOLONGUÍSTICAS DA PALAVRA
Regularidade

REGULARES:
letras tem valor sonoro estável ( fonema/ grafema)

PATO, BOLA...( P, B, T, D, F, V)

REGRA:
valor sonoro depende de regras

CAMPO, GAVETA/ GUITARRA

IRREGULARES:
valor sonoro é arbitrário ( dependem da competência lexical)

SINTO/ CINTO, GELO/ JEITO, EXATO/CASA, TAXA /MANCHA...
ESCRITA ORTOGRÁFICA
NORMA CULTA
Os caminhos registrados no cérebro pela memória da linguagem oral são
conectados
com as memórias adquiridas durante o processo de ensino da leitura e da escrita, formando um
todo consistente
Na memória de curto prazo,
operacional
, de trabalho há o arquivamento temporário de informações para a realização de tarefas de:
Ler
Falar
Escrever
Na memória de
longo prazo
há retenção de informações por um período prolongado de tempo do:
Léxico
Mapa semântico
Freqüência de uso
Familiaridade de uso
MEMÓRIA GRAFÊMICA
Memória Grafêmica
Processamento da Escrita
1)Conjunto de processos de
conceituação, lexicalização e formulação

2)
Representações semânticas
são associadas a
representações fonológicas

3)
Conversão
fonema/ grafema

4)
Descoberta
da base alfabética de nosso sistema de escrita

5)
Aquisição
da ortografia e a constituição da
MEMÓRIA GRAFÊMICA

6)
Dificuldades fonológicas
atuam sobre o processo de conversão fonema/ grafema e comprometem o domínio da base alfabética
1) Perceber a padronização da grafia

2) Compreender as razões da norma culta

3) Aspecto grafomotor
Anitriptilina

Dexclorfeniramina

Metaciopramida

Polivinilpirrolidona

Óxidos de alquil fenil bis acil fosfina e misturas fotoiniciadoras
É FACIL LER?

LEITURA ESCRITA

Estratégia Fonológica

Estágio Alfabético


Estratégia Lexical

Estágio Ortográfico


Palavras Novas

Palavras irregulares de alta frequência
LEITURA E ESCRITA
1)Conjunto de processos de conceituação, lexicalização e formulação

2)Representações semânticas são associadas a representações fonológicas

3)Conversão fonema/ grafema

4)Descoberta da base alfabética de nosso sistema de escrita

5)Aquisição da ortografia e a constituição da memória grafêmica

6)Dificuldades fonológicas atuam sobre o processo de conversão fonema/ grafema, comprometendo o domínio da base alfabética

7)Dificuldades de atenção prejudicam a constituição da memória grafêmica, pois atrapalham a aquisição do sistema ortográfico.
PROCESSAMENTO DA ESCRITA
Produtividade da escrita autônoma


Competência comunicativa

Manutenção e desenvolvimento de tópico – oral

Planejamento e estruturação de relatos - oral
Aspectos grafomotores


Organização espacial

Planejamento do traçado


Coordenação motora
PROCESSAMENTO DA ESCRITA
PROCESSAMENTO DA ESCRITA
1)Conjunto de processos de conceituação, lexicalização e formulação

2)Representações semânticas são associadas a representações fonológicas

3)Conversão fonema/ grafema

4)Descoberta da base alfabética de nosso sistema de escrita

5)Aquisição da ortografia e a constituição da MEMÓRIA GRAFÊMICA

6)Dificuldades fonológicas atuam sobre o processo de conversão fonema/ grafema, comprometem o domínio da base alfabética
MEMÓRIA
MEMÓRIA DE CURTO PRAZO, OPERACIONAL, DE TRABALHO
– arquivamento temporário de informações para a realização de tarefas cognitivas:
ler, falar, escrever.


MEMÓRIA DE LONGO PRAZO – retenção de informações por um período prolongado de tempo: léxico –
mapa semântico – freqüência de uso, familiaridade.


TÁLAMO
– BUSCA INFORMAÇÃO ARMAZENADA NAS DIVERSAS PARTES DO CÓRTEX

HIPOCAMPO
– USADO QUANDO A MEMÓRIA NÃO ESTÁ CONSOLIDADA
O acesso ao léxico inicia nas partes que formam cada letra...
Como tudo acontece?
O nosso sistema visual decompõe automaticamente as partes das letras e das palavras em constituintes elementares.

A natureza desses constituintes é um tema de pesquisa muito atual.
Partes das Letras Letras Grafemas Sílabas


Morfemas Palavras
desabotoar



des aboto ar



des a bo to ar



d e s a b o t o a r
Assim decompostos, estes elementos vão poder ser utilizados pelo cérebro para dar o som e o sentido.
As duas vias :
- a
via fonológica ou via dos sons
(= oralização ou leitura silenciosa : não se trata nem de articular nem de mexer os lábios, mas de transformar as letras em sons, de aceder à pronúncia das palavras). Também chamada conversão grafema-fonema.
- a vi
a lexical, ou via direta,
que dá acesso direto ao sentido.
Via fonológica :
a única possível para ler as palavras novas ou raras na ortografia regular, os neologismos, …
Decodificação das letras, depois procura de uma possível pronúncia, depois do sentido
Via lexical :
utilizada para as palavras frequentes e indispensáveis, inicialmente, para as palavras irregulares
Línguas muito ricas em fonemas
o italiano onde não há praticamente palavras irregulares – cada letra corresponde a um som = resultados de leitura das crianças, nitidamente melhores que e quase nenhum disléxico
Decodificação das letras, procura de sentido, depois de uma pronúncia
Nenhuma destas duas vias, por si só, é suficiente para ler todas as palavras
Quando lemos em voz alta, as
duas vias conspiram e colaboram uma com a outra .
A maioria dos modelos psicológicos contemporâneos concorda que a leitura hábil e fluente resulta de uma estreita coordenação das duas vias de leitura
Seria mais sensato falar de vias múltiplas de leitura...
A via lexical abrange o
armazenamento
de dezenas de milhares de palavras num
« léxico mental »
ou talvez em vários léxicos :
ortografia, fonologia, gramática e semântica.
E todos estes léxicos agem em
paralelo
e de forma alguma por série e com grande
eficácia e rapidez.
Atualmente não há qualquer dúvida: o contorno global das palavras não apresenta nenhuma justificativa.


O reconhecimento visual das palavras não se sustenta numa apreensão global do seu contorno, mas na sua decomposição em elementos simples, as partes das letras, as letras e os grafemas. A região cortical da forma visual das palavras trata todas as letras da palavra em paralelo, o que, historicamente, é responsável pela impressão da leitura global.
papel na leitura. A leitura incia PELO
TRAÇADO DAS LETRAS
.

A espontaneidade da leitura não é mais do que uma ilusão, suscitada pela extrema automatização das suas etapas, que se desenvolvem fora da nossa consciência.

Mapas Conceituais
Diz respeito a identificar e destacar as palavras- chave dos diferentes segmentos da frase e do texto, de tal forma que correlacionando-as seja possível recuperar o texto completo.

Leitura Compartilhada
Trata-se de uma leitura interativa, um diálogo entre dois leitores de um mesmo texto. Os comentários de um facilitarão ao outro. Recursos para encontrar, destacar e correlacionar os diferentes fatos daquele texto, entre si ou com informações de outros textos já lidos atendem a esse critério
COMPREENSÃO LEITORA
Níveis de complexidade
Técnica Cloze

Diz respeito às relações parte/todo.

Oferecemos um texto completo ao leitor e em seguida o mesmo texto com lacunas, para que ele as preencha conservando o sentido do texto, ainda que não utilize as mesmas palavras.

As chaves de respostas serão semânticas, sintáticas ou fonológicas, conforme a intenção da atividade de leitura. Assim podemos omitir, em intervalos regulares, substantivos, verbos, adjetivos, advérbios ou letras e sílabas em palavras.
COMPREENSÃO LEITORA
Níveis de complexidade
Nível do texto completo e complexo

As operações de leitura necessárias para a compreensão do texto completo e complexo envolvem as habilidades para inferir, reter e relacionar as informações textuais.

O leitor poderá ampliar as suas habilidades de compreensão da leitura experimentando diferentes formas para trabalhar com os textos. Por exemplo:
COMPREENSÃO LEITORA
Níveis de complexidade
Nível da Frase e do Parágrafo
Neste nível desenvolvemos habilidades lingüísticas para destacar as
Funções: das palavras-chave, gramaticais e fatiamento no sentido global.
Podemos oferecer atividades de leitura tais como:
• Ordenar as palavras da frase/parágrafo/texto

• Estabelecer equivalências entre expressões diferentes

• Inferir informações não explícitas nas frases

• Associar enunciados complexos, aparentemente semelhantes, referidos
a diferentes fatos.

• Estabelecer comparações entre informações referidas a situações que
não são explícitas
COMPREENSÃO LEITORA
Níveis de complexidade
Na maioria dos casos, a dislexia está ligada a um defeito de manipulação mental dos fonemas.

O cérebro das crianças disléxicas apresenta várias anomalias características
Estas anomalias implicam que a dislexia seja incurável ? De forma alguma...
Dislexia:
Sabemos ao menos uma coisa: seria ingenuidade pensar que o sentido se limita a um pequeno número de regiões cerebrais. Pelo contrário, a
semântica recorre a uma vasta população de neurônios distribuídos em todas as regiões do córtex.
Porque permite o encontro das informações visuais e auditivas, o
planum temporal
tem verdadeiramente um papel de encruzilhada essencial à aprendizagem da leitura
Conversão das letras em sons :
o lóbolo temporal esquerdo está amplamente implicado, nomeadamente uma região superior deste lóbulo temporal chamada planum temporal.
Estas regiões efetuam uma primeira análise da imagem, para dela extrair as formas elementares (traços, curvas, superfícies,…). Nessa etapa do tratamento da informação, o cérebro ainda não sabe para onde ir: está perdido
As informações (palavras, rostos, objetos, …) percebidas, pelos olhos ativam as áreas visuais do lobo occipital de cada hemisfério.
Um bom leitor é aquele que lê com profunda compreensão, o que é demonstrado por meio de habilidades como a de abstrair, aplicar ou generalizar as informações de um texto. Para tal é preciso apresentar:

• habilidades de decodificação

• habilidades de linguagem

• incorporação de fatores lexicais

• capacidade de fazer inferências

• domínio do conhecimento

• consideração de fatores sociais
Caccamise; Snyder
COMPREENSÃO LEITORA
Nível da letra e da palavra:

* Mais simples
trabalho com as partes das letras isoladamente e com as palavras com grafias semelhantes ou integrantes de uma mesma categoria

* Mais complexo – comparar as formas das letras em graus de INVARIÂNCIA, atribuir diferentes significados a uma única palavra. Os significados serão diferentes conforme o contexto em que se encontrar a palavra, por exemplo: a palavra SILÊNCIO, se encontrada num hospital, numa escola ou em nossa casa
COMPREENSÃO LEITORA
Níveis de complexidade
Um bom leitor é aquele que lê com profunda compreensão, o que é demonstrado por meio de habilidades como a de abstrair, aplicar ou generalizar as informações de um texto. Para tal é fundamental desenvolvver

• habilidades de DECODIFICAÇÃO VISUAL e RECODIFICAÇÃO FONOLÓGICA

• habilidades de linguagem

• fatores lexicais

• capacidade de fazer inferências

• domínio do conhecimento

• fatores sociais
Caccamise; Snyder
COMPREENSÃO LEITORA

Identificação das letras pelo acesso visual

Em seguida passa para a decodificação fonológica para a conversão dos sinais gráficos em representações fonológicas

Esse processo de conversão grafema/ fonema é fundamental para a rápida alfabetização

A decodificação fonológica deverá estar automatizada no fim trabalho de um semestre, permitindo que o esforço cognitivo exigido pela leitura esteja direcionado para o seu objetivo final – a compreensão leitora (do texto e a relação do texto com o contexto)

A leitura com ritmo entrecortado, com interrupções, repetições, trocas, omissões e acréscimos dificulta a automatização da decodificação fonológica impedindo o acesso ao significado das palavras e do texto
PROCESSAMENTO PSICOLINGUÍSTICO
E depois do reconhecimento visual, por onde caminha a leitura? Como acessamos o sentido e a sonoridade das palavras?
Tudo isto acontece automaticamente, em menos de um quinto de segundo
Depois de 50 milésimos de segundos mais tarde), a informação começa a ser seleccionada e as palavras suscitam uma ativação da área do reconhecimento visual das palavras - no hemisfério esquerdo sobretudo, na região occípito-temporal central
O nosso léxico é uma arena de lutas onde a competição é difícil onde a vantagem é das palavras mais frequentes
O reconhecimento de uma palavra exige que múltiplos sistemas cerebrais se conciliem numa interpretação unívoca da entrada visual. O tempo que demoramos a ler uma palavra depende portanto mais das suas propriedades intrínsecas que dos conflitos ou das coligações ocorridas no cérebro
Sem a ação do nosso léxico mental, a palavra escrita seria
«letra morta»
. A identificação das letras e das palavras é um
processo ativo
de decodificação no qual o cérebro acrescenta a informação ao sinal visual
Encontramo-nos ainda e só, no balbuciamento da neurologia do sentido. No domínio do sentido, a humildade é de bom tom porque ninguém, presentemente, pode pretender ter um modelo neurológico preciso/exato deste misterioso raio de compreensão que faz com que a atividade de uma rede de neurónios, num determinado instante, «faça sentido»
A complexidade destes mecanismos é impossível de resumir
Várias regiões são ativadas; no entanto,
nenhuma é específica para as palavras escritas.
Via de acesso ao sentido:
Em dois circuitos principais :

um converte-os em sons, o outro dá-lhe sentido.
E estas duas vias da leitura (que dão acesso ao sentido e à sonoridade das palavras) ativam áreas cerebrais distintas.
Obs.: estas regiões não são específicas para a leitura.
A região occípito-temporal distribui então a informação a numerosas regiões corticais.
Leitura e Escrita
Leitura
Escrita
Capacidade cognitiva que transforma uma representação gráfica em representação fonológica.
DECODIFICAÇÃO
Capacidade cognitiva que transforma a representação fonológica em representação gráfica.
CODIFICAÇÃO
Os grandes princípios do ensino da leitura
1. Ensino explícito do código alfabético

2. Progressão racional

3. Aprendizagem ativa associando a leitura à escritura

4. Transferência do explícito ao implícito

5. Escolha racional dos exemplos e dos exercícios

6. Engajamento ativo, atenção e prazer

7. Adaptação ao nível da criança
Consciência fonológica
Compreensão leitora e intervenção
Wagner e Torgesen (1987), identificam 3 tipos de processos fonológicos positivamente relacionados com o grau de aquisição das competências iniciais da leitura 
- Localizada no córtex occipito-temporal
Ativação do VWFS associado com ERP no hemisfério esquerdo entre 150-250 ms, chamado de N1
- A sensibilidade preferencial do N1 para simbolos do alfabeto tem um pico nos primeiros 2 anos após entrada na Escola
VWFS
Transtorno de aprendizado da leitura
Prevalência: 10-17% da população
Dislexia
Brem S et al. PNAS 2010;107:7939-7944
Uma ortografia
“superficial”
significa que a correspondência entre letras e sons (grafemas/fonemas) são quase um-pra-um
Exemplo de ortografia superficial:
Finlandês. Inglês,
por outro lado, não é nada raso.
É “profundo”.
Transparência Linguística
No 1
Ortografia Superficial


Prioridade à Educação
Vantagens da Finlândia
Rapidez na alfabetização depende da “transparência” da linguagem
3 PROBLEMAS PARA RESOLVER NA AQUISIÇÃO DA COMPETÊNCIA LEITORA

1)
DISPONIBILIDADE DAS UNIDADES FONOLÓGICAS
2)
CONSISTÊNCIA: AMBIGUIDADE NA RELAÇÃO GRAFEMA-FONEMA
3)
GRANULARIDADE: TAMANHO DAS UNIDADES FONOLÓGICAS
TEORIA PSICOLINGUÍSTICA DO TAMANHO DO GRÃO
CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA FALAC
o
nsciência da estrutura dos so
ns da língua q
ue habilita o sujeito a manipular os segmentos da fala
RECODIFICAÇÃO FONOLÓGICA ESCRITA/FALA
Correlação dos a
spectos da fala com o código escrito q
ue possibilita a recodificação de símbolos escritos num sistema representacional baseado em sons para, a partir da palavra escrita, chegar ao seu referente lexical
RECODIFICAÇÃO FONÉTICA NA MEMÓRIA DE TRABALHO
R
ecodificação de s
ímbolos escritos
num sistema representacional baseado em sons para os manter eficientemente na memória de trabalho
Recodificação Fonológica:
associação da escrita com a fala
Consciência Fonológica:
aprendizado da correspondência entre grafemas/fonemas e entre letras/sons da fala
Recodificação Fonética na Memória de Trabalho:
disponibilização da consciência e da recodificação fonológicas na memória imediata
3 FATORES SÃO CONDIÇÃO PARA A FUTURA LEITURA FLUENTE: BASE DA COMPREENSÃO LEITORA
Historicamente temos seguido esse caminho.
Isso tem impedido que milhares de crianças aprendam a ler e a escrever criando um contingente de adultos analfabetos ou semi-alfaetizados
Ao ler este texto você está executando uma tarefa para a qual seu cérebro não foi concebido. Você pode até achar que a leitura é um ato quase automático. Mas seu cérebro não acha. Pelo contrário, ele faz uma verdadeira ginástica para se adaptar ao ato de ler. Neste momento, uma revolução de SINAPSES entre os NEURÔNIOS está acontecendo a cada fração de segundo para que você possa decifrar as palavras aqui impressas. Isso porque a escrita é algo recente, se pensarmos na escala da evolução humana (tem cerca de cinco mil anos). Quem conseguir se lembrar do próprio processo de alfabetização vai saber que não se trata de algo fácil. Todos que aprendem a ler, seja qual for a língua, encontram dificuldades para aprender. Estima-se que 10% dos adultos alfabetizados, não dominam a compreensão de texto. MAS ONDE AS SINAPSES ESTÃO INSERIDAS?

Sistema Nervoso Central


Responsável pelo ajustamento do organismo ao ambiente
Percebe e identifica as condições ambientais externas
Percebe e identifica as condições existentes dentro do próprio corpo
Elabora respostas que se adaptam às condições 1, 2 e 3
Formado por células especializadas
Distribuído pelo organismo inteiro





O que é o Sistema Nervoso?


Mesencéfalo

Sistema Nervoso Central

Sistema Nervoso Central

NEURÔNIOS

Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido.

Neurônios

Profª Angela Chuvas Naschold
Prof. Antonio Pereira

FORMADO POR:

NEURÔNIOS
CÉLULAS DE GLIA

TECIDO NEURONAL

Sistema Nervoso Autônomo





Nervos Raquidianos
31 pares





Sistema Nervoso Periférico


Corpo Caloso

Sistema Nervoso Central

Sistema Nervoso Periférico

SINAPSE

Junção entre dois neurônios ou um neurônio e outra célula excitável
Local de transmissão de sinal entre neurônios ou outra célula excitável (célula muscular, p.ex.)

Profª Angela Chuvas Naschold
Prof. Antonio Pereira

GLIA

BIOLOGIA, Série 1º ANO
Classificação e Características do Tecido Nervoso

Neurônios

Imagem: SEE-PE, redesenhado a partir de imagem de Autor Desconhecido.



Nervos Cranianos
12 pares





Sistema Nervoso Periférico

Diencéfalo
Tálamo
Hipotálamo

Sistema Nervoso Central

Rombencéfalo
Bulbo (mielencéfalo)
Ponte (metencéfalo)
Cerebelo



Sistema Nervoso Central

Estruturas Subcorticais
Basal Ganglia
Hipocampo e Amigdala (partes do Sistema Límbico)

Sistema Nervoso Central

SINAPSES

Imagem: Nrets / GNU Free Documentation License

Imagem: Looie496 created file, US National Institutes of Health, National Institute on Aging created original / Public Domain

Telencéfalo
Córtex Cerebral
Lobo Frontal
Lobo Temporal
Lobo Parietal
Lobo Occipital

Sistema Nervoso Central

Uma conversa sobre a leitura na UFRN
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