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Thomas Hobbes e a Ciência Política

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by

Caio Lara

on 1 April 2016

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Transcript of Thomas Hobbes e a Ciência Política

Thomas
Hobbes
Biografia - parte I
• Um dos fundadores da filosofia política moderna.
• Nascido prematuramente no condado de Wiltshire no dia 5 de abril de 1588. Em sua biografia, alegou que “ao nascer sua mãe teria dado a luz a gêmeos: Hobbes e o medo”, já que seu nascimento foi marcado pela ameaça de invasão da Armada Espanhola na Inglaterra.
• Filho do vigário anglicano de Charlton e Westport, também chamado Thomas Hobbes. Foi criado pelo tio Francisco, que possuia um negócio de luvas. Seu pai teve problemas com outro vigário local e foi obrigado a se mudar para Londres, sem poder levar seus filhos.
• O tio rico financiou a sua educação. Passou a freqüentar o Magdalen College (Oxford).
• Foi tutor de um nobre da família Cavendish e
do futuro rei Charles II.
• Introduzido nos círculos real, aristocrático
e político.
• Fugiu para a França, devido à Guerra Civil
Inglês.
• Durante o tempo na França, ele se familiarizou
com vários pensadores europeus de destaque,
incluindo Descartes e Galileu.



Impacto
Leviathan
Manifestações atuais
O monstro "Leviatã" pode ter sido um dos primeiros seres a habitar a Terra. Eram bestas terríveis que viviam basicamente no mar, e eram chamados de monstros da água ou dragões da água. No Antigo Testamento, o Livro de Jó, capítulos 40 e 41, aponta a imagem mais impressionante do Leviatã, descrevendo-o como o maior (ou o mais poderoso) dos monstros aquáticos. No diálogo entre Deus e Jó, o primeiro procede a uma série de indagações que revelam as características do monstro, tais como "ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem o resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu?... Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror?... Quando se levanta, tremem as ondas do mar e as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela a ele não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre" (Bíblia Sagrada, 1957: 656). Na bíblia também é dito que um dia Deus enviara o colossal monstro terrestre Behemoth para matar o demônio marinho Leviatã. Eles terão uma grande batalha, onde os dois morrerão, mas Behemoth sairá vitorioso por cumprir sua missão.
O que aconteceria se não existissem leis ou nenhum tipo de poder mediando e regendo as relações humanas?
Biografia - parte II

• Começou a sofrer da doença de Parkinson aos sessenta anos, mas continuou a ditar seus pensamentos para um secretário até seus oitenta anos.
• Morreu em 1679 na idade de 91 em Derbyshire, Inglaterra.
• Viveu em uma época de grande agitação, quando a Inglaterra foi dividida contra si mesma de muitas maneiras. Como resultado, um de seus maiores medos era o caos social e político.
• Tinha uma reputação de destaque como cientista, matemático, tradutor, escritor e filósofo até o fim de sua vida. É mais lembrado por seus escritos sobre a moral ea política.
• Suas principais obras foram: "Do Cidadão" (1642) e "Leviatã" (1651) -
Opus magnum.
• Encontra-se sepultado na Igreja São João Batista, Ault Hucknall, Derbyshire na Inglaterra.



Do cidadão
Leviatã
A Guerra se generaliza
Como colocar fim a este conflito?
Igualdade e Liberdade
O Estado, o medo e a Propriedade

Bellum omnium contra omnes

- "A guerra de todos contra todos". É nesse estado que Hobbes entende que viverá a humanidade em uma situação de estado natural.
O homem natural para o autor não é um selvagem. "A natureza fez os homens muito parecidos em corpo e espírito". Pág. 54 - Os Classícos da Política
Dessa suposição, o mais razoável pra cada um é atacar o outro, ou para vencê-lo, ou simplesmente para evitar um ataque possível: assim a guerra se generaliza entre os homens. Por isso, se não há um Estado controlando e reprimindo, fazer a guerra contra os outros é a atitude mais racional. O
"homem lobo do homem"
não é um anormal. Ele é racional no estado de natureza.
São três as principais causas de discórdia entre os homens. Primeiro, a competição; segundo, a discórdia; e terceiro, a glória. Pág. 56.
Hobbes discorda da ideia de Aristóteles de que o homem é um animal político (zoon politikon), que vive naturalmente em sociedade. Para ele, o mito de que o homem é sociável por natureza nos impede de identificar onde está o conflito, e de contê-lo. A política só será uma ciência se soubermos como o homem é de fato, e não na ilusão; e só com a ciência política será possível construirmos Estados que se sustentem, em vez de tornarem permanente a guerra civil.
O estado de natureza é uma condição de guerra, porque cada um se imagina (com razão ou sem) poderoso, perguido, traído.
Lei da natureza (lex naturalis) - "Que todo homem deve esforçar-se pela paz, na medida em que tenha esperança de consegui-la, e caso não a consiga pode procurar e usar todas as ajudas e vantagens da guerra.
2ª Lei - "Que um homem concorde, quando os outros também o façam, e na medida em que tal considere necessário para a paz e para a defesa de si mesmo, em renunciar a seu direito todas as coisas, contentando-se, em relação aos outros homens, com a mesma liberdade que aos outros homens permite em relação a si mesmo". (Faz aos outros o que queres que te façam a ti)
Mas não basta o fundamento jurídico. É preciso que exista um Estado dotado de espada, armado, para forçar os homens ao respeito. - Pág. 61 - Os Clássicos da Política.
Thomas Hobbes defendia a ideia segundo a qual os homens só podem viver em paz se concordarem em submeter-se a um poder absoluto e centralizado. Tal poder é exercido por uma autoridade, de modo a assegurar a paz interna e a defesa comum. Este soberano, quer seja um monarca ou uma assembleia, deveria ser o Leviatã, uma autoridade inquestionável.
Mais características do contrato e do Estado - páginas 63 a 65 - Os Clássicos da Política.
A
igualdade
é o fator que leva a guerra de todos. Dois ou mais homens podem querer a mesma coisa e por isso vivemos em tensa competição.
Quanto à
liberdade
, Hobbes a reduz a uma determinação física, aplicável a qualquer corpo. Com isso, ele praticamente elimina o valor da liberdade como um clamor popular, com um princípio pelo qual homens lutam e morrem. Quando o indivíduo firmou o contrato social, renunciou ao seu direito de natureza, isto é, ao fundamento jurídico da guerra contra todos. Mas dando poderes ao soberano, a fim de instaurar a paz, o homem só abriu mão de seu direito para proteger a sua própria vida. Se esse fim não foi atendido pelo soberano, o súdito não lhe deve mais obediência - não porque o soberano violou algum compromisso (isso é impossível pois o soberano não prometeu nada), mas simplesmente porque desapareceu a razão que levava o súdito a obedecer. Esta é a "verdadeira liberdade do súdito".
O Estado Hobbesiano é marcado pelo medo (veja capa do Leviatã). Sem medo ninguém abriria mão de toda a liberdade que tem naturalmente; se não temesse a morte violenta, que homem renunciaria ao direito que possui, por natureza, a todos os bens e corpos?
O Estado não se limita a deter a morte violenta. Se entramos no Estado, é também com uma esperança de ter uma vida melhor e mais confortável.
O conforto, em grande parte, se deve à propriedade. Contudo, Hobbes estabelece um limite forte à pretensão burguesa de autonomia: todas as terras e bens estão, de certa forma, sob controle do Estado. A propriedade que um súdito tem em suas terras consiste no direito de excluir todos os outros súditos do uso de suas terras, mas não de excluir o soberano, quer seja uma Assembleia ou um monarca. As distribuição das terras deve ser feita em vista da paz e segurança comuns.
Fica evidente que neste modelo de Estado que desconsiderava as liberdades individuais não haveria espaço para a democracia e suas instituições. Ao contrário, os usos da força, da austeridade e da repressão, geram sociedades onde prevalece a desigualdade, a instabilidade, o medo e o esvaziamento da discussão política. Por isso, o final da Idade Moderna foi marcado pela Revolução Francesa, encabeçada por uma burguesia descontente com os desmandos de um rei e desejosa por participação política. Assim, ao se olhar para a História, é possível ver que as características deste Estado Soberano não se limitaram às monarquias na Europa, mas também se fizeram presentes – mesmo que indiretamente e com outra roupagem – em diversos regimes ditatoriais como no Brasil e em tantos outros países na segunda metade do século XX, guardadas as devidas proporções. Da mesma forma, é contra Estados totalitários com tais características que lutam hoje muitos povos do norte da África e do Oriente Médio.

Paulo Silvino Ribeiro
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