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A Santa Missa

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Aroldo Schinemann

on 23 May 2014

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Transcript of A Santa Missa

a santa Missa
Introdução:
A participação da Santa Missa não deve ser incentivada por um preceito obrigatório, mas deve brotar de uma atitude madura diante de um valor.
Devemos descobrir valores que nos motivem a participar com consciência e responsabilidade da Missa
Presença de Cristo:
Na Missa Jesus Cristo se faz presente de maneira muito particular:
-
Na comunidade reunida
(Mt 18, 20: “Porque onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”);
-
Na pessoa do Sacerdote
(Jesus, oculto na pessoa do Padre, preside a Santa Missa);
-
Na Palavra Proclamada
(Jesus é a própria Palavra de Deus);
-
No Pão e no Vinho
de forma excelente (Jesus não estava ausente ou acabou de chegar, mas se faz presente, pela Eucaristia, de modo especial, de modo excelente).
Estrutura da Santa Missa:
A Missa é uma celebração única, porém, conta com dois grandes momentos: a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística. “As duas partes de que se compõem [...] a Missa, isto é, a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística, estão estreitamente unidas, que formam um só ato de culto [...]”. Por isso devemos participar “na Missa inteira, especialmente nos domingos e festas de preceito” (SACROSSANCTUM CONCILIUM , nº 56).
A Santa Missa mantém, basicamente, a mesma estrutura da Celebração realizada pelos Cristãos dos primeiros séculos, pois já no século II havia uma estrutura semelhante a atual. É o que escreve São Justino, Mártir, pelo ano de 155, para explicar ao imperador pagão Antonino Pio (138-161) o que os cristãos faziam:
“No dia ‘do Sol’, como é chamado, reúnem-se num mesmo lugar os habitantes, quer das cidades, quer dos campos. Leem-se, na medida em que o tempo o permite, ora os comentários dos Apóstolos, ora os escritos dos Profetas. Depois, quando o leitor terminou, o que preside toma a palavra para aconselhar e exortar à imitação de tão sublimes ensinamentos. A seguir, pomo-nos todos de pé e elevamos nossas preces por nós mesmos (...) e por todos os outros, onde quer que estejam, a fim de sermos de fato justos por nossa vida e por nossas ações, e fiéis aos mandamentos, para assim obtermos a salvação eterna. Quando as orações terminaram, saudamo-nos uns aos outros com um ósculo [beijo de paz e amizade]. Em seguida, leva-se àquele que preside aos irmãos o pão e um cálice de água e de vinho misturados. Ele os toma e faz subir louvor e glória ao Pai do universo, no nome do Filho e do Espírito Santo e rende graças (em grego: eucharístia, que significa ‘ação de graças’) longamente pelo fato de termos sido julgados dignos destes dons. Terminadas as orações e as ações de graças, todo o povo presente prorrompe numa aclamação dizendo: Amém. Depois de o presidente ter feito a ação de graças e o povo ter respondido, os que entre nós se chamam diáconos distribuem a todos os que estão presentes pão, vinho e água ‘eucaristizados’ e levam (também) aos ausentes” (JUSTINO apud CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, nº 1345).
a) Ritos iniciais (as partes que precedem a Liturgia da Palavra):
Visam introduzir e preparar os fiéis para que se disponham a ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia (MISSAL ROMANO, p. 37).
Após o comentário inicial dá-se início ao canto e a procissão de entrada (o comentarista, ao concluir o comentário, deve dizer apenas “[Em pé e]
com grande alegria iniciemos a celebração cantando
”, não se deve dizer “fiquemos em pé para acolher o Padre ‘Fulano’, o seminarista ‘Beltrano’, os ministros, os coroinhas [...]”, pois na procissão de entrada estamos acolhendo o próprio Cristo, presente no Sacerdote [e na equipe litúrgica] (isso nos lembra a entrada gloriosa de Jesus em Jerusalém).
- Canto e procissão de entrada:
A celebração litúrgica se inicia com o canto e a procissão de entrada. O canto de entrada tem por objetivo: a) abrir a celebração, b) promover a união da assembleia (todos cantando e batendo palmas, se for conveniente), c) introduzir no tempo litúrgico ou festa e d) acompanhar a procissão do presidente da celebração e dos ministros.
- Ósculo do altar pelo celebrante:
O altar é o lugar onde se realiza o sacrifício eucarístico e ao mesmo tempo é o próprio Cristo.
- Sinal da Cruz:
Expressão da fé cristã no mistério trinitário.
- Saudação e palavras introdutórias de quem preside:
A saudação cabe única e exclusivamente ao presidente da celebração (o comentarista não deve dizer “Bom dia a todos” ou “Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”, pois quem faz a saudação é quem preside a celebração). (Ex.: “A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”).
- Ato penitencial:
Pedimos perdão a Deus para bem celebrar a Palavra e a Eucaristia.
- Hino “Glória a Deus”:
A Igreja congregada, reunida, no Espírito Santo glorifica a Deus Pai e o Cordeiro Santo de Deus, Jesus Cristo.
- Oração do dia:
Em um breve momento de silêncio todos tomam consciência de que estão na presença de Deus e formulam, em silêncio, seus pedidos pessoais. Em seguida o Sacerdote faz a oração e todos respondem “Amém”
b) LITURGIA DA PALAVRA:
A Liturgia da Palavra é um diálogo entre Deus e o seu povo. “Pois nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis” (MISSAL ROMANO, p. 39).
- 1ª Leitura:
Do Antigo Testamento e, no tempo pascal, dos Atos dos Apóstolos;
- Salmo:
Nos leva à meditação;
- 2ª Leitura:
Do Novo Testamento;
- Aclamação ao Evangelho:
O “Aleluia” que é expressão de alegria, exceto no tempo quaresmal;
- Evangelho:
Que é o ápice da Liturgia da Palavra, pois é a própria vida de Cristo proclamada (Jesus está presente por meio da Palavra);
- Homília:
Breve exortação para a “imitação de tão sublimes ensinamentos” bíblicos (JUSTINO).
- Creio:
Nossa aceitação e nossa resposta de fé à Palavra proclamada e explicada;
- Oração dos fiéis (preces):
O povo reunido roga a Deus por toda a humanidade. A comunidade cristã é como mediadora entre Deus e o resto da humanidade. Com esta oração se conclui a Liturgia da Palavra. (Nas leituras bíblicas Deus se dirige a nós, e por meio das preces nós nos dirigimos a Deus).
c) LITURGIA EUCARÍSTICA:
“Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o Sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória” (MISSAL ROMANO, p. 42). A Liturgia Eucarística é o ápice da Santa Missa, é o momento em que não apenas se recorda, mas se revive a paixão, morte e ressurreição de Cristo Jesus. O Mistério da Paixão do Senhor se atualiza em cada Santa Missa.
1 – Preparação das oferendas:
Se apresenta os mesmos elementos que Cristo tomou em suas mãos, isto é, o pão, o vinho e a água para serem consagrados. O vinho representa a Divindade e a água a humanidade (uma pequena gota de água é derramada no vinho, simbolizando a humanidade que deve ser imersa em Deus) . Em seguida o Sacerdote faz a oração sobre as oferendas.
2 – Oração Eucarística:
O sentido desta oração é que toda a assembleia se una com Cristo na proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício. A assembleia participa ouvindo com atenção e interiorizando as atitudes que esta oração exprime. O Sacerdote age in persona Christi, ou seja, age na pessoa de Cristo, ou ainda, é o próprio Cristo que age por meio do Sacerdote.
2.1 Diálogo inicial:
V.:
O Senhor esteja convosco.
R: Ele está no meio de nós.
V.:
Corações ao alto.
R: O nosso coração está em Deus.
V.:
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
R: É nosso dever e nossa salvação.

2.2 Prefácio/Ação de graças:
Expressa a ação de graças, o louvor a Deus por toda a obra da salvação ou por um dos seus aspectos, e termina com a aclamação do “Santo”;
2.3 Aclamação do Santo:
A assembleia se une com a Igreja celeste (os anjos e santos) e canta ou recita o “Santo, Santo, Santo [...]”;
2.4 Epíclese:
É a oração para pedir a descida do Espírito Santo e a benção de Deus . A Igreja implora a ação Divina para que as oferendas se tornem o corpo e o sangue de Cristo e que a Eucaristia se torne a salvação daqueles que vão recebê-la (“Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e (+) o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso”);
2.5 Narrativa da Instituição:
A Consagração e a pronúncia das palavras de Cristo que instituíram a Eucaristia (“Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS
. Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:
TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA A REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM
”);
2.6 Anamnese (lembrança/recordação):
Oração que faz a memória do próprio Cristo, relembrando principalmente sua paixão, ressurreição e ascensão aos céus (“Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir“). Lembrando que “a Liturgia [...] não é simplesmente celebrar um acontecimento que ficou no passado, mas tornar realmente presentes as ações salvíficas de Deus em favor dos fieis”;
2.7 Oblação:
Por meio desta oração a Igreja oferece a Deus a “Hóstia Imaculada” e, juntamente, oferece a si mesma a Deus (cada um se oferece a si mesmo junto com a “Hóstia Imaculada”) para que Deus seja tudo em todos;
2.8 Preces de intercessão:
Pelas quais se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto terrestre como celeste, e que o sacrifício de Cristo é realizado por ela e por todos os seus membros, vivos e falecidos;
2.9 Doxologia:
Do grego doxa, que quer dizer glória, honra, esplendor, realeza; trata-se de uma aclamação de louvor e glória a Deus, quase sempre na forma trinitária, ou seja, mencionando as três Pessoas divinas , e é confirmada com o “Amém” da assembleia dizendo que cremos em tudo aquilo que acabamos de realizar na Oração Eucarística. (Exemplos de doxologias: “Glória a Deus nas alturas [...]”, “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo [...]”, no final do Pai nosso “vosso é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém”, e, no caso, no final da Oração Eucarística “Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre”).
3 – Ritos da Comunhão:
Pai Nosso:
A oração que o próprio Jesus nos ensinou, e é especialmente apto para estimular o sentimento de fraterna solidariedade cristã. No final dessa oração (nesse momento da Santa Missa) não se diz “Amém”, pois o Sacerdote continua a oração:
Embolismo (Acréscimo):
É a petição final do “Pai nosso”: “Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo Salvador”, onde se suplica que toda a comunidade dos fiéis seja libertada do poder do mal;
Rito da Paz:
Os fiéis imploram a paz e a unidade para a Igreja e toda a família humana e exprimem a caridade fraterna antes de participar do mesmo pão com o abraço da paz (como faziam os primeiros cristãos, de acordo com o relato de Justino, onde se saudavam com o ósculo);
Fração do Pão:
Gesto de partilha e unidade, pela fração de um mesmo e único pão se manifesta a unidade dos cristãos. E, principalmente, sinal do Sacrifício, ou seja, o pão partido é o Cristo que se dá em alimento para nós, durante a fração do pão o povo recita ou canta o “Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo [...]”;
Comunhão:
Os fiéis que estão preparados se colocam em marcha e em procissão para receber o próprio Cristo “escondido” no pão. Durante esse momento pode se cantar um canto de comunhão, que expressará, pela unidade das vozes, a união espiritual dos que comungam, demonstra a alegria dos corações em receber o Cristo e torna mais fraternal a procissão dos que vão receber o Corpo de Cristo;
Oração depois da Comunhão:
Por meio da qual o Sacerdote implora os frutos do mistério celebrado.
d) Ritos Finais:
- Benção final
- Despedida:
“Ide em paz e o Senhor vos acompanhe”. Somos enviados em missão, devemos propagar no mundo tudo aquilo que aqui acabamos de celebrar, por meio do nosso testemunho e boas obras.
Aroldo Schinemann Filho
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