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Mensagem- Tormenta+Calma+Antemanhã

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by

Mahi Sacarlal

on 13 November 2014

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Transcript of Mensagem- Tormenta+Calma+Antemanhã

Mensagem
Fernando Pessoa

Que jaz no abismo sob o mar que se ergue?
Nós, Portugal, o poder ser.
Que inquietação do fundo nos soergue?
O desejar poder querer.

Isto, e o mistério de que a noite é o fausto...
Mas súbito, onde o vento ruge,
O relâmpago, farol de Deus, um hausto
Brilha e o mar 'scuro' struge.
Tormenta
a
b
a
b

c
d
c
d
2 Quadras- versos decassilábicos e octossilábicos, alternados
1ª Estrofe
"
Que
jaz no abismo sob o mar que se ergue?
Nós, Portugal, o poder ser.
Que
inquietação do fundo nos soergue?
O desejar poder querer."
2ª Estrofe

"Isto, e o mistério de que a noite é o fausto...
Mas súbito, onde o vento ruge,
O relâmpago, farol de Deus, um hausto
Brilha e o mar 'scuro' struge."
Sensações visuais
Sensações auditivas
Sinestesia
Fundo do mar
=
A potência(Quinto Império)
Espera de ser concretizada
Desejo de querer ser mais
Inquietação
E
Anáfora
Intervenção Divina
Licença para um Novo Império
"Mas Deus não dá licença que partamos."
in Noite, Mensagem
Metáfora
TOrmenta
O poema Tormenta insere-se na terceira parte- "O Encoberto" -, no terceiro momento- "Os Tempos"-, da obra "Mensagem", de Fernando Pessoa.
Na terceira parte da obra, O Encoberto, afirma a possibilidade de uma regeneração de Portugal através da força do mito. Consciente da decadência e estagnação do país, o poeta acredita na possibilidade de Portugal voltar a constituir-se como um Império.
Noite Tormenta
Realidade velada pela noite
Começo da agitação
Mar
Palco do drama
O Monstrengo que está no fim do m
ar
Veio das trevas a procur
ar
A madrugada do novo dia,
Do novo dia sem acab
ar
;
E disse: " Quem é que dorme a lembr
ar
Que desvendou o Segundo Mundo,
Nem o Terceiro quer desvend
ar
?"

E o som na treva de ele rod
ar
Faz mau o sono, triste o sonh
ar,
Rodou e foi-se o monstrengo servo
Que o senhor veio aqui busc
ar.
Que veio aqui seu senhor cham
ar
-
Chamar Aquele que está dormindo
E foi outrora Senhor do M
ar
Antemanhã
a
a
b
a
a
c
a

a
a
c
a
a
c
a
2 Septilha- versos octossilábicos, com exceção do primeiro e quinto verso da primeira estrofe, que são decassilábicos.
1ª Estrofe
2ª Estrofe
O Monstrengo que está no fim do mar
Veio das trevas a procurar
A madrugada do
novo dia,
Do
novo dia
sem acabar;
E disse: " Quem é que dorme a lembrar
Que desvendou o Segundo Mundo,
Nem o Terceiro quer desvendar?"
E o som na treva de ele rodar
Faz mau o sono, triste o sonhar,
Rodou e foi-se o monstrengo servo
Que
o senhor veio aqui buscar.
Que
veio aqui seu senhor chamar -
Chamar Aquele que está dormindo
E foi outrora Senhor do Mar
O poema Antemanhã insere-se na terceira parte-O Encoberto-, no terceiro momento- Os Tempos-, da obra "Mensagem", de Fernando Pessoa.
"Antemanhã" é o alvorecer, o tempo em que o dia está a surgir em alvorada.
Assíndeto
Anáfora
Perífrase
Anadiplose
Interrogações Retóricas
Calma
Que costa é que as ondas contam
E se não pode encontrar
Por mais naus que haja no mar?
O que é que as ondas encontram
E nunca se vê surgindo?
Este som de o mar praiar
Onde é que está existindo?




Haverá rasgões no espaço
Que dêem para outro lado,
E que, um deles encontrado,
Aqui, onde há só sargaço,
Surja uma ilha velada,
O país afortunado
Que guarda o Rei desterrado
Em sua vida encantada?
Ilha próxima e remota,
Que nos ouvidos persiste,
Para a vista não existe.
Que nau, que armada, que frota
Pode encontrar o caminho
À praia onde o mar insiste,
Se à vista o mar é sozinho?
2 septilhas e 1 oitava-
versos heptassilábicos
a
b
b
a
c
b
c
d
e
e
d
f
e
f
g
h
h
g
i
h
h
i
Calma
Noite
Tormenta
Calma
"Relâmpago"
Contemplação
1ª Estrofe
Que
c
osta é que as ondas
c
ontam
E se não pode en
c
ontrar
Por mais naus que haja no mar?
O que é que as ondas encontram
E nunca se vê surgindo?
Este som de o mar praiar
Onde é que está existindo?



2ª Estrofe
3ª Estrofe
Ilha próxima e remota,
Que nos ouvidos persiste,
Para a vista não existe.
Que nau, que armada, que frota
Pode encontrar o caminho
À praia onde o mar insiste,
Se à vista o mar é sozinho?

Haverá rasgões no espaço
Que dêem para outro lado,
E que, um deles encontrado,
Aqui, onde há só sargaço,
Surja uma ilha velada,
O país afortunado
Que guarda o Rei desterrado
Em sua vida encantada?
Paradoxo
Aliteração

sugere musicalidade
Costa imaterial
=
Não exite fisicamente
Mas ouvem-se as ondas a bater contra ela
=
Algo divino prestes a acontecer
Interrogação Retórica
Reforça a ideia de que a costa não existe
Ilhas Afortunadas
Volta a reforçar a ideia que a ilha é algo espiritual/imaterial
Gradação +
Enumeração
Nada material consegue chegar à ilha
Algo que está perto, mas longe
Pessoa ironiza sobre quem pensa que essa ilha realmente existe
Não há nenhum país que guarde o Rei
Só o mito resiste
Realça a existência do novo dia
=
Nova era/Novo princípio
volta para simbolizar o medo que inspira uma outra nova via desconhecida que há a percorrer
Alvorada do Quinto Império(que será eterno)
o Primeiro Mundo, que durou desde a Criação até ao Dilúvio;
o Segundo Mundo, em que vivemos, que durará até à segunda vinda de Cristo- que supostamente reinará por mil anos-
o Terceiro Mundo que se segue e que perdurará eternamente
Iniciado com o relâmpago de Deus
OU
o Segundo Mundo, o mundo que Pessoa descreve no Mar Potuguês(2a parte da Mensagem)
o Terceiro Mundo , o mundo do encoberto, do Quinto Império
Assim quando o “Senhor do mar” abandona os portugueses, nasce um novo dia, no sentido em que os Portugueses podem continuar o caminho à descoberta do segundo e possivelmente terceiro mundo.

Intensifica a ideia de que alguém o está a chamar
= Monstrengo
Bibliografia
http://www.tabacaria.com.pt/mensagem/Encoberto/antemanha.htm
https://prezi.com/_9isokrqghjw/fernando-pessoa-a-mensagem/
http://www.tabacaria.com.pt/mensagem/Encoberto/calma.htm
http://www.tabacaria.com.pt/Mensagem/encoberto.htm
http://port12ano.blogspot.com/2014/05/as-mensagens-da-mensagem-nuno-hipolito.html
FIM
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