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Gestação e Partos em Cadelas: Fisiologia, Diagnóstico de Ges

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Felipe Pires

on 29 June 2015

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Gestação e Partos em Cadelas: Fisiologia, Diagnóstico de Gestação e Tratamento das Distocias
Camila Pereira
Caroline Kamensek
Felipe Ferreira
Giulia Molina
Julia Bevilaqua
Rafaela Tami

Gestação e Partos em Cadelas: Fisiologia, Diagnótico de Gestação e Tratamento de Distocias.
Aspectos Fisiológicos da Gestação
Ciclo Éstrico de Cadelas

Dividido em 4 fases:

Anestro
Proestro
Estro
Diestro/ Gestação
O período fértil da cadela estende-se do final do proestro ao meio do estro.

Após a fertilizaçaõ ocorre a clivagem do embrião.

Por volta do 11º dia o blastômero atige o útero.
Ocorre o desenvolvimento embrionário
12º e 16º a 18º:
Fenômeno da migração transcornual - Objetivo: Distribuição equitativa dos embriões entre os dois cornos uterinos.
Ocorre em 50% das cadelas

16º a 18º: Inicia-se a implantação do embrião.

19º a 20º: Secreção de proteínas ligadas à implantação pelo embrião.

Até o dia 23º: Completa-se a gestação.
Placenta Canina (Endotélio - Corial)

Há quatro camadas entre o feto e a mãe:

Endotélio Materno
Cório
Mesênquima
Endotélio Fetal

Devido a disposição dessas camadas é denominada de "placenta zonária": Envolve completamente o feto.
Desenvolvimento da Gestação

Para o desenvolvimento da gestação são necessárias altas concentrações de progesterona (p4), que nas cadelas são produzidas pelos corpos lúteos (CLs)

Manutenção de alta concentração de p4 pelos CLs, pelo menos de 50 a 60 dias após o pico ovulatório de LH.

- Fênomeno do Hipoluteidismo: Caso os CLs não sejam capazes de manter adequadas concentrações de p4, fenômeno conhecido como hipoluteidismo, ocorre morte embrionária ou fetal e abortamento.

1ª Metade da Gestação: CL parece não necessitar de suporte hipofisário para a secreção de p4.
2ª Metade da Gestação: Alta concentração de prolactina, necessaria para a manutenção de CL
Eventos da Gestação

A duração da gestação varia e depende do evento fisiológico ou comportamental que serve como dia "zero".

É constante entre cadelas se for considerar o dia de pico de LH como o dia "zero": a gestação dura cerca de mais ou menos um dia.

Porém, bastante variável se forem consideradas as datas das cópulas. Se considerada a data da primeira, a última cópula ou a inseminação artificial ocorre variação de 56 a 68 dias. Causa da variação: alta resistência espermática.
Controvérsia entre os pesquisadores: Pode existir, mesmo que pequena uma variação na duração da gestação em cadelas por influência de:

Tamanho da Ninhada

Diferença de Raça

Quantidade de Fetos

Exemplos:
Raças grandes: variação de 4 a 7 dias na duração da gestação

Cadelas com 4 ou menos fetos: gestação prolongada.

Cadelas com 5 ou mais fetos: gestação reduzida.
Métodos de Diagnótico da Gestação

São divididos em:

Palpação Abdominal;

Exames Radiográficos e Ultra-Sonográficos;

Dosagem Plasmática de Relaxina.


Evitar a exposição de cadelas gestantes aos raios X.

Ultra-Sonografia é recomendada por não prejudicar os fetos.

A palpação é um método seguro, mas precisa de habilidade profissional.

A dosagem plasmática de relaxina: Detecta a gestação, pois a relaxina é sintetizada pela placenta.
Parto Normal

Pode ser divido em três estágios:

1º Estágio: prostaglandinas estimulam a contração uterina. Dura em média 6 a 12 horas/36 horas se a cadela for nervosa.

2º Estágio: ocore a expulsão fetal. Dura em média 6 horas, mas pode chegar a 24 hora, sem comprometimento fetal.

3º Estágio: expulsão da placenta. Dura 2 horas.

- Pode-se completar em 48 horas.

- Temperatura diminui nas 12 as 24 horas antes do parto.
O parto anormal (distocia) ocorre quando
:

Há falha em iniciar o parto no momento correto

Quando há problema na expulsão normal dos fetos, uma vez que o parto tenha iniciado.

75% das distocias em cadelas são de origem materna e 25% de origem fetal.

Fatores maternos:

Inércia uterina primária

Inércia uterina secundária

Raça e conformação

Tônus muscular abdominal

Torção ou ruptura uterina

Outras causas maternas
Fatores fetais:

Estática fetal anômala

Desenvolvimento fetal anormal


Tratamento das distorcias
Têm-se 3 opções como forma de tratar uma cadela em distorcia: tratamento manipulativo, medicamentoso e cirúrgico.

Tratamento manipulativo
Retirada dos fetos que estão obstruindo o canal do parto, através de manobras obstétricas com as mãos
- Em casos de fetos de tamanho normal, essa manipulação pode obter sucesso com riscos mínimos à mãe
- Entretanto, devido ao pequeno diâmetro do canal de parto das cadelas, algumas vezes esse procedimento não dá certo
- Recomenda-se uso de lubrificante vaginal e luvas estéreis


Medicamentos
Utilizam-se drogas ecbólicas ( que promovem a contração uterina) isoladamente ou em associações, como:


Ocitocina
- 1º fármaco de escolha, pois é capaz de estimular e aumentar a frequência das contrações uterinas, o que favorece a expulsão fetal
- A resposta à ocitocina diminui a cada aplicação
- Dose: 5-20 UI por via intramuscular ou subcutânea em intervalos de 15 a 20 min

- Se a cadela está em trabalho de parto há poucas horas e após a aplicação de 3 a 4 doses de ocitocina, não houver a expulsão fetal ou de apenas 1 ou 2 fetos, é necessária a cesariana
Gluconato de cálcio
- Aumenta a força das contrações uterinas
- 0,2 ml/kg por via intravenosa ( IV)


Glicose
- Caso seja diagnosticada a hipoglicemia

Tranquilizantes e sedativos
- Tranquilizantes fenotiazínicos como a Acepromazina

Podem produzir hipotensão grave, descontrole da termorregulação e depressão respiratória central

- Diazepam
Cruza a barreira placentária.
- Uso de opioides como tramadol ou meperidina
Alivia a dor e causa leve sedação.
Tratamento cirúrgico
Nos caso em que os tratamentos manipulativos e medicamentosos não funcionam, a cesariana é a única forma de salvar os filhotes
- Indicado em casos de pacientes com parto excessivamente longo, sinais de endotoxemia ou septicemia, em caso de morte fetal com putrefação ou quando há antecedentes de distorcia


Algumas particularidades:

- duração da receptividade sexual e do período fértil;
- ovulação de ovócitos imaturos;
- longa viabilidade dos ovócitos e dos espermatozoides;
- diferentes taxas de clivagem embrionária dependentes da maturação ovocitária no momento da fecundação.

Duas características importantes:
- a manutenção das concentrações plasmáticas de progesterona é exclusivamente de origem luteal;
- os corpos lúteos são dependentes da ação luteotrófica da prolactina


O atendimento obstétrico a cadelas para diagnóstico de gestação, gestantes ou em distocia é bastante freqüente por parte do clínico veterinário de animais de companhia.

O ciclo reprodutivo da cadela apresenta aspectos únicos quando comparado ao dos demais animais de pequeno porte.

Introdução
Métodos para o diagnóstico da gestação:
- palpação abdominal;
- exames radiográfico e ultra-sonográfico;
- dosagem plasmática de relaxina (novo e rápido).

Cadelas de várias raças podem ser acometidas por distocia(em especial as das raças braquicefálicas).
O exame adequado da cadela em distocia e a escolha correta dos analgésicos para a cesária é essencial.

Cadelas de várias raças podem ser acometidas por distocia(em especial as das raças braquicefálicas).
O exame adequado da cadela em distocia e a escolha correta dos analgésicos para a cesária é essencial.


Considerações sobre anestesia para cesarianas

A cirurgia cesariana é geralmente um procedimento de emergência, esforços devem ser feitos para a segurança da mãe e dos fetos.

Algumas alterações fisiológicas que são relevantes para os procedimentos anestésicos:
-aumento da freqüência respiratória da mãe e do volume corrente (alcalose e aumento da concentração alveolar)
-alterações cardiovasculares, como aumento do débito e freqüência cardíaca,ocasionando no aumento do fluxo sanguíneo no cérebro (menor tempo de indução)
Durante a operação a fêmea se encontra em decúbito, o que pode implicar diminuição do retorno venoso com quedas bruscas de pressão.
Além disso é importante considerar que agentes anestésicos podem cruzar em maior ou menor grau a barreira placentária, afetando os fetos.
- Pré-anestesia: butorfanol, tramadol, meperidina;

-Tranquilizantes: acepromazina (apenas para fêmeas muito agitadas), levopromazina, diazepam e midazolam (em doses específicas)

- Agentes pra indução : propofol, tiopental e cetamina;

- Para prevenir convulsões e rigidez muscular: cetamina com benzodiazepínicos (diazepam ou midazolam)

- Para manter a anestesia: Isofluorano e halotano (inalatória), cetamina e tiletamina-zolazepam (fármacos dissociativos)

O isoflurano resulta em recuperação mais rápida para as mães e os neonatos.

A anestesia regional (epidural lombrossacra) provavelmente é a que menos produz depressão fetal induzida pelo fármaco (lidocaína ou bupivacaína)
Exame da Paciente em Distocia
Histórico

Exame Físico

Exame Radiológico

- Estática anômala

- Número total de fetos

Morte fetal - Presença de gás
Exame da Paciente em Distocia
Exame Ultra Sonográfico:

Idade Gestacional (Diâmetro das visículas embrionárias, biparietal e abdôminal)

50% após 39 dias

180 - 220 bpm

Peristaltismo Intestinal


Exames complementares:

Hemograma

Dosagens de cálcio

Dosagens de glicose

Dosagens de uréia

Dosagens de creatinina,
Exame da Paciente em Distocia
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