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Movimentos sociais tradicionais e novos movimentos sociais

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Bettina Stahlhofer

on 30 October 2015

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Movimentos sociais tradicionais e novos movimentos sociais
É possível fazer um recorte na historia dos movimentos sociais e da sua interpretação em duas categorias gerais distintas, levando em conta aspectos como formas de organização, tipos de relações estabelecidas pelos seus integrantes, orientações desenvolvidas com as instituições sociais e estruturas a serem transformadas, entre outros. A reflexão sobre tais elementos deve sempre ser acompanhada de uma contextualização histórica e espacial em relação ao surgimento e desenvolvimento dos movimentos sociais.

Movimentos sociais tradicionais
: se constituíram principalmente em torno das lutas dos trabalhadores desde a consolidação do capitalismo. Caracterizam-se por apresentar organização vertical e rígida estrutura hierárquica, em que os integrantes seguem as determinações do grupo dirigente, travam fortes embates políticos com o Estado porque buscam transformações na estrutura econômica e social para superar as condições de opressão da classe trabalhadora, tanto no campo quanto na cidade. Resumindo: Pretendem assumir o controle do Estado ou, ao menos, transformar sua estrutura.
Os movimentos sociais tradicionais também podem ser identificados por suas demandas, como as dos trabalhadores por melhores salários, melhores condições de trabalho, redução da jornada e estabilidade de emprego, dos grupos que se organizaram na luta por moradia, infraestrutura de saneamento, habitação, transporte publico ou educação, bem como dos grupos que se dedicaram a combater formas de governo autoritárias e os sistemas econômicos e políticos que as sustentavam.
Esses movimentos deram origem aos sindicatos, às associações nacionais e internacionais de trabalhadores e aos partidos políticos trabalhistas ou dos trabalhadores.

Novos movimentos sociais:
redirecionaram o centro das demandas sociais do âmbito da economia para a esfera da cultura, a partir da formação de movimentos baseados em relações horizontais: seus integrantes tem maior autonomia e não focam suas reivindicações somente no papel do Estado, mas buscam também transformar os comportamentos e valores dos diversos segmentos sociais.
O movimento estudantil: a juventude assume seu papel na construção da sociedade
O movimento estudantil, diferentemente do movimento dos trabalhadores é policlassista, visto que seus militantes são oriundos de diferentes classes sociais. Outra característica é a transitoriedade dos protagonistas, já que há constante renovação dos alunos nas instituições de ensino. No entanto, o movimento teve e tem papel importante em momentos cruciais de transformação social.
O movimento estudantil brasileiro, capitaneado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), participou ativamente da luta pelas reformas de base na primeira metade dos anos 1960 e da luta contra a ditadura a partir de 1964. Sofreu repressões, foi colocado na ilegalidade e teve muitos de seus lideres presos ou assassinados.

Nas ultimas décadas, o movimento estudantil esteve presente em diversos momentos históricos da vida politica brasileira (luta pela anistia dos presos políticos; Diretas já; Fora Collor; manifestações contra as privatizações). Em muitos outros países do mundo não tem sido diferente: os estudantes têm sido os protagonistas na defesa da democracia, dos direitos humanos e das minorias.
Primeiras palavras

Movimentos sociais são ações coletivas com o objetivo de manter ou mudar uma situação. Em geral envolvem confronto político e têm relação de oposição ou de parceira com o Estado, fazem parte dos movimentos sociais, os movimentos populares, sindicais e a organizações não governamentais (ONGs).

Os movimentos sociais são uma poderosa força de mudança na sociedade, assim como essa força pode ser exercida “de baixo” a partir das atividades por pessoas comuns, ou “de cima” por iniciativas de membros da elite (legisladores, governantes, dirigentes, juristas etc.)

Movimentos sociais como fenômenos históricos
Nos anos 1950 e em parte dos anos 1960, os movimentos sociais eram vistos como causa de conflito e instigadores de revoltas e revoluções, Talcott Parsons foi um dos mais importantes sociólogos norte-americanos do século XX e afirmava que qualquer forma de greve, manifestações ou protesto perturbava o bom funcionamento e o equilíbrio da sociedade.
Os estudos críticos das diferentes formas de movimento identificados no século XX preocupavam-se em entender as possibilidades de transformação de uma sociedade, o que ocorreria, por meio de reformas ou pela revolução.

A partir de meados dos anos 1960, as manifestações pelos direitos civis no Estados Unidos e a eclosão de rebeliões estudantis mudaram o cenário anterior e ampliaram o campo de atuação dos movimentos sociais, bem como a forma de estuda-los. Nos anos 1970 e 1980, as manifestações contra regimes autoritários marcaram os movimentos sociais da América do Sul na luta pela democracia e pelo retorno de direitos de cidadania.
A partir de 1990, os movimentos passaram a ser vistos de maneira difusa, organizados em redes nacionais e internacionais que reuniam bandeiras de reivindicações locais e globais. Os sociólogos se viram, então, diante da tarefa de encontrar semelhanças e diferenças entre movimentos existentes desde o século XVIII.

Caractersísticas estruturais dos movimentos sociais
Os movimentos podem ser caracterizados pelo caráter de suas ações ou seja se são voltados para a transformação da sociedade ou para a manutenção de determinadas conquistas. Podem também fiscalizar o trabalho do Estado.
Duas características em comum dos movimentos sociais contemporâneos
Não apresentam coordenação única – apresentam uma diversidade muito grande de ideias e valores , bem como atuação e organização
Suas ações se desenvolvem em torno de interesses e necessidades mas também de reconhecimento para criar uma nova sociabilidade.
A Relação com o Estado – Parceria e Confronto
Golpe Civil-Militar 1964- Cristalizou a ideia de que os movimentos sociais só agiriam em anteposição ao Estado- Se deve ao caráter centralizador e autoritário desde tipo de Estado.
Quando o Estado é mais aberto às demandas da sociedade civil ampliam-se as possibilidades de quem a relação entre esses atores políticos não seja só de confronto.
Muitas vezes os movimentos sociais buscam justamente que as demandas sejam consideradas pelo Estado e transformadas em leis ou políticas públicas.

Transformação X Conservação
Os movimentos lutam por causas que vão além dos interesses particulares e seus objetivos quando alcançados transformam a vida de muitas pessoas.
Isso ocorre pela universalização das ações que afetam pessoas em um mesmo espaço político, e pela sua sedimentação na forma de leis .
Essa característica comum aos movimentos sociais permite verificar se as demandas buscam, superar uma ordem social pré-estabelecida, propor maior rigidez do sistema político ou servir de apoio à busca por ampliação de direitos de grupos específicos .
Superar uma ordem social pré-estabelecida
Ex: MST

Mudar a estrutura e distribuição de terra no pais ( além de demandas relativas à modelo produtivo e agricultura familiar.


Ampliação e busca por direitos específicos
Ex: movimentos que lutam pela cidadania de negros , mulheres e outros grupos minoritários quanto a representação política.

Os movimentos Sociais Contemporâneos: identidade e direito difusos
Em sua maioria, os novos movimentos sociais estão mais preocupados em garantir a consolidação de direitos de grupos minoritários.

Eles atuam com ações diretas que visiam a mídia assim ampliando seu publico para, assim, mudar valores que reproduzem preconceitos e práticas discriminatórias e opressivas, manifestações de uma cultura que nega direitos basicos para grandes contingentes da população.

Os novos movimentos apresentam em sua maioria as seguites características:

Atuação como uma rede de trocas de informações e cooperação, em contraponto á centralização dos movimentos tradicionais, com hierarquia vertical de líderes e militantes;

Tendência para a base social de militantes ir além da estrutura de classes, reunindo em torno de uma mesma causa ativistas de diferentes posições na estrutura social;

Emergência de novas dimensões de identidade, a exemplo do que acontece com o movimento feminista, com o movimento negro ou com os movimentos pelos direitos dos homossexuais;

Incorporação de aspectos íntimos e individuais da vida humana em suas agendas de ação;

Alternativa aos canais convencionais de participação das democracias ocidentais que vem sofrendo com seguidas crises de credibilidade, como partidos políticos e organizações sindicais
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