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Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital

Apresentação/resumo do livro de mesmo nome
by

Leonardo Foletto

on 6 March 2013

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Transcript of Efêmero Revisitado: Conversas sobre teatro e cultura digital

O que é?

_ Produto final de uma bolsa Funarte
(Reflexão Crítica e Produção Cultural para a Internet 2010);

_ Não é um livro acadêmico, mas de "divulgação jornalística" sobre o tema;

_ Primeiro projeto do Selo BaixaCultura, braço impresso do baixacultura.org, página criada em 2008 que versa sobre cultura digital;
_ Dividido em duas partes:
Contextos e Experimentos e Reflexões;

_ Na 1º, Contextos, estão dois capítulos:

“Teatro e tecnologia, uma longa história", uma tentativa de ampliar o contexto de certos momentos da relação entre teatro e tecnologia na história;

”Mídias e cultura digital no teatro“, com uma visão panorâmica do uso das mídias no teatro e sobre o "teatro digital";

_ A 2° parte, "Experimentos e Reflexões", traz seis entrevistas e conversas realizadas para a pesquisa com pessoas que fazem/estudam teatro e/ou cultura digital;

_ Glossário, com mais detalhes sobre alguns dos nomes citados; Teatro digital? A necessidade da presença ao vivo, do olho no olho, é o que poupava as artes cênicas da interferência do digital. Pois de alguns bons anos pra cá, a tecnologia digital e a internet vem "atingindo" o teatro e relativizando a presença física.

E pode existir um teatro sem a necessidade da presença "física"? Um teatro que seja mediado por uma tela ou que aconteça em diversos lugares do mundo ao mesmo tempo?

O livro é uma tentativa de entender como isso se dá, e o que seria um "teatro digital". Tateando diálogos na relação entre teatro e tecnologia Deus ex machina _ Em certas encenações de tragédias
gregas, recorria-se a uma máquina suspensa por uma grua, a qual trazia para o palco um deus capaz de resolver, ‘num passe de mágica’, todos os problemas não resolvidos;
_ Era uma forma – não se sabe se oriunda das possibilidades técnicas da época ou se propulsora dessas – de resolver o conflito arquitetado na trama; Luz elétrica Na Grécia Antiga, a iluminação era sempre realizada com luz natural. Os espetáculos aconteciam todos durante o dia, do nascer ao cair do sol, raramente avançavam a noite, e os teatros onde eles eram apresentados normalmente ocupavam encostas de
morros; Estrutura do livro _ A relação do teatro com a tecnologia é muito antiga;
começa com os gregos, passa pela Idade Média (e seus candelabros para iluminação), segue com a luz elétrica, no século XIX, e avança MUITO no século XX, primeiro com o cinema e o rádio, depois com a televisão, o vídeo e, finalmente, a tecnologia digital e a internet;

_ Isso sem contar as mudanças culturais/sensoriais/conceituais dadas a partir de certos momentos históricos, caso das vanguardas do início do século XX, a contracultura nos anos 1960...; A partir da década de 1970, com a popularização do uso das mídias (especialmente o vídeo, a televisão,) surge também um "novo" modo de fazer teatro, chamado pelo teórico Hans Thies Lehmann de "teatro pós-dramático";

_ O teatro até então essencialmente “dramático”, baseado no texto,
cede terreno à imagem, ao uso de tecnologias midiáticas e digitais e a
incorporação de referências explícitas de áreas como a dança, as artes
visuais, o cinema e a performance.

_ "A leitura lenta, assim como o teatro pormenorizado e vagaroso, perde seu status em face da circulação mais lucrativa de imagens em movimento (LEHMANN, 2007) Alguns dos diversos exemplos do pós-dramático:

_ Grupos experimentais dos Estados Unidos, caso do Performance Group, de Richard Schechner (1934-), e do Wooster Group, de Elizabeth LeCompte (1944) ;
_ O catalão La Fura Dels Baus e o francês Thêatré du Soleil;
_ Dramaturgos e diretores de vanguarda, como o alemão
Heiner Müller (1929-1995) e o estadunidense Richard Foreman (1937-);
_ Encenadores fundamentais na cena contemporânea,
caso do inglês Peter Brook (1925-), do canadense Robert Lepage (1957-) e, especialmente, de Robert (ou Bob) Wilson (1941-); No teatro pós-dramático, a presença das mídias em cena acaba sendo mais comum, seja em uso ocasional (que não define a concepção de teatro), como inspiração (quando a forma da peça é inspirada em um ou vários elementos da linguagem das mídias), ou constitutivas de certas formas de teatro (as mídias entram como fator fundamental da concepção do espetáculo) Contextos Eis que do "desenvolvimento" de certos teatros baseados em mídias, chegamos a um teatro digital. Umas das primeiras referências a um "teatro digital" vem da pesquisadora dos EUA Nadja Masura;

Em 2002, ela definiu um conceito de teatro digital: "é aquele que incorpora a tecnologia digital enquanto não secundariza ou exclui o elemento humano/".

Numa escala de 0 a 10, tanto o uso da tecnologia digital quanto a interpretação "tradicional" teatral não deve estar nos extremos; Provocações para o debate;

_ Se a presença física, compartilhada entre atores e público, é considerada a essência do teatro, como chamar de teatro se esse mesmo tipo de presença no teatro digital pode ser (e está sendo) abolida?

_ Mais do que pensar em "nomear", em dizer se é ou não é teatro, não é melhor pensar em desenvolver uma linguagem? Depois, se necessário, que venha um nome, ao natural. Foi assim com a performance e o happening, nas décadas de 1960 e 1970;

_ "O teatro não deve amedrontar-se com a tecnologia digital,
que é apenas uma nova ferramenta para a criação do evento teatral. É meu desejo que os elementos conflitantes como homem e máquina possam ser unidos em uma nova forma de teatro. Um teatro em que não pretenda consumir o outro, mas utiliza dois aspectos: a criação de mensagens por parte do humano e a tecnologia digital como ferramenta para expandir o
alcance destas mensagens com o objetivo de criar novas e inspiradoras formas de expressar a experiência humana" (Nadja Masura, no livro) Exemplos

_ Phila7

Em 2006, com seu segundo espetáculo, “Play on
Earth”, o Phila7 tornou-se pioneiro no uso da internet para a criação e apresentação de uma peça teatral que uniu três elencos em três continentes simultaneamente: Phila7 em São Paulo, Station House Opera em Newcastle, Inglaterra, e Cia Theatreworks, em Cingapura.

Os atores (quatro em São Paulo e três em cada uma das demais cidades) interpretavam cenas que, ao mesmo tempo que vistas ao vivo pela plateia em cada um dos locais, eram também transmitidas para as outras cidades através de um telão ao fundo do palco. Teatro Oficina

_ Um dos principais grupos teatrais do Brasil, dirigido por Zé Celso Martinez Corrêa, o Oficina é um dos pioneiros no Brasil a trabalhar com a relação entre as mídias e o teatro.

_ Desde o fim da década de 1960, o grupo faz cinema; nas décadas de 1970 e 1980, passaram a usar o vídeo em seus espetáculos;

_ Começaram a transmitir ao vivo os espetáculos em 1999; hoje, todos os espetáculos do grupo são transmitidos no http://teatroficina.uol.com.br/

_ Não é bem um "teatro digital", ainda mais se comparado a outros grupos, mas há uma influência da tecnologia no espetáculo; Einstein on the Beach (1976) _ Outra referência importante, de 2007, é o Manifesto Binário, do La Fura Dels Baus - "teatro digital é a soma entre atores e bits 0 e 1, movendo-se na rede";


_ Dígital: mediado por um computador. Transforma tudo que é analógico em dígitos, números, combinação de 0 e 1;
_ “Imagine Nelson Rodrigues escrevendo ‘Vestido de Noiva’ preocupado em transpor os três planos da sua narrativa (realidade, alucinação e memória) para as janelas de um computador. Guardadas as proporções, é o que o projeto ‘Play on Earth’ pretende fazer” (Valmir Santos); Outros exemplos:
Na dança e na perfomance são inúmeros casos do uso da tecnologia digital em cena. No Brasil, destaque para Ivani Santana, da UFBA; "dança telemática";
_ O Oficina visa usar a tecnologia para aproximar o espectador dos atores no espetáculo, com o intuito de acercar-se daquilo que consideram uma das experiências mais avançadas dos palcos teatrais, o teatro grego, feito em arenas enormes, para duas, cinco mil pessoas (Tommy Pietra, no livro) Santa Maria, 6 de janeiro de 2012 Sesc Santa Maria Os Sertões _ O que é a presença hoje, em tempos de cultura digital? A internet relativiza a percepção de experiência?

_ Para a geração que já nasce conectada, a questão da presença é muito diferente do que a que caracterizamos como “estar presente”. Muitas vezes, não há diferença entre papear no chat do Facebook para uma conversa em um bar.

"A presença não é o efeito simplesmente da percepção, mas do desejo de ver." (LEHMANN, 2007)

_ "A presença não está especificamente na capacidade que o ator tem de chamar atenção nem na capacidade que o espectador tem de obter uma apreciação do que está sendo colocado. O que eu chamo de presença é uma relação de potência de jogo, de quando você consegue fazer com que o público se relacione em uma relação de jogo teatral com o ator;

_ No caso do teatro pela internet, por exemplo: se pegar
um público que não quer sair de casa, mas sim ficar na internet e,
dentro da rede, se propor a uma relação de sensibilidade com o que está vendo, então isso será muito bem-vindo também.

(Renato Ferracini, professor da Unicamp e integrante do LUME, no livro)
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