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Poema - "O dos castelos" de Fernando Pessoa

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on 2 February 2015

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1543
1556
2015
1415
1934
Fernando Pessoa
A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,

A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar sphyngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.
Análise estilística do poema
Estudo do poema
"O dos castelos"
Observações
Contextual da 1º estrofe
Comparação da Europa a um corpo;
Posição geográfica de Portugal ideal para a conquista das marés;

contextual da 2º estrofe
A localização geográfica do território de Portugal é feita, recorrendo novamente à metáfora do corpr ( Europa) e ao simbolismo dos seus cotovelos (apoios).
contextual da 3º estrofe
Olha misteriosaente mas com decisão, por ainda não saber o que se vai seguir;
Segundo Pessoa, aponta para esse futuro, é para onde a Europa, o corpo deve dirigir agora o seu olhar.
contextual da 4º estrofe
O rosto que olha, é um rosto predestio, que não olha somente, mas deseja conscientemente um futuro que o seu passado lhe exige reclame pela nobreza.
Patriotismo dos poetas
A personificação da Europa
Relação do poema "O dos Castelos", de Mensagem, com as estrofes 17, 20 e 21 do canto III d'Os Lusíadas
O dos castelos
Os Lusíadas
A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.
17. Eis aqui se descobre a nobre Espanha,
Como cabeça ali de Europa toda,
(...)

20. Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa
E onde Febo1 repousa no Oceano.
Este quis o Céu justo que floreça
Nas armas contra o torpe Mauritano,
Deitando-o de si fora; e lá na ardente
Africa estar quieto o não consente.

21. Esta é a ditosa pátria minha amada,
A qual se o Céu me dá, que eu sem perigo
Torne, com esta empresa já acabada,
Acabe-se esta luz ali comigo.
Representado como a "Cabeça da Europa"

"O rosto com que fita é Portugal"
A posição de Portugal
Estrutura da mensagem
Brasão
Mar Português
O encoberto
I - Os Campos
II - Os Castelos
III -As quinas
IV - A coroa
V - O Timbre
12 Poemas
I - Os Symbolos
II - Os Avisos
III - Os tempos
4 estrofes irregulares
Todos os versos são decassílábicos ( com excepção do 4º Verso da 1ºestrofe que é hexassilábico)
Na 1º estrofe a rima á cruzada. Nas restantes, a rima ultrapassa de uma estrofe para a outra
(abaab cd c)
12 Versos
O apoio esquerdo recuaem direcção de Itália e o direito fica sobre a Inglaterra
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