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caeiro 9,15,16,42,43,49

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Fernando Pires

on 16 May 2013

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Transcript of caeiro 9,15,16,42,43,49

O guardador de rebanhos -Alberto Caeiro
poemas IX,XV,XVI,XLII,XLIII,IL

Alunos: Denyson, Erick e Fernando S.
Turma: 132
Data: 16/05/13 Caeiro possuia muitas ideologias, dentre elas, as que mais se refletem na obra O guardador de rebanhos são: poeta do rel objetivo: pois aceita o mundo como ele é e vive ingenuamente alegre recusando a subjetividade.

Poeta da natureza: rende-se ao destino e ao natural das coisas, vive conforme as estações.

Antimetafísico: Não aceita o "pensar", pois, segundo ele, se não pensassemos seriamos todos alegres, o pensar é uma doença para os olhos diz Caeiro..

Crê que as coisas não tem significação, mas sim existência. Meto-me para dentro, e fecho a janela.
Trazem o candeeiro e dão as boas noites,
E a minha voz contente dá as boas noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,

A tarde suave e os ranchos que passam
Fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito.
E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme "A ave passa e esquece, e assim deve ser". A realidade é aquilo que é concreto, o que existe sem ser preciso pensar, aquilo que é captado através dos sentidos, em estreita conexão, em comunhão total com a Natureza, ideia afirmada nos versos 11 e 13. IX:
“Sou um guardador de rebanhos” Results XLIX - Meto-me para Dentro Meto-me O poema, constituído por quatro estrofes (uma sextilha, uma quadra e dois dísticos) de versos brancos e métrica irregular, apresenta-nos um sujeito poético que se assume, metaforicamente, como um pastor, remetendo ao início do poema I. XLII - Passou a Diligência
Passou a diligência pela estrada, e foi-se;
E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia.
Assim é a ação humana pelo mundo fora.
Nada tiramos e nada pomos; passamos e esquecemos;
E o sol é sempre pontual todos os dias A primeira estrofe inicia-se com uma metáfora (“Sou um guardador de rebanhos”) que institui o sujeito poético como um ser natural e que anula a oposição entre o pensar e o sentir, através da identificação entre pensamentos e sensações, característica do sensacionismo de Alberto Caeiro sensacionismo de Alberto Caeiro: o conhecimento da realidade adquire-se pela sua apropriação direta mediante os cinco sentidos humanos, isto é, ele relaciona-se com a realidade, seja ela flor, fruto, ou um dia de calor, através dos sentidos. E isso basta-lhe, pois é essa relação que lhe traz a verdade desse real. Por outro lado, ao afirmar a sensação como fonte única do conhecimento do real, o sujeito poético nega o pensamento, submetendo-o à sensação. Deste modo, ele consegue unir o pensar ao sentir: “Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la / E comer um fruto é saber-lhe o sentido.” (v. 7-8). A enumeração dos órgãos associados aos sentidos nos versos 4 a 6 (olhos, ouvidos, mãos, pés, nariz e boca) reforça a importância do sentir afirmada no verso 3 e hierarquiza as sensações de acordo com o grau de conhecimento que permitem apreender: as sensações visuais são a primeira fonte de saber, seguindo-se as auditivas, as táteis, as olfativas e, por fim, as gustativas. Estilisticamente, o polissíndeto (repetição da conjunção coordenativa copulativa «e»), o paralelismo sintático e a anáfora (v. 5-6) traduzem a simplicidade do sujeito poético. Os versos 7 e 8 exemplificam a identificação entre pensar e sentir, primeiro através de uma definição, depois metaforicamente (“E comer um fruto é saber-lhe o sentido.” – v. 8), procedendo à objetivação do pensamento, isto é, conferindo-lhe um estatuto concreto, de objeto. A estrofe final, começa por afirmar a sua tristeza, que advém do excesso (“Me sinto triste de gozá-lo tanto” – v. 10), daí que seja natural e não perturbe o conhecimento da realidade nem a felicidade (ideias já desenvolvidas no poema I, nos versos 9 a 13 e 14 a 18). O sujeito poético aceita, então, essa tristeza porque ela provém de um excesso natural de felicidade. Porém, a tristeza evolui para felicidade (v. 14) no momento em que o sujeito poético substitui a percepção mental do prazer (“gozá-lo”, v. 10) pela ligação direta com a realidade (“Sinto todo o meu corpo deitado na realidade”, v. 13). Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,

Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz. Nos dois versos finais, o sujeito poético confirma várias ideias características da sua poesia:
1.ª) a verdade consiste no conhecimento direto da realidade;
2.ª) esse conhecimento e essa apropriação da realidade concretizam-se através dos sentidos, sem qualquer interferência do pensamento;
3.ª) o primado das sensações e a ausência do pensamento são a única forma de conhecimento autêntico e fonte de felicidade;
4.ª) a felicidade é diretamente proporcional ao contacto direto com a Natureza, um exemplo mais da supremacia do sentir sobre o pensar. Quanto aos recursos expressivos, além dos já identificados e da sinestesia do verso 12 (“olhos quentes”), há os seguintes traços típicos da poética caeiriana:
. a linguagem simples e de caráter oralizante (repetições de vocábulos, polissíndeto, predomínio da coordenação…);
. o predomínio de nomes concretos e a quase ausência de adjetivos;
. o uso de palavras do campo lexical das sensações, que revela o primado do sentir sobre o pensar, sempre objetivado (“Penso com os olhos e com os ouvidos”, “Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la”);
. a sintaxe simples, com repetição de estruturas frásicas e predomínio da coordenação;
. a variedade estrófica, métrica e rítmica;
. o verso branco. XV - As Quatro Canções:

As quatro canções que seguem Separam-se de tudo o que eu penso, Mentem a tudo o que eu sinto, São do contrário do que eu sou ...
Escrevi-as estando doente E por isso elas são naturais E concordam com aquilo que sinto, Concordam com aquilo com que não concordam ... Estando doente devo pensar o contrário Do que penso quando estou são. (Senão não estaria doente), Devo sentir o contrário do que sinto Quando sou eu na saúde, Devo mentir à minha natureza De criatura que sente de certa maneira ... Devo ser todo doente — idéias e tudo. Quando estou doente, não estou doente para outra cousa. Por isso essas canções que me renegam
Não são capazes de me renegar
E são a paisagem da minha alma de noite,
A mesma ao contrário ... Esse poema é bem objetivo, ele mesmo se contradiz(v.8:"Concordam com aquilo com que não concordam").
O eu-lírico conta que escreveu as canções estando doente, e critica o modo como as pessoas convivem com suas doenças, afirma que estar doente é agir de forma contraria ao habitulal, é ser contrario ao normal de sua pessoa. (v.9 e 10: "Estando doente devo pensar o contrárioDo que penso quando estou são.") XVI - Quem me Dera
Quem me dera que a minha vida fosse um carro de boisQue vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,E que para de onde veio volta depoisQuase à noitinha pela mesma estrada.
Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas ...A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...Quando eu já não servia, tiravam-me as rodasE eu ficava virado e partido no fundo de um barranco. Percebemos o desejo de inconsciência através do querer ser outro, do querer ser o que se não é, do anseio pelo estado de inconsciência de seres inanimados, do aspirar à inocente existência inconsciente de viventes alienados e distraídos, demonstrando melancolia em ansiar pelo perdido espaço-tempo da criança inocente e despreocupada, do desejar aflitivo por um estado gozoso e inconsciente da vida, por um estado de anestesia e de passagem incólume pela dor do mundo e da vida que seria trazida à instância íntima do sujeito melancólico pela experiência racional e o pensamento reflexivo. Este poema é um dos 4 poemas "doentes", os quais são explicados no poema XV, onde caeiro explica que está doente e que escreveu quatro poemas nos quais, estando este doente, se contradiz e não age como ele mesmo. XLIII - Antes o Vôo da Ave

Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rastro,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão. A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.

Passa, ave, passa, e ensina-me a passar! Ultra realista, tem por isso, uma escrita antilírica. Podemos perceber no poema que o eu-lírico não passa de um pastor de ovelhas mesmo, pois seu conhecimento não passa daquilo que ele vê na natureza, que tem como único objetivo existir e cumprir seu dever de comungar com a natureza o ciclo das estações, que se movimentam no mundo independente do pensamento do homem sobre elas. No último verso ele transmite limitação sobre as próprias defesas, exteriorizando uma réstia de humanismo que o faz pensar sobre o cosmos a rodeá-lo. Então, ele se despersonaliza reconstruindo-se mesclado à natureza, pedindo a ave para ensiná-lo a passar sem deixar rastros ilusórios que acabam se perdendo. Neste poema Caeiro critica o fato de que nós passamos pela vida e não mudamos nada nela, não levamos nada, vivemos e morremos, não lembramos de nada, e a vida segue por ai. Neste poema, o eu-lírico conta sobre um final de tarde no qual ele se retira após o trabalho.

O eu-lirico chega em casa fecha portas e janelas, e deseja que seja sempre assim, os dias, faça sol ou chuva, cheios e a tarde para descançar, sem leituras, sem pensamentos, só ficar descançando, com o silêncio la fora. IX
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