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STRESS

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Evandro Thomaz

on 15 September 2014

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Transcript of STRESS

O Stress tornou-se numa das principais áreas de preocupação das sociedades mais industrializadas, sendo já um modo de vida assumido que evoluiu desde o período da Revolução Industrial e chegou aos nossos dias como um verdadeiro responsável pela diminuição da qualidade de vida, por esse motivo pode ser considerado um autêntico problema social e de saúde pública desde o começo do século XXI. O Stress pode se manifestar nos ambitos organizacionais e pessoais, e este revela-se tanto ao nível intelectual como nas relações sociais e no respectivo comportamento organizacional.
Um profissional de qualquer área, principalmente das que exigem maior responsabilidade ou maior volume de trabalho, está fortemente sujeito aos maléficos efeitos do stress. Estes podem ser facilmente percebidos em um grande número de profissionais de várias áreas como TI, gerencia, CEO, empresários, empreendedores e etc. Funções que exigem grande responsabilidade e por isto uma grande pressão é exercida sobre os seus profissionais atuantes. Contudo, mesmo profissionais com cargas de trabalho menores ou funções consideradas menos estressantes podem estar propensos aos efeitos do stress. Tudo depende de como nos relacionamos com nosso trabalho e com as pessoas que nos cercam.
Não se pode falar de Stress sem se falar de Conflito,
mas o que é
Conflito é a oposição que surge quando existe um desacordo, desacordo este que pode ser entre indivíduos, equipes, departamentos ou organizações. Independentemente do tipo de conflito, existem três formas de se atuar perante ele:
Tenta-se evitar a todo custo qualquer tipo de conflito ou utilizar o conflito afim de transforma-lo em uma competição intensa.

Negativamente
Positivamente
Vê o conflito de forma construtiva e busca no desacordo descobrir as diferenças entre as ideias, buscando uma solução comum às partes envolvidas.
Distingue-se da atitude denominada positiva, pelo fato de se tentar encontrar um ponto de equilíbrio entre os dois tipos anteriores quando se verifica que qualquer conflito pode ter resultados negativos quer para a empresa/organização ou para as próprias pessoas envolvidas, esta medida permite reduzir a ambiguidade e o conflito no trabalho.
EQUILIBRADA
A existência de conflitos e a má gestão dos mesmos é se não a, mais uma dos principais responsáveis pelo Stress.
DEFINIÇÃO DE STRESS
“STRESS” é um dos termos mais utilizados, tanto pela comunidade científica como pelo público em geral mas, no entanto, continua a não existir um significado comum unanimemente aceito.
Este termo provém do verbo latim stringo, stringere, strinxi, strictum que tem como significado apertar, comprimir, restringir. A expressão existe na língua inglesa desde o século XIV sendo utilizada, durante bastante tempo, para exprimir uma pressão ou uma contração de natureza física. Apenas no século XIX o conceito se alargou para passar a significar também as pressões que incidem sobre um órgão corporal ou sobre a mente humana.

Uma das primeiras definições de stress foi feita por um médico austro-húngaro, Hans Selye¹, desde então, o conceito de stress evoluiu, tendo sido definido como variável independente, dependente e como processo. Ou seja, foi concebido e estudado como estímulo, como resposta ou como interação entre estímulo e resposta, sob a forma de um tipo de desequilíbrio entre a pessoa e o meio envolvente.
O stress, ou como foi inicialmente apelidado de Síndrome Geral de Adaptação (SGA), é assim uma abstração difícil de observar, dado basear-se em respostas não específicas do organismo humano.

Stress como resposta
¹ Hans Hugo Bruno Selye, foi um endocrinologista, nascido no antigo Império Austro-Húngaro. Formou-se doutor em medicina e química na cidade de Praga, na atual República Checa, em 1929. Foi para os Estados Unidos onde trabalhou na Universidade Johns Hopkins em 1931. Mais tarde, foi para a Universidade McGill em Montreal, no Canadá, onde iniciou seus estudos sobre a questão do stress em 1936.

Considerando-o numa perspectiva fisiológica, ou seja, como uma resposta não específica do organismo a qualquer estímulo ou exigência externa sobre ele, a reação de Stress ocorre em três fases distintas, sendo elas:

Reação de Alarme : o choque inicial, mobilização dos recursos ou mecanismos de defesa da conhecida resposta, ataque ou fuga.

Estagio de Resistência: fase em que o organismo busca restaurar o equilíbrio, habituando-se ao agente indutor de stress (resposta de adaptação), assim sendo substituindo a reação de alarme.

Estagio de Exaustão: como o estagio de resistência não dura indefinidamente, principalmente se a reação de alarme for muito intensa ou frequente ao longo de um extenso período de tempo, a energia necessária para se manter no estagio de resistência se esgota, alcançando assim o estagio de exaustão.

Stress como estímulo
Os modelos de stress baseados em estímulos procuram identificar potenciais fontes de pressão (ligações à física), o stress é definido como uma força exercida sobre o indivíduo, que resulta numa reação do organismo, que tem apenas um certo nível de tolerância, para além do qual poderão ocorrer certos danos, temporários ou permanentes. Ajudando assim a identificar os fatores que podem induzir ao Stress. Fatores tais como:

Condições Físicas: Dentre elas algumas como calor, umidade, barulho, iluminação.

Condições Psicológicas: Dentre elas algumas como relação interpessoal no trabalho, variedade de tarefas, cobrança por parte do superior.

Não pode ser descartado as condições externas ao ambiente de trabalho, e também não deve-se ignorar as diferenças individuais pois cada individuo tem seu próprio nível de tolerância e suas próprias expectativas.


Stress como interação
As abordagens interacionistas, estudaram o stress numa perspectiva entre o estímulo e a resposta, mediante variáveis moderadoras, que contudo algumas não tinham suporte teórico para justificar essa inclusão.
As abordagens interacionistas relacionam-se com mecanismos de avaliação cognitiva “para lidar com”, “para fazer frente a” e “ para enfrentar” as situações de Stress.
Para Richard Lazarus* “a pessoa age e reage às trocas com o ambiente numa causalidade circular, interpretando o significado desta relação mediante os recursos estratégicos que dispõem para lidar com as exigências da situação”, captando a existência de stress através de 3 tipos de avaliação:

Avaliação Primaria: Impacto no bem estar, perigo ou desafio

Avaliação Secundaria: Identifica e aplica os recursos que dispõe.

A Reavaliação: Ciclo ativado por novas informações, que emergem das avaliações iniciais.

O stress, não está portanto, nem na pessoa nem na situação, mais sim na interação entre as duas.


Richard S. Lázaro era um professor do Departamento de Psicologia na Universidade da Califórnia, foi  como um dos mais influentes psicólogos. Ele foi um pioneiro no estudo da emoção e stress , especialmente sua relação com a cognição . Era conhecido por sua teoria da teoria cognitivo-mediacional na emoção.

Os Stressores
são acontecimentos (estímulos) que induzem stress nas pessoas que os enfrentam.
é constituído pelas respostas psicológicas, físicas ou comportamentais dos indivíduos aos stressores, ou seja o strain refere-se aos efeitos dos stress.
O Strain
são as consequências do strain, a nível individual e organizacional (insatisfação, o absentismo, problemas de saúde etc.)
Os Resultados
CONCEITOS ASSOCIADOS AO
STRESS
STRESS DIVIDIDO EM
DISTRESS
&
EUSTRESS
É quando o Stress está em níveis agradáveis ao individuo o que é muito construtivo, são emoções positivas derivadas de bons feitos ou conquistas. Podemos associar o Eustress como a “subida e o alcance do topo da ladeira emocional”.
É quando o Stress atinge níveis de desagrado, é prejudicial e é o causador de doenças relacionadas ao Stress. Podemos associar o Distress como a “decida da ladeira emocional”.
STRESS
Segundo Hans Selye¹ nem sempre as reações de stress são negativas, como ele mesmo dizia “só a morte nos separa dos stress”. Isto significa que nem todos os conflitos são em geral negativos, pois o stress é necessário em certos níveis para a motivação, o crescimento e o desenvolvimento individual. Existe portanto a distinção entre Distress e Eustress.
Conflito
SÍNDROME DE BURNOUT
Os primeiros estudos sobre a síndrome de burnout iniciaram na década de setenta com Herbert Freudenberger³ quando observou nos voluntários com os quais trabalhava, um processo gradual de desgaste no humor e/ou desmotivação . Para Freudenberger³, o nome burnout deve origem no verbo inglês “to burn out” (queimar-se por completo, consumir-se). Através de seu cansaço e frustração que o trabalho lhe trazia conclui-se que esta síndrome é “um estado de esgotamento físico e mental ligada à vida profissional”. Sendo assim ele dividiu o processo de esgotamento em 12 estágios.
No começo, verifica-se com frequência uma ambição exagerada. Ânsia por fazer as coisas, interesse e desejo de se realizar na profissão transformam-se em obstinação e na compulsão por desempenho

NECESSIDADE DE SE AFIRMAR
Para atender às expectativa desmedidas, vai-se um pouco além e se intensifica a dedicação. Delegar tarefas torna-se cada vez mais difícil. Em vez disto, predomina o sentimento de que tem de fazer tudo sozinho.

DEDICAÇÃO INTENSIFICADA
Praticamente todo o tempo disponível é reservado para a vida profissional. Outras necessidades, como dormir, comer ou encontrar-se com amigos são descartadas como fúteis. Atividades de lazer perdem o sentido. A pessoa justifica para si mesma a renúncia como desempenho heroico.

DESCASO COM AS PRÓPRIAS NECESSIDADES
Percebe-se que alguma coisa não vai bem, mas não se enfrenta o problema. Confrontá-lo pode deflagrar uma crise e, por isso, o problema é visto como uma ameaça. Os primeiros problemas físicos começam a aparecer

RECALQUE DE CONFLITOS
Isolamento, fuga dos conflitos e negação das próprias necessidades modificam a percepção. O que antes era importante, como amigos ou passatempo, sofre uma completa desvalorização. A única medida da própria relevância e da autoestima é o trabalho. Tudo o mais é subordinado a esse objetivo. O embotamento emocional é visível.

REINTERPRETAÇÃO DOS VALORES
O principal sintoma desta fase é a intolerância. Os outros são percebidos como incapazes, preguiçosos, exigentes demais ou indisciplinados. Predomina o sentimento de que os contatos sociais são quase insuportáveis. Cinismo e agressão tornam-se mais evidentes. Eventuais problemas são atribuídos exclusivamente à falta de tempo e à jornada de trabalho, e não à transformação pela qual se está passando.
NEGAÇÃO DE PROBLEMAS
Nesta fase, rompe-se o contato consigo próprio. Ninguém mais parece ter valor, nem o próprio afetado nem os outros, as necessidades pessoais deixam de ser percebidas. A perspectiva temporal restringe-se ao presente. A vida é rebaixada ao mero funcionamento mecânico.

DESPERSONALIZAÇÃO
Agora, é impossível para os outros não perceber a transformação pessoal. Os outrora tão dedicados e ativos revelam-se amedrontados, tímidos e apáticos. Atribuem a culpa ao mundo à sua volta. Interiormente sentem-se cada vez mais inúteis.

MUDANÇAS EVIDENTES NO COMPORTAMENTO
Os contatos sociais são reduzidos ao mínimo. Vive-se recolhido, com a crescente sensação de desesperança e desorientação. No trabalho, “faz-se estritamente o necessário”. Nesta fase, muitos recorrem ao álcool ou às drogas.

RECOLHIMENTO
A sensação de vazio interior é cada vez mais forte e mais ampla. A fim de superá-la, procura-se nervosamente por atividades. Surgem reações excessivas, como intensificação da vida sexual, alimentação exagerada e consumo de álcool e drogas. Tempo livre é tempo vazio, entorpecido.

VAZIO INTERIOR
Aqui, síndrome do esgotamento equivale a depressão. A pessoa se torna indiferente, desesperançada, exausta e não vê perspectivas. Todos os sintomas dos estados depressivos podem se manifestar, desde a agitação até a apatia. A vida perde o sentido.
DEPRESSÃO
Este estágio corresponde ao total colapso físico e psíquico. Quase todos os afetados pensam em suicídio e não são poucos os que a ele recorrem. Pacientes neste estado constituem casos de emergência: precisam de ajuda médica e psicológica o mais rápido possível.

SÍNDROME DO ESGOTAMENTO PROFISSIONAL
Apesar das exigências modernas pela velocidade e produtividade é necessário avaliar nossos limites físicos e psíquicos para que o trabalho ou a vida profissional, acima de tudo, tenham qualidade, peça fundamental nas empresas modernas.
FÍSICO
Cansaço a todo o momento, enxaqueca, dores musculares, distúrbios do sono, dores no estomago
PSÍQUICO
Tentativa de suicídio falta de atenção e concentração e alterações de memória
COMPORTAMENTAIS
Irritabilidade, resistência a mudanças e perda de iniciativa
Perda de interesse pelo trabalho e pelas coisas pessoais, ironia e isolamento.
DEFENSIVOS
SINTOMAS
DA
SÍNDROME
DE

BURNOUT
O método mais usado para tratar a síndrome de burnout é o uso de medicamentos associados às sessões de psicoterapia. Alguns hábitos também podem trazer benefícios para o paciente: praticar meditação ou relaxamento; desenvolver a espiritualidade; sempre fazer exercícios e estabelecer um ritmo de trabalho para que não prejudique a sua vida social e não se sobrecarregar com responsabilidades.
A preocupação das organizações com a(s) pessoa(s) que possui(em) a síndrome de burnout é mínima, ou seja, quando os trabalhadores estão com problemas isto é pessoal e não estão relacionados a precariedade de seu salários, de recursos, excesso de trabalho sem remuneração e direitos usurpados. As consequências prejudiciais para ambas as partes: a produção reduz, a qualidade do trabalho é ruim, há maior absenteísmo, número elevado de licença-saúde, dentre outros.
Podemos entender Burnout como o produto de uma interação negativa entre o local de trabalho e seu grupo profissional. De fato, a Organização Internacional do Trabalho – OIT – reconhece que o estresse e a síndrome de Burnout não são fenômenos isolados, mas ambos foram convertidos em um risco ocupacional significativo.
A qualidade de vida no trabalho quando inexistente leva ao comprometimento no desempenho das funções, ou seja, comprometimento nas condições de vida no trabalho, que inclui aspectos de bem-estar, garantia da saúde e segurança física, mental e social, capacitação para realizar tarefas com segurança e bom uso de energia pessoal. Não depende só de uma das partes, ou seja, depende simultaneamente do indivíduo e da organização.
Outras fontes de pressão, relacionadas com a vida pessoal, poderão interferir e aumentar a vivência de stress. Estas causas são contudo intermediadas por um conjunto de características pessoais e situacionais, que podem amortecer ou, pelo contrário, acentuar os sintomas de strain.
Entre as principais consequências negativas, são de salientar os problemas físicos, psicológicos e comportamentais.
Enfim, as organizações devem se preocupar com o bem estar e qualidade de vida no trabalho dos seus funcionários, visando evitar todos os problemas descritos resultantes do alto nível de stress em que estes estão inseridos diariamente.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
BENEVIDES – PEREIRA, A. M. T (ORG). Burnout: quando o trabalho ameaça o bem estar do trabalhador.São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002. Disponível em http://www.efdesportes.com/efd78/burnout.htm. Entradaem 28 de junho 2007 as 15h00min horas.

BARONA, E. G. (1991) Estudo preliminar à síndrome de Burnout. Ciência psicológica, (3): 63-76.

CODO, W. (Org.). Indivíduo trabalho e sofrimento – uma abordagem interdisciplinar. São Paulo, São Paulo,1993.

FIGUEROA, J. F.; VELIZ-CAQUIAS, R. E. (1992). A síndrome de exaustão em seu ambiente de trabalho. Revista Ciências e Conduta. Volume 3, p. 101-121.

PINA e CUNHA, M. ; Rego, A. ; Campos e Cunha, R. ; Cabral Cardoso, C. –
Manual de Comportamento Organizacional e Gestão. Editora Ra, Lisboa, 2004.

Quando a energia acaba. Revista Psicologia, ciência e profissão. Ed. Posigraf, ano 3, n°4, dezembro/2006,

Revista Viver Mente e Cérebro nº7 pág:23 a 29

ROSSI, A. M., PERREW, P. L., SANTER, S.L. – Stress e qualidade de vida no trabalho: “perspectiva atuais da saúde ocupacional”. São Paulo, Ed Atlas S.A., 2005, p. 41-55.

SERRA, Adriano Vaz - O Stress na vida de todos os dias -Bertrand, Coimbra, 1999

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
³Herbert Freudenberger   formado em psicologia pela Faculdade Brooklyn  foi um dos primeiros a descrever os sintomas de esgotamento profissional e realizar um estudo abrangente sobre o burnout . Em 1980, ele publicou um livro lidar com o burnout , que se tornou um padrão de referência sobre o fenômeno.

Claudio Arllan da Silva
Evandro Nunes Thomaz
Fernando Hakime de Souza
Henrique César Alves Paixão
Otavio Garcia Sandrin
Rafael Rodrigues Carvalho
Ricardo Cruvinel Costa
Túlio Abdalla Hajel

EVANDRO
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