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[ÉTICA - Aula 05] Modelos éticos modernos: a ética kantiana

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Carlos Moiteiro

on 30 March 2017

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Transcript of [ÉTICA - Aula 05] Modelos éticos modernos: a ética kantiana

Caracterização dos modelos éticos:

a ética do dever em Immanuel Kant

Precedentes da moral kantiana
Com Descartes (1596-1650), a razão se torna critério exclusivo das certezas possíveis.
Immanuel Kant (1724-1804)
– Época de Esclarecimento: “Aufklärung” – uso público da razão.
– Está posto aí o grande problema da ética kantiana: como fazer uso da razão? Como se tornar sujeitos autônomos, dentro de uma coletividade, a partir do uso da razão?
Obra:
Fundamentação da Metafísica dos Costumes
(1785) – fará da razão o fundamento último da moralidade: o que nos caracteriza, seres humanos, como operadores éticos, é o fato de sermos dotados de
razão
.

– Nenhuma regra moral pode ser determinada pela felicidade pessoal, porque não possui razoabilidade e estaria determinada pelas circunstâncias. Apenas a partir de uma “razão pura prática” é possível agir de forma ética.

– A razão pura prática é, desta forma, a própria lei moral em nós.

Como determinar esta lei?

A Crítica da razão pura prática
– Assim como em sua crítica ao processo de conhecer, apresentada na sua obra magistral “Crítica da Razão Pura” (1781), pela qual Kant estabelece que o
fundamento do conhecimento
não está naquilo que é conhecido, mas sim no
modo como se conhece
, para o filósofo,
o fundamento da moralidade não está nos motivos de nossa ação, mas sim nas razões para a mesma.
RAZÃO PURA = APRIORÍSTICA

A Dignidade Humana
– A Dignidade Humana, desta forma, fundamenta-se na racionalidade dos indivíduos. Estes, portanto, e com eles a humanidade inteira, não podem ser vistos como um meio para alcançar objetivos quaisquer, mas sempre como fins em si mesmos:

“Age de tal modo que uses a humanidade na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como um fim, jamais e simplesmente como um meio” (KANT, 1973, p. 229)

Autonomia x Heteronomia
IMPERATIVOS CATEGÓRICOS
– Enquanto ser natural, o ser humano volta suas ações para a satisfação de suas próprias necessidades, ou seja, para a busca de sua felicidade pessoal. Todavia, enquanto ser racional, o ser humano é capaz de “escolher” o que “deve” ser feito e “esforçar-se” para agir conforme sua escolha. A “Vontade”, assim determinada pela racionalidade da escolha, é capaz de se transformar em uma “boa vontade”.

IMPERATIVO CATEGÓRICO
(1724-1804)
Ética - Prof. Carlos Moiteiro - PUCPR
No Iluminismo, a razão apresenta-se como fundamento dos ideais emancipatórios, fortalecida pelos empreendimentos da ciência do século XVIII.
razão autorreferente
Trata-se, também, de um momento de incertezas em relação à moral - crise da metafísica medieval...
... o que levará autores como Hugo Grócio, Rousseau e Wolff a voltarem suas atenções novamente para a ética antiga, em especial ao estoicismo.
– O imperativo categórico evidencia-se quando “não há contradição lógica entre o querer individual e a universalização desse querer” (CANDIOTTO, 2011, p. 98).

– Contrário a um IMPERATIVO HIPOTÉTICO, baseado na premissa de “agir conforme o dever” (éticas teleológicas).

AGIR CONFORME O DEVER ≠ AGIR POR DEVER
(ética teleológica x ética deontológica)
“Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”
(KANT, 1973, p. 223)
Imperativo: impõe um dever;
Categórico: porque racional, ou seja, interior; não depende de uma vontade exterior.
Referências:

KANT, Immanuel.
Fundamentação da Metafísica dos Costumes.
Trad. de Paulo Quintela. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

CANDIOTTO, C. “Ética e dever moral em Kant”. In: ______.
Ética:
abordagens e perspectivas. 2. ed. Curitiba: Champagnat, 2011. p. 93-108.
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