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Loren

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Loren Rezk

on 10 May 2010

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Serguei Eisenstein Sergei Eisenstein é um dos diretores mais inovadores e pioneiros da história do cinema. Ele praticamente inventou a técnica de montagem e influenciou grandes cienastas como Orson Welles, Jean Luc Godard, Brian de Palma e Oliver Stone. Filho de um engenheiro, estudou ciências para seguir os passos do pai. Em 1915, foi para o Instituto de Engenharia Civil de Petrogrado, onde assistiu às produções teatrais vanguardistas de Meyerhold e Yevreinov.

Depois da Revolução de 1917, fez cartuns políticos e entrou no corpo de engenharia do Exército Vermelho (formado por Trótski para defender a Revolução) como voluntário. Seu pai juntou-se ao Exército Branco (formado pelos grupos interessados em restabelecer o antigo regime monárquico). Mesmo soldado, encenou diversas peças, para as quais desenhou os cenários e o guarda-roupa. Em 1920 Eisenstein mudou-se para Moscou e começou sua carreira no teatro trabalhando em Proletkult.Suas produções receberam os títulos Máscaras de Gás, Ouça Moscou e Estupidez Suficiente em cada Homem Sábio,Eisenstein trabalharia então como designer de Vsevolod Meyerhold.
Em 1923, Eisenstein começou sua carreira como um teórico, escrevendo A Montagem das Atrações para o jornal LEF.
O primeiro filme de Eisenstein, O Diário de Glumov, também foi feito no mesmo ano com Dziga Vertov contratado inicialmente como um "instrutor". O filme fez parte da sua produção teatral O Homem Sábio.

Eisenstein teve constantes atritos com o regime de Josef Stalin, devido à sua visão do Comunismo e à sua defesa da liberdade de expressão artística e da independência dos artistas em relação aos governantes, posição que era perseguida num país no qual a indústria cinematográfica sofria com a falta de recursos para se nacionalizar.
A luta de Eisenstein em busca dos estímulos correctos que operassem no espectador as reacções (emocionais, primeiro, emocionais, depois) desejadas, está na origem dos seus estudos teóricos sobre a montagem. Vejamos então as concepções estabelecidas pelo realizador acerca da montagem.







Montagem Métrica
baseia-se essencialmente no comprimento dos fragmentos de montagem e na proporcionalidade entre os vários comprimentos de fragmentos sucessivos, um pouco à maneira do compasso musical. A tensão é originada a partir de uma aceleração de tipo mecânico (reduzindo a duração dos fragmentos de filme, embora mantendo uma proporcionalidade de base). É a forma mais primitiva de montagem que está preocupada com factores essencialmente mecânicos, mais do que com qualquer outro tipo de preocupações. Eisenstein aponta "O fim de S. Petersburgo", de Vsevolod Pudovkin, como exemplo claro deste método. No fundo, este tipo de montagem tem a ver com a criação de uma sucessão de imagens que possa ser projectada, acima de qualquer intento intelectual. Montagem Rítmica
está relacionada com a importância do movimento no interior de cada fragmento que, mais tarde, irá determinar a métrica dos mesmos. Daí que neste tipo de montagem existam dois tipos de movimento: o dos cortes de montagem e o real no interior dos planos. Eisenstein explorou profundamente não só as concordâncias desses dois movimentos como, acima de tudo, os conflitos entre eles. Um dos factores de tensão mais importantes na famosa cena da escadaria de Odessa em "o couraçado Potemkine" é a dissonância entre o ritmo criado pelo corte métrico de montagem e o ritmo dos passos dos soldados que avançam pela escadaria, esmagando tudo à sua vista.
Montagem Harmónica
parte das dissonâncias da montagem tonal (dos conflitos entre dois tons dominantes numa mesma cena) e Eisenstein inclui aqui como factores determinantes do processo de montagem "todos os recursos dos fragmentos". As concepções do cineastas não são também muito claras neste caso, tendo o próprio confessado que a descoberta da montagem harmónica se tinha dado posteriormente à sua utilização em "A linha geral", sendo que esse facto não se deveu a não ser possível a detecção conflitual sem a visão em movimento, isto é, depois do filme montado na totalidade. Estabelecendo uma analogia com a música, Eisenstein refere que a um som central se adicionam sempre harmónicas superiores e inferiores não visíveis no papel, mas só detectáveis depois da execução da obra pelos músicos.
Montagem Intelectual
como Eisenstein a caracterizou, "é a montagem não dos sons harmónicos geralmente fisiológicos, mas de sons harmónicos de um tipo intelectual, isto é, conflito-justaposição de efeitos intelectuais paralelos". Envergando por uma concepção científica, o cineasta pretende mostrar que não existe diferença entre o movimento de um homem balançando sob a influência de uma montagem métrica elementar e o processo intelectual em si, porque o processo intelectual trata-se da mesma agitação ao nível dos mais altos centros nervosos. Eisenstein aventura-se no "terreno da pura especulação psicofisiológica de precária confirmação científica". O exemplo mais relevante deste tipo de montagem é a sequência dos deuses em "Outubro", que apresenta, sucessivamente, imagens de vários ícones, começando no cristianismo e acabando nos ídolos tribais primitivos. A ideia de Eisenstein era que o espectador se apercebesse do progresso apenas intelectualmente. Por estas (e outras) razões, a complexa estruturação de algumas cenas de "Outubro" (perceptível para quem possuía hábitos literários ou cinematográficos com algumas raízes) foi totalmente incompreensível para muitos dos espectadores que, à data da realização, assistiram ao filme.
Montagem Vertical
depois de uma longa estadia no estrangeiro, estando relacionada com a concepção global de um filme, mais do que com a relação entre os seus vários planos. Digamos que ela é, sobretudo, um meio de criar os efeitos desejados pela relacionação de imagens visuais e sonoras incluindo, mais tarde, o efeito cor para o único caso que Eisenstein nos legou (na segunda parte de "Ivan, o Terrível"). A aplicação da montagem vertical nos filmes de Eisenstein iniciou-se com "Alexander Nevsky" onde a história musical de Prokofiev se funde com a história visual-verbal, chocando entre si, mas sobretudo reforçam-se numa soma que é bem mais que a contida separadamente em cada uma das suas partes. Com 26 anos fez “A greve”, mostrando que arte e política podiam andar juntas. Com 27, deu ao mundo “O Encouraçado Potemkin”, obra que é considerada, juntamente com "Cidadão Kane", de Orson Welles, das mais importantes na história do cinema. Graças ao sucesso extraordinário do “O Encouraçado Potemkin”, foi chamado pela MGM e embarcou para os Estados Unidos. Só que seus projetos não decolavam, apesar de ter amigos poderosos como Chaplin e Flaherty. Eisenstein resolveu então afastar-se de Hollywood e fazer “Que Viva México”, uma obra ambiciosa sobre a história de um país e sua cultura. Infelizmente, as filmagens foram interrompidas por problemas financeiros. Desolado, o cineasta voltou para seu país, mas nem a imprensa o perdoava por seu afastamento e pelo seu curto idílio capitalista. Quando sua carreira parecia perdida, entretanto, recebeu a ordem de filmar “Alexandre Nevski”, como uma peça de propaganda anti-germânica. E, assim como já fizera no “Potemkin”, Eisenstein construiu uma obra-prima que está acima da ideologia Com o prestígio recuperado, Eisenstein começou “Ivã, o Terrível”, que teria três partes. Mas então começou a II Guerra, e tudo se complicou. O cineasta morreu de ataque cardíaco em 1948.
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