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Imigração Turca, Árabe e Sírio Libanesa no Brasil

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André Bergamin

on 1 April 2014

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Transcript of Imigração Turca, Árabe e Sírio Libanesa no Brasil

Imigração Turca, Árabe e Sírio Libanesa no Brasil
Região:
A região que compreende o Oriente Médio está localizada na porção oeste do continente asiático, conhecida como Ásia ocidental. Possui extensão territorial de mais de 6,8 milhões de quilômetros quadrados, com população estimada de 260 milhões de habitantes. É composta por 15 países: Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria, Turquia.
O clima do Oriente Médio é árido e semiárido, o que proporciona o predomínio de uma paisagem vegetal marcada pela presença de espécies xerófilas (nas áreas de clima árido). Apenas pequenas faixas de terra, na porção litorânea, apresentam climas um pouco mais úmidos, onde há presença de formações vegetais arbustivas.
Clima:
Atividades Econômicas:
O petróleo é o principal produto responsável pela economia dos países do Oriente Médio. Outra atividade econômica importante no Oriente Médio é a agropecuária. Por ser realizada dominantemente de forma tradicional, com uso de pouca tecnologia e mecanização.
A atividade industrial no Oriente Médio apresenta pouca expressividade. Nos países petrolíferos, há a existência de refinarias e petroquímicas. Outras indústrias se relacionam aos setores mais tradicionais, como o têxtil e o alimentício.
O turismo é outra atividade que vem apresentando importância para alguns países do Oriente Médio, a exemplo de Israel e Turquia, Emirados Arabes por conta de Dubai que é a cidade mais cara do mundo.
No Oriente Médio, aproximadamente 238 milhões de pessoas (cerca de 92% da população) são muçulmanas. A maioria pertence às seitas sunita e xiita (sugeridas logo após a morte do profeta Maomé, em 632 d.C.). Há grupos menores de mulçumanos, como os drusos e os alauitas.
Religiões:
Os Turcos
Mais de 50 mil. Nota-se que como o império Turco predominou a Ásia conquistando os países, pouquíssimos turcos imigraram para o Brasil.
Quantos Vieram:
Em que época:
A partir de 1870
O Oriente Médio
História da imigração:
Embora viessem principalmente da Síria, do Líbano e de outros pontos do Oriente Médio, a imigração árabe no Brasil teve início no século XIX por volta de 1860, quando A crise econômica do império - que logo se desmancharia, dando origem à República da Turquia - incentivou a migração, fazendo com que muitos sírio-libaneses imigrassem para o Brasil por, muito dos quais possuíam passaporte da Turquia, e eram muitas vezes confundidos com turcos quando chegavam ao Brasil.
Para esses imigrantes que chegavam ao Brasil, a lembrança de que sua terra estava dominada era dolorosa. No começo, era muito humilhante para eles ser chamados de turcos. O povo brasileiro em geral até hoje tem dificuldades para diferencia-los.
Os primeiros que vieram, escreveram aos seus parentes contando da liberdade que gozavam e das oportunidades de trabalho. Assim formaram-se núcleos de “turcos” no Rio de Janeiro, São Paulo e Santos. Mais tarde, foram reconhecidos como a “laboriosa colônia syria”, composta de sírios, libaneses e palestinos.
Aqui, a maior parte de sírios e libaneses se dedicou ao comércio e se fixou principalmente no estado de São Paulo

Oficialmente os sírios aparecem nas estatísticas a partir de 1892, quando desembarcaram 93 pessoas. De acordo com o registro estatístico do governo, de 1892 a 1979 desembarcaram no Brasil 24.556 sírios.
É estimado em mais de 80.000 o total de libaneses que desembarcaram no Brasil desde 1871. Seus descendentes são numerosos e são encontrados em todos os estados brasileiros. É notável a influência da cozinha libanesa na culinária brasileira, como o kibe, as almôndegas, pinhões, o cafta, cordeiro assado e o conhecido tabule.
O mascate árabe, sírios ou libanês foram elementos importantes na divulgação da cultura entre as comunidades do interior. A comunidade árabe-brasileira é calculada em 3,21% da população do Brasil.

Causas da Emigração: Por que os sírios e libaneses emigraram?
O que parece ser um instinto da raça herdado tanto dos fenícios quanto dos árabes.
Espírito de aventura
foi um outro fator que levou sírios e libaneses a deixarem seus países, vislumbrando com esta atividade a possibilidade de fazer fortuna e retornar ao seu país.
O comércio
O contínuo crescimento da população foi outro fator para que sírios e libaneses deixassem o seu país. Um país essencialmente agrícola e com uma geografia árida em sua maior parte, como a Síria e o Líbano, não pode sustentar mais do que um certo número de habitantes.
Opressão política e perseguição religiosa, somados ao absolutismo turco.
Por que o Brasil?
Segundo relatos de informantes, os primeiros sírios e libaneses vieram para o Brasil porque não conseguiram visto de entrada para os Estados Unidos, devido ao seu estado de saúde,ou analfabetismo. Logo espalhou-se no Oriente a notícia das dificuldades de entrar nos Estados Unidos. Sírios e libaneses, receosos de não preencherem as condições exigidas para entrar naquele país, vieram para o Brasil, onde não existiam barreiras.
Muitos sírios e libaneses vieram para cá enganados pelas companhias de navegação, que diziam aceitar emigrantes para a América. Esses imigrantes eram levados para Santos ou Rio de Janeiro e só quando desembarcavam percebiam que não estavam na América do Norte.
Influências:
A presença da cultura libanesa é sentida no país não apenas na culinária, como na língua, que assimilou palavras do árabe, em hospitais e diversos outros setores.
Açafrão (az-zafaran, amarelo)
Açougue (as-suk)
Álcool (al-kohul, coisa subtil)
Algarismo (al-kawarizmi, nome do matemático árabe Abu Ibn Muça)
Garrafa (karafâ, frasco bojudo)
Javali (djabali)
Xarope (xarab, bebida, poção)


Relato de um brasileiro com um comerciante turco:
“No passado, lá pelos idos de 1955, ouvia os mais velhos falarem muito no "turco da prestação".
Eles eram comerciantes que iam de porta em porta e vendiam mercadorias a prazo, sem a necessidade de pegar Notas Promissórias. Era tudo "no fio do bigode".
Eles e os libaneses menos abastados, à época, detinham o "monopólio" das quitandas, assim como os portugueses o das padarias (panificadoras em Sampa) e os espanhóis... bem, os espanhóis, os dos "motéis".
E, me lembro, ainda em 1974, na Rua Pompeu Loureiro, em Copacabana, dois irmãos tinham uma dessas quitandas. Eram simpaticíssimos e trabalhadores. E, eles mesmos, levavam, nos ombros, pelo Corte de Cantagalo, ladeira acima, até a Lagoa, caixotes de madeira, cheios de frutas, legumes e verduras, até às residências de seus "fiéis fregueses". E, era mais barato que nos Supermercados. Na orla da Lagoa, para quem não sabe, não havia comércio; só poucos restaurantes.”

Curiosidades:
CCBT (Centro Cultural Brasil Turquia): Centro Cultural Brasil-Turquia (CCBT) é uma ONG fundada por um grupo de turcos e brasileiros, com objetivo de aproximar os dois países realizando atividades culturais e acadêmicas. O CCBT tem sua matriz em São Paulo e filiais no Rio de Janeiro, em Brasília e Istambul, com planos de novas filiais em Belo Horizonte e Aracaju.
Atividades realizadas:
-curso de língua turca e portuguesa
-cursos de artes e música de ambos países
-serviços de tradução e interpretação

Os Árabes
Os imigrantes árabes tinham origens as mais diversas: vinham do Líbano, da Síria, da Turquia, do Iraque, do Egito ou da Palestina. Assim, constituíam-se de povos diferentes, que, com suas respectivas organizações políticas, compartilhavam fundamentos comuns: a língua, ou os dialetos derivados do árabe, e a cultura.
Os povos árabes emigraram, basicamente, por motivos religiosos e por motivos econômico-sociais ligados à estrutura agrária dos países de origem.
Razões da emigração Árabe
Motivos
religiosos
No Império Otomano de fé islâmica, as comunidades cristãs da Síria, Líbano e Egito foram não somente perseguidas pelos mulçumanos, como passaram por severos sofrimentos infringidos pelos turcos.

O maior contingente de imigrantes, portanto, é de cristãos, vindos em grande parte do Líbano e da Síria. São bem menores as levas saídas de outros pontos do antigo Império Otomano, como Turquia, Palestina, Egito, Jordânia e Iraque.
Ao lado do problema religioso, a escassez de terras foi um fator importante de estímulo à emigração. A propriedade de pequenos lotes de terra arável, onde o trabalho era feito pelo núcleo familiar, começou a sofrer limites para a partilha entre os filhos, uma vez que o parcelamento chegara ao ponto de não mais suprir o sustento de novas famílias. Diante desta realidade, à população pobre restava apenas a busca, em outras terras, das condições de sobrevivência.
Motivos econômico-sociais
origem e destino dos imigrantes
A viagem para a América tinha como pontos de partida os portos de Beirute e Trípoli. Por meio de agências de navegação francesas, italianas ou gregas, dirigiram-se para outros portos do Mediterrâneo como Gênova, na Itália, onde às vezes esperavam meses por uma conexão que os levassem para o Atlântico Norte ou Sul (Rio, Santos ou Buenos Aires).
Muitos imigrantes, com o objetivo de chegarem aos Estados Unidos, destino principal da imigração árabe, acabavam vindo para o Brasil ou Argentina enganados pelas companhias de navegação. Afinal, explicavam, tudo era América.
A maioria dos imigrantes árabes se dirigiu para São Paulo, menor número foi para o Rio de Janeiro e Minas Gerais; poucos foram para o Rio Grande do Sul e Bahia. Até 1920, mais de 58.000 imigrantes árabes haviam entrado no Brasil, sendo que o Estado de São Paulo recebeu 40% deste total.
inserção no mundo do trabalho
Desembarcados no Rio ou em Santos, a opção de trabalho das primeiras levas de imigrantes foi o comércio. Embora pobres e, em geral, afeitos ao trabalho agrícola, poucos foram os árabes que, após o desembarque, optaram pela agricultura. A miséria da população rural e o sistema de compra vinculado ao proprietário da terra afastaram esses imigrantes do trabalho no campo.
Na cidade de São Paulo, na década de 30, eles se concentravam nos Distritos da Sé e Santa Ifigênia, ou seja, entre as ruas 25 de Março, da Cantareira e Avenida do Estado; no Rio de Janeiro, ocorreu um processo de concentração semelhante nas áreas cobertas pelas ruas da Alfândega, José Maurício e Buenos Aires.
A religião
Em São Paulo, desde 1890 a comunidade maronita vem realizando suas celebrações litúrgicas. A primeira igreja foi erguida no Parque D. Pedro, nas proximidades da rua 25 de Março, tendo sido destruída nas obras de reurbanização do local. Em 1897, já se haviam instalado no país as Igrejas Ortodoxa e Melquita.
A educação escolar sempre foi incentivada entre os sírios e libaneses, sendo que, em 1897, já havia uma Escola Sírio-Francesa (Maronita) em São Paulo. Nos anos seguintes, foram fundados na capital paulista o Ginásio Oriental (1912), o Colégio Sírio-Brasileiro (1917), o Colégio Moderno Sírio (1919) e o Liceu São Miguel (1922). No Rio de Janeiro, foi fundada a Escola Cedro do Líbano, em 1935, e, em Campos, a Escola Árabe.
A escola
Quanto à escolaridade de nível superior, principalmente, nos campos das profissões liberais como advocacia, medicina e engenharia, os árabes conseguiram atingir percentuais próximos aos de outras colônias estrangeiras mais numerosas. Neste nível de escolaridade, o investimento familiar privilegiava os homens. Há relatos de casos de famílias em que o sacrifício para a formação de "doutores" foi muito grande. Por outro lado, as mulheres não recebiam incentivo para se profissionalizarem, limitando-se, na maioria dos casos, à obtenção do diploma.
contribuição cultural
O aumento das cadeias de fast-food nos grandes centros urbanos aproximou a população do quibe, da esfiha, do tabule e da coalhada seca, antes circunscritos aos restaurantes típicos. A popularização, sobretudo do quibe e da esfiha, fez com que fossem incorporados a outros estabelecimentos de alimentação, como as tradicionais pastelarias chinesas, e mesmo bares e padarias de portugueses e brasileiros.
Na literatura, fazendo parte do panorama cultural do país, pode-se citar, dentre outros, Jamil Almansur Haddad (São Paulo, 1914), Mário Chamie (Cajobi, 1933), Raduan Nassar (Pindorama, 1935) e Milton Hatoum (Manaus, 1952).
A Universidade é o local onde os nomes de origem síria e libanesa têm se mostrado mais evidentes em conseqüência do incentivo à educação, como já foi citado anteriormente. Profissionais nas áreas da Medicina, como Adib Jatene (Xapuri, Acre); no Direito, Alfredo Buzaid (Jaboticabal, 1914); na Filosofia, Marilena Chaui (São Paulo, 1941); na Sociologia, Aziz Simão (São Paulo); na Filologia, Antonio Houaiss (Rio de Janeiro, 1915-1999), entre tantos outros, indicam a notável contribuição das gerações crescidas com o país que os recebeu.
Os Sírios Libaneses
“O meu pai estava formando uma fazenda em Jahú. No segundo ano escaseou-lhe o dinheiro e ele tinha de esperar ainda dois anos para tirar a primeira colheita. Um belo dia apareceu na fazenda um mascate (e não sei se foi sirio ou libanes) de nome, Antonio Mussi. Este ofereceu a sua mercadoria, tecidos e armarinho. Meu pai disse categoricamente que não comprava. Mas o mascate não é tão mole para ceder á primeira resposta negativa e então insistiu. Pai revelou-lhe a causa: não podia comprar porque não tinha dinheiro. O Antonio respondeu: não é preciso pagar agora. Mas, retrucou papai, nem depois posso lhe pagar, porque a primeira safra é daqui a dois anos. O Mussi, com aquele amor ao trabalho e ardente proposito de produzir , disse: “Senhor, paga quando pode”. A luta entre o mascate e o fazendeiro terminou com a vitoria do primeiro. Papai comprou e, cedendo à insistência do Antonio, chamou todos os colonos. A fazenda foi sortida de tudo, inclusive uma machina de costura, coisa não muito comum naquela epoca. O Antonio Mussi voltava á fazenda de quatro em quatro meses, não para fazer cobrança, mas para ver o que faltava. Agora, sabe quando foi paga aquela conta? Dois anos mais tarde, depois de vendida a primeira safra. Meu amigo, não foi o americano que inventou a venda a prestações muito folgadas. O americano vende com reserva de dominio e a prestações consecutivas de curto intervalo. Mas o Antonio Mussi e seus colegas vendiam a dois anos de prazo e sem reserva de dominio. Quantas fazendas não tiveram o seu ANTONIO MUSSI como a fazenda do meu pai teve o seu!”
A importância dos sírio-libaneses na história do país é reverenciada também por um dos mais importantes escritores do Brasil. Com raízes nacionais tão populares, o baiano Jorge Amado registra a presença marcante dessa influência em sua obra, com personagens árabes ou de origem árabe em livros como “Gabriela, Cravo e Canela” e “Tocaia Grande”.
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