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Coerência e Continuidade sexo/gênero/ desejo; Conceito de Gênero; Performatividade. Judith Butler

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by

Katianne Almeida

on 2 July 2013

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Transcript of Coerência e Continuidade sexo/gênero/ desejo; Conceito de Gênero; Performatividade. Judith Butler

Questões:

Coerência e Continuidade sexo/gênero/ desejo;
Conceito de Gênero;
Performatividade.
Judith Butler
Conceito de Gênero
O gênero não deve ser meramente concebido como a inscrição cultural de significado num sexo previamente dado. Para Butler tem se que designar também o aparato mesmo de produção mediante o qual os próprios sexos são estabelecidos.

O gênero como argumenta Butler é a estilização repetida do corpo, um conjunto de atos repetidos no interior de uma estrutura reguladora altamente rígida, a qual se cristaliza no tempo para produzir a aparência de uma substância, de uma classe natural de ser.

O gênero não é nem um conjunto de significados culturais inscritos num corpo nem a interpretação cultural de um corpo sexuado e também ser homem ou ser mulher não constituem uma essência interior da pessoa, mas um conjunto de normas instituídas, mantidas e repetidas sobre o corpo que geram essa aparência e torna a pessoa culturalmente viável (ou inviável).
Inviável no caso dos abjetos, ou os não humanos.
A tal da performatividade
Também o gênero não pode significar um regime estável no tempo. Se há algo coerente na afirmação de Beauvoir, argumenta Butler, é que ao tornar-se mulher, o termo mulher significa que sempre está em processo, mudando, reformulando-se, mas nunca encerrado ou estabilizado. Aparentemente cristalizado, sustenta Butler, a cristalização do gênero é uma prática insistente e insidiosa, sustentada e regulada por vários meios sociais. Desta forma gênero é uma performance. De modo que a performatividade de gênero não é um ato singular, porque sempre é a reiteração de uma norma ou um conjunto de normas e, na medida em que adquire a condição de ato no presente, oculta ou dissimula as convenções de que é uma repetição. Dizer que o gênero é uma performance, significa que o gênero é uma identidade mantida pela reiteração e repetição das normas de gênero, que se cristalizam e se mostram como uma substância da pessoa, uma verdade carnal, incontestável. Essa repetição é a um só tempo reencenação e nova experiência de um conjunto de significados já estabelecidos socialmente; e também é a forma mundana e ritualizada de sua legitimação. Enfirm, isso quer dizer que o efeito substantivo do gênero é performativamente produzido e imposto pelas práticas reguladoras da coerência de gênero.
Identidade e Identificação
Coerência e Continuidade
Natureza x Cultura
sexo x gênero

Aparentemente, a palavra identidade denota para as pessoas aquilo que elas são como pessoas, um grupo de significados que a caracterizam, ainda, pode denotar sua experiência como pessoa bem como um grupo de significados que pretende adotar a partir de um período para caracterizar uma nova identidade.
Butler esclarece que a coerência e a continuidade da pessoa não são as características lógicas, analíticas ou de significação da condição de pessoa, muito pelo contrário, elas são normas de inteligibilidade socialmente instituídas e mantidas; assim como a identiadade é assegurada por conceitos estabilizadores de sexo, gênero e sexualidade, a própria noção de pessoa se veria questionada pela emergência cultural daqueles seres cujuo gênero é incoerente ou descontínuo, os quais parecem ser pessoas, mas não se conformam às normas de gênero da inteligibilidade cultural pelas quais as pessoas são definidas.
Um gênero, portanto, só é inteligível na nossa lógica quando institui e mantêm relações exatas de coerência e continuidade entre sexo, gênero e prática sexual e desejo, ou ainda, os espectros de descontinuidade e incoerência, eles próprios só concebíveis em relação a normas existentes de continuidade e coerência, são constantemente proibidos e produzidos pelas próprias leis que buscam estabelecer linhas causais ou expressivas de ligação entre o sexo biológico, o gênero culturalmente construído e a expressão ou efeito de ambos na manifestação do desejo sexual por meio da práitica sexual.
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