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A clínica psicológica e a psicoterapia: Crise, criação e (con)fusão

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by

Oscar Silva

on 1 November 2012

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Transcript of A clínica psicológica e a psicoterapia: Crise, criação e (con)fusão

A clínica psicológica e a psicoterapia Crise, criação e (con)fusão Introdução (Con)fusão As Clínicas A Nova Clínica A Profissão A Psicoterapia Considerações Finais A prática Clínica define boa parte da identidade profissional;
Clínica exerce fascínio e pelo interesse se destaca dos demais campos; Original: Do tripé fundamental, do leito, exame das manifestações das doenças, sujeito deitado. Nasce na psicanálise, que nomeia seu método de intervenção como psicoterapia/análise (MOREIRA e cols., 2007). O Conselho Federal de Psicologia (1988) denuncia a clínica tradicional como prática hegemônica e centrada no indivíduo. De acordo com o órgão, essa atividade tem objetivos analíticos, psicoterapêuticos e/ou psicodiagnósticos, e baseia-se em uma concepção da clínica como um saber/fazer universalizado, associado a uma concepção de sujeito universal e a-histórico, metas e fundamentos que, sem dúvida, circunscrevem a clínica como espaço de reprodução e mantêm a cisão entre clínica e política.” (apud MOREIRA; e cols., 2007, p. 618) Aos olhos da profissão a psicoterapia é prática da psicologia inscrita no “polo clínico” e está pautada em métodos e técnicas reconhecidas pela ciência, pela prática e pela ética profissional (DARWIN, 2009). É necessário assumir que este estado de confusão da clínica não é um demérito, pois indica um processo crítico.
Os diversos pontos de vista, muitas vezes antagônicos criam uma tensão no campo, uma crise.
A crise da clínica é uma crise constituinte, criativa, onde há diálogo e diversas possbilidades estão surgindo.
A clínica é uma construção histórica.
As práticas clínicas contemporâneas refletem uma nova consciência, de um compromisso social e da construção do bem comum. O tema Aula de processos clínicos - texto de Marco Antônio Portela (2008) "A crise da psicologia clínica no mundo contemporâneo";
Novas possibilidades de práticas e o sujeito contemporâneo;
No outro ano, convite ao orientador;
As discussões, ideias, pesquisas e leituras cada vez mais mostravam a relevância do tema diante do momento atual da psicologia;
Paralelamente foi um processo de construção de uma identidade profissional. Entre os psicólogos (75%) que estavam exercendo a profissão na data da pesquisa, a maioria (54,9%) se dedicava à clínica em consultório, e 12,6% atuava com Psicologia da saúde, sendo que, nesse campo, a prática, na maioria das vezes, também é clínica. (WHO , 2001 apud MOREIRA; ROMAGNOLI & NEVES; 2007, p.610). Esses dados quantitativos permanecem em pesquisas mais recentes, porém qualitativamente muita coisa mudou no campo da clínica (FERREIRA NETO, 2008, p. 110) Objetivos Compreender por meio de reflexão histórico e conceitual o movimento de (con)fusão entre a clínica psicológica e as psicoterapias
Investigar em uma perspectiva histórica os significados atribuídos a clínica psicológica que sustentam as modalidades e as configurações atuais dos modos de atuação clínica do psicólogo.
Refletir sobre o movimento de apropriação que a Psicologia fez/faz da Psicoterapia em suas práticas de intervenção e
Fomentar por meio dos resultados desta pesquisa uma reflexão conceitual sobre a prática profissional do psicólogo na atuação clínica. Método Pesquisa Exploratória com mapeamento das produções acadêmicas Assume dois sentidos:
O de fusão, em que duas ou mais coisas se unem para formar algo diferente, bem definido;
E o de confusão, onde duas coisas se fundem para formar algo indefinido, caótico, que faz com que as pessoas percam a referência; Convida-se então há uma reflexão destas mudanças tomando como base o processo histórico impregnado nelas, buscando assim que seja possível ampliar o ponto de vista e avançar nas discussões sobre o fazer contemporâneo do psicólogo clínico. Portela (2008) afirma que hoje se assiste ao nascimento de diversos novos campos e, especialmente, na clínica as abordagens estão tomando novos sentidos, dialogando entre si. Deste modo, caracteriza-se aqui esta interação que ocorre contemporaneamente entre esses movimentos como (con)fusão Médica: Supervalorização da Especialização, tecnológica, do paradoxo do cuidado (autonomia e dependência), Psicanalítica: Anímica, deslocamento do saber, da escuta, intrapsíquica Psicológica tradicional: intrapsiquíca e psicopatológica, sujeito abstrato, descontextualizado O tratamento que tem ênfase na realidade psíquica, através de métodos que atuam em primeiro lugar e de imediato nela (AGUIAR, 2001). Assim, a psicoterapia e a prática da psicologia clínica tradicional e foram pensadas inicialmente, como sendo fundidas. 1º indício da (Con)fusão A terapia da alma se inspiraria no modelo da terapia do corpo, isto é, no modelo médico, a fim de ser reconhecida como ciência. Assim, a psicoterapia se tornou um campo privilegiado da clínica psicológica: ela seria, até então, a terapêutica mais adequada para tratar das mazelas humanas (MOREIRA e cols., 2007 p. 615) 2º indício da (Con)fusão Qual a consequência da (Con)fusão? visão de sujeito: como historicamente situado, detentor de uma verdade parcial e com suas práticas dependentes daquilo que está indeterminado ou desconhecido. (FONSECA; KIRST, 2004) Figueiredo (1996) defende que “[...] a clínica psicológica se caracteriza não pelo local em que se realiza – o consultório –, mas pela qualidade da escuta e da acolhida que se oferece ao sujeito: a escuta e a acolhida do excluído do discurso (1996, apud MOREIRA e cols., 2007, 617). Neubern (2008, p. 6 apud DUTRA, 2009, p. 62) aponta que é “importante que o psicoterapeuta desenvolva a possibilidade de se reinventar, no sentido de aprender a dialogar e questionar suas próprias teorias e não simplesmente se submeter a elas como um escravo”. não fossem relato de experiência, nem acentuasse uma perspectiva teórica, mas que fossem uma leitura da clínica...
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