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Como o novo entra no mundo

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Andreya Seiffert

on 22 November 2013

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Transcript of Como o novo entra no mundo

Como o novo entra no mundo:
Política e literatura no espaço pós moderno

Brevíssimas sugestões de possibilidades além das metanarrativas:
J.D. Salinger (1919-2010)

Novo, o Chantecler moderno:
Apresento algumas idéias ainda bastante ensaísticas, em realidade, provisórias, que do meu ponto de vista constituem o tropo da condição pós-moderna. Os sentidos plurais que a modernidade alcança indicam a necessidade mais vigorosa de entendermos o que, no tempo presente, é entendido como novo, esse chantecler da modernidade. Para isso a partir de uma incipiente discussão teórica, tomarei algumas produções do espaço pós-moderno que marcam as expressões politica e literatura desde o pós segunda guerra mundial.
“É o tropo dos nossos tempos colocar a questão da cultura na esfera do além. Nossa existência é marcada por uma tenebrosa sensação de sobrevivência, de viver nas fronteiras do presente, para os quais não parece haver nome próprio além do atual e controvertido deslizamento do prefixo pós: pós-modernismo, pós-colonialismo, pós feminismo...”
Homi K. Bhabha (O local da cultura)

Apanhador
Acho que não ia aguentar se tivesse que ir para a guerra. No duro que não agüentava. Não seria tão ruim se pegassem logo a gente e matassem ou coisa parecida, mas a gente tem que ficar um tempão na droga do exército. Esse é que é o problema.Meu irmão D.B. ficou no exército quatro anos. (...) Uma vez ele disse a mim e ao Allie que, se tivesse de atirar em alguém, não ia saber para que lado apontar. Disse que o exército estava praticamente tão cheio de filhos da puta quanto os nazistas. (...) De qualquer maneira, até que achei bom eles terem inventado a bomba atômica. Se houver outra guerra, vou me sentar bem em cima da droga da bomba. E vou me apresentar como voluntário para fazer isso, juro por Deus que vou
(SALINGER, 2012, p. 137-138).
Apanhador
Apesar de meio vazio, me deram uma mesa horrível, bem no fundo. Eu devia ter sacudido uma nota no nariz do maître. Em Nova York, a gente fica sabendo que é verdade essa estória de que o dinheiro fala - é sério.
A orquestra era o fim. Buddy Singer. Uma porção de metais, mas metal ruim como o quê. Também havia muito pouca gente da minha idade lá dentro. No duro mesmo, não vi ninguém da minha idade. Quase tudo coroa, desfilando com suas garotas. Menos na mesa à minha direita, onde estavam três pequenas que deviam andar beirando os trinta anos. Todas as três eram um bocado feias e, pelo tipo de chapéu que usavam, estava na cara que não eram de Nova York.
Nossos paradoxos modernos: Dupla natureza: imitação/ inovação; tradição / originalidade... ; O moderno é logo ultrapassado, a modernidade é apaixonada pelo presente e a vanguarda uma consciência do futuro e o desejo de estar a frente do seu tempo; Não correspondência entre teoria e prática; quarto paradoxo, relacionado à lógica de mercado, e que já pertence a um período de perda da auréola do novo, revela como a tradição moderna e as vanguardas - mesmo reagindo contra a religião da arte e a sacralização do gênio – acabaram por isolar ainda mais a arte dentro do meio elitista dos museus, das universidades e da crítica.

A arte se deslocou de Paris para Nova York e acabou adquirindo uma profunda identificação com os bens de consumo.

Exaustão, pós modernismo e palinódia. Compagnon o define como palavra de ordem polêmica que posiciona-se enganosamente contra a ideologia da modernidade ou contra a modernidade como ideologia. O termo apareceu a princípio com caráter pejorativo e foi alterando-se nas retomadas seguintes. Na década de 1980, tornou-se um verdadeiro quarto de despejo. O principal paradoxo está na sua pretensão de romper com o moderno, e com isso, consequentemente, reproduzir a operação de ruptura, moderna por excelência. Para Compagnon o pós-moderno representa, talvez, a chegada tardia da verdadeira modernidade.

Emerson César de Campos
Universidade do Estado de
Santa Catarina - UDESC

1951
1953
1961
1963
Salinger na II Guerra Mundial
Moderno é o que rompe com o tradicional?

Tradição é o que resiste a modernidade?

Halifax, 05/12/1917
Apontamentos iniciais sobre o pós-modernismo
O Tropo:
Um tropo (do grego τρόπος ou trópos, do verbo trépo, "girar"), é uma figura de linguagem onde ocorre uma mudança de significado, seja interna (em nível do pensamento) ou externa (em nível da palavra). Associação de idéias de caráter comparativo: metáfora. Uma metáfora é sempre a transferência, transporte para outro lugar.

O Tropo:
Um tropo (do grego ou trópos, do verbo trépo, "girar"), é uma figura de linguagem onde ocorre uma mudança de significado, seja interna (em nível do pensamento) ou externa (em nível da palavra). Associação de idéias de caráter comparativo: metáfora. Uma metáfora é sempre a transferência, transporte para outro lugar.

O que nos faz ser pessoa não é o Bilhete de Identidade. O que nos faz pessoa é aquilo não cabe no bilhete de identidade. (Mia Couto)

Como o novo entra no mundo: espaço pós moderno, tempos pós-coloniais e as provações da tradução cultural:
Teoria cultural e contexto de globalização: pós-modernismo e a lógica do capitalismo tardio (Fredric Jameson):
Pós-modernismo duplamente inscrito: nomeação de um acontecimento histórico, o capitalismo tardio multinacional, a narrativa periodizante das transformações globais do capitalmas instabilizado pela disjunção entre tempo e ser da condição pós-moderna: o sujeito hifenizado é uma realidade que não pode (ou não deveria ser negada).
O futuro enquanto questão aberta e não como cumprimento do passado.

O pós-modernismo seria em realidade uma obsessão da modernidade.

Buscar uma definição do pós-modernismo é em si e decididamente um posicionamento anti-pós-moderno
(José Antonio Vasconcelos – Quem tem medo da teoria?)

Pós-modernismo é uma sensibilidade, não uma teoria geral da sociedade e da cultura, pois teorias fazem parte das metanarrativas, alvo da critica pós-moderna. Assim, a critica maior seria as grandes narrativas, sobretudo de inspiração iluminista (o marxismo, o liberalismo entre outros).

Existem evidências suficientes para identificarmos a ruptura entre um discurso que se utiliza de metáforas de verticalidade e outro que envia essas metáforas a um “limbo conceitual”.

Modernidade “clássica”: o visível não passa de aparência. Existe um nível mais profundo, essencial, e é somente a partir dele que podemos verdadeiramente entender nosso objetos de estudo.

Pós-Modernidade: Não existe uma realidae promordial, subjacente ao mundo dos fenômenos. O que existe em larga medida são simulacros, a construção de uma outra realidade. Não a descoberta de um nível mais profundo de explicação do real, mas invenção de um outro real. Não se trata simplesmente de negar o valor das teorias modernistas, mas de perceber seu alcance.
Existem teóricos do pós-modernismo, ou seja, teóricos que utilizam do aparato conceitual da modernidade para refletir sobre as questões. Não existem teóricos pós-modernistas, já que o pós moderno exclui a teoria, ao menos a teoria fundamentada em metanarrativas.

Uma das grandes dificuldades em percebermos (historiadores) o real impacto do pós-modernismo na escrita da história deve-se ao fato de geralmente não darmos suficiente atenção as problemáticas relações entre história e literatura.
O pós-modernismo é uma palinódia da modernidade? Uma espécie de poema onde nos retrataríamos do que dissemos e fizemos? Ou mantendo uma crítica a “tradição” pós moderna, um discurso fraseado e sem importância?
Fica então aqui uma proposta de narrativa que vinculada simultaneamente à realidade do pós-guerra e à imaginação literária do período,seja capaz de acionar histórias (e leituras) outras sobre os Estados Unidos. Assim, acredito que será possível uma reflexão mais elaborada sobre nossa (brasileira) leitura acerca da História dos Estados Unidos para além das condições forjadas pelo chamado Destino Manifesto.
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