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Filosofia - René Descartes e David Hume

2ª Série A: João Pedro Magnani (16), Luca Beraldo (20), Pedro Luz (30)
by

Pedro Luz

on 18 August 2015

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Transcript of Filosofia - René Descartes e David Hume

Contextualização
Contextualização
Descartes viveu a época do início da chamada
Idade Moderna
, período que começou no Renascimento Urbano-Cultural e que culminou na chamada Ilustração.

Novidades desse período:
Formação do modo de produção capitalista.
"Ressurgimento" das cidades.
Ascensão da classe burguesa.
Críticas à doutrina católica (Auge: Reforma Protestente)
Grandes
avanços científicos
e tecnológicos.

Quebra do paradigma medieval:
Descartes:
A dúvida e o método
Era adepto do
racionalismo
:
A razão é o foco no processo do conhecimento, pois é pura e sem erros;
só ela pode nos levar à verdade
.
A experiência sensível da realidade é dúbia e não é confiável como caminho para a verdade, pois
os sentidos nos enganam
.

Para ele, a razão em si só nos dá intuições. Logo, ela precisa ser "educada" por meio de um método que possa
indubitavelmente chegar à verdade
. Assim como a matemática, que, baseada na ordem e na razão, estabelece cadeias de pensamentos e deduções lógicas.
René Descartes
(1596-1650)

David Hume
(1711-1776)

Comparações
Filosofia - René Descartes e David Hume
2º A:
João Pedro Magnani, nº 16;
Luca Beraldo, nº 20;
Pedro Luz, nº 30.
Novas bases de pensamento:

A razão, liberta de crenças e superstições,
não mais se subordina à fé
ou à autoridade (principalmente religiosa).
Recuperação de ideias greco-latinas, não mais por intermédio da religião.
Laicização do pensamento
: o antropocentrismo toma o lugar do teocentrismo.
Interesse pela
questão do conhecer
: O que/Como posso conhecer? Como saber que o que conheço/penso corresponde à realidade?
Interesse por
métodos
para responder a essas questões com certeza e objetividade.
Objetivo
: alcançar a verdade indubitável.

1º Passo (Evidência):
Selecionar apenas ideias claras e distintas que não necessitam de grandes comprovações, definindo-as como objetos de estudo.
2º Passo (Análise):
Dividir a questão em partes menores para serem resolvidas particularmente.
3º Passo (Ordem):
Organizar os objetos, conduzindo o pensamento/resolução dos mais simples aos mais complexos.
4º Passo (Enumeração):
Revisar tudo para garantir que nada foi esquecido.

Esse método é usado até hoje por nós para resolver os mais variados tipos de problemas.
O Método Cartesiano
Descartes conclui que a única maneira de alcançar alguma verdade é
duvidar de absolutamente tudo
: de tradições, religiões,
sentidos
, informações da consciência, e até da realidade do mundo exterior o do seu próprio corpo. Só aquilo que passar pelo "funil da dúvida" deverá ser analisado.
Porém,
ele não é um filósofo cético
, na medida em que busca sempre uma verdade, em vez de crer na impossibilidade de chegar a ela.

Para conseguir identificar ideias "claras e distintas", classifica três tipos de ideias:
Inatas
: as que "nascem com o ser/eu", sem influências externas. São fundamento para a compreensão de novas verdades.
Adventícias
: vindas de influências externas, da experiência sensível, e que, portanto, são sujeitas a erros.
Factícias
: inventadas/imaginadas pelo ser em seu processo de pensamento.
A Dúvida Hiperbólica e as Várias Ideias
Pergunta-se:
Estou acordado ou sonhando?
Como posso ter certeza de que estava sonhando, vivendo uma experiência irreal?
E se eu estiver num eterno sonho, no qual um gênio maligno, um deus enganador, manipula e engana meus sentidos?

Dada a dificuldade de responder a tais questões, Descartes conclui que é
impossível conhecer as coisas pelos sentidos
, já que eles podem sempre nos enganar e iludir.
Em conclusão,
nem mesmo a realidade e sua existência são confiáveis,
pois se baseiam na experiência sensorial. Apenas as verdades reconhecidas pelo método racional podem ser indubitáveis.
O Argumento do Sonho
Até agora concluímos que a única coisa de que não se pode duvidar é da própria capacidade do "eu" de duvidar.
A questão é que, se eu duvido, então com certeza penso e raciocino.
E se penso, então necessariamente devo existir
(
Penso, logo existo
; ou melhor:
Existo enquanto penso
). É essa a primeira ideia inata que Descartes encontra.

Por outro lado, Descartes percebe que não consegue provar racionalmente que qualquer outro ser realmente pense, e logo que eles existam fora de sua mente. É o
solipsismo
, isto é, o reconhecimento da impossibilidade de se conhecer/provar a existência de qualquer coisa além do próprio eu.
Dubito, ergo cogito, ergo sum
Nota-se em Descartes sem dúvida uma grande valorização da razão sobre os sentidos.
Ela, sozinha, consegue partir da ideia do
cogito
,
ergo sum
e deduzir todas as verdades possíveis.

Vê-se também um grande
dualismo corpo-consciência
:
O ser humano tem dupla existência ­— é em parte
substância pensante e em parte substância material
.
A substância física é dotada de massa extensão no espaço, movimento e está sujeita às leis da natureza. Já as atividades da mente, o refletir, o conhecer etc. não têm extensão espacial nem se localizam num ponto do espaço, de forma que não se submetem a quaisquer leis naturais.
Conclusões do Cartesianismo
Segundo Descartes,
tudo em que eu consigo pensar remete a um objeto real
. Em outras palavras, não consigo pensar em algo completamente novo e desligado da realidade. Mesmo que eu pense em um ser que não seja real, ele é composto de ideias que, individualmente, existem.
Com isso ele prova a existência de Deus:
Pensemos em Deus como um ser eterno, infinito, onisciente e onipotente. Logo, ele é um ser perfeito.
Como todos somos imperfeitos e finitos, não podemos ter, sozinhos, a ideia de perfeição e infinitude.
Logo, a única possível causa dessa ideia é Deus, que
imprime em nossa mente a ideia de perfeição e infinitude
.
Há também a
prova ontológica
: se Deus é perfeito, ele deve ter a perfeição da existência, pois do contrário lhe faltaria algo para ser perfeito (existir).
Deus e o Princípio da Correspondência
Provada a existência de Deus, Descartes se pergunta se não seria ele quem manipula nossa mente para nos fazer perceber um mundo inexistente.

Porém, sendo Deus perfeito, ele não nos enganaria. Logo, os objetos pensados por ideias claras e distintas devem, sim, existir.
Deus é, pois, a garantia de que esses objetos existem
.

Os objetos do mundo externo, todavia, chegam à mente como ideias adventícias, que, por derivarem da experiência sensível, são sujeitas a erros. Tais ideias, portanto, devem passar pelo método cartesiano para se garantir quais delas são verdadeiras.
A Existência da Realidade
Hume viveu a época da chamada
Ilustração
, ou Iluminismo, ou ainda Esclarecimento. Nesse período, são retomadas e aprimoradas várias ideias desenvolvidas à época do Renascimento.
Mantém-se o interesse pela questão do conhecimento (
epistemologia
), o antropocentrismo, e a quebra da relação de subordinação da razão à fé.

Hume era escocês. Na Grã-Bretanha, havia uma forte tradição empirista, algo que remetia a grandes pesquisadores de Oxford ainda no século XIII, tais como Grosseteste e Roger Bacon.
Hume assimila as ideias dos empiristas e leva mais adiante as teorias de Francis Bacon e Locke, por exemplo. Falaremos mais sobre Hume e o empirismo a seguir.
David Hume:
O ceticismo e o conhecimento
Para os empiristas, ao contrário dos racionalistas, o foco no processo do conhecimento deve estar na
experiência sensível
, pois é ela a primeira coisa que se apresenta à consciência.
A razão é apenas o meio utilizado por nós para criar supostas relações entre as várias experiências particulares que temos.

Hume
questiona o caráter absoluto da verdade
, pois ela é fruto de relações desenvolvidas apenas pela razão, e que não podem realmente ser observadas na realidade por meio da experiência sensível, como veremos mais adiante. Ele é, portanto, um
filósofo cético
, que insiste na impossibilidade de o conhecimento ir além da experiência.
Bibliografia e Webgrafia
TRAFANI, Felipe
.
Aulas expositivas
. São Paulo: 2015.

MARTINS, Maria H. P.; ARANHA, Maria L. A.

Filosofando: A Metafísica da Modernidade; O
Que Podemos Conhecer.
In:
Filosofia 2ª Série
EM - Colégio Dante Alighieri
. São Paulo:
Moderna, 2014.

Sistema de Ensino POLIEDRO
(videoaulas):
www.youtube.com/watch?v=We3WMDmr8SY
www.youtube.com/watch?v=z9mAph7O25k

www.youtube.com/watch?v=go-GpsXpUFk
www.youtube.com/watch?v=SBim6hl-u-M
Apesar de reconhecer as insuficiências da razão, Hume preconiza um método de investigação baseado na observação e na generalização.
Todo o conhecimento se inicia com
percepções
(
sensíveis
) particulares. Tais percepções podem ser:
Impressões
: são as percepções originais, primeiras, baseadas nas sensações, que se apresentam com mais força à consciência.
Ideias
: mais fracas, são elas derivações pensadas das impressões.

As duas percepções (o pensar e o sentir) diferem-se apenas pela intensidade, não sendo separadas em planos tão distintos quantos os do dualismo cartesiano.
Toda ideia depende de uma impressão
, pois é a partir da experiência sensível que se desenvolve o pensamento. Hume, assim,
rejeita as ideais inatas de Descartes
, ideias que teriam nascido com o ser, independentes do sentir.
As Percepções
Diferentemente das impressões, as ideias podem ser complexas e compostas, pois podem ser combinadas pelo pensamento por diferentes associações.
Tais associações são baseadas em critérios de
semelhança
(de eventos particulares), de
contiguidade
(espacial
ou
temporal) e de
causalidade
.
Tais relações, porém,
não são realmente observáveis na experiência
. Elas são frutos da nossa racionalidade. São simples passagens que utilizamos para associar diferentes objetos e ideias.
Hume reconhece que somos inevitavelmente fadados a criar relações nem sempre reais de causa e efeito entre os fenômenos observados.
O que podemos realmente observar é a sucessão de fatos no tempo, mas não pode haver certeza de que há um nexo causal entre eles
. Hume nega essa relação de causalidade ilusioriamente obrigatória.
Ideias: Complexas e Ilusórias
Hume reconhece que, apesar das insuficiências da razão, tanto a racionalidade de relação das ideias quanto a experiência sensível ("questões de fato") são importantes para o processo de conhecimento.
As questões de fato tem sua existência comprovada pela simples experiência e observação,
sem necessidade de demonstração lógica
(afinal, o que se observa está observado e ponto final).
Já a relação entre ideias existe apenas pela dedução lógica, mas
não depende necessariamente de uma existência concreta
.
O reconhecimento da importância dessas duas percepções para o conhecimento é o que faz o método de Hume ser chamado de
empirismo lógico
.
Relações Entre Ideias X Questões de Fato
Todas essas relações que fazemos derivam da observação de eventos particulares que parecem se repetir.
Portanto, é o
hábito
(a tendência à repetição) criado pela observação de fatos semelhantes que nos faz ultrapassar os dados e afirmar mais do que a experiência pode inferir. Isso leva a s
uposições e previsões que podem ser ilusórias
.
Portanto, todos os conceitos ditos gerais se baseiam em uma
crença
(e não numa certeza), um conhecimento que não pode ser comprovado.
Hume dessa forma
reduz todas as certezas da razão a simples probabilidades
.
A Força do Hábito e da Crença
Considerando todas as imperfeições do pensamento racional, Hume determina certos cuidados que se deve ter ao fazer Ciência.
Tempo
: Quanto maior o tempo entre a observação do fato e a sua análise, menos nítida é a análise, pois se depende da memória cada vez menos clara dos resultados.
Subjetividade
: É impossível para ele abandonar a subjetividade, pois, para generalizar conceitos, sempre se está buscando extrair o que é comum de cada experiência pessoal que o sujeito teve.
Metafísica
: Hume nega o estudo da metafísica, pois vê que qualquer afirmação que se faça sobre ela
não pode ser provada
, de forma empírica e pragmática.
Os Limites da Ciência
Semelhanças
Devido especialmente ao momento em que viveram, os dois filósofos trabalham questões semelhantes, referentes
ao que se pode conhecer
e quais
métodos
são necessários para fazê-lo.
Ambos passam por uma
laicização do pensamento
: não mais se focam na teologia, mas sim no antropocentrismo e no
sujeito que conhece.
Para os dois, não podemos conhecer baseando-nos em convenções anteriores e tradições. Elas devem ser questionadas para garantir a veracidade do que se conhece.
Diferenças
Para Descartes (racionalista),
até a realidade é dubitável
, pois apenas o que passa pelo seu método pode ser uma verdade/certeza absoluta. Para Hume (empirista), a única certeza é aquela observável pela experiência da realidade;
é a verdade que é errônea
, pois é fruto da razão, que é apenas um meio de associar experiências.

Descartes defende a existência de ideias inatas, independentes de influências externas. Hume
nega a existência de tais ideias,
pois toda ideia seria derivada de um impressão (sensorial).

Descartes, apesar da dúvida constante, sempre busca uma verdade, logo
não é um cético
. Crê em
verdades absolutas
e indubitáveis. Já Hume,
cético
, critica esse caráter absoluto, pois diz que toda verdade é fruto de relações de ideias, que não são realmente observáveis por experiência. Assim,
toda certeza/verdade seria mero fruto do hábito, uma probabilidade
ou previsão do que pode ocorrer.

Para Descartes, a razão,
sozinha
, é capaz de deduzir e descobrir todas as verdades. Já Hume afirma ser a razão totalmente
dependente da experiência sensível
.
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