Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Copy of BIOMECÂNICA PARA EDUCAÇÃO FÍSICA

Aula de voleibol na perspectiva da práxis em biomecânica.
by

Graziany Dias

on 24 July 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Copy of BIOMECÂNICA PARA EDUCAÇÃO FÍSICA

Prof. Graziany Penna Dias
“Aprender não é nunca chegar a ser capaz de repetir o mesmo gesto, mas de, perante a situação, dar uma resposta adequada por meios diferentes.”

Maurice Merleau-Ponty

INTRODUÇÃO
Em qualquer atividade humana os aspectos mecânicos estão presentes influenciando, em muito, as ações humanas direcionadas a qualquer fim que seja. No voleibol, enquanto manifestação da cultura corporal (COLETIVO DE AUTORES, 1992), culturalmente produzida e historicamente situada; também encontramos os aspectos biomecânicos (cinéticos e cinemáticos) que influenciam os seus movimentos específicos, os fundamentos (posição de expectativa, saque, recepção e levantamento – toque por cima e manchete – levantamento, cortada e bloqueio).
Não implica, porém, que esses aspectos vão ditar como devem ser realizados os movimentos, mas como referências importantes que ajudarão na construção, inclusive, de um estilo próprio para a realização de qualquer um desses fundamentos.

A técnica será entendida aqui como meios para se atingir fins, de maneira que essa tem de estar subordinada às finalidades humanas e não o contrário (BRACHT, 2009). Iniciaremos por compreender esses aspectos e suas relações com os fundamentos do voleibol.
Foi criado em 09 de fevereiro de 1895 por William George Morgan, professor de educação física da "Associação Cristã de Moços" (ACM), na cidade de Holyoke, em Massachusetts, nos Estados Unidos da América O objetivo de Morgan, era criar um esporte de equipes sem contato físico entre os adversários, de modo a minimizar os riscos de lesões. Inicialmente jogava-se com uma câmara de ar da bola de basquetebol e foi chamado Mintonette, mas rapidamente ganhou popularidade com o nome de volleyball.
VOLEIBOL
A grosso modo podemos entender como a unidade entre teoria e prática.

Ação que visa transformar a realidade.
PRÁXIS
INTRODUÇÃO
TÉCNICA
Foi criado em 09 de fevereiro de 1895 por William George Morgan, professor de educação física da "Associação Cristã de Moços" (ACM), na cidade de Holyoke, em Massachusetts, nos Estados Unidos da América O objetivo de Morgan, era criar um esporte de equipes sem contato físico entre os adversários, de modo a minimizar os riscos de lesões. Inicialmente jogava-se com uma câmara de ar da bola de basquetebol e foi chamado Mintonette, mas rapidamente ganhou popularidade com o nome de volleyball.
VOLEIBOL
Biomecânica:
De acordo com Rasch (2008), podemos definir a biomecânica como sendo a mecânica aplicada aos organismos vivos e tecidos biológicos.


Cinética:
Estudo da ação das forças relacionadas á geração, sustentação, finalização e resistência do movimento. (HALL, 1999; NOZAKI, 1999).


Cinemática:
Estudo das formas e padrões dos movimentos, descrevendo-os, porém, sem se preocupar com a explicação de como os movimentos foram gerados. (HALL, 1999; NOZAKI, 1999).
FUNDAMENTOS DO VOLEIBOL E ASPECTOS
BIOMECÂNICOS - RECEPÇÃO

A recepção no voleibol é feita, em geral, por meio das ações do toque por cima e da manchete.
1 – Recepção (Toque por cima e manchete)
Quando realizamos o toque por cima, por exemplo, temos de ter em mente que todo o movimento que se acrescenta (ou se retira) nessa ação específica, adiciona (ou subtrai) mais energia mecânica, fazendo com que a bola vá mais longe (ou mais perto).
Transferência de energia
Quando há realização do toque por cima, da manchete e do saque; torna-se importante que ao realizar o fundamento, seja utilizado o corpo como um todo (DARIDO & JÚNIOR, 2007)
Podemos observar que em “A” o movimento é realizado apenas utilizando-se a extensão dos braços, fazendo com que a bola seja projetada com uma determinada energia
A figura “B”, mostra o uso das pernas e braços, trabalhando em conjunto para enviar a bola. Quando isso ocorre há uma soma das energias dos movimentos de extensão
Quando um aluno vai em direção à bola, deslocando-se para frente, para realizar sua recepção, pela manchete, esse aluno detém uma velocidade de deslocamento e ao tocar nessa bola (que já vem com uma determinada velocidade), vai lhe transferir mais velocidade,
Da mesma forma, quando pensamos no deslocamento feito em quadra, também podemos identificar esse processo da “transferência de energia” e sua influência nas ações do jogo.
Da mesma forma, se esse aluno se desloca para trás, (a favor da trajetória da bola) na hora que está realizando o toque ou a manchete, ele acaba retirando parte da velocidade dessa bola, fazendo com que ela vá com menos velocidade, assim, menos energia mecânica (Figura B).
FUNDAMENTOS DO VOLEIBOL E ASPECTOS
BIOMECÂNICOS - SAQUE

Muitas vezes o que se observa e ouve-se de quem não consegue realizar o saque é o seguinte: a falta de força no braço para golpear a bola (NOZAKI, 1999).
1- sAQUE POR BAIXO
O saque historicamente vem passando por uma evolução, de modo que, atualmente, ele representa não só a forma clássica de iniciar a partida, colocando a bola em jogo; mas o primeiro momento de ataque que uma equipe realiza sobre a outra.
O SAQUE
Você já deve ter ouvido a expressão “serviço”, como sinônimo da palavra saque. Segundo relatos históricos, essa expressão veio do tênis. Seu aparecimento data desde o século XII, mas que foi passando por várias mudanças. Esse jogo era praticado pela nobreza.

Nos séc. XV/XVI na Inglaterra, por exemplo, ele era denominado "real tennis". O jogo como o conhecemos é recente (XIX). Sobre a palavra serviço, acontecia que os nobres da época se recusavam a iniciar a partida, colocando a bola em jogo. Assim, era solicitado a um(a) serviçal que fizesse essa ação.

Daí, o ato de pôr a bola em jogo, o saque, ser chamado de serviço, pois era feito por um empregado. A expressão sobreviveu ao tempo e passou a ser utilizada nos vários esportes que envolvem o saque, como o voleibol.
E por falar em história...
O corpo humano ao realizar uma ação, desenvolve movimentos angulares e lineares. Sendo assim, esses movimentos transferem velocidade tanto angular quanto linear.
2.1 – Velocidade angular e velocidade linear
Esse fundamento pode trazer a dificuldade na sua realização. Pois como tarefa, tem que se transpor a bola para o outro lado da quadra, fazendo-a avançar a uma distância de mais de 09 metros, passando por sobre a rede, de altura variável (de acordo com a idade e o gênero), mas que ultrapassa, em média, os 2,20 metros de altura, sendo feito com uma batida vigorosa por uma das mãos. Além disso, tem-se o problema da direção que a bola é batida, pois ela pode cair fora da área de 09 metros.
Na flexão da articulação do ombro, e, em relação a todo o braço movimentado, temos tanto a região 1 quanto a 2, com mesma velocidade angular, pois se tem, num mesmo espaço de tempo, o mesmo ângulo.
Contudo, teremos diferentes velocidades lineares para essas mesmas regiões, pois os descolamentos lineares são diferentes, como mostra a indicação da figura 2.
Isto implica dizer que se o sacador golpear a bola com a mão (região 2) irá imprimir maior velocidade linear a ela do que se tocasse a bola com o antebraço (NOZAKI, 1999).
Portanto, na hora de golpear a bola é interessante que o aluno o faça com o braço estendido (BOJIKIAN e BOJIKIAN, 2008). Esse apontamento já demonstra que na execução do saque a força muscular do braço não é o fator determinante na sua realização. Mas a forma como se realiza o movimento.
E com essa referência é possível criar um estilo próprio na hora de sacar, pois não há aqui a determinação de qual ângulo o braço deve realizar para sacar a bola, isso vai depender da individualidade de cada um.

Talvez para algumas pessoas seja possível golpear a bola com um determinado ângulo que para outras talvez tenha de ser maior ou menor.
A aceleração positiva é outra referência, do campo biomecânico, importante para ajudar a compreender o movimento do saque por baixo. Cabe entender inicialmente a aceleração como sendo a variação da velocidade na unidade de tempo (HALL, 1999).

2.2 – Aceleração Positiva
Dessa forma, quando realizamos o saque é importante que o movimento seja sempre acelerado, implicando que na hora de golpear a bola não se pare o braço imediatamente, pois dessa forma se estará acelerando negativamente, ou seja, desacelerando, e, por conseguinte, diminuindo a velocidade transferida à bola. A figura 03 ilustra o que queremos dizer.
Entende-se a pressão como sendo a divisão da força pela área em que essa é exercida. Assim temos uma relação importante expressa da seguinte forma: quanto maior for a força, maior é a pressão, ou seja, a força é diretamente proporcional a pressão. E quanto maior for a área de contato dessa força, menor será a pressão, ou seja, a área é inversamente proporcional a pressão.
2.3 – Área e pressão
Assim na hora de golpear a bola essa pode ser uma informação relevante especialmente quando se tem dificuldade de transpor a bola para a quadra adversária, pois quanto menor o contato da superfície da mão com a bola, maior será a pressão exercida, transferindo, dessa forma, mais energia mecânica.
Não obstante, isso traz algumas implicações na questão da precisão, pois quanto menor a área maior pode ser a imprecisão na direção que essa pode tomar. Por exemplo, uma forma mais “precisa” de golpear a bola, pode ser com a mão em forma de “concha” (côncava) (BOJIKIAN e BOJIKIAN, 2008) que promove um maior contato da superfície da mão com a bola, aumentando a precisão, mas também diminuindo a pressão.
As outras formas de contato geralmente por apresentarem menor área de contato com a bola admitem um formato mais convexo, que aumenta a pressão exercida na bola, mas perde-se na precisão. Isso pode ser observado, quando da realização de um saque, a bola sai lateralmente ao invés de transladar em linha reta. As figuras 04 e 05 a seguir ilustram essas relações.
O saque por cima, também chamado de saque tipo tênis, tem se constituido numa das principais formas de ataque. Em competições basicamente não se vê outro tipo de saque sendo utilizado, pois esse é extremamente difícil de ser defendido.
2 - Saque por cima no voleibol
Existem diversas variações na forma de realizar esse tipo de saque, para efeitos de nosso estudo vamos ater aos dois mais conhecidos: o saque tipo tênis com rotação e o saque flutuante (BOJIKIAN e BOJIKIAN, 2008).
Cabe destacar que as mesmas reflexões feitas nos itens: “2.1 - Velocidade angular e velocidade linear”, “2.2 – Aceleração Positiva” e “2.3 – Área e pressão”; valem, também, para o saque por cima, não importando suas variações. Assim, fica a mesma referência de golpear a bola com o braço mais estendido possível, de forma acelerada e atendo-se as referências sobre área de contato da mão na bola.
Esses dois saques apresentam características interessantes, sob o ponto de vista biomecânico, quando entendemos a bola enquanto projétil. De acordo com Nozaki (1999), chamamos projéteis os corpos lançados ao ar e que não conseguem imprimir velocidade e direção própria durante sua fase de vôo. Nesse momento os fatores de interferência são: a “força da gravidade” e a “resistência do ar” (HALL, 1999).
Assim, quando a bola é golpeada ela sofre a força da gravidade, que atuará puxando a mesma de volta ao solo. No caso da resistência do ar teremos implicações interessantes.
De acordo com Rasch (2008) quando uma bola é lançada com rodopio ou batida fora do seu centro de maneira que rodopie, faz com que ela, por efeitos aerodinâmicos, tenha uma trajetória curva e a direção dessa curva terá relação com o sentido do giro que essa bola vai ter.
De acordo com a figura a seguir, temos o seguinte: o lado da bola que gira na direção da corrente de ar oferece menos resistência a essa, fazendo com que a pressão do ar seja menor nessa região da bola, não obstante a região da bola que gira contra a direção dessa mesma corrente de ar oferece maior resistência, fazendo que a pressão do ar seja maior nessa região. Isso cria diferentes pressões em lados opostos da bola. Esse fenômeno também é conhecido como efeito Magnus.
Assim o saque tipo tênis com rotação, feita no sentido anti-horário (igual ao da figura 06) tende a subir mais ajudando na transposição mais facilitada por sobre a rede. Essa rotação também possibilita uma trajetória mais uniforme já que a bola sofre a ação dessas pressões da corrente de ar. Entretanto, por ter uma trajetória mais definida ele é mais previsível a recepção do adversário. Para realizar esse tipo de saque a ação determinante é a da mão que no momento do golpe faz uma flexão do punho. Em outras palavras, a mão é projetada para frente e para baixo.
Saque Tipo Tênis
Já essa previsibilidade da trajetória não acontece com o saque tênis flutuante, pois nesse, a bola é golpeada de modo a não exercer nenhuma rotação, ou seja, ela vai “parada”. Com isso a bola “flutua”, descrevendo uma trajetória irregular. De acordo com Bojikian e Bojikian (2008, p. 82), quanto mais densa for a camada de ar que a bola encontrar mais freada será projeção. Para realizar esse saque a mão deve bater na bola de forma estendida, sem flexão do punho, ou seja, com a mão firme, como se fosse uma raquete a golpear a bola. Dessa forma, não é feito nenhum movimento de rotação na bola.
Pois além da velocidade da bola, a mesma vai retornar com a soma de grande parte da velocidade de deslocamento do aluno (Figura A). Isso faz com que essa bola vá para além do desejado (passá-la a um colega, por exemplo).
Dependendo da ação que empreendemos a essa bola, assim como da intensidade ou não da corrente de ar, fazemos com que ela “ganhe” efeitos que podem tanto facilitar a transposição da bola para o outro lado da quadra, quanto ser bem ofensivo, dificultando a sua recepção pelo jogador do outro time.
Considerações Finais
O presente material teve por intenção refeltir sobre alguns movimentos essenciais do voleibol, à luz da biomecânica.
Não obstante, esse olhar foi muito mais na perspectiva de compreender a influência desses aspectos, em caráter mais qualitativo, ou seja, de forma a compreender o movimento mais por referência da sua ação do que por meio de fórmulas.
Adredita-se que com essas referências possa ser possível criar um estilo próprio de realizar esses fundamentos. Outro aspecto relevante foi mostrar que essas ações do jogo não são estritamente força muscular, de maneira que é possível a todos(as) realizar os fundamentos, com base nas suas capacidades individuais. Talvez cada um faça de formas variadas para atingir o mesmo objetivo. É essa, portanto, nossa perspectiva de técnica, como dito no início, meios para se atingir fins, de modo que a técnica subordina-se ao ser humano e não o contrário.
Isso é um projétil?
E isso. É um projétil?
É um projétil?
E isso. É um projétil?
Aqui temos um projétil?
Projétil?
Não que essas não sejam importantes, mas na medida em que não se pretende aqui o aprimoramento técnico do gesto motor, como objetivo final das aulas de Educação Física; o compreender nessa perspectiva qualitativa garante antes a sua compreensão e, inclusive, sua reinvenção dos movimentos, que passam a ser mais carregados de sentido, já que se compreende não só “o como fazer”, mas também “o porquê se faz”.
Obrigado pela atenção!!!!!
Graziany P. Dias
Full transcript