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FILOSOFIA

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by

ademilson soares

on 12 March 2015

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Transcript of FILOSOFIA

Linguagem
Infância
A criança no mundo da linguagem
FILOSOFIA
A origem da história e a destruição da experiência
Podemos ainda hoje viver experiências?
Se o sujeito do discurso é puramente linguístico, o sujeito da experiência é linguístico
Viver experiências significa experimentar a língua
Investigar os limites e as possibilidades do pensamento
Investigar os limites e as possibilidades da língua
implica e pressupõe
Esta experiência remete
não ao inefável da linguagem



MAS




à auto-referencialidade da língua
Agamben inspira-se em Walter Benjamim
Benjamim buscava uma
"puríssima eliminação do indizível na linguagem"
Giorgio
Agamben
Walter
Benjamim
Na busca de eliminar o indizível,
Agamben indica a in-fância do homem
como lugar lógico e dimensão
transcendental anterior à palavra
A infância situa-se na fratura que marca irremediavelmente a linguagem humana como lugar da diferença entre língua e discurso
Ao romper a palavra, ao dar um passo atrás na estrada do pensamento ,
chegamos na experiência da criança, chegamos na infância como experimento da língua onde os limites da linguagem são buscados na própria linguagem
A criança porta
em si mesma
muito mais do que o silência ativo que diz
A linguagem humana
articula-se entre
O língüístico
Semiótico
Estruturado
Conceitual
Gramatical
Escrito
Registrado
O falado
dito
semântico
proferido
sentido
pensado
contado
narrado
não é reto o caminho que leva de um lado ao outro dessa articulação
De um lado, a língua estruturada
De outro lado, a fala livre
De um lado, a norma culta que conduz a minha fala
De outro, o desejo livre
que conduz o meu discurso
A experiência, o conhecimento, a infância e a história surgem da cisão entre língua e discurso

A linguagem contém estruturalmente essa relação e nada mais é que essa relação

Experimentamos e sentimos que só podemos falar a partir de nós mesmos e não a partir de uma língua acabada e estruturada

A infância, como experiência, mora na diferença entre língua e discurso
Educar os começos
com Simone Berle

Linguagem, infância e educação são inseparáveis
A linguagem possibilita interpretação e composição de sentidos. Nela aprendemos a valorar, contar e narrar.
Uma filosofia narrativa entrelaça história emaranhadas
a partir da convivência e da partilha
Coletivamente aprendemos a narrar o mundo em que vivemos
Narrativas que emergem concretamente do viver, nunca paralisado, sempre reinventado
Na escola, a linguagem emerge da convivência entre adultos e crianças em espaços coletivos
A infância é a experiência transcendental da linguagem e condição da linguagem
Por ser a infância do humano, a linguagem não pode ser objetivada em conceitos definitivos
A relação entre linguagem, infância e educação deve ser pensada a partir da complexidade do humano e das contradições entre o autônomo e o vulnerável
Só existe a infância porque há a necessidade de entrar na linguagem
É preciso reconhecer na criança o poder inventivo e infantil da linguagem
A infância possui a condição linguageira de dizer o mundo
A educação, possibilitando aprendizagens, ajuda a compor narrativas, ajuda a criança a adjetivar e dizer o mundo
Narrando e dizendo, construímos nossa biografia e nosso personagem
Inventamos um discurso que diz o que somos no mundo, o nosso e o dos outros
Tecemos histórias, configurando e estabelecendo sentidos com os outros para nós mesmos e para eles
A natalidade é condição humana por excelência. Nascem as crianças e nascemos nós. Elas chegam ao mundo e precisar de acolhimento para nele nascer e acontecer. Nós entramos no mundo quando saimos da vida privada e nos apresentamos na vida pública através de nosso discurso
A natalidade acontece porque aprendemos que somos iguais. a natalidade nos acontece quando aprendemos que somos diferentes.
Pela herança bionatural nos igualamos. Pela herança sóciocultural nos diferenciamos.
Só há vida humana quando identificamos a inseparabilidadde entre ação e discurso.
Nascemos quando aprendemos a inventar o mundo através de nossa ação discursiva
... somos iguais e distintos porque simultaneamente a linguagem nos constitui e é constituída por nós...
O que ocorre com a palavra, não ocorre com o traço, não ocorre com o volume, não ocorre com a cor. São diferentes modos de narrar, que, no entanto confluem e podem se misturar. As crianças facilmente misturam modos de dizer – ou narrar - mas nós, adultos, insistimos na segmentação. Na intenção de que aprendam cada especificidade para depois misturar o que sabem de cada uma. No entanto, o que se constitui é a segmentação do linguajar e não a interlocução com a sua pluralidade, com a possibilidade de experimentar-se nas diferentes formas de dizer-se e dizer o outro. Afinal “a subjetividade que se forma no cruzamento entre a ação e o relato, mostra o quem e não somente o que eu sou (BERLE, 2013, p. 8)
No encontro narrativo, falamos e compartilhamos sentidos
NOSSO COMPROMISSO É....
garantir que as narrativas de vida não sejam reduzidas a um discurso único. Que ritmos, linguagem, modos de ser e estar no mundo, de significar e expressar, possam ser conjugados sem serem menosprezados ou minimizados por sua não uniformidade, que as diferentes formas de dizer e conviver sejam tão legítimas quanto a palavra escrita (p. 14)
Na escola devemos ensinar a pensar e a falar... a falar e a pensar
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