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LINHA DO TEMPO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO

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Nathália Guterres

on 20 October 2015

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Transcript of LINHA DO TEMPO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO

PERÍODO DA DITADURA MILITAR
EDUCAÇÃO IMPERIAL 1823-1891
Constituição Imperial 1824 - instrução primária gratuita para os cidadãos livres e escravos libertos
REPÚBLICA VELHA 1889 - 1920
EDUCAÇÃO COLONIAL 1549 - 1822
Ação pedagógica jesuítica - educação eurocentrada para os donos de terra e senhores de engenhos - educação livresca, acadêmica e aristocrática
LINHA DO TEMPO DA EDUCAÇÃO DO CAMPO
Constituição de 1964 e emenda constitucional de 1969 - mantém as escolas rurais vinculadas as empresas e inicia o processo das reformas de ensino:
Reforma Universitária - 1968
Reforma de Ensino de 1° e 2° graus - integração do primário com o ginásio; ampliação da obrigatoriedade para oito anos; inicio da sondagem vocacional, visão profissionalizante.
Surgimento da Pedagogia da Alternância no Espírito Santo - 1969
Educação como instrumento da catequese e sedimentação do domínio português. Classes de ler e escrever para os filhos dos caciques
Expulsão dos jesuítas pelo marques de Pombal - 1759 - desestruturação do ensino durante treze anos
Reforma Pombalina - professorado leigo introduzido no ensino
Vinda da família real - organizaço de uma rede escolar para atender as demandas educacionais da aristocracia portuguesa e preparar quadros para novas ocupações técnico-burocraticas
Estado assume os encargos da educação - imposto sobre gêneros alimentícios destinados à manutenção das escolas e pagamento dos professores
Criação de cursos superiores; medicina, agricultura, economia política, química, botânica e academias militares
Criação das primeiras escolas para meninas - 1832
Lei Januário Barbosa - 15 de outubro de 1827 - construção de escolas publicas nas vilas e povoados. Exclusão do campo na construção de escolas
Congregações religiosas instalam escolas de ensino médio nas principais províncias
Criação das Escolas Normais - primeira escola em Niterói/RJ - 1835
Ensino mutuo idealizado por André Bell - crianças aprendem e ensinam entre si com supervisão de um monitor
Reforma Leôncio de Carvalho - 1879 - alfabetização de adultos do sexo masculino livres ou libertos
Constituição Republicana - 1891 - retira do texto a referência a gratuidade, condiciona o voto à alfabetização
Dualidade do sistema: educação da classe dominante (escolas secundárias acadêmicas e escolas superiores) e a educação do povo (escola primária e escola profissional)
1° Congresso da Agricultura Patronal do Nordeste - 1923 - criação de instituições escolares para menores pobres das regiões rurais (que revelassem pendor para a agricultura);
"garantia do desenvolvimento agrícola e transformação de crianças indigentes em cidadãos prestimosos".
Escolas Internacionalistas - anarquistas, anarco-sindicalistas e comunidades de imigrantes. PREOCUPAÇÃO DO ESTADO EM FECHAR ESSAS ESCOLAS EM NOME DO NACIONALISMO
Na área rural predomina o método Lancaster¹ para iniciação do professorado
¹ Método de ensino originário da Inglaterra que usava a monitoria ou o ensino mútuo para suprir a escassez de aducadores, atribuindo aos alunos mais adiantados a tarefa de transmitir a instrução recebida.
INDUSTRIALIZAÇÃO - ANOS 20
Criação da Associação Brasileira de Educação - ABE - 1924 - primeira sociedade de profissionais da educação com carácter nacional
Movimentos de reformas educacionais - luta contra o analfabetismo
Construção das primeiras escolas primárias: casa da professora
Educação Popular como/para escolarização de adultos
Continua em prática o método Lancaster-Bell para o professorado atuar nas escolas rurais, que continuam sendo mantida por particulares ou por iniciativas das comunidades e associações
REPÚBLICA POPULISTA 1930 - 1945
Constituição de 1934 - reconhece a educação como dever do Estado; ensino primário integral, gratuito e de frequencia obrigatória; extensiva aos adultos; financiamento da educação do campo - art 156
Sociedade Brasileira de Educação Rural - expansão do ensino e preservação da cultura local
Reforma Francisco Campos - educação secundário e superior - regime de séries - avaliação por meios de exames e provas para passagem para séries seguintes
Criação do Ministério da Educação e Saúde - 1930
Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova - 1932 - confronto entre os reformadores e os grupos liderados pelos católicos
Constituição de 1937 - retirada da gratuidade do ensino - educação profissional para as indústrias nascentes. Educação como veiculo de difusão ideológica - conteúdo cívico e moral
Criação do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) - 1937 - com o Fundo de Ensino Primario - construção de escolas rurais e inclusão da educação de adultos e educação infantil - Concessão de 25% do fundo para educação primária de adolescentes e adultos analfabetos - inicio da alfabetizaçãode jovens e adultos
Ruralismo Pedagógico - missões rurais; cursos de magistério rural - Sociedade dos Amigos de Alberto Torres - Clubes Agrícolas
Primeiras campanhas de alfabetização de jovens e adultos; distribuição de cartilhas e folhetos com noções de higiene, saúde, produção e conservação de alimentos
1° Congresso Nacional de Educação de Adultos que organiza o CEAA (Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos) - escolas ambulantes para alfabetização de adultos
Educação Popular entendida neste momento como extensão da escola para os filhos dos trabalhadores
Primeiro curso de Pedagogia - Faculdade de Filosofia (UFRJ)
Surgimento da extensão rural - campanhas de vacinação, cursos de enfermagem e higiene e cursos de formação social
EDUCAÇÃO RURAL E REDEMOCRATIZAÇÃO 1946 - 1958
Constituição de 1946 - educação direito de todos, gratuita e laica. Mantém sob responsabilidade das empresas o ensino na área rural
Reestruturação da Escola Normal organizada em dois modelos: o curso normal destinado a capital com duração de cinco anos e o curso normal rural com duração de três anos. A primeira Escola Normal Rural foi criada em Pernambuco em 1933, sendo reconhecida a nível nacional somente na constituição de 1946
1ª Conferência Nacional de Educação - afirmação do discurso do urbanismo pedagógico
Surgimento de três grandes movimentos camponeses: ULTAB (União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil - 1954 - RJ e SP); Ligas Camponesas (1955 - Pernambuco e Paraíba) e MASTER (Movimento dos Agricultores Sem Terra - 1950 - RS)
Acentuação da separação entre campo e cidade - subordinação da agricultura à industrialização
Lei orgânica de Ensino Agícola - visão sexista (separação entre meninas e meninos)
1ª Conferencia Internacional - CONFITEA - 1949 - na Dinamarca para discutir Educação de Adultos
2º Congresso Nacional de Educação de Adultos - 1958
Campanha Nacional dde Educação Rural - CNER - 1952 - propõe a criação de Centros Sociais de Comunidade e o desenvolvimento de uma pedagogia da educação comunitária
Lei orgânica da Escola Normal - caráter elitista, seja pela legislação, seja por sua população tipicamente de classe média urbana
EDUCAÇÃO NOS ANOS 60
2ª CONFITEA - 1960 em Montreal no Canadá
MNCA (Movimento Nacional Contra o Analfabetismo)
1° Encontro Nacional de Alfabetização e Cultura Popular - 1963 - Recife/PE
Revolução Cubana
Reformas de base: agrária, administrativa, bancária, fiscal, eleitoral - para evitar a revolução das massas
Criação da CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura) - 1963
Lançamento do Programa Nacional de Alfabetização com o método Paulo Freire - 1964 -
"formação humana do sujeito humano"
MEB (Movimento de Educação de Base) - 1961 - sistema de educação pelo rádio
CPC (Centro Popular de Cultura) - 1963 - UNE
MODERNIZAÇÃO
CONSERVADORA

CAPITALISTA

DO CAMPO
Fechamento dos movimentos de educação existentes em todo o Brasil, com exceção do MEB
3° CONFITEA em Tóquio no Japão em 1972
As atividades dos exilados contribuiu para a redefinição do conceito de Educação Popular
Projeto Rondon - 1968 - ações assistenciais e de integração sociocultural, realizadas por estudantes
No final dos anos 1970 começa a se rearticular iniciativas da sociedade civil apoiados pela Igreja Católica, vinculadas a Teologia da Libertação.
Transformação do Ensino Normal em habilitação de Magistério
REDEMOCRATIZAÇÃO
Diretas Já
Criação do MST
Criação das Centrais Sindicais
Constituinte de 1988 - obrigatoriedade e gratuidade para EJA - art 208 e 214
Aprovação da LDB - art 28 - prevê normas específicas para a educação do campo
Conferencia Mundial de Educação - 1990 -
"aprendizagem permanente e ao longo da vida"
- Definição do ano de 2015 como data limite para concretização de uma educação básica universal para todos os paises.
PRODERU (Programa de desenvolvimento rural) - 1980 - objetivo de complementar o salário de educadores para que permanecessem exercendo a docência no campo
PNAC (Programa Nacional de Alfabetização e Cidadania) - 1990
Programa de Alfabetização Solidária - 1997
PRONERA (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) - conquistado após o massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, em 1996
PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil)
PRONAF (Programa Nacional de Agricultura Familiar) - 1995
Cursos de Magistério e Pedagogia da Terra implementados pelo PRONERA
O reconhecimento de que as pessoas que vivem no campo têm direito a uma
educação diferenciada daquela oferecida a quem vive nas cidades é recente e inovador, e ganhou força a partir da instituição, pelo Conselho Nacional de Educação, das Diretrizes
Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo (2001). Esse reconhecimento
extrapola a noção de espaço geográfico e compreende as necessidades culturais, os
direitos sociais e a formação integral desses indivíduos
2007. Secad/MEC
O esforço feito no momento de constituição da Educação do Campo, e que se estende até hoje, foi de partir das lutas pela trasformação da realidade educacional específica das áreas de Reforma Agrária, protagonizadas naquele período especialmente pelo MST, para lutas mais amplas pela educação do conjunto dos trabalhadores do campo. Para isso, era preciso articular experiências históricas de luta e resistência, como as das escolas família agrícola, do Movimento de Educação de Base (MEB), das organizações indígenas e quilombolas, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), de organizações sindicais, de diferentes comunidades e escolas rurais, fortalecendo-se a compreensão de que a questão da educação não se resolve por si mesma e nem apenas no âmbito local: não é por acaso que são os mesmos trabalhadores que estão lutando por terra, trabalho e território os que organizam esta luta por educação.

Roseli Caldart
1° ENERA (Encontro Nacional de Educadores da Reforma Agrária) - 1997
2° ENERA - 2015
Passado dezoito anos do primeiro ENERA, o encontro denuncia a situação da educação pública no país e reafirma sua posição contra o avanço do capital na educação.
Além disso, o ENERA propõe o desafio de constituir num espaço de articulação entre os trabalhadores da educação e a sociedade um novo projeto de educação, que garanta a formação dos sujeitos nas diferentes dimensões humanas, numa perspectiva libertadora e transformadora.
REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
PAIVA
, Vanilda Pereira. Educação Popular e Educação de Adultos. 3º Ed. São Paulo: Edições Loyola, 1985
ROMANELLI
, Otaíza. História da Educação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1978
FENIX
- Revista Pernambucana de Educação Popular e de Educação de Adultos nº 01. Recife. NUPEP, 2003
CALDART
, Roseli Salete. PEREIRA, Isabel Brasil. ALENTEANO, Paulo. FRIGOTTO, Gaudêncio (Orgs). Dicionário da Educação do Campo. 2º Ed. Rio de Janeiro - São Paulo: Expressão Popular, 2012
CALAZANS
, Maria Julieta Costa. Para Compreender a Educação do Estado no Meio Rural: traços de uma trajetória. Therrien, Jacques & Damasceno Maria Nobre (Coords). Educação e Escola no Campo. Campinas: Papirus, 1993
RAMOS
, Marise Nogueira. MOREIRA, Telma Maria. SANTOS, Clarice Aparecida (Coords). Referências para umas olítica Nacional de Educação do Campo - Caderno de Subsídios. Ministério da Educação - Grupo Permanente de Trabalho de Educação do Campo. Brasília/DF, Fevereiro, 2004
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