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UFRGS HUM 01071 - ARF/EM I

2014/I - Semana 6/Aula 11
by

Gisele Secco

on 22 May 2017

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Transcript of UFRGS HUM 01071 - ARF/EM I

Como acionamos tais recursos no primeiro exercício de redação?
A. “O presente texto tentará apresentar os modos pelos quais, o segundo trecho se relaciona com o primeiro. Como através do tema que é abordado nos dois trechos, de apresentar os fatores principais que ligam e a variação das formas literárias da filosofia.

O segundo trecho do texto e relaciona com o primeiro pelo seu tema, que é as formas literárias da filosofia. No segundo trecho, nos informa que há dois fatores principais, que ligam as formas da filosofia, como também no primeiro trecho. Estes fatores são Schulphilosophie, que se refere a filosofia ligada especificamente ao seu ensino, e tem o filósofo como técnico da razão, e Weltphilosophie, que remete a uma filosofia como exercício de meditação ou de reflexão, sem ter relação com seu ensino, o filósofo é compreendido como legislador.

Neste segundo trecho também nos apresenta, semelhante ao primeiro, uma variação das formas literárias em filosofia. Na qual, elas surgiram conforme a sua necessidade, e cada filósofo, ou até na obra de um mesmo, há uma variação de estilos de textos e concepções filosóficas. Como por exemplo, escrever ensaios antes de Montaigne.

Assim, podemos entender que a variedade das formas literárias da filosofia, nos proporciona diversas possibilidades de tentar abordar na filosofia, as coisas que fogem a linguagem racional discursiva.”

O que fizemos até aqui
Uma introdução geral, através da leitura de dois textos que tematizam a multiplicidade das formas escritas da filosofia, sua "profusão grafomórfica" (Danto);
Quais são, portanto, os recursos conceituais de que dispomos até aqui?
No mínimo três:
B. “O corpo filosófico apresenta diversos pensadores e inúmeras teorias, as quais possuem os mais diversos intentos, entretanto, existe um elemento essencial tanto para o entendimento das ideias quanto no conhecimento da natureza do pensamento dos filósofos. Esse elemento é o estilo com que cada um expoem a sua teoria, ou seja, as formas literárias da filosofia.

Percebendo os múltiplos estilos de um mesmo filósofo em suas obras, compreende-se a própria intenção de variar o seu pensamento. Um exemplo disto é Wittgenstein o qual no seu Tractatus formula uma forma adversa das Investigações filosóficas, mostrando que por mais que a atividade filosófica consista na análise de textos e não de linguagem, uma análise linguística, juntamente com a filosófica, fornece uma melhor elucidação do próprio pensamento do autor.

Considerando-se o que foi dito, diferentes tipos de formas podem gerar diferentes tipos de estudo e diversos tipos de estudo geram diferentes olhares. Sendo a filosofia algo único, são as formas que a variam. Variando também seu público. A distinção feita por Kant entre Schulphilosophie e Weltphilosophie caminha nessa direção, não são filosofias distintas, mas diferentes formas de fazer filosofia.

Entender a importância dessa multiplicidade de formas é também entender as diversas exigências da expressão do pensamento ao longo do tempo, como se necessariamente para que algo novo você dito, tinha que ser original e, portanto, de distinta forma.
Diante disso, as formas literárias andam de mãos dadas com qualquer pensamento filosófico, impossibilitando um conhecimento da natureza da filosofia sem uma clara visão de como se desenvolvem seus diferentes estilos.”
C. “A autora pretende estabelecer, a partir da discussão sobre o caráter linguístico da filosofia, à maneira com que algumas formas literárias em filosofia se relacionam segundo dois fatores importantes: a) “épocas históricas precisas”; e b) uma distinção entre filosofia da escola (Schulphilosophie) e filosofia de mundo (Weltphilosophie); tais fatores implicam uma diversidade de estilos literários propriamente filosóficos, que em determinados momentos históricos, ora tornaram-se obsoletos (e.g. summa) ou esporádicos (e.g. o diálogo e a carta), ora influenciaram a posteridade a recorrer a tal estilo, como a composição de um ensaio, por exemplo. É, então, a diversidades das formas literárias que nos fornecem uma base para melhor compreendermos a filosofia historicamente, sobretudo enquanto se indique a distinção entre filosofia de escola e de mundo.

Essa distinção nos é dada analisando os dois trechos da seguinte forma:

1. filosofia de escola – exerce uma atividade especificamente ligada ao ensino e a análise de textos filosóficos, por meio de conceitos já estabelecidos;

2. filosofia de mundo – não exerce relação alguma com a prática pedagógica, mas tem como atividades o exercício de meditação ou de reflexão, sobretudo às questões que estão além da “linguagem racional discursiva” (logos). Tal tipo de filósofo que pretenda contemplar filosoficamente desta maneira é tido como o “metafísico” que, em outras palavras, procura investigar a natureza da origem e da extensão dos conceitos, bem como os limites de referenciação na qual se é expressa essas relações com os fatos do mundo.”
Os textos que mais se aproximam do que foi solicitado:
D. "O primeiro trecho do texto faz uma exposição sistemática do tema abordado, enquanto o segundo trecho, seguindo as orientações do primeiro, tenta desenvolve-lo brevemente, não com intenções de problematização do tema ou resolução de questões, mas com o intuito de apresentar o tema, de convidar o leitor a estudar e refletir sobre, evidenciando a importância de tal estudo. Essa característica indica que o texto é um ensaio, ou então, a introdução, que apresenta o tema para um aprofundamento posterior. Apesar da exposição feita no primeiro trecho, lembrando características de um tratado , o próprio autor deixa claro, na primeira linha, de que não passa de uma 'auto-reflexão'.

Ensaio, 'auto-reflexão', meditação, Weltphilosophie, é onde este texto de identifica, deixando em aberto a reflexão apresentada, sem medo de aproximá-la de palavras variadas e de interpretação subjetiva, como 'conceitos (...) retomados e recolocados, sempre deslocados e reinventados', que, apesar das relações claras entre os conceitos apresentados, exemplos dados e significados pretendidos pelo autor, passam longe de uma lógica rigorosamente testada, ainda que desnecessária."
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Departamento de Filosofia
HUM01071 - Análise e redação em Filosofia - Ensino médio I
Professora Gisele Secco
2014/I - Semana 6 - Aula 11

Dois exercícios de leitura de excertos de textos de Kant nos quais aparece a distinção entre a acepção ou o sentido escolar e a acepção cósmica/cosmopolítica do conceito de filosofia; a distinção foi utilizada por J.M. Gagnebin como um dos critérios para pensar as diferenças entre distintas formas literárias da filosofia;
Breves observações acerca de recursos conceituais provenientes de estudos da linguagem (diferenças entre funções da linguagem, gêneros textuais e modos de organização de um texto, tal como pensados pelos estudos literários e linguísticos);
A leitura de um texto literário ("Desenredo", de J.G. Rosa) com vistas a mobilizar nossas capacidades de identificação de conceitos potencialmente filosóficos em textos de natureza não-filosófica;
A leitura de um texto filosófico bastante introdutório, tendo em vista a utilização de uma distinção fornecida ali
(entre causas, motivos e razões para crenças e ações) para analisar as ações de um dos personagens do texto literário.
- Nossa leitura do texto de Rosa não contemplou, porque não era essa sua intenção, muitos dos aspectos relativos ao rico trabalho semântico, de construção de sentidos pela metamorfose da língua, típico do autor;

- Nosso foco de análise foi a transformação das ações e estados de crença do personagem Jó Joaquim com relação à sua inicialmente trinominada amada, amante de outros que não o protagonista: dissemos que o movimento de convencimento de si e dos demais (inlcuindo a amada), de que ela não o havia traído - nem ao primeiro marido, exemplifica o processo de
racionalização
descrito no texto de Geach como uma espécie de forja de razões quando não as há, mas apenas motivos - aqueles aspectos psicologicamente relevantes para um indivíduo;
A ideia de que distintas formas de escrita envolvem distintos pensamentos, na medida em que a "hipótese de trabalho" é a de que em filosofia a forma e o conteúdo do pensamento não são separáveis;
A distinção entre dois sentidos de filosofia - o sentido escolar o o sentido cósmico de que fala Kant, como de duas dimensões de uma mesma coisa - como um critério para categorizar e relacionar os diferentes estilos de escrita filosófica;
A distinção entre causas, motivos e razões como critérios para a compreensão de processos de justificação de crenças e ações, e também como uma maneira de diferenciar estilos de escrita filosófica entre si, bem como distingui-la de outrs estilos de escrita.
*
Problemas
de construção frasal e coerência/coesão textual; mau uso de vírgulas;

*Identifica
o tema
como algo em comum entre os dois trechos, o que é óbvio em se tratando de trechos de um mesmo texto;

*Utiliza um
exemplo
sem clareza de que se trata, pois a frase anterior falava de dois casos

*
Conclui
acrescentando informações que não constavam no corpo da "dissertação" anterior.
Ponto positivo:
utiliza um recurso adquirido em aulas anteriores, fazendo alusão aos textos de Kant nos quais aparece o papel do filósfo frente aos demais "artistas da razão".
*
Problemas
(pequenos) de construção frasal, concordância;

* Uso de um
exemplo
no qual a atribuição do
foco
está estranha;

* Equívoco de
interpretação
do texto base;


Pontos positivos: referência a outros textos (menção à distinção de Kant e alusão a um tópico do texto de Danto);
Acerto na interpretação da ideia de Kant;

[Não tenho certeza da adequação da metáfora das "mãos dadas".]
?
Pequenos
problemas
de texto (crase, concordância de número, escolha estranha de um verbo);


Equívoco de
interpretação
do(s) texto(s) ao(s) qual(ais) faz alusão: não se trata de "filosofia
de
mundo ou
de
escola", mas de dois sentidos, porque dois exercícios, de um mesmo conceito. Ademais, não é verdade o que está dito sobre o segundo sentido;

Erro de
interpretação
do texto base:as questões que abordam o inefável não tem maior lugar do que outras na segunda acepção do termo filosofia;

Inserção de temática nova e
relativamente desconectada
do resto na
conclusão
.
E. "Os parágrafos apresentam, sumariamente, tópicos essenciais no que toca a linguagem na composição de um texto filosófico, mais precisamente na relação que há entre o estilo literário usado e aquelas questões que são próprias da investigação filosófica (ou poderia-se dizer conteúdo, em uma concepção dicotômica de forma e conteúdo). Observa-se que o segundo parágrafo é um desenvolvimento contínuo do que o primeiro parágrafo apresenta sistematicamente.

Há, no primeiro parágrafo,
três
'pontuações' propostas:
que
, na filosofia, analisamos uma execução específica da linguagem, que é o texto escrito, e não a linguagem como um todo;
que
há dois tipos de exercício filosófico, uma ligada ao mundo do ensino e outro mais autônomo, sem estar vinculado com qualquer instituição com fins pedagógico;
que
há uma pluralidade de formas literárias. Ná prática filosófica, contudo várias outras manifestações estilísticas para além da escrita racional e sistemática representativa do gênero. No segundo parágrafo há uma retomada dos pontos tecidos em uma argumentação que fundamenta as formas literárias da filosofia em dois fatores centrais: os já referidos pontos da literatura acadêmica e da escrita autônoma (ou Schulphilosophie e Weltphilosophie) e a influência de ordem histórica. Ora, as exigências acadêmicas, em sua série de formatações específicas, traz um estilo bem característico de escrita, todo estruturado das regras de escrita e obedecendo à expectativa que o tipo de texto exige. Já os exercícios autônomos de escrita obedecem geralmente a fatores que parecem ser de ordem da sociedade e da época. Assim, vemos formas mais características de certos períodos históricos, como o gênero diálogo na antiguidade ou o do tratado na modernidade. Também na própria vida de um mesmo autor, há diversas concepções estilísticas.

Por fim, vê-se que o fazer filosófico está intimamente ligado a fatores como a demanda e o período histórico. Há, nesse contexto, como que uma diversidade de manifestações estilísticas compostas de acordo com os meios, mesmoque trate das mesmas questões."
O aluno percebeu a relação "todo-parte" entre os dois trechos: no primeiro colocam-se questões relativas à pluralidade de formas escritas em filosofia e no segundo discute-se especificamente uma delas (a segunda);

Além disso, ele soube articular as distinções apresentadas nos textos lidos em aula em sua análise, buscando classificar o texto base nas categorias em questão;
!
Curioso: o texto é resultado de uma palestra proferida em ambiente acadêmico ;)
?
O que devemos fazer?
Reescrever os textos, levando em conta as análises realizadas na aula de hoje.
Reler atentamente todo o texto da professora Jeanne Marie Gagnebin, de modo a compor seu pequeno exercício dissertativo distinguindo entre o que é mera exposição da estrutura do texto base e o que é propriamente dissertação acerca dos tópicos tratados nos dois trechos selecionados - o que pode incluir outros exemplos e outros recursos conceituais não utilizados nos exercícios apresentados hoje.
***
Essa será nossa primeira Atividade Autônoma, o que quer dizer que não haverá aula na quarta-feira, dia 09/04, e que vocês devem enviar o resultado do exercício para o email: gisele.secco@ufrgs.br até as 12 horas do dia 14/04.
Procurem escrever no mínimo duas e no máximo quatro laudas de texto.

(Sobre como contar laudas: http://www.sintra.org.br/site/?p=c&id=36&codcat=22 - usar fontes Times ou Arial, tamanho 12, espaçamento 1,5 entre linhas)
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