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Teorias Explicativas do Conhecimento - David Hume

trabalho de filosofia pt 2 lel
by

Sofia Gomes

on 24 March 2014

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Transcript of Teorias Explicativas do Conhecimento - David Hume

Teorias Explicativas do Conhecimento - David Hume
Ideias e Impressões
Segundo Hume não há ideias que não tenham derivado de impressões. A diferença entre estas é apenas de grau de intensidade, e não de natureza. As impressões são assim a origem, o fundamento e o limite de todo o nosso conhecimento. Este fica limitado às nossas impressões atuais e às nossas recordações de impressões passadas (ideias).
Critério de verdade do conhecimento: Para se saber se qualquer ideia é verdadeira basta indicar a impressão que lhe deu origem.
Segundo Hume, o que distingue essencialmente os conhecimentos de ideias dos conhecimentos de factos tem a ver com a veracidade das proposições. As verdades que obtemos na relação entre ideias são imutáveis - o seu contrário não é possível. Mas as verdades que obtemos na questão dos factos não são absolutamente imutáveis: como o fundamento de verdade se baseia na experiência podem ser desmentidas - o seu contrário é sempre possível.

Para Hume o facto de as matemáticas não necessitarem de confronto com a experiência só mostra que tal conhecimento não fala da realidade e apenas relaciona ideias (não nos dão conhecimento sobre o mundo). Assim Hume vai insistir nos conhecimentos de factos - o essencial da análise do conhecimento será a análise do conhecimento factual.

Desta forma, podemos concluir que todo o nosso conhecimento substancial é
a posteriori
. Logo qualquer ideia/crença sobre o mundo tem de ser justificada com base na experiência:
do que observamos e sentimos
so que recordamos de ter observado e sentido
Espécies de percepções. Caracterização.
Como já vimos, David Hume divide o conteúdo do conhecimento em duas espécies de estados de consciência ou percepções:
Impressões - caracterizam-se pela sua intensidade e vivacidade. Consistem em atos originários do nosso conhecimento e correspondem aos dados de experiência presente ou atual. Por exemplo: emoções, desejos, sensações auditivas, sensações visuais, etc.
Ideias - caracterizam-se por serem cópias das impressões, no entanto menos vividas e menos intensas. Consistem em representações ou imagens delibitadas, enfraquecidas, das impressões no pensamento. São como que marcas deixadas pelas impressões. Por exemplo: ideia de um cão a correr, de um carro a andar, etc.
David Hume
David Hume foi um importante filósofo, historiador e economista escocês, um dos maiores representantes do empirismo filosófico e ceticismo. Foi uma das figuras mais importantes da filosofia do seu tempo. É considerado precursor da filosofia kantiana.
Princípios Fundamentais da Relação entre Ideias e Impressões
Na relação entre as Ideias e as Impressões existem alguns princípios fundamentais que podemos inferir:
Todos os conteúdos do nosso conhecimento derivam da experiência;
Uma ideia só é válida se pudermos indicar a impressão ou impressões de que deriva;
As impressões sensíveis são não só o critério de validade do conhecimento humano como também o seu limite (o nosso conhecimeno está limitado pelas impressões ou sensações).
Hume irá aplicar rigorosamente estes princípios na reflexão sobre o problema da
causalidade
.
A que questão acerca do conhecimento responde a teoria de Hume ?
A teoria de David Hume responde à questão da origem e da validade do conhecimento. Sendo o principal defensor do empirismo
a posteriori
, Hume defende que todo o conhecimento tem por base e limite a experiência.
Deus e Cavalo Alado
A nossas ideias e opiniões acerca da realidade provêm dos sentidos. Como surge então a ideia de Deus e de cavalo alado ?
A Ideia de Deus: haverá alguma impressão/sensação correspondente? Se não há, então a ideia de Deus é uma criação da razão a partir de ideias como «inteligência», «sabedoria», «bondade», etc.
A Ideia de Cavalo Alado: esta ideia resulta da combinação da ideia de cavalo com a ideia de animais com asas. Há impressões correspondentes às ideias de cavalo e de animal com asas, mas não há nenhuma impressão correspondente à ideia de cavalo alado. Logo, é uma ideia falsa.
Vida e Obra
Como se designa a teoria de David Hume? Caracterização
A teoria de David Hume tem por base o empirismo. Este defende que a origem do conhecimento é a experiência sensorial, ou seja, é o conjunto das sensações ou impressões que servem de unidade básica do conhecimento. O príncipio básico do empirismo é que as nossas ideias e opiniões acerca da realidade provêm dos sentidos. Os empiristas surgem como reação e necessidade de refutar as ideias/teorias dos racionalistas. David Hume afirma que a dúvida metódica é radical e inultrapassável, recusando-a por ser impeditiva de alcançar qualquer certeza.
Quais são os conteúdos da nossa mente ?

David Hume nasceu na cidade de Edimburgo (Escócia) em 07 de maio de 1711 e morreu na mesma cidade em 25 de agosto de 1776. Era filho de pequenos agricultores, o pai Joseph Hume e mãe Katherine Falconer.

Ainda na adolescência começou a frequentar estudos literários. Logo após foi para a França, onde escreveu a sua Investigação sobre a Natureza Humana. Pouco depois escreveu os Essays, Moral and Political.
Quando foi nomeado bibliotecário do colégio de advogados de Edimburgo, escreveu a História de Inglaterra que publicou pouco a pouco o que lhe fez ganhar alguma fortuna e fama.

Viajou para França como secretário do embaixador inglês e antes de se retirar para Edimburgo, foi subsecretário de Estado. Devido à sua reputação, exerceu grande influência sobre os estudiosos e pensadores de França e Inglaterra. A filosofia de Hume tem origem tanto no empirismo de Locke como no idealismo de Berkeley.
Principais ideias e teorias:


- A experiência e a observação são os fundamentos sólidos para a ciência.

- Toda hipótese que não pode ser comprovada por meio da experiência deve ser descartada.

- Não houve evolução linear do politeísmo para o monoteísmo durante a história da humanidade, mas sim uma oscilação irracional (teoria da oscilação).
Principais obras:

- Tratado da Natureza Humana, 1740
- Investigação sobre o Entendimento Humano, 1748
- Investigação sobre o princípio da moral, 1751
- Discursos Políticos, 1752
- Diálogos sobre a religião natural, póstumo
- História natural da religião, 1757
- História da Inglaterra, 1762
- Minha Vida, 1776 - autobiografia
A nossa mente apenas pode ter acesso a imagens transmitidas pelos sentidos. O conteúdo mental é assim constituído por percepções,ou seja, é tudo o que ocorre na nossa mente. No entanto há dois modos de percepções na nossa mente:

O Sentir - constituído por sensações ou sentimentos (Impressões);
O Pensar - constituído por memórias e imaginações (Ideias).

Assim, tudo o que ocorre na nossa mente resume-se a Impressões e Ideias.
Tipos de conhecimento
Será que há para David Hume conhecimento
a priori
(independente da experiência) como para Descartes ? Embora em última análise para Hume todo o conhecimento provenha da experiência, (conhecimento
a posteriori
) é na diferenciação dos tipos de conhecimento que Hume admite haver algum apriorismo. Podemos referir então dois diferentes tipos de conhecimento:
o Conhecimento de Ideias
o Conhecimento de Factos
Conhecimento de Ideias ou Relação entre Ideias
Este tipo de conhecimento consiste em estabelecer relações entre as ideias contidas numa proposição.
O elemento de verdade destas pode ser conhecida pela simples inspeção lógica do seu conteúdo.
Embora todas as ideias tenham o seu fundamento nas impressões, existem no entanto proposições independentes dos factos - são puramente racionais. É o caso dos conhecimentos da Lógica e da Matemática, em que não é necessário recorrer à experiência para averiguar a veracidade das proposições (
a priori
).


Por exemplo: a proposição "O quadrado tem cinco lados." é falsa pois contradiz o significado da ideia de quadrado, ou seja, há incompatibilidade lógica entre sujeito e predicado.
Conhecimento de Factos ou Questões de Factos
O segundo tipo de conhecimento já implica portanto um confronto das proposições com a experiência. O Conhecimento de Factos consiste em estabelecer relações entre os factos que a proposição contém. O elemento de verdade destas pode ser conhecida inspeccionando a veracidade dos factos através da experiência (
a posteriori
). O valor de verdade não pode assim ser decidido pela inspeção lógica dos termos.
Por exemplo: na proposição "Este martelo é pesado" o elemento de verdade não pode ser decidido pela inspeção lógica dos termos - temos de a confrontar com a experiência. Assim a sua verdade ou falsidade só pode ser determinada
a posteriori
.
Problema da Causalidade
O
Princípio da Causalidade
é o fundamento de toda a investigação científica. Segundo este há uma ligação necessária ou uma
conexão entre dois fenómenos ou acontecimentos
- dado a ocorrência de um fenómeno A (causa), podemos prever ou antecipar a ocorrência de um fenómeno B (efeito). Logo, sempre que, em determinadas condições, acontece A, acontece necessáriamente B. Assim a afirmação de que "Todo o efeito tem um causa" surge como fundamento de grande parte da argumentação filosófica e das proposições científicas sobre o mundo.
Hume vai submeter este princípio a uma análise crítica rigorosa, baseando-se na sua teoria do conhecimento. Esta análise vai ser constituída por três etapas:
Observação de um facto;
Análise do fenómeno;
Conclusões.
Observação de um Facto
:
duas bolas de bilhar que chocam.
A : Vemos uma bola de bilhar imóvel em cima da mesa e outra que rapidamente se move em direção desta. B : As duas chocam e, a que estava parada, adquire agora movimento - Estamos assim perante o aparecimento de uma impressão sensível seguida de uma outra impressão sensível.

Análise do Fenómeno
:
como verificámos, sempre que se dá A acontece B.
Assim pensamos que acontecendo A, não poderá deixar de acontecer B. Estamos assim a falar de um facto futuro, que ainda não aconteceu. Nasce na nossa mente, como consequência da sucessão, a ideia de relação causal ou de conexão necessária. É aqui que Hume diz que ultrapassamos o que a experiência - única fonte de validade dos conhecimentos de facto - nos permite.
Conclusão
:
Nós inferimos uma relação entre causa e efeito por nos termos habituado a constatar uma relação entre factos semelhantes ou sucessivos.

A crença na ideia de causalidade tem um fundamento não-racional. Tal ideia não deriva da razão mas sim de fatores psicológicos - a vontade de que o futuro seja previsível e, logo, controlável.
Segundo Hume, todo o conhecimento científico "produzido" até agora é válido e verdadeiro apenas até agora, pois não podemos ter conhecimentos de factos futuros porque não podemos ter qualquer impressão sensível (experiência) do que ainda não aconteceu.
Contudo, este hábito ou costume é útil não só para a nossa vida quotidiana como é também nela que se baseiam as ciências naturais ou experimentais.
O Hábito ou Costume
“Because something always happened in the past, it does not mean that it will always happen in the future.” - David Hume
Conclusão
Mas de onde vem esta crença nas conexões causais?
Trabalho realizado por:
Raffaella Ergun Nº20
Sofia Sousa Nº21
Sofia Gomes Nº22

Neste trabalho concluímos que David Hume era um filósofo muito importante no seu tempo, pois as suas obras foram fundamentalmente influentes para outros filósofos.
Hume foi uns dos maiores filósofos britânicos que já existiu. O seu pensamento é baseado no ceticismo positivo, é considerado o fundador da escola cética ou agnóstica de filosofia .
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