Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Cada Um Cumpre O Destino Que Lhe Cumpre

No description
by

Sara Lopes

on 31 March 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Cada Um Cumpre O Destino Que Lhe Cumpre

Cada Um Cumpre O Destino Que Lhe Cumpre

"Cada um cumpre o destino que lhe cumpre"
INTERPRETAÇÃO DO POEMA
ESTRUTURA EXTERNA
RECURSOS ESTILÍSTICOS
RICARDO REIS
SÍMBOLOS
CONCLUSÃO
Cada um cumpre o destino que lhe cumpre.
E deseja o destino que deseja,
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.
29-07-1923
Neste poema o poeta defende uma filosofia de vida assente na aceitação do destino de uma forma tranquila, sem tentativas de o mudar, nem alimentando esperanças , pois "Nada mais nos é dado". É inútil tentar fugir ao destino, pois viver reside num total desajuste entre o que se deseja e o que se alcança.
O sujeito poético revela, o seu conformismo face ao destino, de fase estoicista – não vale apenas desejar, não vale apenas ter esperanças, porque a nossa vida será apenas como foi programada e o melhor é aceitar isso com dignidade.
Três quadras
Paralelismo:
vv 3-4 "Nem cumpre o que deseja,/Nem deseja o que cumpre."
Repetição:
(cumpre, deseja, destino e coube)
"Cumpramos o que somos. Nada mais nos é dado."
FIM
Nasceu no porto, em 19 de setembro de 1887.
Era mais baixo e mais forte que Caeiro.
Estudou num colégio jesuita e formou-se em Medicina.
As suas primeiras obras foram publicadas em 1924, na revista Athena, fundada por Fernando Pessoa. Mais tarde foram publicadas oito odes, entre 1927 e 1930, na revista Presença, de Coimbra.
Os dois primeiros versos longos (decassílabo)
Os dois últimos versos mais curtos (seis sílabas metricas)
Versos brancos
Comparação:
v.5 "Como as pedras na orla dos canteiros/O fado nos dispõe"
Pleonasmo
: v.10 "Do que nos coube que de que nos coube" (reforço da ideia)
DESTINO
Sucessão inevitável de acontecimentos provocados ou desconhecidos
Fatalidade
Fim, objectivo
Todo ser humano esta destinado a nascer, crescer, envelhecer e morrer.
"O Dr. Ricardo Reis nasceu dentro dentro da minha alma no dia 29 de janeiro de 1914, pelas 11 horas da noite."
Segundo o texto de Páginas Íntimas e de de Auto-Interpretação:
Com este poema o poeta refere que todos temos um destino, e que o temos de cumprir porque foi o que nos foi atribuido, não podemos cumprir um destino que não é o nosso. Que se nos é dado um destino temos que o seguir, e não temos escolha relativamente ao mesmo, é aquele que nos calha e é esse que temos de cumprir.
Full transcript