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Terapia do Divórcio e as Síndromes Contemporâneas da Separação

Disciplina ministrada no Centro Universitário UNA - Campus Aimorés (Belo Hzte/MG) em ago/set de 2013 na pós-graduação em EM CLÍNICA SISTÊMICA E PSICANALÍTICA DE FAMÍLIA, CASAIS E GRUPOS - 20h/a
by

Gabriella Morena

on 18 March 2014

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Transcript of Terapia do Divórcio e as Síndromes Contemporâneas da Separação

Terapia do Divórcio e as
Síndromes Contemporâneas da Separação

Aula 1
• Apresentação e expectativas (disciplina);
• Apresentação do plano de curso;
• Contexto histórico do casamento e do divórcio;
• O ambiente do divórcio
Aula 2
• Definição do filme para próxima aula;
•Desdobramentos do divórcio para pais e filhos;
• As novas configurações familiares;
• O papel dos avós nas famílias pós-divórcio.
Aula 3
• Debate de filmes (30pts);
• Conjugalidade x Parentalidade;
•Guarda compartilhada;
• A escola e pais separados.

Aula 4
•Entrega de fichamento (30 pts)
•Síndrome da Alienação Parental;
• Falsas denúncias de abuso sexual;
• Casos de litígio.

Aula 5
• Finalização de conteúdos;
• Avaliação Final (40 pts)

Gabriella Morena
gabriella.psi@gmail.com

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA
DIRETORIA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA, PESQUISA E EXTENSÃO
MBA/PÓS-GRADUAÇÃO EM CLÍNICA SISTÊMICA E PSICANALÍTICA DE FAMÍLIA, CASAIS E GRUPOS

13/08
20/08
27/08
03/09
10/09
Fracasso do casamento
Expectativas -> história, classe social, gênero e culturas
amor
sexo
coabitação
procriação
educação de filhos
administração de patrimônios
conquistas individuais
espaços privados
Ciclos do Casamento
Lei 6515 de 26/12/77 que regulamenta a Emenda Constitucional nº 9/1977 que autorizou o divórcio. (desquite -> separação judicial)
A lei 11.441 04/01/2007 permite a separação e/ou divórcio consensuais por via administrativa, no caso de não estarem envolvidos filhos menores ou incapazes.
Dados
O acesso à justiça e à varas de família é maior.

Duração dos casamentos (média)
2006: 18 anos
2011: 15 anos
2011: maior proporção - 5 e 9 anos de duração (20,8%),
seguida de uniões de 1 e 4 anos.

Faixa etária de maior n° de divórcios: 30 a 50 anos

2006: aumento de 7,7% (relação a 2005) - 162.244
71,7% das separações são pedidas pelas mulheres
2008: divórcio cresceu 200% em 23 anos
2010: número de divórcios é o maior desde 1984
2011: aumento de 45,6% (relação a 2010) - 351.153

Divórcios administrativos
2001: 26,8%
2011: 37,2%

Separações consensuais
2002: 79,1%
2006: 76%
2008: 71,7%

EUA: escolha de 50% dos casais para insatisfação conjugal.
Mudanças na família:
aumento do n° de divórcios
•Mudanças ideológicas: ideal democrático / igualitário de relações;
•Mudanças estruturais: arranjos familiares;
•Relações igualitárias de gênero ;
•Ênfase no bem estar e realização individual;
•Ênfase na afetividade, na relação conjugal e felicidade no casamento;
•Novas ideias sobre o divórcio;
•Divórcio sai de um lugar menor, dentro de um sistema governado pelo casamento, e ocupa um lugar próprio para um lugar
próprio;
•Obrigações no casamento x parentalidade.
Para alguns autores, a possibilidade de escolha livre do cônjuge foi a mudança mais significativa para o casamento ao longo da história.
1° Casamento
2° Chegada do 1° filho
3° Criação de filhos
4° Filhos jovens
5° Aposentadoria e velhice
Tarefas individuais
Tarefas conjugais
Considerações familiares ou sociais -> afeto, atração e no romance
O divórcio sai do lugar de coadjuvante da instituição do casamento e se torna uma instituição independente governando as vidas de pais e filhos com um alcance social significativo.

Move-se do domínio da sociedade e da família para dentro da vida interna do self.

Alguns autores chamam este movimento de “a cultura do divórcio”.

Livre escolha
+
ideário do amor romântico
=
ícone de
felicidade em nossos tempos
Até anos 70: Divórcio como última opção.
Revolução na década de 70 - NO FAULT na lei do divórcio: permite a dissolução consensual do casamento sem considerar CULPA, responsabilidade ou ofensa por parte de nenhum dos cônjuges.

O divórcio pode ser pedido sem que haja nenhuma razão, a não ser a vontade de um dos cônjuges ou de ambos.
Divórcios afetam as redes sociais, pertinências e identidades.
Revelam uma série de pré-conceitos da sociedade.
PERSPECTIVA PESSIMISTA
Erosão dos vínculos sociais e uma crescente falta de comprometimento e individualismo.
Opção individual, enquanto o casamento representa um comprometimento que sustenta os relacionamentos familiares intergeracionais, especialmente, a parentalidade.
PERSPECTIVA OTIMISTA
Não é que as famílias estejam se fragmentando, mas se transformando e se adaptando às novas condições sociais e econômicas.
Necessidade de assumir a diversidade familiar e remoção dos obstáculos estruturais para o bem-estar de todas as famílias.
Superação gerando mecanismos e
atualizando potenciais que não seriam
possíveis sem a crise.
O divórcio não é apenas um acontecimento individual, amoroso e privado de uma pessoa ou um casal.
REFERÊNCIAS DESTA AULA:

ARIÉS, P.; BÉJIN, A. Sexualidades Ocidentais. 3 ed. São Paulo: Brasiliense, 1987.
BORGES, C.C.; COUTINHO, M.L.R. Famílias e Relações Intergeracionais no Brasil Hoje: Novas Configurações, Crises, Conflitos e Ambiguidades. In: GOMES, I.C. (org). Família: Diagnóstico e Abordagens Terapêuticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.Curso de Extensão "Famílias e Separações: Temas Contemporâneos da Psicologia", Instituto NOOS: Rio de Janeiro, 2012 - Rosana Rapizo.
CARTER, B.; MCGOLDRICK. As Mudanças no Ciclo de Vida Familiar: Uma Estrutura Para a Terapia Familiar. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 1995.
COELHO, S.V. As Transformações da Família no Contexto Brasileiro: uma perspectiva das relações de gênero. In: AUN, J.G.; VASCONCELLOS, M.J.; COELHO, S.V. Atendimento Sistêmico de Famílias e Redes Sociais: Fundamentos Teóricos e Epistemológicos. Vol I. Belo Horizonte: Ophicina de Arte & Prosa, 2005. Pg 152-180.
JABLONSKI, B. Atitudes Frente a Crise do Casamento. In: FÉRES-CARNEIRO, T. (Org.) Casal e Família: Conjugalidade, Parentalidade e Psicoterapia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2011, p 81-95.
WALLERSTEIN, J.S; KELLY, J.B. O Ambiente do Divórcio. In: ___. Sobrevivendo à Separação: Como Pais e Filhos Lidam Com o Divórcio. Porto Alegre: ArtMed, 1998. Pg 25-48.
Justiça Eclesiástica: até sec XVIII
"Separações permitidas"
Critérios para anulação e dispensa do casamento


Justiça Civil: a partir do final do sec XIX
Partilha de bens e guarda dos filhos
Pesquisa

AMBIVALÊNCIA de valores:
sexualidade livre x ideal de relação monogamica, individualismo x familismo, apelo ao novo x comprometimento.

Filhos: retardar o divórcio

Novos casais: "será eterno enquanto durar" Vinícius de Morais.
Não ter filhos é uma opção.
A Emenda Constitucional 66/2010, conhecida como a Nova Lei do Divórcio, institui o divórcio direto, extinguindo a separação judicial, etapa anterior e necessária para o processo do divórcio.
Estatuto da mulher casada - 1962
Mulher não mais precisou da autorização do marido para trabalhar fora, receber herança, comprar ou vender imóveis, assinar documentos ou viajar.

Discriminação no emprego - 1968
Proíbe a discriminação por sexo ou estado civil para provimento de cargos sujeitos à seleção.
Dep. Nelson Carneiro
Na maioria das jurisdições o divórcio carece de ser emitido ou certificado por um tribunal para surtir efeito, onde pode ser bastante estressante e caro a litigância. Outras abordagens alternativas, como a MEDIAÇÃO pode ser um caminho mais assertivo.
Não foi legalizado
Valores judaico-cristãos: casamento indissolúvel

"Divortium quoad thorum et habitationem" Separação de corpos - permanência do vínculo matrimonial

Final Sec XIX: República e a laicização do Estado - casamento civil, separação de corpos (adultério, sevícia ou injúria grave, abandono voluntário do domicílio conjugal por dois anos contínuos e mútuo consentimento dos cônjuges, se fossem casados há mais de dois anos.)

1916: desquite - fim à sociedade conjugal. Autorizava a separação dos cônjuges, pondo termo ao regime de bens. Vínculo matrimonial permanecia.


Fonte: IBGE
55% - 65%
<10%
Centro de Pesquisas da Universidade de Chicago, 1998
Taxa de nupcialidade cresce em todo mundo!

Resquícios de pressões sociais (principalmente mulheres)

"Há uma distinção conferida ao estado de casado em quase todas as sociedades, além de uma repulsa em relação aos solteiros. O solteiro (...) é percebido como "meio ser humano", por não se beneficiar do trabalho de um cônjuge em sociedades em que existe uma divisão de trabalho bem demarcada entre os sexos."
LÉVI-STRAUSS por VIEIRA, 2000
O que faz durar um casamento?
Jovens solteiros: "só o amor constói", cultura do amor e da paixão = casamento, visão "hollywoodiana" da afetividade. Expectativas que não podem ser supridas.

Jovens casados: respeito mútuo.

Companheirismo, confiança, sexo, comprometimento, comunhão de ideias, persistência, certos traços de personalidade e sorte.
Casados, separados e idosos: companheirismo.

60 anos: estabilidade e segurança financeira
fonte: Datafolha, 1998 - Jablosnki, 1988 - Datafolha, 1991
Família
Casamento
Divórcio
Ocidente
Brasil
Centros urbanos
Empecilhos para o divórcio
Principais motivos
Iniciativa de pedidos

Relatam menos sofrimento dos filhos

Relações extra-conjugais
13%
Culpa

Recasamento

Relações extra-conjugais
50%
Fonte: Jablonski, 2001
Wallerstein & Kelly, 1998
Jablonski, 2001

O reconhecimento das novas configurações familiares é uma demanda social
O divórcio deu origem a uma série de arranjos de moradia
para as famílias com crianças que não se encaixam mais no
modelo nuclear . Nos primeiros anos desta era do
divórcio, as famílias originadas pelo divórcio eram consideradas famílias “rompidas”, “quebradas”,
ou “incompletas”. Esta condição era vista
como uma transição para um novo e
melhor casamento. Este tornaria a
família “completa” de novo. Nos anos 70
o divórcio era uma forma de substituir
um casamento falido por um
melhor . Mas, depois desta
época, a taxa de recasamentos
declinou.
O conceito de família não é universal e muda conforme o tempo.
Famílias alargadas
Famílias recompostas
Famílias monoparentais
Famílias homoafetivas
Produções independentes
Adoção
Casais sem filhos
Família tradicional
e o
Imaginário social
"Família tradicional": papeis eram definidos.
Mudança da "família margarina"
Mundo contemporâneo:
família em metamorfose
e lugares da maternidade
e paternidade nebulosos
"Papai Sabe Tudo" (Brasil), seriado estadunidense

EUA: 1949 (rádio), 1954-1960
Brasil: 1960-1980 (TV Tupi, Rede Globo, TV Cultura)
The Waltons. "Os Waltons" (Brasil), seriado estadunidense

EUA: 1972-1981
Brasil: Rede Globo
"make American families a lot more like the Waltons and a lot less like the Simpsons" George W. Bush, 1992
The Flintstones. "Os Flintstones" (Brasil), seriado animado estadunidense.

EUA: 1960-1966
80 países, 300 milhões de espectadores, dublado para 22 idiomas
"Pai de transi'ção"
Family Guy. "Family Guy" (Brasil), seriado estadunidense

EUA: desde 1999 (Fox)
Ganhou 6 prêmios (Emmy e Annie)
The Simpsons. "Os Simpsons" (Brasil). Seriado estadunidense.

EUA: desde 1989
REFERÊNCIAS DESTA AULA:

SOARES, L.C.E.C. A Família Com Padrasto e/ou Madrasta: Um Panorama. In: BRITO, Leila Maria Torraca (org). Famílias e Separações: Perspectivas da Psicologia Jurídica. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2008. Pg 82-112

A História de Nós Dois (The Story of Us. EUA, 1999). Direção: Rob Reiner. Após 15 anos casamento entra em crise e uma separação acontece quando os filhos estão em um acampamento de verão. Separados, tentam recomeçar sua vida e avaliam se uma reaproximação é possível.
BORGES, C.C.; COUTINHO, M.L.R. Famílias e Relações Intergeracionais no Brasil Hoje: Novas Configurações, Crises, Conflitos e Ambiguidades. In: GOMES, I.C. (org). Família: Diagnóstico e Abordagens Terapêuticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
BRITO, L.M.T. Adoção Por Cônjuge: Reais Vantagens, Quando? In. Revista Brasileira de Direito de Família. N° 13 – Abril/Maio 2002.
BRITO, L.M.T. Alianças Desfeitas, Ninhos Refeitos: Mudanças na Família Pós-Divórcio. In. BRITO, L.M.T (org). Famílias e Separações: Perspectivas da Psicologia Jurídica. Rio de Janeiro: Ed UERJ, 2008.
CARTER, B.; MCGOLDRICK. As Mudanças no Ciclo de Vida Familiar: Uma Estrutura Para a Terapia Familiar. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 1995.
Curso de Extensão "Famílias e Separações: Temas Contemporâneos da Psicologia", Instituto NOOS: Rio de Janeiro, 2012 - Rosana Rapizo.
Retratos de Família: a família contemporânea em cena. Disponível no YouTube no canal de videoscpflcultura.
Valor social dos universos masculino e feminino: Homem confrontado com as atividades domésticas - não acredita que se fará valer.
O que educa os filhos é o inconsciente parental: transmissão de valores
Desdobramentos da situação de divórcio muitas vezes são vistos como “patologias” que necessitam de tratamento.
Divórcios afetam as redes sociais e
identidades, escolher
"o lado"
Gerar transformações
ou
Cristalizar conflitos e disputas
Segundo vários autores, as crianças têm o maior
encargo do divórcio e do recasamento, devido a
expectativas culturais de como deveriam ser criadas,
dentro de uma família nuclear e da ausência de
recursos sociais aceitos para outros arranjos
familiares.

Criança como um objeto da partilha
de bens: dia DO pai, dia DA mãe.
Qual é o dia da criança?
Afastamento do genitor que não reside com a criança e de sua família de origem.;
Mudança na rede de apoio e social da família: moradia, vizinhança, amigos, escola, empregada, convivência com família extensa (avós, tios, primos, etc);
Mudança de hábitos, cuidados, regras;
Mudança de poder aquisitivo e “status” social;
Aumento de conflitos entre os pais, pouca disponibilidade emocional para os filhos, depressão, aumento da carga de trabalho fora de casa das mães;
Dano pelos conflitos continuados e litígios pós-divórcio;
Os filhos de pais separados, especialmente nos divórcios com conflito grave, ainda são considerados como mais “problemáticos”, apresentam menor rendimento escolar e mais dificuldade de realizar a transição para a vida adulta e estabelecer relações amorosas.
O divórcio implica em uma
reorganização da vida em
todos os seus âmbitos. Desde
os mais práticos até os mais
simbólicos.
"
A sociedade e as políticas públicas ainda
favorecem o casamento e as formas mais
tradicionais de família.
Os recursos sociais para as famílias que
passam pelo divórcio ainda são escassos.
As famílias originadas de novos
casamentos após um divórcio ainda
tentam cumprir os requisitos das famílias
de primeiro casamento e tentam igualar
as relações novas de convivência entre
parceiros e filhos de mais de uma família
original em normas de “parentesco”
tradicionais.
Todos os dramas íntimos e
públicos, o sofrimento intenso
após as rupturas das relações
amorosas e das famílias, os
sentimentos de fracasso e
inadequação revelam que o desejo
de estar vivendo um amor e
construir uma família baseada nele
ainda não foi substituído por nada.
Mulheres

Homens
Empobrecimento, especialmente as que ficam com a guarda dos filhos (apesar da recente aprovação da guarda ompartilhada, os filhos ainda ficam majoritariamente com as mulheres);
Imaginário social: maternidade é “mais necessária” para o bem estar dos filhos;
Sobrecarga pela guarda, dificuldades de pensar que os filhos podem ir morar com o pai;
A mulher separada ainda se sente discriminada socialmente;
O maior medo da separação é o de enfrentar problemas financeiros e de não terem coragem de enfrentar a vida sozinhas.
O homem, em geral, é o que sai da casa e perde o cotidiano da vida doméstica e familiar: a reestruturação de sua relação com os filhos exige grande aprendizado; Sentem-se perdidos, sem referências e solitários.

Muitas vezes é a primeira vez que serão responsáveis por seu cotidiano e por cuidar de si mesmos e de seus filhos sem a presença de uma mulher.

Há uma queixa consistente dos pais de que são excluídos da educação dos filhos tanto pelas mães como pela própria sociedade que não favorece a presença dos homens com seus filhos em tarefas cotidianas.
“Acho que 80% é dinheiro. O conflito começou quando eu fiquei
desempregado”

“Acho que a separação reforçou a paternidade. Antes tinha pouco tempo pra
curtir a casa, trabalhava muito e não tinha paciência. Depois da separação
as coisas se inverteram, passei a trabalhar menos e a ficar mais tempo
com meus filhos”

“Acho que poderia ter participado mais. A minha ex-mulher absorvia muito os
filhos e eu deixava...Ficava só no papel de provedor”

“Quando você tem filho, não dá mais para ser 100% você”

“Maternidade todo mundo sabe o que é...Paternidade não”


“Acho que com a separação ganhei mais responsabilidade sobre mim mesmo”


“Optei por ficar com minha filha pois eu sei ser mãe (...) fui criado por uma
super mãe”
"Sentia muita falta do meu pai. Chorava muito até perceber que não tinha perdido ele”

“Meu pai nos enganou e é por isso que eu não tenho uma boa relação com ele”

“No final do casamento era um inferno, eles brigavam todos os dias...agora é bom (...) acho que melhora com o tempo”

“Eu sentia mais ciúme da minha mãe e costumava xingar o namorado dela”

“Nós, filhos, não precisamos saber de todos os detalhes”

“Os pais não devem tentar forçar os filhos a conhecerem a nova namorada ou namorado, mas devem deixar eles decidirem quando
estiverem prontos”
Tendência cada vez maior das mulheres de dissociar a vida sexual da vida afetiva e de ter um ligeiro aumento do número de parceiros;

A porcentagem de mulheres que fica sem um companheiro aumenta com a idade: “pirâmide da solidão” (divorciadas, viúvas e solteiras);

As oportunidades de refazer uma relação conjugal são 23% menores para as mulheres a partir dos 35 anos do que para os homens em qualquer faixa etária.

Permanência, em maior grau, das crianças com as mães o que, dificultaria o encontro de parceiros, mas também por opção das mães de não manterem relações mais estáveis e que não envolvessem coabitação em função de seus filhos.
“Sempre fica a ferida de uma família que se desfez”

“Com a separação, some o espelho e eu tenho que me deparar
comigo mesma todos os dias (...) queria chegar num estado
onde todos os tapetes podem ser tirados e eu continue em pé
(...) não quero me perder de novo”

“Só quando eu me separei é que eu soube o que era um homem,
achava que o meu marido era igual a mim, que a gente via o
mundo da mesma forma”

“Não me sinto só para tomar decisões, o que me desespera é a
solidão em relação ao carinho, ao amor, ao companheirismo”

“Por pior que fosse meu casamento, hoje, eu preferia estar com
meu marido. O casamento dá segurança”

“Percebi que, em um primeiro momento, só pude lidar com a minha própria dor, não percebia a dos meus filhos."


“A riqueza deste encontro foi me ver debaixo do mesmo teto que
os filhos e ver que ao mesmo tempo há sempre duas histórias
diferentes. As histórias das mães e dos filhos nunca são iguais.”
Os homens tem mais dificuldade para sair do trabalho para reuniões escolares, levar filhos ao médico, e outras tarefas consideradas ainda mais pertinentes à mãe.

O divórcio tem aberto portas para a experimentação de novas formas de relação entre homens e seus filhos que tem sido cada vez mais valorizadas pela sociedade.

A reorganização financeira após o divórcio é penosa para o homem, mas tende a ser mais rápida e mais duradoura do que para as mulheres.

Pelo menos 1/3 dos homens não cumprem o acordo em relação à pensão para seus filhos. Para alguns homens a falta do cotidiano leva-os a se desobrigar da pensão.

Os homens tendem a refazer suas vidas afetivas e sexuais mais rapidamente que as mulheres. Os homens tendem a casar de novo em maior proporção do que as mulheres Os homens tendem a ter mais parceiras sexuais em um intervalo menor de tempo.
Cada vez mais existe uma ideologia igualitária em relação à
separação de um casal, em que tanto em termos de
sustento econômico, como afetivo, de disponibilidade e
responsabilidade quanto em decisões, pai e mãe são mais
chamados a gerir conjuntamente e em mais igualdade de
condições a vida dos filhos.
Metade das famílias apresentava evidências: marido e mulher viviam como estranhos há anos, alguns tinham amantes; comunicação ruim; sentimento de ser negligenciado; falta de reconhecimento. Não há culpa direcionada aos filhos.
WALLERSTEIN, J.S; KELLY, J.B. O Ambiente do Divórcio
A maternagem/paternagem pode se tornar um meio de compensação dos pais.
A DECISÃO DE DIVORCIAR:

Solução racional
Resposta ao estresse
Impulsivo
Encorajado por outros
REFERÊNCIAS DESTA AULA:

SOUSA, A.M. O Rompimento Conjugal. In: ___. Síndrome da Alienação Parental: Um novo tema nos juízos de família. São Paulo: Cortez, 2010. Pg 21-48.

CARDOSO, A.R. Debate sobre a Parentalidade. In: ___. Escola e Pais Separados: Uma Parceria Possível. Curitiba: Juruá, 2011. Pg 33-61.
Curso de Extensão "Famílias e Separações: Temas Contemporâneos da Psicologia", Instituto NOOS: Rio de Janeiro, 2012 - Rosana Rapizo.
DIAS, C.M.S.B; ATAÍDE, E.R; MAGALHÃES, K.A; ALBUQUERQUE, N.C.C. As Relações Entre as Gerações nas Famílias Chefiadas Por Idosos. In: FÉRES-CARNEIRO, T. Casal e Família: Conjugalidade, Parentalidade e Psicoterapia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2011. Pg 79-94.
DIAS, C.M.S.B. Pais São Para Criar e Avós Para Estragar: Será? In: GOMES, I.C. Família: Diagnóstico e Abordagens Terapêuticas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. Pg 67-72
MAGALHÃES, A.S; FÉRES-CARNEIRO, T. Em Busca de Uma Conjugalidade Perdida: Quando a Parentalidade Prevalece. In: FÉRES-CARNEIRO, T. Casal e Família: Conjugalidade, Parentalidade e Psicoterapia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2011. Pg 161-172.
Filmes escolhidos pelos alunos - informações disponíveis na apostila da disciplina (A Caça, A História de Nós Dois, A Lula e a Baleia, A Separação, Lado a Lado, Minha Vida, O Clube das Desquitadas, Uma Babá Quase Perfeita, Eu Tu Ele, A Origem dos Bebês Segundo Kiki Cavalcanti - Curta disponível em <http://portacurtas.org.br/filme/?name=a_origem_dos_bebes_segundo_kiki_cavalcanti>)
VIEIRA, R.F. Identidade Arquivada: Análise da Identidade e da Mortificação do Eu dos Velhos pelas Práticas Asilares. Dissertação de Mestradao. ANÁLISE DA IDENTIDADE E DA MORTIFICAÇÃO DO EU DOS VELHOS, PELAS PRÁTICAS ASILARES
O desafio de manter a parentalidade desconectada da conjugalidade.
SUBJETIVIDADE
Ser boa mãe
Ser bom pai
Função x Papel
Alteração dos exercícios dos papéis parentais
Conjugalidade atravessando a parentalidade

Conjugalidade x Parentalidade
"desatar o nó do casal, sem desmoronar o ninho
Solidariedade feminina intergeracional: a avó se oferece para ficar com o neto enquanto a filha vai trabalhar, estudar. Mas o pai não é evocado
"Batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão.
menininha quando dorme põe a mão no coração.
Sou pequenininha do tamanho de um botão,
carrego papai no bolso e mamãe no coração
O bolso furou e o papai caiu no chão.
Mamãe que é mais querida ficou no coração.

Fernando Pessoa
"Papai no bolso e mamãe no coração"
e a ressignificação de Fernanda
IDOSOS (Brasil)

População
2000: 7,3%
2020: 13%
>Expectativa de vida

Produção
27% dos idosos são responsáveis por 90% do rendimento familiar
86% são chefes de família

Consumo

6 milhões de idosos são
responsáveis por filhos
ou parentes

Corresidência
Família multigeracional
Família com três gerações
Família ampliada
Coabitação (permanente e recoabitação)

Filho que mora com pais tem filho
Filho casado com filho volta
para a casa dos pais.
Intimamente vinculada à situação financeira
AVÓS
+ companhia, atenção
- sobrecarga, situação imposta, saúde
PAIS
+ apoio material e afetivo (livre para projetos)
- constrangimento, conflito, falta privacidade
NETOS
+ escola, menos trabalho infantil
- interferência na educação

Consequências
Um genitor alterar a percepção da criança em relação ao outro genitor. E assim, fazê-lo odiar.
Morte em vida.
Direito ao nome, à famíla, ao sangue: direitos irrenunciáveis
REFERÊNCIAS DESTA AULA:

SOUSA, A.M. O Rompimento Conjugal. In: ___. Síndrome da Alienação Parental: Um novo tema nos juízos de família. São Paulo: Cortez, 2010. Pg 21-48.

CARDOSO, A.R. Debate sobre a Parentalidade. In: ___. Escola e Pais Separados: Uma Parceria Possível. Curitiba: Juruá, 2011. Pg 33-61.
Curso de Extensão "Famílias e Separações: Temas Contemporâneos da Psicologia", Instituto NOOS: Rio de Janeiro, 2012 - Rosana Rapizo.
DIAS, C.M.S.B; ATAÍDE, E.R; MAGALHÃES, K.A; ALBUQUERQUE, N.C.C. As Relações Entre as Gerações nas Famílias Chefiadas Por Idosos. In: FÉRES-CARNEIRO, T. Casal e Família: Conjugalidade, Parentalidade e Psicoterapia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2011. Pg 79-94.
DIAS, C.M.S.B. Pais São Para Criar e Avós Para Estragar: Será? In: GOMES, I.C. Família: Diagnóstico e Abordagens Terapêuticas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. Pg 67-72
MAGALHÃES, A.S; FÉRES-CARNEIRO, T. Em Busca de Uma Conjugalidade Perdida: Quando a Parentalidade Prevalece. In: FÉRES-CARNEIRO, T. Casal e Família: Conjugalidade, Parentalidade e Psicoterapia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2011. Pg 161-172.
Filmes escolhidos pelos alunos - informações disponíveis na apostila da disciplina (A Caça, A História de Nós Dois, A Lula e a Baleia, A Separação, Lado a Lado, Minha Vida, O Clube das Desquitadas, Uma Babá Quase Perfeita, Eu Tu Ele, A Origem dos Bebês Segundo Kiki Cavalcanti - Curta disponível em <http://portacurtas.org.br/filme/?name=a_origem_dos_bebes_segundo_kiki_cavalcanti>)
VIEIRA, R.F. Identidade Arquivada: Análise da Identidade e da Mortificação do Eu dos Velhos pelas Práticas Asilares. Dissertação de Mestradao. ANÁLISE DA IDENTIDADE E DA MORTIFICAÇÃO DO EU DOS VELHOS, PELAS PRÁTICAS ASILARES
"Se eu saísse com meu pai e estivesse curtindo estar com ele é como se eu tivesse traindo a minha mãe, sabe?"
Depoimento
Documentário A Morte Inventada
Pequenas palavras
Impedimentos de convivência
Fuga
Guarda dos filhos: 87,3% dos casos com a mãe
(IBGE)
Guarda compartilhada
2000: 2,7%
2010: 5,4%
(IBGE)
Compartilhar a criação do filho(a)
Possíveis consequências para os filhos:




Falta de referências
Falta de estabilidade
Baixo desempenho acadêmico
Dificuldades no relacionamento
Anos 80: crescia o número de crianças que exibiam rejeição e hostilidade exacerbada por um dos pais, antes querido.
GARDNER:
Brainwashing
SAP

EUA:
Outras síndromes relacionadas às situações de litígio conjugal
1986: Sexual Allegations in Divorce Syndrome
1988: Medea Syndrome (mães)
1994: Divorce Related Malicious Mother Syndrome (mães)

Disputa pela posse e guarda dos filhos
Criança difama um dos genitores sem motivos aparentes.
Para caracterizar a síndrome é fundamental a contribuição da criança em difamar, desrespeitar e importunar um dos pais, o que seria bem-vindo e incentivado pelo outro genitor.
Resposta à uma “programação” e amnésia quanto às experiências positivas.

Campanha de difamação
Racionalizações pouco consistentes, absurdas ou frívolas para difamação
Falta de coerência
Pensamento independente
Suporte ao genitor alienador no litígio
Ausência de culpa sobre a crueldade e/ou exploração do genitor alienado

Sintomas SAP
Não é reconhecida oficialmente (DSM-IV, 1994)

SAP como epidemia
Mídias sociais
Grupos
Materiais disponíveis

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Art. 226: "família é a base da sociedade”
Art. 227: compete à família, ao Estado e à sociedade
assegurar à criança e ao adolescente o exercício de seus direitos fundamentais.

A crise, as brigas, são, muitas vezes, uma demanda de interação.

Minuchin (1982): Quando ocorre a decisão pelo rompimento da relação do casal, o subsistema conjugal deverá se desconstruir, desencadeando no sistema familiar a necessidade de reorganização.

As mulheres podem se sentir sobrecarregadas com a guarda dos filhos, mas ainda tem dificuldades de pensar que os filhos podem ir morar com o pai.
O fato de ter atenção, afeto e acompanhamento dos pais, faz com que a criança tenha um sentimento de pertencimento, ainda que seus pais estejam separados no que diz respeito à conjugalidade (Jablonski, 2011).
Numa separação a guarda não é automaticamente da mãe.

A guarda compartilhada é dada à mãe ou ao pai de acordo com o entendimento do juiz considerando o que é melhor para a criança naquele momento (acompanhado por avaliações de assistentes sócias, psicólogos, etc), independente da vontade dos pais.

Acordo não significa concordar.
Dialogar!
Aumento do conflito entre os pais deixam pouca disponibilidade emocional.
Noção de guarda como posse. Quem tem a guarda tem o poder. Poder de manipular.
As crianças tem em mente que o dia de passear é com o pai no final de semana.

Objetiva trazer a convivência do pai e da mãe com a criança e não necessariamente viver na casa da pai na metade da semana e do pai na outra metade

“Esse filho não é só meu, não é só da minha linhagem.”
Genograma – filho como fruto da LIGAÇÃO entre os pais

Depois que meus pais se
separaram... do projeto Palco Acadêmico (Programa Pró-Adolescente/IP/UERJ)

Argumentos e contra-argumentos a não aplicação da guarda compartilhada:

Instinto materno x valorização de pai e mãe;
Litígio conjugal x o conflito permanece também na guarda unilateral
Duas casas: “a criança fica sem referencial” x as crianças, na atualidade, frequentam
diariamente diferentes espaços de convivência (creche, escola, cursos, casa dos avós), com regras sociais diferenciadas

Nos poucos casos que expressem a inviabilidade
da guarda compartilhada, sugere-se confiar a
guarda àquele genitor que seja mais permissível
em aceitar o outro, dessa maneira garantindo-se
o lugar de ambos os pais na vida do filho

LEI Nº 11.698, DE 13 JUNHO DE 2008

“Art. 1.584. A guarda, unilateral ou compartilhada, poderá ser:

I – requerida, por consenso, pelo pai e pela mãe, ou por
qualquer deles, em ação autônoma de separação, de divórcio,
de dissolução de união estável ou em medida cautelar;

II – decretada pelo juiz, em atenção a necessidades específicas
do filho, ou em razão da distribuição de tempo necessário ao
convívio deste com o pai e com a mãe.
A guarda compartilhada “não fixa padrões de
comportamento no que tange o
relacionamento entre pais e filhos após o
rompimento conjugal. A guarda conjunta
[compartilhada] deve ser construída no dia-adia
de cada família, dia tendo sempre como
princípio a manutenção do exercício da
maternidade e da paternidade”
(PEREIRA et al, 2008, p.288).
Ênfase dada à palavra da criança – culpa – alívio
(investigação MG, RJ, RS entre 2003-2007 – Tribunais de Justiça)
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