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Manuais de redação - estilo e texto jornlístico

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Karine Vieira

on 3 September 2013

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Transcript of Manuais de redação - estilo e texto jornlístico

Manuais de redação - estilo e texto jornalístico
Os manuais de redação no Brasil
Diário Carioca (1950) - primeiro manual de redação

Inspirado no modelo norte-americano o manual foi um dos elementos implementados na redação do jornal Diário Carioca, assim como o lead e o copydesk - redator responsável por reescrever as matérias e dar um tom uniforme a todos os textos.
"Um aspecto mais sugestivo e suscetível de interessar o leitor [grifo nosso] no acontecimento. Ordenar o desenvolvimento do resto da notícia pela hierarquia da importância da atualidade dos porme- nores. Usar parágrafos curtos e evitar palavras desnecessárias, qualificativos, principalmente, frases-feitas" (REGRAS, 2006).




Os manuais de redação no Brasil
De lá pra cá, outros jornais buscaram uniformizar a sua escrita incorporando um padrão de regras, termos e orientações para os seus jornalista: O Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo. A Editora Abril tem o seu Manual de Estilo para todas as revistas. A Zero Hora tem o seu Manual de Ética, Redação e Estilo. Uma característica comum a todos é a preocupação com uma linguagem didática:
"Resumindo, aqui vai uma lista de virtudes do bom texto: originali dade, cor local, ambiente, detalhes que ajudam o leitor a visualizar uma situação, simplicidade na explicação, ironia (leve, jamais ofensiva em nível pessoal e sempre a inteligências medianas), referências históricas e literárias para enriquecer a informação, nunca para mostrar erudição, respeito pela inteligência do leitor, respeito pela ignorância do leitor" (O GLOBO, 2007, p. 28).

"E um rol de pecados do mau texto: pedantismo, verborragia. Editorialização (enxerto de opinião em texto supostamente noti- cioso), ambigüidade, inexatidão, exagero, nariz-de-cera (abertura do texto que se perde em divagações e comentários genéricos), lugar-comum, repetição, redundância, contradição, detalhes inúteis ou óbvios, falta de ritmo, humor grosseiro (trocadilhos, principal- mente)" (O GLOBO, 2007).

Faz parte da filosofia editorial da Folha poupar trabalho ao seu leitor: quanto mais trabalho tiver o jornalista para elaborar as reportagens, menos trabalho terá o leitor para entender o que o jornalista pretende comunicar. O jornal deve relatar todas as hi- póteses. [...] Deve explicar cada aspecto da notícia, em vez de jul- gar que o leitor já esteja familiarizado com eles. Deve organizar os temas de modo que o leitor não tenha dificuldade de encontrá-los ou lê-los (FOLHA, 2006, p. 5).



Os manuais de redação no Brasil
Alguns exemplos de orientações - Manual do Estado de São Paulo:

1 - Seja claro, preciso, direto, objetivo e conciso. Use frases curtas e evite intercalações excessivas ou ordens inversas desnecessárias. Não é justo exigir que o leitor faça complicados exercícios mentais para compreender o texto.

2 - Construa períodos com no máximo duas ou três linhas de 70 toques. Os parágrafos, para facilitar a leitura, deverão ter cinco linhas datilografadas, em média, e no máximo oito. A cada 20 linhas, convém abrir um intertítulo.

3 - A simplicidade é condição essencial do texto jornalístico. Lembre-se de que você escreve para todos os tipos de leitor e todos, sem exceção, têm o direito de entender qualquer texto, seja ele político, econômico, internacional ou urbanístico.

4 - Adote como norma a ordem direta, por ser aquela que conduz mais facilmente o leitor à essência da notícia. Dispense os detalhes irrelevantes e vá diretamente ao que interessa, sem rodeios.

5 - A simplicidade do texto não implica necessariamente repetição de formas e frases desgastadas, uso exagerado de voz passiva (será iniciado, será realizado), pobreza vocabular, etc. Com palavras conhecidas de todos, é possível escrever de maneira original e criativa e produzir frases elegantes, variadas, fluentes e bem alinhavadas. Nunca é demais insistir: fuja, isto sim, dos rebuscamentos, dos pedantismos vocabulares, dos termos técnicos evitáveis e da erudição.







Os manuais de redação no Brasil
Manual - Estado de São Paulo:

22 - Não use formas pessoais nos textos, como: Disse-nos o deputado... / Em conversa com a reportagem do Estado... / Perguntamos ao prefeito... / Chegou à nossa capital... / Temos hoje no Brasil uma situação peculiar. / Não podemos silenciar diante de tal fato. Algumas dessas construções cabem em comentários, crônicas e editoriais, mas jamais no noticiário.
23 - Como norma, coloque sempre em primeiro lugar a designação do cargo ocupado pelas pessoas e não o seu nome: O presidente da República, Fernando Henrique Cardoso... / O primeiro-ministro John Major... /
39 - Nunca deixe de ler até o fim um original que vá ser refeito. Mesmo que você tenha apenas 15 linhas disponíveis para a nota, a linha 50 do texto primitivo poderá conter informações indispensáveis, de referência obrigatória.
40 - Preocupe-se em incluir no texto detalhes adicionais que ajudem o leitor a compreender melhor o fato e a situá-lo: local, ambiente, antecedentes, situações semelhantes, previsões que se confirmem, advertências anteriores, etc.
48 - Em caso de dúvida, não hesite em consultar dicionários, enciclopédias, almanaques e outros livros de referência. Ou recorrer aos especialistas e aos colegas mais experientes.




Estrutura do texto jornalístico:
Lead (lide) : vem do verbo inglês to lead que significa liderar, conduzir, comandar. No jornalismo o lead é o texto de abertura de uma matéria. É uma unidade de pensamento em si; introduz, resume e fornece explicações ao leitor; procura situá-lo diante dos fatos, cativando-o para que continue a leitura ou buscando satisfazer a curiosidade rapidamente.
O manual traz para a redação não apenas uma orientação de estilo e redação do texto jornalístico, mas também a posição ética do jornal, já que as orientações tem como objetivo fazer as reportagens serem compreendidas por todos os leitores de forma clara e simples.
Há uma preocupação didática com relação a audiência, já que o jornalismo está em ums instância pedegógica, pois dá a conhecer o mundo por meio das notícias. É uma forma de conhecimento (MEDITSCHI, 1992) crítico e que interpreta a realidade social.
O manual surge como uma forma de uniformizar os jornais não apenas na questão linguística, mas também no projeto gráfico.

“Cada jornal tenta encontrar sua própria face ou, pelo menos, traços distintivos que garantem sua faixa de público. Esta procura de face
pode ter uma gama de variações que vai desde a tentativa de reversão da quantidade em qualidade, ou a intensificação de
processos verbo-visuais no uso substantivo do espaço-folha, do tamanho de tipos, da integração imagem-palavra, até os jornais que
manipulam sensacionalisticamente as manchetes.” (SANTAELLA apud DIAS 2003, p.43).

Lead
O lead responde a seis perguntas básicas: o quê?, quem?, quando?, como?, onde?, por quê? e também, para quê?

Dá ênfase à parte principal da notícia, colocando-a em primeiro lugar a fim de despertar a atenção.
Fornece a rápida identificação das pessoas, lugares e eventos, para facilitar a compreensão da história sem, no entanto, sobrecarregar o texto com excesso de detalhes.
Chama à memória, lembrando a origem, o início da história, como eclodiu o fenômeno ou o problema.

Ex: Uma criança foi trocada por um quilo de carne ainda no berçario da maternidade, no Amazonas. A mãe, Maria Délia Araújo de Almeida, de 40 anos, confessou querer se livrar da criança porque já tinha 22 filhos, sendo que apenas cinco deles ficaram em seu convívio. A criança, uma menina, nasceu de parto normal, com boa saúde e está sendo criada por uma mulher conhecida apenas por Odineis.
Lead
Quem? uma criança
O quê? foi trocada
Para quê? Para se livrar da criança
Por quê? Porque já tinha 22 filhos e só criou cinco
Onde? No berçário da maternidade, em Manaus
Como? em troca de um quilo de carne

O lead responde boa parte das perguntas e outras aparecem nos parágrafos seguintes.
Nariz de cera:
Quando se abre a reportagem com uma informação, interpretação ou a até, uma opinião, antes de se chegar na informação principal. É uma digressão sobre o assunto tratado na reportagem antes de se dizer do que realmente se trata.
Vem da referência aos adereços usados por atores no teatro grego.

Ex: O dia das mães é uma ocasião especial para retribuir o amor e o carinho recebidos durante toda uma vida. Mas é, principalmente, uma das datas mais importantes para que comerciantes de todas as vertentes engordem o caixa e impusionem o desempenho dos seus negócios. O Pátio Brasil sabe a força e o apelo emocional provocado pela data e pelo terceiro ano consecutivo aposta em um evento que jpa se tornou uma das suas marcas promocionais: o projeto Mães Famosas, cuja a terceira edição começa hoje e que trará a Brasília três artistas da TV Globo.
Lead
Manual do Estado de São Paulo:
27 - Procure dispor as informações em ordem decrescente de importância (princípio da pirâmide invertida), para que, no caso de qualquer necessidade de corte no texto, os últimos parágrafos possam ser suprimidos, de preferência.


6 - Não comece períodos ou parágrafos seguidos com a mesma palavra, nem use repetidamente a mesma estrutura de frase.
7 - O estilo jornalístico é um meio-termo entre a linguagem literária e a falada. Por isso, evite tanto a retórica e o hermetismo como a gíria, o jargão e o coloquialismo.
8 - Tenha sempre presente: o espaço hoje é precioso; o tempo do leitor, também. Despreze as longas descrições e relate o fato no menor número possível de palavras. E proceda da mesma forma com elas: por que opor veto a em vez de vetar, apenas?
9 - Em qualquer ocasião, prefira a palavra mais simples: votar é sempre melhor que sufragar; pretender é sempre melhor que objetivar, intentar ou tencionar; voltar é sempre melhor que regressar ou retornar; tribunal é sempre melhor que corte; passageiro é sempre melhor que usuário; eleição é sempre melhor que pleito; entrar é sempre melhor que ingressar.
12 - Procure banir do texto os modismos e os lugares-comuns. Você sempre pode encontrar uma forma elegante e criativa de dizer a mesma coisa sem incorrer nas fórmulas desgastadas pelo uso excessivo. Veja algumas: a nível de, deixar a desejar, chegar a um denominador comum, transparência, instigante, pano de fundo, estourar como uma bomba, encerrar com chave de ouro, segredo guardado a sete chaves, dar o último adeus. Acrescente as que puder a esta lista.
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