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Arcadismo no Brasil

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by

Talita Albuquerque

on 17 November 2013

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Transcript of Arcadismo no Brasil

ARCADISMO
NO
BRASIL

O Arcadismo, também conhecido como Setecentismo ou Neoclacissismo. Ocorreu no Brasil na segunda metade do século XVIII.
De onde vem o nome do movimento? Faz referência a Arcádia, região no sul da Grécia, que por sua vez foi nomeada para fazer referência a semideus Arcas (filho de Zeus).
O que o movimento significou para a história do Brasil?

A luta do povo brasileiro pela liberdade, contra a opressão do governo Português no Período Colonial.
Essa busca pela liberdade foi causada pela tentativa de domínio português, e também pela derrama (era a retenção de 20% de ouro levado para as Casas de Fundição).
No final do século XVIII, o Brasil ainda era colônia de Portugal e sofria com os abusos políticos e com as altas taxas e cobranças.
Para prejudicar ainda mais o desenvolvimento da colônia, Portugal decretou uma série de leis que prejudicavam o desenvolvimento industrial e comercial do Brasil. Um exemplo é a lei que proibia o funcionamento de indústria fabril (aquela que transforma matéria-prima em manufatura).
Na Europa a influência do pensamento Iluminista burguês crescia. Havia uma valorização da ciência e do pensamento racionalista. Na França, em 1751, começam a ser publicados os volumes da Enciclopédia, que reunia pensadores como Voltaire, Diderot, D'Alembert, Montesquieu, Rousseau, e que pode ser considerada o símbolo da nova postura intelectual.
Em função do sentimento de revolta que envolvia a população brasileira - em especial o estado de Minas Gerais- o arcadismo, com seus ideais revolucionários, encontrou solo fértil para se estabelecer como novo movimento artístico no Brasil.
As principais características das obras do arcadismo brasileiro são: valorização da vida no campo, crítica a vida nos centros urbanos (fugere urbem = fuga da cidade), uso de apelidos, objetividade, idealização da mulher amada, abordagem de temas épicos, linguagem simples, pastoralismo e fingimento poético.
Os árcades rejeitaram a linguagem rebuscada da poesia barroca e buscaram inspiração no Antiguidade greco-romana e em Camões.
Principais características quanto à forma poética:
vocabulário simples
frases de ordem simples
ausência quase total de rimas
ausência quase total de figuras de linguagem
manutenção do verso decassílabo do soneto e de outras formas clássicas.
Em relação ao tema das poesias temos:
bucolismo
pastoralismo
fugere-urbem
convencionalismo amoroso
aurea-mediocritas
Tomás Antônio Gonzaga

Nasceu em Porto - Portugal (1744), mas era filho e brasileiros. Veio ainda criança para Recife e mais tarde para a Bahia, e durante sua adolescencia voltou para Portugal onde se formou em Direito pela Universidade de Coimbra.
Voltou ao Brasil onde foi nomeado Ouvidor Geral da Comarca de Vila Rica (atual Ouro Preto).
Nessa época, o poeta, aos 40 anos, dedicava poesias a Maria Dorotéia Joaquina de Seixas, de apenas 17 anos, que iriam fazer parte do livro "Marília de Dirceu". A família da moça, muito tradicional, opunha-se ao romance, mas aos poucos a resistência foi cedendo.
Em 1789, Tomás Antônio Gonzaga foi acusado de participação na Inconfidência Mineira. Detido, foi enviado para a Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, partindo depois para Moçambique, onde se casou com Juliana de Sousa Mascarenhas, filha de um rico comerciante de escravos, e teve um casal de filhos. Faleceu no exílio em dia desconhecido, no mês de fevereiro de 1810.
Sua Obra:
Nome Arcádio: Dirceu
escreveu poesias líricas, típicas do arcadismo, com temas pastoris e de galanteio, dirigidas à sua amada, a pastora Marília
Sua obra tem dois momentos: o primeiro no qual ainda está livre, sua poesia é voltada para o amor e a satisfação com o presente. O segundo momento é quando o poeta está exilado, sua poesia é carregada de tristeza e sede de justiça.

Principais Obras:
- Cartas Chilenas
- Marilia
Cartas Chilenas
É uma coleção de doze cartas com poemas satíricos que circularam pela cidade de Vila Rica pouco antes da Inconfidência, assinadas por Critilo (Tomás A. de Gonzaga) que fingia poeticamente que morava em Santiago no Chile, endereçadas a Doroteu (Cláudio Manuel da Costa) que morava em Madri.
Nessas cartas, Critilo narra como era o governo de Fanfarrão Minésio ( Luís da Cunha Meneses, governador das capitanias de Goiás e Minas Gerais).
Cláudio Manuel da Costa
Nasceu em Minas Gerais, em 1729. estudou Direito em Coimbra e voltou à terra natal para exercer a profissão e cuidar de sua herança. Apesar da vida pacata em Vila Rica, foi ele uma das vítimas do rigor com que o governo português tratou os participantes da Inconfidência Mineira.
Preso em maio de 1789, após um interrogatório, em julho, foi encontrado enforcado em seu cárcere. Há a hipótese de ter sido assassinado.
Como poeta de transição sua poesia ainda está ligada ao cultismo barroco, em vários aspectos. O autor tinha um pseudônimo árcade: Glauceste Satúrnio, o qual era um pastor que se inspirava em sua musa Nise.
Em 1773, escreveu seu poema mais eloqüente “Vila Rica”, o qual foi publicado somente após sua morte. Nesse poema há exaltação dos feitos dos bandeirantes, fundadores de diversas cidades da região mineira, além de narrar a história da atual Ouro Preto.
OUTROS AUTORES:
Basílio da Gama
Autor do poema épico O Uraguai, que tem por assunto a guerra movida por Portugal aos índios das missões do Rio Grande do Sul (Sete Povos das Missões).
Santa Rita Durão
Autor de Caramuru, poema épico de dez cantos. Formado por oitavas rimadas e incluindo informação erudita sobre a flora e a fauna brasileiras e os Índios do país, Caramuru é um tributo à sua terra natal. Segundo a tradição, a reação da crítica e do público ao seu poema foi tão fria que Santa Rita Durão destruiu o restante de sua obra poética.
QUESTÕES
Torno a ver-vos, ó montes; o destino (verso 1)
Aqui me torna a pôr nestes outeiros,
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros
Pelo traje da Corte, rico e fino. (verso 4)

Aqui estou entre Almendro, entre Corino,
Os meus fiéis, meus doces companheiros,
Vendo correr os míseros vaqueiros (verso 7)
Atrás de seu cansado desatino.

Se o bem desta choupana pode tanto,
Que chega a ter mais preço, e mais valia (verso 10)
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,

Aqui descanse a louca fantasia,
E o que até agora se tornava em pranto (verso 13)
Se converta em afetos de alegria.

Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.
Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o
momento histórico de sua produção.

a) Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.

b) A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia.

c) O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista da vida nacional.

d) A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a Metrópole.

e) A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em alegria.
LIRA 14 (Parte I)

Minha bela Marília, tudo passa;
a sorte deste mundo é mal segura;
se vem depois dos males a ventura,
vem depois dos prazeres a desgraça.
Que havemos de esperar, Marília bela?
que vão passando os florescentes dias?
As glórias, que vêm tarde, já vêm frias;
e pode enfim mudar-se a nossa estrela.
Ah! não, minha Marília,
Aproveite-se o tempo, antes que faça
o estrago de roubar ao corpo as forças
e ao semblante a graça.
(TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA," Marília de Dirceu")
Quando, Lídia, vier o nosso outono
Com o inverno que há nele, reservemos
Um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o estio, de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa -
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes.
(RICARDO REIS, "Odes")
a) Em que consiste a "filosofia de vida" que a passagem do tempo sugere ao eu lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga?
b) Ricardo Reis associa a passagem do tempo às estações do ano. Que sentido é dado, em seu poema, ao outono?
c) Os dois poetas valorizam o momento presente, embora o façam de maneira diferente. Em que consiste essa diferença?
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