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O Doido e a Morte

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by

Carina- Joana Oliveira

on 11 April 2016

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Transcript of O Doido e a Morte

O Doido e a Morte

Ação do texto dramático
Evolução da relação entre as personagens
Presença de Cómico de Situação
Relação entre o Governador Civil e o Sr.Milhões:

Exposição (linha 1-36):
A peça começa com o Governador Civil, Baltazar Moscoso, dramaturgo frustado, que tenta escrever mais uma das suas peças medíocre.

O seu empregado Nunes avisa-o que o Senhor Milhões o vem visitar com uma carta de recomendação do ministro.

Ao ser recebido, o Senhor Milhões liga a campanhia eléctrica da secretária a uma caixa que transporta consigo.
Conflito (linha 37- 404):
Estrutura interna
Seguidamente, o milionário Sr.Milhões cumunica que acaba de ativar uma bomba, que rebentará daí a vinte minutos.

Desesperado e angustiado, o Governador Civil vê-se abandonado por todos, inclusive Nunes e a sua esposa, D. Ana.

Indiferente á aflição de Moscoso, o Senhor Milhões faz uma critica arrasadora das convenções sociais e a defesa de um sentido último para a vida.

O Governador Civil admite que a sua vida foi uma mentira.
Prestes a explodir a bomba chegam dois enfermeiros que vêm buscar o Senhor Milhões, o doido.

Por fim, a bomba não passava de uma mera diversão, sendo feita de algodão em rama,e não do temido peróxido de azoto, o que leva o Governador Civil a falar um palavrão entre a raiva e o alívio.
Desenlace (linha 405- 413):
No inicio do texto drámatico, o Governador Civil admirava o Sr.Milhões, devido a ele ser o "Homem mais rico de Portugal" (linha-33). Com o passar do tempo, o Governador Civil acabou por perceber que o Sr.Milhões não passava de um mero tolo ( "Ó Nunes, ele está doido" - linha 94 ; "O senhor é tolo!" - linha 129; 257;) , acabando por lhe ganhar ódio ("O senhor é cruel" - 360; "O senhor é pior que um inquisitor" - linha 367) , pois sem motivo nenhum este o escolheu para morrer - ("Ao senhor escolhi-o para morrer comigo" - linha 74). Com isto o Governador ficou angustiado, preocupado e nervoso ("Ai jesus! ai jesus! ai jesus!" - linha 113)

Pelo contrário o Sr. Milhões manteve a calma, e a sua boa disposição, ao longo de toda peça. Ele acaba por justificar os seus atos por se considerar um Imperador, um Rei, um Deus - (" Eu sou imperador, sou Rei, sou Deus! Posso á vontade aniquiliar o universo" linha 108/109). E que ao trazer a morte acaba com as maldades da Terra. (" Eu sou eu, sou um amigo da humanidade. É um gesto meu desaparece a desgraça da face da Terra, acabam os crimes, as misérias e as paixões").
"Quando eu tocar nesta campainha arraso com tudo. O peróxido de azote é a maior invenção deste século. Basta carregar aqui com o dedo... Mas nós ainda não nos explicámos. Temos tempo." Linha 68-72;

" E à medida que os segundos olhos se me foram abrindo, mais funda se me radicou a vontade de destruir tudo isto." Linha 126-127;

"Vamos! Vamos! Isto a bem dizer nao é a morte, é pulverizaçao. Nao se sente nada, verá" - Linha 234-235

"Não diga mal dos doidos. Todos os homens que fizeram alguma coisa no mundo eram doidos. Devemos-lhes a vida artificial. Na realidade devemos tudo." - linha 274-275
Sr. Milhões - O ridiculo da sua lucidez
O ridiculo da bomba ser de algodão:

Relação entre o Governador Civil e D.Ana Baltazar Moscoso:
O governador civil lembra-se de chamar a sua mulher, para ver se ela ainda o consegue salvar. Mas quando a mulher chega e se confronta com a situação, ela mostra um desinteresse para com o marido, e só pensa na sua própria salvação.

Daí quando a sua mulher, foge para não morrer queimada, o Sr.Milhoes aproveita logo para rebaixar as mulheres ("Aí têm o senhor o que são as mulheres, a sua e as dos outros." - linha 233). Mas o governador não quer morrer com um desgosto de amor, por isso pede-lhe para nao lhe tirar as ultimas ilusões que tinha da mulher (linha 234).
"Governador Civil -

( Esgazeado, apontando a caixa)
O peróxido! O peróxido!

Um enfermeiro -

(Destapando a caixa e tirando para fora algodão)
É algodão em rama...

Agarram o Sr.Milhões que os afasta, saindo depois de pôr e tirar o chapéu lustroso e de cumprimentar cerimoniosamente.

Sr.Milhoes -
Tragam a caixa

Governador Civil -

(com os cabelos em pé)
Ai o grande filho da puta!" Linha 408- 413
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