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História do Pensamento Econômico e a Escola Austríaca de Economia - ESPM

Aula Magna
by

Helio Beltrao

on 5 April 2013

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Transcript of História do Pensamento Econômico e a Escola Austríaca de Economia - ESPM

A História do Pensamento Econômico e
a Escola Austríaca de Economia A Escola Austríaca é
a menor;
a mais antiga;
a que mais cresce. Austríacos Keynesianismo Marxismo Chicago / Monetaristas Novos clássicos /
Expectativas Racionais Milton Friedman John Maynard Keynes Robert Lucas MAINSTREAM - CONSENSO MACROECONÔMICO Por que existem "escolas" de economia? Ciências naturais Ciências sociais experimentos controlados, em laboratório

teoria testável por critérios objetivos

fácil distinguir "teoria científica"de "ideologia sectária" não há experimentos controlados

não há um alto grau de objetividade de critérios

linha divisória entre "teoria científica" e "ideologia sectária" difícil de traçar As escolas acomodam os diferentes pressupostos fundamentais científicos, com ou sem um manto ideológico. Por que estudar economia? Cooperação e intercâmbios Intercâmbios apessoais Para entender como:
Realizar desejos / alcançar objetivos Entender o que causa comportamento disfuncional Mas o que é a "saúde" da sociedade?
Qual o critério de "bom" ou "ruim"?
"Certo" ou "errado"?
"Justo" ou "injusto"?

A economia tem relação com a ÉTICA. Preços sempre existiram.
Mas como se formam os preços? Qual o critério de um preço "justo"? A Alta Idade Média - 1000 a 1250 DC Feiras de Champagne Europa integrada comercialmente
Lex mercatoria - lei privada, livre de impostos
Justiça feita pelas cortes privadas, ou cortes de comerciantes
Italianos oferecendo serviços de crédito Liga Hanseática LINHA DO TEMPO ... 600 AC - 100 AC Primórdios: Demócrito, Platão,
Aristóteles, Lao Tzu (Taoísmo) Alta Idade Média Feiras de Champagne
Liga Hanseática
Universidades da Europa
Catedrais Góticas
Relógio
Navegação por Astronomia
Metalurgia (alto-forno)
Avanços na Agricultura
Números arábicos (Liber Abaci) Aliança de cidades e comerciantes para o (livre) comércio
Negociavam isenção de barreiras e impostos
Possuíam seus próprios exércitos e sistema legal, independente dos países onde atuavam Mudança na concepção do mundo A CIÊNCIA começou a prosperar... E a arquitetura... O relógio mecânico... Ciclo de Estudos Político-Econômicos primeiro alto-forno alemão O livro que introduziu
os algarismos arábicos Universidade de Bologna

Outras fundadas na Alta Idade Média:
Paris, Modena, Cambridge, Oxford, Salamanca, Coimbra, Pádua. Tomás de Aquino Maior intelectual da Alta Idade Média
Universidade de Paris Construiu um sistema filosófico (baseado em Aristóteles) que unia os conceitos de:
direito natural
teologia cristã
ciência Para Aquino, "não há diferença entre matérias de fato e de moral. Deus ordenou as leis naturais que regem ambas."

"Um ato imoral é imoral, pois é não-natural. As ações das autoridades são ilegítimas, e não merecem o apoio dos cidadãos, sempre que forem contrárias à lei natural."

"As leis da moral tem o mesmo status que as leis da física: são absolutas; e é responsabilidade das autoridades da Igreja determiná-las."

"Então a autoridade da Igreja no assunto da moral e política depende de seu papel de intérprete." Papa Leão XIII Declarou em 1879 que o trabalho de Aquino é a doutrina correta da Igreja Católica. "O determinante do preço é a necessidade do consumidor, por sua vez refletido em sua demanda." O preço justo é o PREÇO DE MERCADO (exceto usura).

"Compras e vendas existem para o mútuo benefício das partes, pois um precisa o que pertence ao outro." Cícero (106AC-46AC) Propôs o seguinte problema: um comerciante leva grãos para um local que sofre fome por falta de alimentos. Ele sabe que outros o seguem com mais suprimentos. O comerciante tem a obrigação moral de informar os famintos que outros virão e sofrer uma queda de seus preços de venda? Ou pode ficar quieto e receber um preço mais alto? Sim, para Cícero.

Porém, Aquino argumentou que a chegada dos outros é um evento FUTURO, e portanto, INCERTO. A JUSTIÇA não o obriga a informar. Defendia a propriedade privada como necessária à vida terrena, como sendo

"...a melhor garantia de uma sociedade pacífica e ordeira, que promove o máximo incentivo à proteção e ao uso eficiente."

Era um argumento utilitarista, não moral. "Cada indivíduo é dono de sua própria pessoa, e o cultivo e uso de uma terra não previamente utilizada dá a este o título de proprietário."

(precursor de Locke e do libertarianismo) Paradoxo do valor Pensava-se que a "utilidade" ou "necessidade" determinava o preço, porém como explicar que a água é muito útil e necessária, mas é barata, e o diamante é pouco útil, mas é caro?

Pierre Jean Olivi (1248-98, teólogo franciscano francês):
"A água é superabundante e fácil de conseguir, enquanto o diamante é mais escasso e portanto mais valorizado." Foi um grande avanço, mas a resposta definitiva só ocorreu em 1871 com a revolução marginalista.

O valor de um bem é determinado pela sua "utilidade marginal", não por uma certa utilidade filosófica de um bem como um todo ou em abstrato. rei Felipe IV, o Belo Instituiu impostos nas feiras de Champagne (1300)
Confiscou o ouro e destruiu a Ordem dos Templários (1308)
Confiscou e expulsou os judeus e lombardos
Começou guerras (1290) Destruiu as feiras de Champagne e os Templários (antes o rei era soberano e dono das propriedades, mas NÃO instituía impostos regulares; só o aluguel das propriedades) Passou a taxar a Igreja e tomou o controle do Papado, consolidando o poder do estado ABSOLUTO.

E instituiu um regime de inflação devastador. 1350 Felipe IV, o Belo, destrói as feiras de Champagne e os Templários PESTE NEGRA A PESTE NEGRA (circa 1350) O declínio do padrão de vida, e a mal nutrição facilitaram a transmissão de doenças. Entre 1348-50, 1/3 da população da Europa foi dizimada (1/2 entre 1348-1400).

Cresceu o misticismo e o ocultismo, em detrimento das ciências. Estados absolutistas foram suportados por teorias absolutistas.

O NOMINALISMO negava o poder da razão de chegar-se à verdade sobre o ser humano e o universo, e de se chegar a uma ÉTICA. Somente o desejo de Deus através das escrituras podiam estabelecer verdades, leis e éticas. Ockham e Gregório de Rimini não eram nominalistas, para alguns estudiosos. Jean BURIDAN de Bethune (1300-58) Intercâmbios: "ambos se beneficiam, e o intercâmbio ou comércio NÃO é um tipo de guerrilha no qual um se beneficia às custas do outro." Vale mesmo que a troca seja IMORAL e condenada pela ética ou teologia.

"Quando Sócrates cedeu sua mulher com seu consentimento a Platão para cometer adultério em troca de 10 livros, qual deles sofreu uma perda e qual ganhou? Ambos sofreram dano de sua alma, mas ambos ganharam pois têm mais do que antes tinham!" Sobre a MOEDA:

"O dinheiro surge naturalmente de uma commodity no mercado, e o mercado escolherá este dinheiro como meio de troca, normalmente um metal que possuir as melhores qualidades para este fim." Então, o dinheiro, assim como as outras mercadorias, deve ser medido PELA NECESSIDADE DO SER HUMANO (visão de Mises em 1912!)

Buridan catalogou as características que uma commodity deve ter para virar moeda:
portátil
alto valor por unidade de peso
durável

Buridan tirou a moeda do âmbito do estado. Nicole ORESME (1325-82)

Aluno e seguidor de Buridan.

Lei de Gresham - colocou a lei no contexto correto, enfatizando que a distorção monetária é causada pelo GOVERNO, que fixa um preço diferente que o valor de mercado. "clipagem" de moedas 5 de abril de 2013 1871 Nasce a Escola de Viena (Austríaca)

Revolução Marginalista 1500 1250 1000 DC 1400 1600 Renascença Século de Ouro espanhol 1700 1800 Universidade de Salamanca O berço da economia - a Escola de Salamanca Diego de COVARRUBIAS (1512-1577) Teoria de valor subjetiva:

"O valor de um produto NÃO depende de sua natureza ou essência, mas da avaliação subjetiva do homem, ainda que tola." “Los que miden el justo precio de la cosa según el trabajo, costas y peligros del que trata o hace la mercadería, yerran mucho; porque el justo precio nace de la abundancia o falta de mercaderías, de mercaderes y dineros, y no de las costas, trabajos y peligros.” Pró-mercado
e liberal Escola de Salamanca MOEDA
INFLAÇÃO
PREÇOS E VALOR
LIBERTARIANISMO Luis SARAVIA de la Calle Instrucción de Mercaderes, 1544 “A experiência mostra que na FRANÇA, onde há menos dinheiro, PÃO, VINHO, ROUPAS, e TRABALHO, SÃO VENDIDOS POR MUITO MENOS. [...]O DINHEIRO VALE MAIS ONDE E QUANDO É ESCASSO, e menos onde e quando é abundante.” Martin AZPICUELTA ("Doutor NAVARRO") Juan DE LUGO (1583-1660) “Sobre a afirmação de que o governante pode saber o preço justo, afirmo que isto é impossível.” Pró-mercado
e liberal Escola de Salamanca MOEDA
INFLAÇÃO
PREÇOS E VALOR
LIBERTARIANISMO Juan DE SALAS “...preços caem pela rivalidade e competição entre os comerciantes.” Gerónimo CASTILLO de Bobadilla (1547-1605) Escolásticos Tardios (I) Escolásticos Tardios (II) Impossibilidade do equilíbrio:

"Um equilíbrio depende de tantas circunstâncias específicas, que só Deus sabe." A competição como um processo: Francisco de VITORIA (1483-1546) Demonstrou que a INFLAÇÃO é um imposto bem ocultado: "...constitui roubo qualquer tipo de diluição da moeda pelos governantes." Pró-mercado
e liberal Escola de Salamanca MOEDA
INFLAÇÃO
PREÇOS E VALOR
LIBERTARIANISMO Juan de MARIANA (1536-1624) “a informação é dispersa e subjetiva, e não se deve centralizá-la sob pena de a ordem social perder solidez.” Escolásticos Tardios (III) Fundador do Direito Internacional:

Denunciou a escravidão dos indígenas nas Américas, argumentando que "o Direito Natural é superior ao poder do estado." Antecipou Hayek em 400 anos: Autor de "De Monetae Mutatione" (1609),
primeiro tratado sobre inflação Sobre o MONOPÓLIO, afirmou que “o estado ou seu beneficiário podem vender um produto acima do seu preço justo (de mercado), e portanto nada mais é que um imposto disfarçado.” Juan de MARIANA (1536-1624) Ainda MARIANA: Defendia o tiranicídio radical:
"Qualquer indivíduo pode assassinar o rei quanto este impuser impostos sem o consentimento do povo, quando confiscar propriedade, ou quando impedir reuniões pacíficas de cidadãos." Em assuntos pessoais, CONDENAVA A CORRIDA DE TOROS, e quando os teólogos justificaram a matança, teria dito:

“no hay nada tan absurdo que no haya sido defendido por algún teólogo.” (mesma frase de Mises, sobre os economistas). Sobre o CASAMENTO, disse: “Alguien dijo inteligentemente que el primer y el último día del matrimonio son deseables, pero que el resto son terribles”. Entortar a cabeça dá torcicolo, e denuncia os apressados e curiosos. :-) Os Escolásticos entenderam que o valor e o preço de um produto são determinados:

I) pela avaliação subjetiva,
II) pela escassez ou abundância relativa do bem

OFERTA x DEMANDA ou ESCASSEZ x UTILIDADE A USURA:

Os Escolásticos tiveram dificuldade em superar a proibição da usura. A Bíblia fora interpretada, principalmente por Aquino, como proibindo a cobrança de juros. O dinheiro seria uma mera MEDIDA de valor, e não um ativo, e portanto não poderia haver rendimento.

Mas enfraqueceram a proibição da usura com alguns artifícios, como o de LUCROS CESSANTES (Molina). MERCANTILISMO Escolásticos Tardios Mercantilismo Com a consolidação dos Estados-Nação e dos regimes absolutistas, teorias que davam suporte a estas ideias prosperaram e se tornaram o pensamento "mainstream" da época (Maquiavel, Jean Bodin, Michel de Montaige, Botero). Defendiam que:

a) acumular metais preciosos é o mesmo que acumular riqueza;

b) as matérias-primas de um país devem ser usadas na indústria nacional, pois produtos finais tem valor mais alto;

c) perder reservas de ouro para outros países deveria ser proibido;

d) as importações devem ser desencorajadas, ou somente permitidas para serem beneficiadas pela indústria nacional. E proibidas, se houver produção nacional do bem.

e) que se deveria promover, via subsídios, todas as formas para exportar para terceiros, para obter mais divisas (ouro e prata). "Se alguém ganha, outro perde..."

O comércio desimpedido perde importância. Toda troca leva a um ganho.

"PREÇO é o que se paga, VALOR é o que se leva pra casa."

Quanto MAIS trocas, MAIS ganhos! PARA OS MERCANTILISTAS: PARA OS AUSTRÍACOS: Para os mercantilistas a entidade relevante é a NAÇÃO, e NÃO indivíduos, empresas, ou a interação entre eles. Os absolutistas se alimentaram na doutrina e construíram:
grande máquina estatal
altas despesas públicas
altos impostos
déficits e inflação
imperialismo
idolatria ao "estado-nação" Leviathan, de Hobbes Monopólios e privilégios Eram vendidos ou doados para aliados da coroa, ou para aqueles que ajudassem na coleta de impostos.

Companhia da Índia Oriental detinha o monopólio do comércio com a Ásia.

As barreiras comerciais faziam parte do sistema de privilégio. Instituídas as GUILDAS (associações de classe ou de ofício) para defender seus interesses. Havia PRIVILÉGIOS concedidos pela Coroa, em um regime de simbiose, contra o "hospedeiro" que era o povo.

Instituição de PADRÕES DE QUALIDADE, controles e regulamentações, que congelaram inovações.





Jean-Baptiste Colbert (1619-83), czar econômico de Louis XIV, levou essas práticas ao extremo Louis XIV POVO o apogeu do absolutismo A tradição CONTINENTAL de liberais Ensaio sobre teoria econômica (1730) Richard
CANTILLON
(1680-1734) Cantillon foi sócio de John Law, o arqui-inflacionista que convenceu o regente francês (após a morte de Louis XIV), o duque de Orleans, que ele poderia ter prosperidade eterna e nunca se preocupar com a dívida pública, via PAPEL-MOEDA.

Causaram o escândalo da Mississipi Company (1717-1720), um banco-companhia especulativo, cuja bolha estourou. John Law morreu na desgraça, mas Cantillon sobreviveu à bolha e surgiu como multimilionário. CANTILLON

PRIMEIRO teórico da economia

PRIMEIRO a utilizar o conceito de ceteris paribus ("todo o resto permanece constante")

Defendia o INDIVIDUALISMO METODOLÓGICO (se pode entender os efeitos na sociedade pelas ações dos indivíduos - a sociedade não age, indivíduos agem) Sobre preços: "é claro que a quantidade de um produto à venda, em proporção à demanda ou número de compradores, é a base na qual se fixam os preços de mercado."

Sobre o subjetivismo: a demanda "depende de humores, vontades, e modos de vida."

A importância do EMPREENDEDOR - ao contrário dos futuros Ricardo, Walras e neoclássicos que defendiam que os agentes de mercado têm conhecimento perfeito em um mundo estático, sem incertezas, CANTILLON entendia que o empreendedor tem uma função EQUILIBRADORA (contra Schumpeter, de rompimento), por "prever e investir recursos no futuro, ele ajuda a ajustar e equilibrar a oferta e demanda." O "Ensaio" dissociou Cantillon dos mercantilistas (pensamento "mainstream"). O efeito Cantillon “O excesso de papel-moeda emitido pelos bancos não prejudica a circulação enquanto estiverem sendo usados para compra e venda de produtos. Mas se um pânico ou uma crise levar os detentores desta moeda a demandar prata depositada no banco, a bomba explodirá e se perceberá que essas são operações muito perigosas”. De que forma um aumento de moeda leva a um aumento de preços?

“Em geral um aumento de moeda leva a um aumento proporcional de consumo que gradualmente leva ao aumento de preços. Os mineradores de ouro e prata aumentarão suas despesas e consumirão mais produtos, e darão mais empregos para outros que também crescerão suas despesas. Toda esta despesa em carne, vinho, lã, diminui a porção dos outros habitantes que não participaram da nova riqueza dos mineradores em questão. A maior demanda pela carne, vinho, lã, levará a maiores preços por estes, e causarão os fazendeiros a lucrar e aumentar seus gastos. Os que sofrerão pela inflação serão os proprietários na época do aluguel, os e todos os que ganham salário-fixo. Estes precisam diminuir seu consumo.” Hayek disse com entusiasmo que a teoria monetária de Cantillon “constitui, sem dúvida, a suprema façanha de um homem que foi o maior pré-clássico no mínimo nesta área, e que os clássicos em muitos pontos não só não superaram mas deixaram de igualar.” Turgot (1727-81) "Ensaio" de Cantillon (1730) "Riqueza das Nações" de Smith (1776) Sobre o poupador: "gasta tanto quanto o gastador, mas usa o dinheiro para aumentar o capital, e eventualmente beneficia o consumo de todos"

FOCO na ESTRUTURA da produção e na preferência TEMPORAL. Jean-Baptiste SAY (1767-1832) Tratado de Economia Política (1803)

“Tudo o que alguém produz representa, ao mesmo tempo, uma demanda por outras coisas. Se há mais sapatos produzidos, esses sapatos serão oferecidos no mercado em troca de outros bens. A expressão "a oferta cria demanda" significa que o fator produção é essencial.” Os Fisiocratas franceses Os Clássicos britânicos Adam Smith - considerado o pai da economia moderna com a "Riqueza das Nações" (1776). Tableau Oeconomique - o primeiro modelo de fluxo circular Rentistas
(donos de terra, governo) Agricultura
(classe produtiva) Indústria
(classe estéril) *setas representam gastos (c1760) Os métodos das ciências naturais passaram a ser usados na análise teórica das ciências sociais. Modelo Keynesiano Empresas Famílias Investimento *setas representam gastos Poupança Conceitos revolucionários Para o mercantilismo, gasto agregado causa crescimento Para Smith, gasto agregado, nível de preços, quantidade de moeda são IRRELEVANTES para o crescimento. Fisiocratas Então, o que causa crescimento? Divisão do trabalho
(e trocas) + Acumulação de poupança “Não é pela benevolência do açougueiro ou do padeiro que desfrutamos nosso jantar, mas por seu apreço a seu próprio interesse.” “Adam Smith descartou as contribuições anteriores sobre valor subjetivo, o papel de empreendedor, e sobre preços reais, e as substituiu por uma teoria de valor-trabalho, um foco no equilíbrio de longo prazo, e por um mundo onde o empreendedor desaparece. Ele misturou Calvinismo com economia, como por exemplo no seu apoio à proibição da usura, e ao distinguir ocupações produtivas e improdutivas.” (Leland Yeager, professor emeritus of economics Auburn University) Mas Smith não tinha uma teoria de preços - ele acreditava no valor-trabalho PAUL DOUGLAS (economista de Chicago, senador) disse:

“Smith desviou os intelectuais clássicos britânicos para um cul-de-sac de onde não emergiram, no que se refere à teoria do valor. A chance de começar em 1776 o que veio a ocorrer em 1870 se perdeu.” Para Smith, o trabalho produzia o produto inteiro, e aluguéis, renda e lucros deduziam deste valor - para os socialistas isso era um prato cheio. Defendia também a defesa nacional, subsídios à indústria naval, educação pública, cunhagem, correios, vários impostos (principalmente sobre artigos de luxo). Na teoria de Smith / Ricardo / Mill, NÃO HÁ espaço para EMPREENDEDORES, NEM há RISCO ou INCERTEZA. Presumem conhecimento perfeito, e equilíbrio de longo prazo. David Ricardo Ricardo foi o primeiro a separar a MACRO (curvas de crescimento, velocidade, PIB) da MICROECONOMIA (oferta e demanda).

Assumia que um aumento da oferta de dinheiro só afetava o nível de preços, e não impactava a produção, preços relativos, lucros. Nasce a Escola Austríaca - Carl Menger (1871) Menger criou uma teoria de preços baseada no VALOR SUBJETIVO, um reflexo do juízo de valor de cada indivíduo.

Criou (independentemente de Jevons e Walras) a REVOLUÇÃO MARGINALISTA, que deu origem à Escola Neoclássica e o que veio a ser conhecido mais tarde como Escola de Viena ou Austríaca (A Escola Neoclássica se dissociou da Escola Austríaca no início do século XX). Utilização da força dos ventos e da água para processos produtivos. Invenção da bússola
Navegação por astronomia Alto-forno (Alemanha) Para alguns biólogos, vale o holismo metodológico. A unidade biológica relevante para estes é a COLÔNIA de formigas, e não cada formiga.

Para os marxistas, se deve explicar a economia pelo holismo, a luta de classes, por exemplo.

["individualismo metodológico" e "individualismo na ética" não são propriamente a mesma coisa.] Poupança como vício Modelagem irrealista do agente Equilíbrio
geral Mercantilismo
requentado Inversão da
Lei de Say Foco no presente,
desvalorização
do futuro Homo
Oeconomicus
"racional" Informação
plena e
relevante Maximização
de
"utilidade" MACROECONOMIA KEYNESIANA Teoria clássica Oferta e demanda Síntese neoclássica A FRÁGIL ÁRVORE DO "MAINSTREAM" tratamento da economia
como ciência exata Simbiose Parasita estado +
guildas guildas estado + = Investimento "ADICIONA" ao fluxo circular Poupança é um "VAZAMENTO" do fluxo A dinâmica do TEMPO e
do CRESCIMENTO estão ocultos. Karl Marx Carl Menger Karl Marx Marx partiu a teoria do VALOR-TRABALHO de Ricardo e Smith, e via o HOLISMO metodológico (Capitalistas / Trabalhadores como blocos monolíticos) elaborou a sua teoria da EXPLORAÇÃO.

Para Marx, o que determina o valor de um produto é o trabalho, medido pela duração da mã0-de-obra na produção.

Se o trabalho produz o produto inteiro, como pode haver lucro? Capitalista contrata empregados, paga o preço justo, e vende com lucro? Para Marx, isso era a prova da exploração. No século XX, Böhm-Bawerk demoliu os argumentos de Marx.

Marx confundiu LUCRO com AGIO/JUROS. Há diferença entre bens no presente e bens no futuro. Trabalhadores recebem dinheiro HOJE, ao invés de trabalharem em conjunto para produzir e vender no futuro. O capitalista adianta o dinheiro.

O lucro verdadeiro (descontado do fator de tempo/risco) é transitório, e a competição tem o propósito de eliminar. Os JUROS não são transitórios, mas um PREÇO: o preço de trocas através do tempo.
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