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Figura Complexa de Rey

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by

Catarina Barba

on 8 December 2014

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Transcript of Figura Complexa de Rey

DESCRIÇÃO GERAL
A Figura Complexa de Rey é uma prova grafo-percetiva concebida por André Rey em 1942 e desenvolvida em 1945 por P. A. Osterrrieth. Esta prova “destinava-se a estabelecer o diagnóstico diferencial entre a deficiência mental constitucional e a deficiência adquirida no seguimento de um traumatismo craniano” (Robert, 1996).
MATERIAL E APLICAÇÃO
Existem 2 figuras diferentes
COTAÇÃO
PROCEDIMENTO DE APLICAÇÃO
Rey propôs um teste que consistia na cópia, e reprodução de memória, de uma figura geométrica complexa. A figura escolhida reunia as seguintes propriedades:

1 – Ausência de significado evidente;
2 – Realização gráfica fácil;
3 – Estrutura de conjunto suficientemente complexa para solicitar uma actividade perceptiva analítica e organizadora. (Rey, 1959)

Assim, a cópia da figura revelaria:
a atividade percetiva do sujeito
a reprodução de memória indicar-nos-ia a “extensão” e a precisão da sua memória visual
permite ainda revelar as funções executivas do sujeito, tais como: planeamento, organização e resolução de problemas

Paul Osterrieth (1944) reformulou e aferiu o teste inicial [ “L´examen Psychologique dans les cas d´encéphalopathie traumatique” (Rey, 1942) ]:

Considerar a ordem pela qual os elementos são desenhados na reprodução de memória (não só na cópia);
Sub-divisão da figura em 18 elementos (de valor idêntico), e avaliação quantitativa dos elementos da Cópia (não só à reprodução de memória);
Possibilidade de comparar com dados padronizados de sujeitos do seu grupo etário ( através dos pontos e do tempo de execução da prova);
Estudar os tipos de reprodução da figura em função do desenvolvimento da actividade perceptiva (perspectiva geneticista)
Propriedades estatísticas precisas e possibilidades interpretativas mais amplas
Atualmente...
Material :

- Modelo da figura a reproduzir;
- Duas folhas A5, colocadas na Horizontal;
- Lápis de cor (3 a 5);
- Cronómetro;
- Folha de registo;
- Manual técnico.

figura A ( a partir dos 8 anos)
figura B (dos 4 aos 7 anos)
CRITÉIROS DE CORREÇÃO


Exatidão

Tempo

Tipo de reprodução/organização

INTERPRETAÇÃO
FOLHA DE REGISTO
CÓPIA MEMÓRIA
Esta prova é utilizada sobretudo numa perspetiva clínica ao invés de psicométrica (Sanglade-Andronikof, 1980).


De acordo com esta perspetiva, Robert (1996) refere que a prova possibilita o estudo do desenvolvimento mental e das suas perturbações, aludindo fundamentalmente:

- À deteção de perturbações da estruturação espacial;
- Ao controlo visual e motor;
- Às capacidades de atenção e memória imediata;
- À rapidez e tipo de funcionamento mental;
- Aos fatores de organicidade, nomeadamente a fatores de deterioração mental;
- Às perturbações do esquema corporal.

VANTAGENS
 material ser reduzido;
 ser facilmente aceite por iletrados, sujeitos tímidos, inibidos, ou com dificuldades de aprendizagem;
 apresentar a evolução genética dos resultados;
 caracterizar o grau de atenção, bem como o grau de eventual insuficiência mnésica;
 prova aferida para a população portuguesa;
 prova não é influenciada por fatores culturais dado que é grafo-percetiva.

AFERIÇÃO
Aferição de Osterrieth
Composta por uma amostra de 295 sujeitos, cerca de 20 por cada grupo etário.
Esta prova pode revelar avanços nas crianças
Nos adultos pode detetar a eventualidade de uma insuficiência na apreensão percetiva.


A aferição na versão portuguesa
Foi realizada com populações residentes em meios urbanos, que frequentavam a escola ou jardim-de-infância;
De meios socioeconómicos diversos (baixos, médios e médios-altos);
Embora a heterogeneidade da amostra faça supor níveis de desenvolvimento bastante diversificados, dela não se excluíram aqueles sujeitos considerados pelos professores, como apresentando dificuldades de aprendizagem.

Figura A - 20 sujeitos, de ambos os sexos, por cada escalão etário (N=220), entre os 5 e os 15 anos (incluindo idade superiores).

Figura B - 80 sujeitos, de ambos os sexos, vinte por grupo de idade, distribuídos por quatro grupos: 5 a 8 anos inclusive.


Aplicação da prova varia entre os 5 e os 25 minutos, desenrolando-se em dois momentos distintos :

 1º CÓPIA - O modelo da figura está impresso numa folha de papel (A5), que deve ser colocada horizontalmente, em frente do sujeito. Este é convidado a copiar uma figura geométrica complexa sobre uma folha (A5).






Dá-se sucessivamente lápis de cor diferentes ao sujeito, não esquecendo de anotar a ordem. Quando este acaba de desenhar e vê-se o Tempo de Execução. Na folha em que o examinado desenhou deverá ser anotado: a palavra “Cópia”, o nome, a idade, a data de realização da prova e o tempo de execução.

 2º - Memória - Após um curto espaço de tempo que não deve exceder os três minutos, e sem prevenir o sujeito antes, pede-se-lhe que reproduza a figura que desenhou há pouco, de memória (isto é, sem o modelo). Anotamos o tipo de reprodução. ) Deverá ser anotado: a palavra “Memória”, o nome, a idade, a data de realização da prova e o tempo de execução.
INSTRUÇÃO
“Tem aqui um desenho; vai copiá-lo nesta folha; não é necessário fazer uma cópia rigorosa; é preciso, no entanto, ter atenção às proporções e sobretudo não esquecer nada. Não é necessário trabalhar à pressa. Comece com este lápis.”
EXATIDÃO
TEMPO DE EXECUÇÃO
TIPO DE REPRODUÇÃO / ORGANIZAÇÃO
Quanto ao tempo de execução, este deverá ser comparado com os dados padronizados do grupo etário respetivo (ver tabelas no manual).
QUANTITATIVA
QUALITATIVA
1. Qualidade da Reprodução (Cópia e Memória) Assim:



2. Rapidez de Reprodução (Cópia e Memória) Assim:




3. Relação entre a Qualidade e a Rapidez da Reprodução (Cópia e Memória)

 Boa Qualidade e Rapidez de Execução – São os resultados de melhor nível;
 Boa Qualidade e Lentidão de Execução – Significa existência de boas capacidades grafo-percetivas, mas o resultado fica prejudicado pela lentidão da execução;
 Má Qualidade e Rapidez de Execução – Significa a existência de capacidades grafo-percetivas diminuídas, possivelmente prejudicadas por um execução pouco cuidada ou por dificuldades de memória.
 Má Qualidade e Lentidão da Execução – Significa a existência de capacidades grafo-percetivas diminuídas

4. Relação entre a Cópia e a Memória

 Cópia e Memória de boa qualidade – A situação mais desejável; tanto melhor quanto melhor for a qualidade e a rapidez da execução.
 Cópia melhor que a Memória – Indica dificuldades de memorização que devem ser integradas em conjunto com os outros aspetos já analisados, devendo ser prestada uma atenção especial à capacidade de atenção e concentração do sujeito.

5. Estratégias de Organização da Informação Percetiva (Função Executiva)


1. Verbalizações, Corporalidade e Comportamentos
Comentários, exclamações, perguntas, e outras verbalizações;
Postura física ;
Tensão muscular;
Coordenação motora fina;
Lateralidade;
Outros comportamentos.

2. Projeção Corporal



3. Tipo de Erros de Execução
Categorias de erro verificadas na execução, normais na infância, mas com caraterísticas patológicas numa progressão etária, conhecidas como deformações primitivas:
Interpretação
Ausência de estruturação
Repetição
Faltas de atenção
Simplificação
Falta de competência gráfica
Tendência para a simetria


Note-se que a síntese de todos os elementos avaliativos desta prova não deve ser esquecida, pois é a sua integração que permite a correta contribuição para o diagnóstico do sujeito, bem como para o prognóstico final.
os dados devem ser integrados na restante avaliação a que se houver procedido, ganhando esta sentido como resposta às hipóteses diagnósticas formuladas perante a história do sujeito.
IMPORTANTE
FIGURA COMPLEXA de REY
Rey, A. (1959). Manuel du test de copie et reproduction de figures geométriques complexes. Paris: Centre de Psychologie Appliquée.

Robert, L. (1996). Estudo com a figura complexa de Rey-Osterrieth. Em “Avaliação Psicológica: formas e contextos”. Braga: APPORT.

Rocha, A. M., & Coelho, M. H. (1988). Teste de cópia de figuras complexas: Manual. Lisboa: CEGOC-TEA.

Sanglade-Andronikof, A., & Verdier-Gibello, M. L. (1980). L´examen psychologique de l´enfant. Encyclopédie Médico-Chirurgicale. Paris: Téchniques.

REFERÊNCIAS
OBRIGADA !!
Marina Barros
Catarina Barba
5/12/2014
MAURA, 23 anos
INTERPRETAÇÃO DO CASO
QUANTITATIVA
1. Qualidade da Reprodução





2. Rapidez de Reprodução




3. Relação entre a Qualidade e a Rapidez da Reprodução

Cópia – Boa Qualidade e Rapidez da Execução
Memória - Má Qualidade e Lentidão da Execução


4. Relação entre a Cópia e a Memória

Cópia melhor que a Memória – Indica dificuldades de memorização que devem ser integradas em conjunto com os outros aspetos já analisados, devendo ser prestada uma atenção especial à capacidade de atenção e concentração do sujeito

5. Estratégias de Organização da Informação Percetiva (Função Executiva)

Tipo de Reprodução Cópia- Tipo II
Tipo de Reprodução Memória - Tipo II




QUALITATIVA

6. Verbalizações, Corporalidade e Comportamentos

“eu não sou muito boa a desenhar”.
Perante a troca do lápis, a jovem evidenciou algum espanto, associando a troca a uma falha no traço do primeiro lápis “realmente este é melhor”, passando por cima do primeiro elemento desenhado.
“há pessoas que carregam mais no lápis eu não sou assim” (sic).
Face à tarefa de reprodução de memória mostrou-se ansiosa e preocupada com a sua prestação, repetindo “não me lembro de nada, ainda agora terminei e já não me lembro de nada” (sic).
Uma maior descontração na cópia
Quanto à tensão muscular, esta era notória nas expressões faciais indicando tensão e ansiedade.
Destra.
Sorria muito, estava confortável com a técnica não estava confortável face à sua (in)capacidade na reprodução de memória.

7. Projeção Corporal

Revelou preocupação em delimitar o interno e o externo, assim como com o preenchimento do vazio.
Houve a tentativa de reproduzir um elemento, contudo este foi colocado numa parte superior da figura, e ainda, em espelho.

8. Tipo de Erros de Execução

Cópia observa-se linhas pouco firmes com sobreposição e retoques.

também para adultos nos quais se suspeite de grande deterioração mental
Figura Complexa de Rey

A qualidade de reprodução da Maura para a cópia é bastante acima da média tendo em conta a sua idade. Por outro lado, a sua capacidade de reprodução por memorização é inferior à média;

A reprodução em cópia apresenta maior qualidade de reprodução que a memória, tendo sido executada também com maior rapidez que a segunda (que esta bem abaixo da média);

Os tópicos anteriores parecem sugerir que a Maura apresenta uma boa capacidade gráfica e boa organização grafo-percetiva ao nível da cópia, embora pareça evidenciar algumas dificuldades de memorização, possivelmente associadas a falta de atenção e / ou de concentração, baixa resistência à frustração, ou desistência (algo que também pode ser constatado pelas verbalizações e postura ao longo da prova). Pode-se supor que existe uma diminuição da capacidade de elaboração percetiva, já que na primeira reprodução foi capaz de alcançar um nível de atividade superior para a sua faixa etária. É importante considerar igualmente o tipo de reprodução utilizado (tipo II) que, de acordo com os estudos de Osterrieth é dominante para o grupo etário de Maura (cerca de 83% dos sujeitos utilizam este tipo de procedimento).

Note-se que a Maura possui o 9º ano de escolaridade, tendo desistido por diversas vezes de cursos de equivalência ao 12º ano. Os seus resultados mostram a sua adaptação face a tarefas concretas e externas, todavia quando lhe é solicitado que realize alguma atividade que exija a utilização de mais recursos cognitivos e de memória, observa-se maior dificuldade por parte da jovem. Poderemos hipotetizar que este menor desempenho (tendo em conta que os resultados não foram muito abaixo da média) deve-se à ansiedade experienciada pela possibilidade de falhar.

No segundo desenho, a Maura começou e terminou pelos mesmos elementos do desenho de cópia, existindo posteriormente uma tentativa de preenchimento do vazio.

AVALIAÇÃO GLOBAL
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