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UMA HISTÓRIA CRÍTICA DO FOTOJORNALISMO OCIDENTAL - PARTE I

Trabalho dos alunos da disciplina de fotojornalismo - primeiro semestre de 2011
by

Vagner Espeiorin

on 27 June 2011

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Transcript of UMA HISTÓRIA CRÍTICA DO FOTOJORNALISMO OCIDENTAL - PARTE I

UMA HISTÓRIA CRÍTICA DO FOTOJORNALISMO OCIDENTAL RUMO A UMA VISÃO HISTÓRICA DO FOTOJORNALISMO NO OCIDENTE - Os primeiros fotógrafos foram pintores.
- Imbuídos de uma mente literária, os editores resistiram durante bastante tempo a usar fotografias com texto.
- o aparecimento do primeiro tablóide fotográfico, em 1904, marca uma mudança conceptual: as fotografias teriam deixado de ser secundarizadas como ilustrações do texto para serem definidas como uma outra categoria de conteúdo tão importante como a componente escrita. - A história do fotojornalismo não é apenas uma história de rupturas, também é uma história de reformulações.
- Antecipar o que fotografar e quando fotografar.
- Num determinado contexto histórico-cultural, as narrativas convencionais no (foto)jornalismo contribuem para que seja dado significado social a determinados acontecimentos.
- O fotojornalista não apenas reporta as notícias, como também as cria: as (foto)notícias são um artefacto construído por força de mecanismos pessoais, sociais, ideológicos, históricos, culturais e tecnológicos. OS PRIMÓRDIOS DO FOTOJORNALISMO - A fotografia queria ser reconhecida como arte.
- Em meados do século XIX, inicia-se a edição de publicações ilustradas. A The Ilustrated London News, a primeira revista ilustrada, nasceu em Maio de 1842. - Fotografia/pintura
- Fotografia de retrato
- Fotodocumentalismo
- Fotografia de retrato - Para o fotojornalismo, a conquista do movimento revelou-se de importância vital, uma vez que permitiu "congelar" a ação, impressioná-la numa imagem quase em tempo real, capturar o imprevisto, chegar ao instantâneo e, com ele, acenar com a ideia de verdade: o que é assim capturado seria verdadeiro; a imagem não mentiria. - Com a abertura do estúdio de Disderi (1819-1889), também na capital francesa, por volta de 1854, opera-se uma mudança radical na evolução da fotografia — surge a fotografia "cartão de visita" e dá-se democratização do acesso à fotografia de retrato por via da diminuição dos preços. É dado o primeiro passo para a fotografia se tornar um mass medium. Nasce o fotojornalismo:
a guerra como tema privilegiado Guerra da Criméia (1854-55)
Roger Fenton
The Illustred London News Imagens não mostram o horror da Guerra.
Preferem destacar cenas de soldados e
oficiais longe de batalhas e cadáveres. Guerra de Secessão:
o início da estética do horror Mathew Brady (1823-96)
Alexander Gardner (1821-1882)
Timothy O’Sullivan (1840-1882)
George N. Barnard (1819-1902) Mathew Brady (1823-96) Alexander Gardner (1821-1882) Timothy O'Sullivan (1840-82) George N. Barnard 1819-1902 O leitor gosta de estar ‘perto’ da cena
A importância da ideia de atualidade também no fotojornalismo
O estar perto do fato é ressaltado
A fotografia tem alta carga dramática
O fim da aura de epopeia da guerra
A fotografia também é um forma de mostrar o vencedor da guerra Um lugar ao sol:
invenções desenham o êxito
do fotojornalismo Revistas especializadas Halftone
Illustrated American (1890)
The photographic news (
La Ilustración Española y Americana Aos poucos a imprensa se rende à fotografia.
Mas o caminho não foi fácil. Como as fotos
foram acolhidas inicialmentepor
por jornais amarelos (sensacionalistas).
Os quality papers acabaram aderindo completamente
ao fotojornalismo apenas mais tarde. The New York Time (1896) Avanços técnicos permitiram a disseminação da fotografia na imprensa.Mas ainda assim, muitas fotos demoravam quatro semanas para serem publicadas.
Os suplementos dominicais estampavam as melhores fotografias. "De fato, a introdução da fotografia na imprensa abre
a primeira janela visual mediática para um mundo que
se torna mais pequeno, caminhando para a
"familiaridade" da "aldeia global" (SOUZA, 2004, p. 49) INTENÇÕES DOCUMENTAIS E TESTEMUNHAIS DO NASCIMENTO
DO FOTODOCUMENTARISMO Não se consagrava fotos de guerra e de “pequenos eventos”.

Fotógrafos publicavam suas fotos em álbuns.

Jornais e revistas não tinham fotografias em boa qualidade. Como surgiu depois: gravação fotomecânica, clichés de cobre
e zinco e halfone. Indícios do fotodocumentalismo Viagens e curiosidades etnográficas;
Conquista do Oeste dos EUA;
Índios norte americanos fotografados por Edward Curtis e Adam Vroman: Edward Custis Adam Vroman “Inventário do mundo”
fotos de orientações colonialistas e comercias; London Labour and London Poor,
obra pioneira de Henry Mayhew,
um dos primeiros a perceber os efeitos da industrialização: Fotografias das ruas de Veneza,
recordações aos turistas de Carlo Ponti: John Thomson Jacob Riss Eugène Atget Lewis Hine Zille, Peter Henry Hemerson, Padre Browne, Sir Benjamim Stone: jesúita revelado apenas em 1986, e o mais atual Sebastião Salgado:

“...há vidas decisivas, com toda sua cultura e toda sua ideologia.” Principal intensão:
dar ao leitor um testemunho, mostrar a quem não está presente como é, o que aconteceu e como aconteceu.

Explorar um frame: enquadramento contextualizador na produção de sentidos.

As palavras passaram a ser insuficientes! A Pré-Revolução no Fotojornalismo – Século XX: Abrem-se as portas à Experimentação Século XX: na fotografia, são “anos de sobrevaloración da técnica – a máquina é a que fai bem ou mal o traballo”, no fotojornalismo nota-se o “aumento na demanda da foto pra prensa”.

 Nos EUA, as fotos do assassinato do Presidente McKinley são destacadas na imprensa.

 Alguns acontecimentos inesperados foram fotograficamente registrados por repórteres, ajudando a consolidar o mercado. Em 1910 usa-se pela primeira vez o retrogravado – processo de impressão que permite a tiragem de heliogravuras numa rotativa como sistema de reprodução. Subsistiu até os anos 60, quando surgiu o offset, que por sua vez deu lugar à infografia nos anos 80.
 Em 18 de abril de 1912, o padre jesuíta Franck Browne torna-se famoso depois que suas fotografias do Titanic terem sido publicadas em Europa e EUA. Todos os movimentos artísticos, a partir do naturalismo tiveram influência sobre a fotografia e sobre o fotojornalismo.
A invenção mais original da fotografia americana foi a Straight Photography que caracterizou uma estética modernista; em resumo, uma fotografia pura, mais criativa apostada em que o processo de significação da imagem se apóie nela mesma. Alfred Stieglitz foi um precursor do instantâneo, explorando uma estética da organização fotográfica e equilíbrio de elementos compositivos. Edward Steichen foi um fotógrafo rigoroso e meticuloso que se tornou um importante retratista e colaborou com revistas como Vanity Fair e Vogue. Durante a Primeira Guerra Mundial, Steichen viria a comandar os serviços fotográficos do exército americano. Após a Segunda Guerra, publicou uma representação fotográfica da América em guerra onde se evidencia a preocupação de mostrar quanto a guerra era estúpida.
Paul Strand foi um dos fotógrafos que mais impulsionou a entrada da fotografia na modernidade, tendo sido um influenciador das linhas histórico-evolutivas que permitiram o aparecimento de fotógrafos como Cartier-Bresson ou Brassaï. • Em 1925, um novo movimento nasce e assinala um retorno ao realismo na pintura. Preconiza-se a ordem fotográfica – a nitidez, precisão e a recusa em mascarar as características técnicas da fotografia.
• Edward Weston introduziu a ideia de pré-visualização: o fotógrafo deveria prever mentalmente o resultado final e o acidental deveria ser evitado (1932). Na URSS, o inconveniente não foi mostrado. A abordagem vai servir aos objetivos do Estado e do Partido Comunista, mas trata-se de um realismo decepado, que dissimula as contradições da sociedade, que não representa o outro lado da pátria do socialismo.
O grande expoente da fotografia soviética desse período foi Alexander Rodchenko (1891-1956). O mesmo sucedeu na Itália fascista, na Alemanha Nazi e na Península Ibérica de Franco e Salazar. A fotografia é grandiosa, mas “vazia” em termos de conteúdo.
Sob a influência da ideologia e de Stalin, começou a manipular-se a imagem fotográfica com o intuito de refabricar a história: as personagens indesejáveis suprimem-se das fotografias oficiais, enquanto outras são acrescentadas.
A revista Sovietskoe Foto inscreve-se, após 1927, nesse espírito manipulador, propagandístico e censório. “What exists outside the artist is much more important than his imagination. The world outside is inexhaustible.”

Paul Strand (O que existe fora do artista é muito mais importante que a imaginação dele. O mundo de fora é inesgotável). Obrigado pela atenção!

Alunos:
Grasiela dos Reis
Kelly da Silva
Maico Vogel
Vagner Espeiorin
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