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Projeto Terapêutico Singular

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by

Marcio Belloc

on 31 March 2014

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Transcript of Projeto Terapêutico Singular

Projeto Terapêutico Singular
FUROR
CURANDIS
singular ou individual
Práticas de saúde coletiva, nas quais é fundamental levar em conta não só o indivíduo, mas todo o seu contexto social.
Coletivo
Familiar
Rua
Bairro
Grupo
específico
Comunidade
Irmãos
Casal
Família
Um caso pode ser uma pessoa, uma família, uma rua ou praticamente toda uma área de abrangência.
Território
Indivíduo / Sujeito
Pessoa
Motivo
Informações
Problema
nas própias palavras
visão familiar
opinião de outros
Histórico do problema atual
início
fator desencadeante
manifestações sintomáticas
evolução
intervenções bioloógicas e psicossociais
compartilhamento do caso
Vida social
Configuração familiar ou coletiva
participação em grupos
participação em institucições
rede de apoio social
situação econômica
Efeitos do caso na equipe
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
formulação do projeto terapêutico singular
abordagens biológica e farmacológica
abordagem psicossocial
apoio do sistema de saúde
apoio da rede comunitária
trabalho em equipe
"O trabalho vivo não pode em ato, no interior do preocesso de trabalho, libertar-se plenamente do trabalho morto, mas tem condições de comandá-lo se conseguir aprender a interrogálo, a duvidar do seu sentido e a abrir-se para os ruídos/analisadores presentes no seu cotidiano. Com isso, e de posse de uma caixa de ferramentas que tenha o compromisso com o sujeito da ação, e em ação pode-se reinventar a lógica do processo de trabalho, sua gestão, organização e finalidade, em ato, coletiva e publicamente."
Emerson Elias Merhy
Em busca do tempo perdido:
A macropolítica do trabalho vivo em ato, em saúde.
http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/capitulos-03.pdf
Fluxograma Analisador
ENTRADA
RECEPÇÃO
DECISÃO
CARDÁPIO DE oFERTAS
SAÍDA
A entrada de Bernardo ao serviço se deu a partir de sua mãe, Manuela, que busca a assistente social do serviço com uma demanda de orientação sobre onde conseguir medicamentos. No desenrolar da conversa, Manuela queixa-se estar deprimida, sendo encaminhada à psicóloga. No entanto, antes desta consulta, a assistente social procura pela colega, para discutirem o caso. Quando atendida pela última, esta convida Manuela a participar do Grupo de Psicoterapia (GP) da UBS, no qual a usuária fala pela primeira vez de Bernardo, dizendo, de acordo com a psicóloga, que tinha um filho com problema, porque ele apresentava os mesmos comportamentos de seu falecido marido, que era esquizofrênico e viveu internado por muitos anos; situação com a qual, segundo Manuela, fora muito complicado conviver.
No GP a mãe é então orientada a trazer seu filho ao serviço em uma das datas direcionadas ao acolhimento em saúde mental. Participando do acolhimento a Bernardo, que tinha 16 anos, a mesma psicóloga o encaminha ao Grupo de Adolescentes (GA).
Por conseguinte, Bernardo passa a participar do GA, enquanto sua mãe, Manuela, continuava no GP, e também se insere, convidada pela psicóloga, no Grupo de Orientação de Pais (GOP).
Num dado momento, os profissionais da equipe de saúde mental resolvem, por meio dessas discussões, face às suas articulações e interações, que Bernardo deveria passar também com a médica homeopata, integrante daquela equipe e que trabalhava com grupos de crianças e saúde escolar. Esta médica, então, sente necessidade de encaminhar Bernardo à psiquiatra do serviço de referência do território, que aqui nomearemos como Centro de Referência (CR).
Os profissionais de saúde responsáveis pelo GA também percebem que o usuário, por apresentar um comportamento bastante regredido, não conseguia se vincular ao mesmo, questão que ao ser discutida na reunião da equipe de saúde mental, é direcionada no sentido de encaminhar Bernardo ao Grupo de Crianças de 10 a 11 anos, o Grupo de Orientação Lúdica (GOL), o qual, segundo a psicóloga e a médica homeopata, suas coordenadoras, foi o grupo onde ele se deu melhor.
Por meio deste percurso, observa-se que foram se configurando redes de conversação (individuais e coletivas) que interligaram os trabalhadores da equipe de saúde mental, acolhendo tanto Bernardo, quanto Manuela no serviço, permeadas também por reuniões quinzenais da equipe de saúde mental e um fluxo de conversas não-formais entre os trabalhadores alimentando a potência dos usuários produzirem relações em diferentes espaços, na UBS
Então, aconteceu que Bernardo, em virtude de um grave problema oftalmológico, foi levado pela mãe até um hospital geral, de onde os médicos o encaminham ao setor de psiquiatria. Neste local, é feito o diagnóstico de esquizofrenia para o adolescente, embora para os profissionais da equipe de saúde mental da UBS aquele fosse controverso, levando-se em consideração, para além dos sinais e sintomas, especialmente o contexto familiar envolvido: "O rótulo de esquizofrênico a Bernardo foi dado por uma visão mais clínica da psiquiatria, que não tem muito essa coisa de leitura de família, é mais a psicopatologia" (Gerânio).
E, a partir do hospital geral, Bernardo foi encaminhado ao CAPS, tendo permanecido concomitantemente na UBS por pouco tempo, cerca de um mês. Segundo a assistente social, Manuela continuava freqüentando o serviço, porque participava do GP, apesar de muito faltosa; mas, abandonara o GOP. Para os profissionais da UBS, em relação a Bernardo, essas vindas de Manuela, ainda que espaçadas, eram importantes, por serem espaços de conversação nos quais eles perguntavam sobre o adolescente, sendo uma forma de saber como ele estava caminhando na vida, como andava a relação entre mãe e filho...

Juliana Reale Caçapava et all
Trabalho na atenção básica: integralidade do cuidado em saúde mental.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0080-62342009000600019&script=sci_arttext
CARVALHO, S.R.; CUNHA, G.T. A gestão da atenção na saúde: elementos para se pensar a mudança da organização na saúde. In: CAMPOS, G.W.S. et al. (Orgs.). Tratado de Saúde Coletiva. São Paulo: Hucitec, 2006. p.837-68.
Dulce Helena Chiaverini
Guia prático de matriciamento em saúde mental.
http://www.twiki.ufba.br/twiki/pub/CetadObserva/Outros/guia-matriciamento_MS_JUNHO_2011.pdf
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